SC Internacional, Ramones e Cerveja. Isso tudo existe e ainda tem quem reclame da vida.
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sexta-feira, 23 de julho de 2010
Vou Ser Tio!
Tem uma pá de blogs que eu leio e recomendo alí no sidebar, mas tem um novo que me deixou tão feliz que eu preciso recomendar especialmente aqui para os leitores: anoticiadoano.blogspot.com. Vou ser tio! Parabéns maninha!!!
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Brasil!
Esse post é sobre coisas muito boas. Acabo de chegar de uma revigorante viagem para casa. Para o meu Brasil e o meu Rio Grande do Sul. Confesso que não me sentia tão feliz quanto me senti lá há um bom tempo. Os motivos são vários. A agenda foi lotada. Fiz em duas semanas e meia de Brasil coisas que por aqui não faço em meses, talvez em um ano. Vou contar-lhes tudo. Já saí do avião direto para uma churrascaria. O leitor não pode imaginar a falta que faz um bom churrasco para um gaúcho que estava fora do país há pouco mais de três anos. Digo fora do país porque hoje o churrasco é difundido em todo o país, e até em Portugal é fácil encontrar essa iguaria. Mas na Itália não se encontra, ou se encontra por preços exorbitantes. Então foi uma grande alegria matar essa saudade. Ainda mais acompanhado por grandes amigos como são o Castanheira, a Sheila e a Isabel. Depois do almoço, junto com o "Velhão", outro grande amigo, fomos direto ao Grenal, vencido por um a zero pelo Colorado. Não poderia imaginar jeito melhor de chegar ao Brasil. A noite curti Porto Alegre, a Cidade Baixa, lugar bem bacana que estava lotado de gente com camisetas da dupla grenal confraternizando e tomando cerveja. Uma cena que chega a ser emocionante, pra quem vive num lugar onde a camisa do Inter ou do Grêmio não querem dizer nada para a absoluta maioria das pessoas.
No dia seguinte, fui pra casa. Rio Grande! Minha cidade que, diz o Jornal do Almoço, cresce a cada dia e deve em breve ser a segunda economia do estado, graças aos investimentos em nosso porto pela Petrobrás que geram milhares de empregos diretos e indiretos. Diz ainda o Jornal do Almoço que em 2012 teremos um oceanário próximo à praia do Cassino. O oceanário será uma atração turística de grande porte e um centro de pesquisa extraordinário para a oceanologia, área já tão importante na nossa cidade e universidade. Chegando lá fui saudado por meus pais e minha irmã, pessoas que eu amo muito. Almocei uma bela comida caseira. A noite, o segundo churrasco da viagem (verão que foram vários), preparado pelo meu pai, que continua sendo um grande assador.
Depois seguiu-se uma semana cheia. Há tempos não me divertia tanto. Na terça, um show na Furg com uma banda cover dos Beatles. O show foi organizado pelo ex-colega do segundo grau Franco, hoje trabalhando na TV FURG, que tive o prazer de rever. Muito bom o show, com músicas mais "alternativas" dos Beatles, fugindo aos tradicionais hits do álbum "1". Também durante esse show, vi pela primeira vez alguns velhos conhecidos. Pessoas que só conhecia pela comunidade do Orkut "Rio Grande, a cidade" que conheci ao vivo pela primeira vez. Foi curioso "conhecer" ao mesmo tempo tantas pessoas que eu "já conhecia". Também estavam lá grandes amigos como o Suíta e o Celso. Que alegria rever esses caras. Quarta, St Patrick com o amigo Castanheira. Achei o bar bem bacana. Quinta, quinta-dupla, o clássico evento de toda a quinta-feira no Larus. O bar estava ligeiramente superlotado, mas a saudade era tanta que consegui me divertir bastante. Sexta, poker com alguns colegas da comunidade "Rio Grande, a Cidade", só gente boa. Só perdi o jogo porque minha irmã me apressou pra irmos para o show da Graforréia Xilarmônica em Pelotas. Valeu muito a pena ter perdido o jogo pra ir ao show. Reconheço minha ignorância sobre a banda, mas mesmo sem conhecer as músicas curti muito o show. Lá revi mais amigos do tempo do colégio. Mateus, Danica, Jéssica, Grupis, ... Vocês são foda!
Sábado eu finalmente revi a minha filha. Foi muito bom. Amo muito essa menina, e é uma imensa alegria saber que está tudo bem com ela. Apesar de uma situação um tanto complicada de litígio entre eu e a mãe dela que não cabe comentar aqui e à qual ela é mais exposta do que deveria, eu vejo que ela está muito bem, e vai superar todos os problemas. Passeamos e nos divertimos bastante no sábado, no domingo e no feriado de finados, inclusive comendo mais um churrasco. Foi uma sensação indescritível revê-la.
Ainda no sábado, mais um churrasco com a galera toda dos velhos tempos. Todos já citados aqui. Na noite de domingo, o churrasco da comunidade "Rio Grande, a cidade" (perdi a conta dos churrascos... que coisa bem boa isso!). Grande evento, com futebol e muita carne e cerveja. Diversão a valer com uma galera muito legal da comunidade. Foi um prazer conhecer todos.
Na semana seguinte, curti bastante meus pais e minha irmã. Depois fui até Porto Alegre dar uma olhada na feira do livro, conhecer a casa de cultura Mário Quintana e assistir ao show do Júpiter Maçã, um dos meus artistas preferidos. Pena ele não ter tocado mais músicas da "Sétima Efervescência", um dos melhores discos já feitos. Ainda assim foi um baita show. Foi muito bom fazer tudo isso. E muito bem acompanhado, diga-se de passagem ;-).
No último fim de semana no RS, outro churrasco com os grandes amigos Suíta, Velho e Celso, as respectivas esposas e filhos. Nosso grupo de amigos (o "Reduto") está definitivamente na segunda geração, já que agora todos temos filhos, todos saudáveis e bonitos. O tempo passa...
Ainda deu tempo de passar em Campinas, rever meu primo Rafael e a Lígia, conhecer a filhinha deles (muito linda a Isabela, que criançada maravilhosa eu conheci nessa viagem!), e reencontrar alguns amigos do tempo em que eu morava lá. Foi muito legal reencontrar meu primo. Conversar sobre os velhos tempos, sobre a vida. Sempre fui muito próximo desse cara, e aparentemente a distância e o tempo longe não mudam isso. O mesmo vale para todos os familiares e amigos que citei nesse post. Todos extremamente importantes pra mim.
Ufa, foram duas semanas e meia bem intensas. Extremamente gratificantes. Um grande prazer. Três anos de saudades devidamente extravasados. Espero nunca mais ter que passar tanto tempo assim longe de tudo isso. Eu amo o Brasil. A minha terra. A minha gente. Nosso maior problema é social, ou seja, econômico, mas se até a "The Econimist" afirma que o Brasil decolou, ninguém mais segura o meu país.
Saudações a todos os leitores, de um cara muito feliz de ter os amigos, a família e a pátria que tem.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Bem vinda Isabela!
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Copenhagen, ou Copenhague
Semana passada, meu pai esteve aqui pela Europa a trabalho, e teve um fim de semana livre em Copenhagen, caqpital da Dinamarca. Lá fui eu e minha irmã, ambos "perdidos" pela Europa encontrá-lo. É sempre bom rever os familiares, ainda mais estando aqui tão longe. Por pouco tempo que seja, um fim de semana já ameniza bastante a enorme saudade.A terra da pequena sereia é um lugar bem legal. Gostei muito da arquitetura, bem diferente dos outros lugares. Aliás aqui na Europa cada lugar parece ter uma arquitetura diferente. São os prédios antigos os mais bonitos, na minha opinião. De um tempo em que as coisas não eram pré-fabricadas e os prédios não eram "quadradões".
Tinha muitas e muitas mulheres loiras, mas em geral um pouco "grandalhonas" demais pro meu gosto. As pessoas são simpáticas e educadas. Todos falam inglês, o que é um alívio para qualquer turista. E bebem. Mas bebem pra se destruir mesmo. No parque Tivoli, era comum encontrar grupos de dinamarqueses completamente "do outro lado". Teve um que passou mal, e aí fechou um esquema de segurança, com uns oito ou dez guardinhas do parque pra socorrer o cara e não deixar que outras pessoas chegassem perto. Se é no Brasil, deixam o cara atirado no chão e deu. Mas eu acho que aqueles funcionários já são especialistas em auxilio a bêbados, pois aquilo deve acontecer toda a hora. Domingo perto do meio-dia, tinha um maluco sem camisa, atirado de bruços no chão e uma dinamarquesa dessas grandalhonas sentada ao lado que o consolava e fazia carinho, mas ele não estava sentindo nada. Totalmente apagado.
Fizemos um passeio de barco. Só vi a pequena sereia do barco, de costas. Não deu tempo de ir lá vê-la de perto. Mas o pai e a Tati tinham ido e disseram que valia mais a pena passear pela cidade do que ir ver a escultura da sereia. Aí fizemos um passeio de barco muito legal por toda a cidade. Muitos prédios legais. A guia do nosso barco falava em dinamarquês, inglês e italiano. Dinamarquês não dá pra entender absolutamente nada, mas fiquei contente que tinha duas línguas que eu entendia. Aí se eu perdia alguma coisa na versão em inglês, eu recuperava no italiano. Ah, a guia também era loira, e não era grandalhona :-).
Copenhague também é uma cidade dessas que não dormem. Sempre, a qualquer hora do dia ou da noite têm pessoas na rua e alguma coisa acontecendo. Uma cidade realmente interessante. conhecemos bares e pubs onde tomamos as cervejas locais Carlsberg e Tuborg. Muito boas na minha opinião. Copenhague é também um lugar caro. Provavelmente por causa do bom padrão de vida de sua população. Uma cerveja (chope) de 500 ml sai por uns 7 Euros, enquanto na Itália paga-se de 3 a 5, dependendo do lugar. Curiosidade é que os bares que tem mesa ao ar livre oferecem estufas e cobertores aos seus freqüentadores. Mesmo no verão, a noite por lá faz um pouco de frio e é comum ver gente curtindo sua Tuborg enrolado em um cobertor oferecido pelos bares e pubs da cidade.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Sad But True
Muito triste que não seja o bastante o amor. As crianças tendem a ficar do lado de quem melhor as manipula. Retirei o link de um post já meio antigo do blog do Hugo, mas estou de pleno acordo com a matéria. Agora mais do que nunca. Acho que no fim das contas não adianta eu querer deixar o lado pessoal totalmente de fora. Acho que um blog acaba refletindo a vida de quem o escreve. Paciência.
Tanta coisa no mundo poderia e deveria ser diferente...
Mais links sobre o assunto:
Pais e Filhos e muito mais
PasKids.com
Tanta coisa no mundo poderia e deveria ser diferente...
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terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Scuola
Com a chegada das gurias aqui na Itália, uma das primeiras providências que tive que tomar foi colocá-las na escola. Felizmente, dados os meus parcos recursos de estudante de doutorado, o ensino aqui na Itália ainda é público. Salvo pessoas muito ricas, todos os italianos estudam gratuitamente na escola pública e com qualidade (espero).
O sistema escolar italiano é formado por 5 anos de "scuola elementare", depois três anos de "scuola media" e por fim mais 5 anos de "scuola superiore". A escola superior pode ser uma escola profissionalizante, pra quem quer aprender uma profissão e sair da escola trabalhando ou o que chamam de "liceo", que é mais ou menos como o segundo grau no Brasil (ainda chamam de segundo grau?) e é a opção para quem pretende fazer universidade depois. O "liceo" se divide em "liceo classico" e "liceo scientifico". O último tem maior enfase em ciências e matemática, e o primeiro em "cultura geral", incluindo coisas extremamente interessantes, mas de utilidade questionável, como o idioma grego. Já o latim é ensinado tanto no liceu clássico como no científico.
A Mariana está na escola primária ("elementare") e a Brenda na escola média. Achei legal que ambas vão ter aulas de inglês e de música e, assim que aprenderem bem o italiano, estudarão também alemão. Por enquanto elas têm aulas extras de italiano nos horários em que os colegas fazem alemão. A escola forneceu gratuitamente duas ou três dezenas de livros para as meninas. Não vai ser por falta de livros que elas não vão aprender. O ensino de religião é opcional. Dado que elas próprias optaram por ter aulas de religião e por eu achar que a religião tem um certo valor cultural, acabei optando por matriculá-las também no ensino religioso. Confesso que tive dúvidas quanto a isso. Alguns italianos são "católicos demais", mas creio que posso orientá-las da melhor forma em casa. Os profissionais de ensino e a primeira impressão que tive em ambas as escolas foram muito boas. O primeiro dia de aulas delas também correu bem. Sem nenhum contratempo. Vamos ver como elas se adaptam nos próximos dias.
O sistema escolar italiano é formado por 5 anos de "scuola elementare", depois três anos de "scuola media" e por fim mais 5 anos de "scuola superiore". A escola superior pode ser uma escola profissionalizante, pra quem quer aprender uma profissão e sair da escola trabalhando ou o que chamam de "liceo", que é mais ou menos como o segundo grau no Brasil (ainda chamam de segundo grau?) e é a opção para quem pretende fazer universidade depois. O "liceo" se divide em "liceo classico" e "liceo scientifico". O último tem maior enfase em ciências e matemática, e o primeiro em "cultura geral", incluindo coisas extremamente interessantes, mas de utilidade questionável, como o idioma grego. Já o latim é ensinado tanto no liceu clássico como no científico.
A Mariana está na escola primária ("elementare") e a Brenda na escola média. Achei legal que ambas vão ter aulas de inglês e de música e, assim que aprenderem bem o italiano, estudarão também alemão. Por enquanto elas têm aulas extras de italiano nos horários em que os colegas fazem alemão. A escola forneceu gratuitamente duas ou três dezenas de livros para as meninas. Não vai ser por falta de livros que elas não vão aprender. O ensino de religião é opcional. Dado que elas próprias optaram por ter aulas de religião e por eu achar que a religião tem um certo valor cultural, acabei optando por matriculá-las também no ensino religioso. Confesso que tive dúvidas quanto a isso. Alguns italianos são "católicos demais", mas creio que posso orientá-las da melhor forma em casa. Os profissionais de ensino e a primeira impressão que tive em ambas as escolas foram muito boas. O primeiro dia de aulas delas também correu bem. Sem nenhum contratempo. Vamos ver como elas se adaptam nos próximos dias.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Família
Minha família chegou do Brasil. Estão morando comigo aqui em Pergine minha esposa e nossas duas filhas. Talvez esse blog se torne mais "família". Talvez sobre menos tempo para postar. Talvez... Minha vida pessoal ultimamente tem mais "talvezes" do que certezas. Bola prá frente, de um jeito ou de outro.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Feliz Ano Novo
Bah, devo ter batido o recorde de tempo sem postar.
Em primeiro lugar um excelente 2008 para todos.
Para o Inter o ano já começou bem, vencendo a Inter de Milão. Já batemos o campeão alemão, italiano e espanhol. Se em um futuro próximo derrotarmos o campeão inglês, alguém tem que dar um troféu da Champions League pro Inter.
Estava curtindo as festas de fim de ano em Lisboa, com a minha irmã que está morando por lá. Mas dessa vez não vou escrever um daqueles longos (chatos?) posts sobre viagem. Não estou com muita disposição pra tal coisa. Não que Lisboa não mereça. Pelo contrário, o lugar é muito legal. O problema, no caso, é comigo, e não com Lisboa. Mas, mesmo sem post longo preciso registrar que achei muito legal o Zoológico, especialmente o vôo livre dos pássaros e o show dos golfinhos. Também muito interessante o oceanário. Uma espécie de aquário gigantesco com tubarões, arraias e cardumes de diferentes tipos de peixes em um verdadeiro oceano artificial para deleite dos visitantes. Parece que existe um projeto de fazer um oceanário em Rio Grande, seria espetacular. Outra atração interessante é ir até o bairro alto tomar umas cervejas. Ambiente "sem stress" que combina bem comigo. Conheci ainda Cascais e vi um belo pôr do sol na praia do Guincho. Apesar do frio de inverno, muito bonitos os lugares.
Passei o Natal na casa de uns brasileiros aleatórios em Lisboa. Tinha uns malucos que superaram o limite da bebida, mas tudo no sentido da diversão. Sem nenhum problema. Só alegria. Só que até eu, que sou chegado em uma cerveja, me sentia sempre sóbrio demais perto de algumas pessoas naquela casa. Estava bem divertido. No ano novo fomos eu e a Tati para Faro, no Algarve. Aqui devo dizer que esperava mais, pois o ano novo no Algarve tem fama de ser bem legal, e foi só ok. Talvez tenhamos ido pro lugar errado do Algarve, talvez seja saudade das festas de ano novo lá no Cassino, com a galera toda. Mas valeu pela tranqüilidade que propiciou boas conversas que tive com minha irmã, entre outros assuntos falamos muito sobre nossa família e suas origens portuguesas.
Minha outra passagem por Lisboa, mais rápida e mais detalhada, aqui.
Em primeiro lugar um excelente 2008 para todos.
Para o Inter o ano já começou bem, vencendo a Inter de Milão. Já batemos o campeão alemão, italiano e espanhol. Se em um futuro próximo derrotarmos o campeão inglês, alguém tem que dar um troféu da Champions League pro Inter.
Estava curtindo as festas de fim de ano em Lisboa, com a minha irmã que está morando por lá. Mas dessa vez não vou escrever um daqueles longos (chatos?) posts sobre viagem. Não estou com muita disposição pra tal coisa. Não que Lisboa não mereça. Pelo contrário, o lugar é muito legal. O problema, no caso, é comigo, e não com Lisboa. Mas, mesmo sem post longo preciso registrar que achei muito legal o Zoológico, especialmente o vôo livre dos pássaros e o show dos golfinhos. Também muito interessante o oceanário. Uma espécie de aquário gigantesco com tubarões, arraias e cardumes de diferentes tipos de peixes em um verdadeiro oceano artificial para deleite dos visitantes. Parece que existe um projeto de fazer um oceanário em Rio Grande, seria espetacular. Outra atração interessante é ir até o bairro alto tomar umas cervejas. Ambiente "sem stress" que combina bem comigo. Conheci ainda Cascais e vi um belo pôr do sol na praia do Guincho. Apesar do frio de inverno, muito bonitos os lugares.
Passei o Natal na casa de uns brasileiros aleatórios em Lisboa. Tinha uns malucos que superaram o limite da bebida, mas tudo no sentido da diversão. Sem nenhum problema. Só alegria. Só que até eu, que sou chegado em uma cerveja, me sentia sempre sóbrio demais perto de algumas pessoas naquela casa. Estava bem divertido. No ano novo fomos eu e a Tati para Faro, no Algarve. Aqui devo dizer que esperava mais, pois o ano novo no Algarve tem fama de ser bem legal, e foi só ok. Talvez tenhamos ido pro lugar errado do Algarve, talvez seja saudade das festas de ano novo lá no Cassino, com a galera toda. Mas valeu pela tranqüilidade que propiciou boas conversas que tive com minha irmã, entre outros assuntos falamos muito sobre nossa família e suas origens portuguesas.
Minha outra passagem por Lisboa, mais rápida e mais detalhada, aqui.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Paulo Sant'Anna
Concordo em parte com essa coluna do Paulo Sant'Anna.
Concordo quando ele diz: "De como se instala obrigatoriamente entre marido e mulher e pais e filhos uma guerra doméstica que acaba por infelicitar a todos, em que as culpas são atiradas reciprocamente em quem só tem culpa de ter tentado formar ou integrar uma família." ou quando diz: "E toda a infelicidade do marido passa a ser atribuída à mulher e vice-versa."
Não concordo quando ele diz que a solução seja morar em casas separadas. Sei por experiência própria que isso é deveras doloroso. Pra mim a solução é que as pessoas procurem entender e compreender tanto quanto possível umas as outras. Suas necessidades, desejos, aspirações. Uma pena isso muitas vezes não ser possível, ocasionando a convivência "de ódio recíproco e incontrolável" do Sant'Anna.
Concordo quando ele diz: "De como se instala obrigatoriamente entre marido e mulher e pais e filhos uma guerra doméstica que acaba por infelicitar a todos, em que as culpas são atiradas reciprocamente em quem só tem culpa de ter tentado formar ou integrar uma família." ou quando diz: "E toda a infelicidade do marido passa a ser atribuída à mulher e vice-versa."
Não concordo quando ele diz que a solução seja morar em casas separadas. Sei por experiência própria que isso é deveras doloroso. Pra mim a solução é que as pessoas procurem entender e compreender tanto quanto possível umas as outras. Suas necessidades, desejos, aspirações. Uma pena isso muitas vezes não ser possível, ocasionando a convivência "de ódio recíproco e incontrolável" do Sant'Anna.
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Mudança

Pois é, estou me mudando. Vou morar em Pergine Valsugana (todo mundo chama só de "Pergine"). Trata-se de uma cidade com cerca de 24 mil habitantes aqui pertinho de Trento. Pego o trem em uma estação perto do trabalho e estou em Pergine em dez minutos. O apartamento fica há uns 150 metros da estação e é grande o bastante para a minha família que eu estou tentando trazer para a Europa já há dois anos. "Eu sou brasileiro e não desisto nunca!" O aluguel é um pouco mais barato do que em Trento e, com esse trem eu chego em Pergine mais rápido do que vou da Universidade ao centro de Trento de ônibus. O único problema é que o último trem sai de Trento às 21:05, o que acaba com minhas possibilidades de fazer qualquer cooisa em Trento depois desse horário. Incluindo jantas com amigos e o futebol que eu jogava nas quartas-feiras, a menos que eu arranje alguma carona.
Mudança é um stress. Passei os últimos dias fazendo malas e encaixotando coisas. E vou passar os próximos dias desempacotando. Sem falar que por enquanto ainda não tenho água, luz e gás. Me disseram na empresa de água, eletricidade e gás (isso que é monopólio!) hoje de manhã que em dois ou três dias "deve essere tutto a posto". Tomara. Internet em casa então sabe-se lá quando (e se) vou ter.
Ainda não conheço bem Pergine, quando descobrir coisas interessantes sobre a cidade posto aqui. Parece que tem um shopping legal. O único da região que abre aos domingos! Eu sei, no Brasil tudo abre aos domingos, mas aqui isso é raro.
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
Mariana
Estes versos, fiz para ti
Tu és a mais especial
Ao primeiro dia que te vi
Nunca tive emoção igual
Melhor que todas as viagens
Mais alegre que o paraíso
A mais bela das imagens
Para mim é o teu sorriso
A saudade é um sufoco
Um momento de tormento
Vai durar só mais um pouco
Passa rápido, como o vento
Te desejo toda a felicidade
Minha linda florzinha
Já com oito anos de idade
Ainda és minha "bizuquinha"
Versos amadores em homenagem ao oitavo aniversario da minha princesa, Mariana.
Tu és a mais especial
Ao primeiro dia que te vi
Nunca tive emoção igual
Melhor que todas as viagens
Mais alegre que o paraíso
A mais bela das imagens
Para mim é o teu sorriso
A saudade é um sufoco
Um momento de tormento
Vai durar só mais um pouco
Passa rápido, como o vento
Te desejo toda a felicidade
Minha linda florzinha
Já com oito anos de idade
Ainda és minha "bizuquinha"
Versos amadores em homenagem ao oitavo aniversario da minha princesa, Mariana.
terça-feira, 21 de agosto de 2007
Barça!
A última cidade (passou muito rápido) da nossa viagem de duas semanas foi Barcelona. Um ótimo lugar. Tão viva quanto Roma, ou mais. A começar pelo albergue onde ficamos eu e a Tati, com suas paredes coloridas com desenhos psicodélicos. A avenida Las Ramblas parece funcionar 24 horas. Seja o horário que for tem sempre algo acontecendo por ali e pessoas de todas as idades passando. Artistas de todo o tipo, de caricaturistas até acrobatas estão sempre ali batalhando alguns Euros. Na mesma avenida bares e restaurantes de todo o tipo. Desde McDonald's até a tradicional paella, que degustamos em uma de nossas noites por lá. Paella é um prato feito com arroz e toda a sorte de frutos do mar. Desde o simples e delicioso camarão até um bicho que nós apelidamos carinhosamente de "alien" em alusão aos belos filmes com a Sigourney Weaver. Tá, em alusão aos três primeiros filmes da série já que do quarto em diante foram só filmes lixo/caça-níqueis que nunca deveriam ter sido feitos. Voltando ao assunto, paella com sangria é uma excelente pedida!

Toda a cidade (ou quase toda) tem seu "cartão postal". E o de Barcelona é a igreja (ou catedral?) da Sagrada Familia. O prédio
foi projetado pelo Gaudi, que parece ser "o cara" de Barcelona, já que 3 em cada 4 atrações turísticas da cidade têm o dedo dele. A Sagrada Família é um belo prédio, e o que eu mais gostei foi a fachada da paixão, com uma série de esculturas em um estilo "quadradão" que eu achei muito legal. As expressões de tristeza e dor daquelas esculturas que representam a paixão de Cristo são realmente sensacionais. Confiram as fotos no Picasa.
Por falar no Gaudi, fomos também ao parc Güell, onde o artista morou alguns anos. O parque é um lugar extremamente zen, onde as pessoas caminham, fazem piqueniques ou sentam-se para admirar a arte moderna de Gaudi e ouvir a música de diversos artistas que tocam diferentes instrumentos no lugar. O lugar é realmente muito bonito e vale a pena curtir uma tarde, ou mesmo um dia zen por ali.

Outro lugar interessante que não podemos deixar de visitar foi o Nou Camp (ou Camp Nou, os espanhóis dizem de um jeito e os catalães de outro), o estádio do nosso freguês, o FC Barcelona. Claro que pra entrar lá eu e o Rafael vestimos o manto sagrado. É bem legal fazer o tour pelo estádio. Conhecemos vestiários, salas de imprensa, cabines de transmissão, tribunas de honra e fomos até a beira do gramado. Só não deixam o cara pisar no gramado. Mas tudo bem. Valeu a visita. Já o museu do clube eu esperava mais. Recomendo fazer o tour pelo estádio e deixo o museu como uma opção para os mais "fanáticos". Na saída do tour, é claro, tem uma megastore vendendo tudo o que se possa imaginar do FC Barcelona. Canecas, mantas, todos os 649 tipos de uniforme, gravatas, bonecos dos jogadores (destaque para o Ronaldinho) e do treinador, bolas, mamadeiras, rebimboca de parafuseta e o caramba. Os caras sabem fazer Marketing. Faz tempo que não vou no Beira-Rio. Ouvi dizer que está melhorando. Tomara que sim. Acima uma foto minha na arquibancada do Nou Camp comemorando o eterno gol do Gabiru. Mais fotos no Picasa
Outra coisa boa da Espanha são os custos. O país é mais barato que a França, a Inglaterra ou o norte da Itália e não perde em atrações e diversão para os outros. Compramos duas garrafas de Freixenet, um champagne (ou espumante, como preferem os franceses já que o freixenet é catalão e não da região de Champagne) por menos de cinco Euros cada uma e fomos beber a noite em um belo pier. Foi uma noite bem legal, embora tenha faltado minha esposa que adora Freixenet e que tornaria a noite mais romantica para mim. Ainda assim nos divertimos muito falando, entre outros assuntos, sobre coisas da nossa infância de primos muito próximos que éramos e somos. Eu, o Rafael, a Tati e o Gerson. Este último não estava lá, mas foi citado, claro.
Como aqui na Europa estamos em pleno verão, estando em Barcelona não poderíamos deixar de curtir Barceloneta, uma das praias da cidade. Ainda mais eu que não ia a praia desde o início de 2005, já que por idas e vindas do Brasil pra cá tive quatro invernos consecutivos. Compramos uma bolinha de futebol, algumas cervas e fomos em direção ao mar Mediterrâneo. Pois vinha eu meio olhando pro chão, curtindo a areia macia na qual não pisava há mais de dois anos e dei de cara com um par de seios de uma guria deitada no chão, há centímetros de onde eu estava passando. Nem acreditei. Quase caí pra trás. De longe não enxergo. Quando vi que ali rola o topless geral foi praticamente do meu lado. No Brasil essa bela prática é proibida na maioria das praias, por isso meu espanto. Mas em Barcelona e, me parece em grande parte da Europa, é uma coisa bem normal e, na minha opinião, bem bonita.
Fomos ainda ao "bairro gótico", onde encontramos uma arquitetura (obviamente) gótica, alguns museus e exposições que não tivemos muito tempo para visitar e várias lojas de souvenirs. Encerramos a viagem tomando mais Freixenet, desta vez no pátio do albergue. Nada mau.
Buenas, recomendo e muito Barcelona aos possíveis leitores turistas. Depois de Barça, lá se foram as minhas férias e voltei pra Trento, ainda junto com minha irmã.
Fotos de Barça.
Toda a cidade (ou quase toda) tem seu "cartão postal". E o de Barcelona é a igreja (ou catedral?) da Sagrada Familia. O prédio
foi projetado pelo Gaudi, que parece ser "o cara" de Barcelona, já que 3 em cada 4 atrações turísticas da cidade têm o dedo dele. A Sagrada Família é um belo prédio, e o que eu mais gostei foi a fachada da paixão, com uma série de esculturas em um estilo "quadradão" que eu achei muito legal. As expressões de tristeza e dor daquelas esculturas que representam a paixão de Cristo são realmente sensacionais. Confiram as fotos no Picasa.
Por falar no Gaudi, fomos também ao parc Güell, onde o artista morou alguns anos. O parque é um lugar extremamente zen, onde as pessoas caminham, fazem piqueniques ou sentam-se para admirar a arte moderna de Gaudi e ouvir a música de diversos artistas que tocam diferentes instrumentos no lugar. O lugar é realmente muito bonito e vale a pena curtir uma tarde, ou mesmo um dia zen por ali.
Outro lugar interessante que não podemos deixar de visitar foi o Nou Camp (ou Camp Nou, os espanhóis dizem de um jeito e os catalães de outro), o estádio do nosso freguês, o FC Barcelona. Claro que pra entrar lá eu e o Rafael vestimos o manto sagrado. É bem legal fazer o tour pelo estádio. Conhecemos vestiários, salas de imprensa, cabines de transmissão, tribunas de honra e fomos até a beira do gramado. Só não deixam o cara pisar no gramado. Mas tudo bem. Valeu a visita. Já o museu do clube eu esperava mais. Recomendo fazer o tour pelo estádio e deixo o museu como uma opção para os mais "fanáticos". Na saída do tour, é claro, tem uma megastore vendendo tudo o que se possa imaginar do FC Barcelona. Canecas, mantas, todos os 649 tipos de uniforme, gravatas, bonecos dos jogadores (destaque para o Ronaldinho) e do treinador, bolas, mamadeiras, rebimboca de parafuseta e o caramba. Os caras sabem fazer Marketing. Faz tempo que não vou no Beira-Rio. Ouvi dizer que está melhorando. Tomara que sim. Acima uma foto minha na arquibancada do Nou Camp comemorando o eterno gol do Gabiru. Mais fotos no Picasa
Outra coisa boa da Espanha são os custos. O país é mais barato que a França, a Inglaterra ou o norte da Itália e não perde em atrações e diversão para os outros. Compramos duas garrafas de Freixenet, um champagne (ou espumante, como preferem os franceses já que o freixenet é catalão e não da região de Champagne) por menos de cinco Euros cada uma e fomos beber a noite em um belo pier. Foi uma noite bem legal, embora tenha faltado minha esposa que adora Freixenet e que tornaria a noite mais romantica para mim. Ainda assim nos divertimos muito falando, entre outros assuntos, sobre coisas da nossa infância de primos muito próximos que éramos e somos. Eu, o Rafael, a Tati e o Gerson. Este último não estava lá, mas foi citado, claro.
Como aqui na Europa estamos em pleno verão, estando em Barcelona não poderíamos deixar de curtir Barceloneta, uma das praias da cidade. Ainda mais eu que não ia a praia desde o início de 2005, já que por idas e vindas do Brasil pra cá tive quatro invernos consecutivos. Compramos uma bolinha de futebol, algumas cervas e fomos em direção ao mar Mediterrâneo. Pois vinha eu meio olhando pro chão, curtindo a areia macia na qual não pisava há mais de dois anos e dei de cara com um par de seios de uma guria deitada no chão, há centímetros de onde eu estava passando. Nem acreditei. Quase caí pra trás. De longe não enxergo. Quando vi que ali rola o topless geral foi praticamente do meu lado. No Brasil essa bela prática é proibida na maioria das praias, por isso meu espanto. Mas em Barcelona e, me parece em grande parte da Europa, é uma coisa bem normal e, na minha opinião, bem bonita.
Fomos ainda ao "bairro gótico", onde encontramos uma arquitetura (obviamente) gótica, alguns museus e exposições que não tivemos muito tempo para visitar e várias lojas de souvenirs. Encerramos a viagem tomando mais Freixenet, desta vez no pátio do albergue. Nada mau.
Buenas, recomendo e muito Barcelona aos possíveis leitores turistas. Depois de Barça, lá se foram as minhas férias e voltei pra Trento, ainda junto com minha irmã.
Fotos de Barça.
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Roma
O lado triste da viagem a Paris foi o clima de despedida, pois meus pais voltaram de lá para o Brasil. Aproveito para mandar um grande abraço aos dois lá na terrinha!
Já a minha irmã seguiu comigo para Roma, onde encontramos o meu primo Rafael e sua esposa Lígia, que também estavam dando "uma banda" pela Europa. Foi bom rever meu primo, se não estou enganado não via-o há uns 2 anos, já que na minha última ida ao Brasil ele estava em Campinas e eu só fui para o Rio Grande do Sul.
A cidade de Roma está longe da organização e limpeza de lugares como Paris e Londres. Por outro lado é uma cidade mais "viva". As pessoas parecem mais alegres e mais dispostas à comunicação. São latinos como "nosotros". Talvez o fato de eu falar e entender o idioma local melhor que entendo o francês e a modalidade de inglês das ruas de Londres contribua para eu achar a cidade mais humana que as outras duas.
No primeiro dia, fomos até o Coliseu. Impressionante construção secular. Muito legal estar diante daquele prédio ao vivo depois de tê-lo visto tantas vezes em livros de história, revistas e programas de TV de viagens ou jogando Civilization (na minha opinião o melhor jogo de computador já feito). Não chegamos a entrar no Coliseu por motivos de tempo para encarar uma bela fila. Mas por fora já dá para se ter uma idéia do monumento. Depois seguimos por uma caminhada ali perto. Vimos algumas outras ruínas do império Romano e monumentos. A cidade é um imenso sítio arqueológico. Parece que o metrô até hoje só tem duas linhas por que obras desse tipo são extremamente difíceis de serem feitas sem comprometer os resquícios históricos de lá.
Fomos também aos museus do Vaticano. A fila era bem maior que a do Coliseu, mas dessa vez encaramos. Valeu a pena. Os museus têm muitas obras interessantes. Pinturas muito legais. Algumas com efeitos de luz e sombra que dão uma sensação de "tridimensionalidade" impressionante. Eu não sou religioso, mas tenho que admitir que as principais obras de arte da humanidade estão relacionadas a mitologia, deuses e religiões. Imagino que na antiguidade religiões e mitos influenciavam totalmente as pessoas. Já no cinema, uma arte mais moderna essa influência é bem menor. O mesmo acontece na literatura contemporânea. De qualquer forma, as esculturas e pinturas são muito belas e carregam um valor cultural e histórico que por si só já valem muito a pena.
Ponto alto dos museus é a capela Sistina. Com o teto pintado pelo Michelangelo. Entre muitas e muitas pinturas do nosso Tartaruga Ninja que se pode ver ali, a pintura abaixo, que é a mais famosa do local, retrata a criação do homem por Deus.

Dá pra ficar um bom tempo olhando para o teto daquela capela. São dezenas, talvez centenas de pinturas. Muito legal mesmo. Cheguei a ficar com dor no pescoço de tanto olhar pra cima. Pena que é proibido tirar foto lá.
Ainda visitamos, claro, o Vaticano. Tem aquela praça onde vemos pela TV milhares de fiéis e turistas olharem o Papa dar um tchauzinho na janela. Mas quando eu fui o Papa estava em Castel Gandolfo. Uma espécie de casa de verão papal. Mesmo assim foi interessante conhecer o lugar. E depois conhecemos a basílica de São Pedro. O maior templo católico do mundo. Realmente grandioso o lugar. Impressionante. Tão impressionante que nos perdemos do meu primo por lá. Ficamos procurando por eles um bom tempo, até nos encontrarmos bem mais tarde, já do lado de fora da basílica.
Depois fomos até a fontana de Trevi. O que me chamou a atenção é que tem bancos e "murinhos" em volta da fonte que estavam lotados de espectadores sentados. Parecia uma pequena arquibancada, só que em vez de o povo assistir um show, peça de teatro ou evento esportivo está todo mundo olhando para uma fonte. Realmente interessante. A fonte em si também é bem legal. Com grandes e belas esculturas. Joguei uma moedinha de 5 centavos de Euro lá. Mais pela tradição e para tirar foto do que por acreditar que isso me trará algo de bom. Ah, foi também sentado na beira da fontana que comi o melhor sorvete de chocolate da minha vida. Realmente os italianos é que sabem fazer sorvete. Não tem nada de extraordinário nas massas e pizzas deles (não estou dizendo que as massas e pizzas são ruins. Pelo contrário, são excelentes, mas não extraordinárias), mas o sorvete é realmente sensacional. Não sei o nome da sorveteria, mas fica na rua a esquerda da fonte. É um letreiro azul com letras amarelas, se não me engano. Peça "un gelato al cioccolato fondente" e delicie-se.
Em resumo: "Roma è bella. Mi è piaciuta tantissimo."
As fotos de Roma.
Já a minha irmã seguiu comigo para Roma, onde encontramos o meu primo Rafael e sua esposa Lígia, que também estavam dando "uma banda" pela Europa. Foi bom rever meu primo, se não estou enganado não via-o há uns 2 anos, já que na minha última ida ao Brasil ele estava em Campinas e eu só fui para o Rio Grande do Sul.
A cidade de Roma está longe da organização e limpeza de lugares como Paris e Londres. Por outro lado é uma cidade mais "viva". As pessoas parecem mais alegres e mais dispostas à comunicação. São latinos como "nosotros". Talvez o fato de eu falar e entender o idioma local melhor que entendo o francês e a modalidade de inglês das ruas de Londres contribua para eu achar a cidade mais humana que as outras duas.
No primeiro dia, fomos até o Coliseu. Impressionante construção secular. Muito legal estar diante daquele prédio ao vivo depois de tê-lo visto tantas vezes em livros de história, revistas e programas de TV de viagens ou jogando Civilization (na minha opinião o melhor jogo de computador já feito). Não chegamos a entrar no Coliseu por motivos de tempo para encarar uma bela fila. Mas por fora já dá para se ter uma idéia do monumento. Depois seguimos por uma caminhada ali perto. Vimos algumas outras ruínas do império Romano e monumentos. A cidade é um imenso sítio arqueológico. Parece que o metrô até hoje só tem duas linhas por que obras desse tipo são extremamente difíceis de serem feitas sem comprometer os resquícios históricos de lá.
Fomos também aos museus do Vaticano. A fila era bem maior que a do Coliseu, mas dessa vez encaramos. Valeu a pena. Os museus têm muitas obras interessantes. Pinturas muito legais. Algumas com efeitos de luz e sombra que dão uma sensação de "tridimensionalidade" impressionante. Eu não sou religioso, mas tenho que admitir que as principais obras de arte da humanidade estão relacionadas a mitologia, deuses e religiões. Imagino que na antiguidade religiões e mitos influenciavam totalmente as pessoas. Já no cinema, uma arte mais moderna essa influência é bem menor. O mesmo acontece na literatura contemporânea. De qualquer forma, as esculturas e pinturas são muito belas e carregam um valor cultural e histórico que por si só já valem muito a pena.
Ponto alto dos museus é a capela Sistina. Com o teto pintado pelo Michelangelo. Entre muitas e muitas pinturas do nosso Tartaruga Ninja que se pode ver ali, a pintura abaixo, que é a mais famosa do local, retrata a criação do homem por Deus.

Dá pra ficar um bom tempo olhando para o teto daquela capela. São dezenas, talvez centenas de pinturas. Muito legal mesmo. Cheguei a ficar com dor no pescoço de tanto olhar pra cima. Pena que é proibido tirar foto lá.
Ainda visitamos, claro, o Vaticano. Tem aquela praça onde vemos pela TV milhares de fiéis e turistas olharem o Papa dar um tchauzinho na janela. Mas quando eu fui o Papa estava em Castel Gandolfo. Uma espécie de casa de verão papal. Mesmo assim foi interessante conhecer o lugar. E depois conhecemos a basílica de São Pedro. O maior templo católico do mundo. Realmente grandioso o lugar. Impressionante. Tão impressionante que nos perdemos do meu primo por lá. Ficamos procurando por eles um bom tempo, até nos encontrarmos bem mais tarde, já do lado de fora da basílica.
Depois fomos até a fontana de Trevi. O que me chamou a atenção é que tem bancos e "murinhos" em volta da fonte que estavam lotados de espectadores sentados. Parecia uma pequena arquibancada, só que em vez de o povo assistir um show, peça de teatro ou evento esportivo está todo mundo olhando para uma fonte. Realmente interessante. A fonte em si também é bem legal. Com grandes e belas esculturas. Joguei uma moedinha de 5 centavos de Euro lá. Mais pela tradição e para tirar foto do que por acreditar que isso me trará algo de bom. Ah, foi também sentado na beira da fontana que comi o melhor sorvete de chocolate da minha vida. Realmente os italianos é que sabem fazer sorvete. Não tem nada de extraordinário nas massas e pizzas deles (não estou dizendo que as massas e pizzas são ruins. Pelo contrário, são excelentes, mas não extraordinárias), mas o sorvete é realmente sensacional. Não sei o nome da sorveteria, mas fica na rua a esquerda da fonte. É um letreiro azul com letras amarelas, se não me engano. Peça "un gelato al cioccolato fondente" e delicie-se.
Em resumo: "Roma è bella. Mi è piaciuta tantissimo."
As fotos de Roma.
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Paris, O Retorno
Pelas circunstâncias, voltei a Paris pela segunda vez em menos de um ano. Vou comentar aqui apenas o que fiz de diferente desta vez, já que existem três posts bem completos sobre a minha primeira visita à cidade aqui, aqui e aqui.
Continuo achando a cidade simplesmente sensacional. É difícil achar um prédio "mais ou menos" em Paris. Todos os prédios e lugares são muito bonitos. É realmente incrível.
Voltei ao Louvre. Sempre bom rever um lugar como aquele. Dessa vez, por exemplo, encontrei uma escultura que, vista de costas parece uma bela mulher deitada, mas quando se olha a escultura de frente percebe-se que se trata de um hermafrodita. Interessante, e um embuste. Muitos quadros e esculturas poderiam ser observados por horas em busca de detalhes interessantes. O museu é realmente fascinante.
A torre Eiffel é outra visita obrigatória para quem vem a Paris pela primeira vez, que era o caso da minha irmã. Lá fomos nós. Mas com duas novidades. A primeira é que pude curtir o visual da torre a noite. Muito bonito. e a segunda é que, já na fila para entrar comecei a sentir um mal estar que me levou a bater o récorde de excreção em altura. Parece que o banheiro lá do topo da torre teve que ser interditado depois que estive lá :-).
Na Champs Elysees, caminhei por uma parte diferente da primeira viagem. Conhecemos lojas da Toyota, Renault, Peugeot e a loja do Paris Saint Germain. Muito bom caminhar por aquela rua e ver todas as lojas e cafés.
Desta vez subi no arco do Triunfo. Não tinha subido da primeira vez e também é uma experiência bem legal. Muito interessante a vista da cidade, com a torre Eiffel. Também é interessante que várias avenidas vêm em direção ao arco, então lá de cima a sensação lá de cima é de estar em um local central. Interessante também observar o transito caótico na imensa rotatória que circunda o arco. Não dá para entender como os carros "se entendem" ali. Recomendo a visita. Vale os 8 Euros e as dezenas de degraus de subida.
Outra coisa que eu não havia feito foi passear de barco pelo rio Sena. Um belo passeio, como o de Londres no Tamisa. A desvantagem desse é que estava meio frio, mas faz parte.
Fotos desta e da primeira viagem, para quem quiser ver.
Continuo achando a cidade simplesmente sensacional. É difícil achar um prédio "mais ou menos" em Paris. Todos os prédios e lugares são muito bonitos. É realmente incrível.
Voltei ao Louvre. Sempre bom rever um lugar como aquele. Dessa vez, por exemplo, encontrei uma escultura que, vista de costas parece uma bela mulher deitada, mas quando se olha a escultura de frente percebe-se que se trata de um hermafrodita. Interessante, e um embuste. Muitos quadros e esculturas poderiam ser observados por horas em busca de detalhes interessantes. O museu é realmente fascinante.
A torre Eiffel é outra visita obrigatória para quem vem a Paris pela primeira vez, que era o caso da minha irmã. Lá fomos nós. Mas com duas novidades. A primeira é que pude curtir o visual da torre a noite. Muito bonito. e a segunda é que, já na fila para entrar comecei a sentir um mal estar que me levou a bater o récorde de excreção em altura. Parece que o banheiro lá do topo da torre teve que ser interditado depois que estive lá :-).
Na Champs Elysees, caminhei por uma parte diferente da primeira viagem. Conhecemos lojas da Toyota, Renault, Peugeot e a loja do Paris Saint Germain. Muito bom caminhar por aquela rua e ver todas as lojas e cafés.
Desta vez subi no arco do Triunfo. Não tinha subido da primeira vez e também é uma experiência bem legal. Muito interessante a vista da cidade, com a torre Eiffel. Também é interessante que várias avenidas vêm em direção ao arco, então lá de cima a sensação lá de cima é de estar em um local central. Interessante também observar o transito caótico na imensa rotatória que circunda o arco. Não dá para entender como os carros "se entendem" ali. Recomendo a visita. Vale os 8 Euros e as dezenas de degraus de subida.
Outra coisa que eu não havia feito foi passear de barco pelo rio Sena. Um belo passeio, como o de Londres no Tamisa. A desvantagem desse é que estava meio frio, mas faz parte.
Fotos desta e da primeira viagem, para quem quiser ver.
quinta-feira, 9 de agosto de 2007
Milano
Começamos nossa viagem em Milão. Meus pais chegaram no sábado, com algumas horas de atraso pois perderam a conexão de Paris para Milão. Minha irmã chegou no dia seguinte, pois perdeu a conexão em São Paulo. É o tal do "caos aéreo" no Brasil. Foi muito bom rever parte da família. Um ponto alto de Milão e dos outros trechos da viagem foi estar acompanhado por familiares.
Como sempre, as fotos estão no Picasa.
Milão é uma belíssima cidade. O estranho é que a maioria das pessoas daqui não dão muito valor. Milão é vista pelos italianos como uma cidade grande, agitada demais e sem grandes atrativos. Mas a cidade é bem interessante sim. Acho que é o fator de "desvalorização" das coisas locais que atinge tanto brasileiros quanto italianos.
Já na primeira noite fomos passear na Piazza Duomo e conhecer a galeria Vittorio Emanuele II.
A piazza Duomo é onde encontra-se o "Duomo di Milano", a catedral que é o principal cartão postal da cidade. É uma construção realmente majestosa. Conta com cerca de 3000 esculturas, todas elas diferentes. Realmente um trabalho de arte, mais do que arquitetura.
A Galeria Emanuele II liga a piazza Duomo a uma outra "piazza" que não lembro o nome, onde se localiza o teatro scala e uma estátua do (outro) Leonardo, aquele que nasceu em Vinci. A tal galeria é uma gigantesca construção com teto envidraçado. Na galeria estão grandes lojas com grandes preços como Louis Vuitton e outras marcas famosas e caras. Eu não entendo como alguém pode pagar milhares de Euros por uma bolsa. Também encontramos ali cafés, restaurantes e, claro, um McDonalds.
Depois disso jantamos ali perto e voltamos para o hotel. No caminho de volta, uma bela surpresa. Encontramos a loja da Ferrari, onde a "macchina" do Felipe Massa estava em exposição.
No dia seguinte, acordei cedo para ir buscar a Tati no aeroporto. Levamos ela para caminhar pela cidade e curtir os mesmos lugares acima, desta vez durante o dia. Com ela visitamos o interior do Duomo, realmente uma bela catedral. Mas mais impressionante que o interior é subir até o topo do prédio. Lá em cima pode-se ver mais de perto algumas das inúmeras esculturas. Pode-se ter uma noção melhor da grandiosidade do Duomo. Depois disso tomamos uma "birra" na galeria, tiramos fotos com o Leonardo da Vinci, tentamos sem sucesso comprar ingressos para ver algo no teatro alla Scala, onde todos os espetáculos até o dia 7 de setembro estavam esgotados, e nos preparamos para seguir viagem no dia seguinte.
To be continued ...
Como sempre, as fotos estão no Picasa.
Milão é uma belíssima cidade. O estranho é que a maioria das pessoas daqui não dão muito valor. Milão é vista pelos italianos como uma cidade grande, agitada demais e sem grandes atrativos. Mas a cidade é bem interessante sim. Acho que é o fator de "desvalorização" das coisas locais que atinge tanto brasileiros quanto italianos.
Já na primeira noite fomos passear na Piazza Duomo e conhecer a galeria Vittorio Emanuele II.
A piazza Duomo é onde encontra-se o "Duomo di Milano", a catedral que é o principal cartão postal da cidade. É uma construção realmente majestosa. Conta com cerca de 3000 esculturas, todas elas diferentes. Realmente um trabalho de arte, mais do que arquitetura.
A Galeria Emanuele II liga a piazza Duomo a uma outra "piazza" que não lembro o nome, onde se localiza o teatro scala e uma estátua do (outro) Leonardo, aquele que nasceu em Vinci. A tal galeria é uma gigantesca construção com teto envidraçado. Na galeria estão grandes lojas com grandes preços como Louis Vuitton e outras marcas famosas e caras. Eu não entendo como alguém pode pagar milhares de Euros por uma bolsa. Também encontramos ali cafés, restaurantes e, claro, um McDonalds.
Depois disso jantamos ali perto e voltamos para o hotel. No caminho de volta, uma bela surpresa. Encontramos a loja da Ferrari, onde a "macchina" do Felipe Massa estava em exposição.
No dia seguinte, acordei cedo para ir buscar a Tati no aeroporto. Levamos ela para caminhar pela cidade e curtir os mesmos lugares acima, desta vez durante o dia. Com ela visitamos o interior do Duomo, realmente uma bela catedral. Mas mais impressionante que o interior é subir até o topo do prédio. Lá em cima pode-se ver mais de perto algumas das inúmeras esculturas. Pode-se ter uma noção melhor da grandiosidade do Duomo. Depois disso tomamos uma "birra" na galeria, tiramos fotos com o Leonardo da Vinci, tentamos sem sucesso comprar ingressos para ver algo no teatro alla Scala, onde todos os espetáculos até o dia 7 de setembro estavam esgotados, e nos preparamos para seguir viagem no dia seguinte.
To be continued ...
sexta-feira, 20 de julho de 2007
Férias!
Buenas, chegaram as férias. Duas semanitas, mas acho que serão suficientes para recarregar as baterias. Vai ser muito bom rever meus pais e minha irmã. O roteiro é mais ou menos o seguinte: Trento -> Milão -> Londres -> Paris -> Roma -> Barcelona -> Trento. Estou levando o notebook na viagem, mas como estarei de férias não creio que atualizarei com frequência. Talvez escreva um ou outro post aleatório, mas não garanto nada. No início de agosto, quando eu estiver de volta, com certeza lhes conto as novidades.
segunda-feira, 23 de abril de 2007
Saudades
Agora que estamos na primavera e no horário de verão, sempre que eu chego em casa após um dia de trabalho ainda está um baita sol. E, na frente do prédio, quase sempre tem duas guriazinhas jogando bola. Só para me dar saudade das minhas pequenas...
sexta-feira, 23 de março de 2007
Minha Irmã É Jornalista!
domingo, 4 de fevereiro de 2007
Mais Um Fim de Semana de Festas...
...no Brasil. Este fim de semana ocorreram dois grandes eventos na minha família. Minha mãe comemorou seu aniversário no dia 2 e minha irmã colou grau em jornalismo ontem (dia 3). Nessas horas em que ocorrem grandes eventos familiares é que a saudade bate ainda mais forte. Só me resta mandar um grande beijo e muitas felicidades para a mãe e também para a Tati.
Muito sucesso minha irmã. Vai em frente com teus projetos. Toda a sorte do mundo! E rumo ao segundo diploma em julho!
Mãe, um grande beijo. Sabes que nunca esqueço de ti. Parabéns e aproveita esse grande presente que a Tati te deu esse ano!
Eu aqui até tinha um aniversário pra ir ontem, mas os parceiros que iam comigo furaram, então acabei ficando em casa mesmo. Pelo menos dei uma descansada e uma estudada.
Muito sucesso minha irmã. Vai em frente com teus projetos. Toda a sorte do mundo! E rumo ao segundo diploma em julho!
Mãe, um grande beijo. Sabes que nunca esqueço de ti. Parabéns e aproveita esse grande presente que a Tati te deu esse ano!
Eu aqui até tinha um aniversário pra ir ontem, mas os parceiros que iam comigo furaram, então acabei ficando em casa mesmo. Pelo menos dei uma descansada e uma estudada.
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