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quarta-feira, 11 de junho de 2008

Seleção da Áustria

Gostei dessa.

Será que dá tempo de eu me naturalizar austríaco e ser convocado para centro-avante?

terça-feira, 12 de junho de 2007

Tramin / Termeno



Clique aqui para ver o álbum Picasa.

Buenas, no último fim de semana eu fui na cidadezinha do meu colega Mirko junto com uma turma de outros colegas. Trata-se da cidade de Tramin para quem fala alemão, ou Termeno para quem fala italiano. Explico: a cidade, junto com outras na região, e inclusive Trento, foi parte da Áustria até o fim da primeira guerra mundial. Acontece que a população da região, ao contrário da população de Trento, continua falando alemão e seguindo as tradições alemãs. Eles aprendem italiano na escola e tal, mas o Mirko brinca que lá os parceiros dele só usam o italiano para falar com os "carabinieri" (a polícia). E é verdade. O cara se sente na Alemanha, ou na Áustria. Bom, deixando a história e a geografia de lado, seguem algumas coisas que eu fiz neste que foi um dos mais agradáveis fins de semana que passei aqui na Itália:

  • Tomei uma cerveja em um bar com vista para o lago;
  • Curti a bela vista para esse lago onde diversas pessoas curtiam o belo sábado de sol velejando, praticando windsurf ou andando de "pedalinho";
  • Assisti a uma partida de futebol da seleção dos prefeitos da Itália contra a seleção dos prefeitos do Alto Adige (Alto Adige, ou Südtirol como preferem os "alemães" do lugar é a tal região que era da Áustria). Não deixem de conferir a habilidade do número 15 do Südtirol nas fotos acima;
  • Joguei minigolf. Nunca tinha jogado. É bem divertido, e toda a família pode jogar. Fiquei em terceiro lugar. O mais legal foi o espanto do dono do estabelecimento ao ver que tinha gente de vários lugares do mundo no minigolf dele. Até contou pra alguém no celular que tinha gente de vários continentes jogando;
  • Curti uma festa alemã, com direito a bandinha típica, comidas típicas, muita cerveja e vinho. Tinha também ambientes com rock ou techno. Tudo ao ar livre. Nesse fim de semana a cidade estava em festa, e até por isso o Mirko nos convidou pra ir pra lá;
  • Descobri que o meu amigo Komminist na verdade é do Texas, e não da Etiópia. Pelo menos foi isso que ele disse pra uma guria aleatória no meio da noite... ;
  • No fim da noite, tomando um excelente vinho trentino da adega do meu amigo, cunhei o termo "australiano" para definir o pessoal da região. Não os da Austrália, mas os da "Austro-Itália". Não sei se em geral eles gostariam de ser chamados de "australianos", mas àquela hora da madrugada todos acharam bem engraçado;
  • Infelizmente não pude ver a performance do Mirko na banda local. Ele é músico e tocou na procissão religiosa que percorreu a cidade pela manhã bem cedo. Eu e os colegas ficamos dormindo feito pedras. Uma pena, queria ter tirado uma foto do meu colega "à caráter" com as roupas típicas e o instrumento de sopro. Fica para a próxima;
  • Fiz uma bela caminhada pela cidade;
  • Tirei belas fotos;
  • Almocei weisswurz, pretzel e, claro, um caneco de cerveja ao som de alguns membros da banda do Mirko. Bem boas as musiquinhas alemãs diga-se de passagem;
  • Voltei para Trento e vi a melhor corrida de F1 dos últimos tempos. Uma pena o Massa ter sido desclassificado.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Teste

Qualquer dia desses ainda preciso fazer este sensacional teste do blog do Fonseca!!! Quem sabe na próxima ida ao Brasil eu organizo um teste com a gurizada. Quem errar mais paga a conta!

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Mesiano

Sábado passado teve um festival na faculdade de engenharia, em Mesiano. Logo no fim de semana em que estive mais ocupado desde que cheguei em Trento. O festival contou com várias bandas, de vários estilos musicais. Estava muito divertido. Havia uns quatro ou cinco palcos diferentes espalhados pelo campus. Os shows foram das 3 da tarde à meia-noite. Se fosse no Brasil iria até às 3 da manhã, mas tudo bem. Eu só cheguei lá por volta das 8 da noite, pois como eu disse meu fim de semana foi trabalhoso. Mas deu tempo para tomar uma respeitável quantidade de cerveja (o festival é patrocinado pela cerveja Forst) e me divertir bastante. Acho que essa foi a primeira vez que eu realmente interagi com a população local (com a exceção de relações puramente "comerciais"). Primeiro porque eu fui sozinho, já que meus amigos quase todos deram pra trás quando os convidei para a festa e segundo porque os trentinos, e talvez eu também, ficam mais sociáveis depois de umas cervejas. Fui a carater, com camiseta dos Ramones e o cabelão solto. "Leo Ramone", um verdadeiro punk rocker. E fiquei muito contente de saber que ainda existem pessoas que como eu gostam dessa que foi a melhor banda de todos os tempos em um empate técnico com os Beatles. Uma coisa que eu gosto de fazer é participar das chamadas "rodas punk", onde o pessoal fica uns empurrando os outros. Tem gente que acha que é violência, mas quando se faz isso com pessoas que entendem o espirito da brincadeira é divertido e não tem nada de violento. Aliás tem gente que acha que ser punk é andar sujo e ser anti-social, violento e racista. Quem acha isso vá ouvir Ramones. Ser punk é fazer o que se quer, é curtir a vida da maneira que achar melhor sem se preocupar com a moda ou com o que os outros vão pensar. Ser punk é diversão. Mas nesse caso era uma "roda metal", já que a única banda punk que tinha eu não pude ver, pois colocaram os caras pra tocar as 3 da tarde e eu não tinha como estar lá a essa hora. Depois que eu saí da tal roda metal uma guria veio falar comigo do nada dizendo que gostava muito de Ramones e perguntando como eu, que gosto de Ramones, poderia estar curtindo aquela porcaria de música. Eu falei pra ela que não tinha nada parecido com Ramones naquele lugar, então estava curtindo a música que tinha. E eu sou assim mesmo. Curto o que rolar. Se rolar punk rock, excelente. Mas se rolar qualquer outro som decente tá valendo. Frescura não é comigo. Além dessa guria, mais uma outra e uma meia dúzia de malucos vieram falar comigo por causa da bendita camiseta ao longo da noite. Teve uns loucos que até me pagaram uma cerva. Outro chegou e começou a falar da famosa briga do Joey com o Johnny... Bom saber que existem punks em Trento. Hey ho, let's go!

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Mais para o fim da noite, quando começou a chover, encontrei o Mirko, o único dos meus colegas que foi pra festa. Batemos um papo eu, ele e a namorada dele. Ele é da região onde é produzida a tal cerveja Forst. Me contou que é a única "grande" cervejaria italiana que não é controlada por nenhuma multi-nacional. Me contou ainda a piada a seguir:

Três representantes de vendas, um da Waarsteiner, um da Heineken e um da Forst vão ao bar.
O representante da Waarsteiner pede:
- Ein Waarsteiner bitte.
O da Heineken:
- Uma Heineken por favor.
E o carinha da tal Forst:
- Me vê uma laranjada.
Os outros dois se olham espantados e perguntam:
- Por que não vais tomar uma Forst??
E o louco diz:
- Ah pára, se vocês não vão tomar cerveja eu também não!

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Tifoseria Milanista

Buenas, ontem uma galera de amigos veio aqui pra casa ver o sulanque de 3x0 do Milan contra o Manchester United. Estava muito legal. Eu adoro estar com amigos. Ainda mais tomando cerveja e vendo futebol. Claro que torcemos pro Milan. Afinal estamos na Itália. Só o Komminist, meu amigo da Etiópia começou torcendo pelo Manchester, mas quando o Seedorf fez o segundo gol do Milan ele já virou a casaca.

Tifoseria Milanista

Da esquerda para a direita: Em pé: Eu (Brasil); Sentados: Matteo (Itália), Mirko (Itália), Chiara (Itália) e Komminist (Etiópia); Na mesa: Cerveja Warsteiner (Alemanha), Cerveja Moretti "bock" (Itália), pizza mezza quattro stagioni mezza tonno e cipolle (Itália) e pizza mezza salame mezza prosciutto e funghi (Itália); Na geladeira: Cerveja Guinness (Irlanda).

domingo, 7 de janeiro de 2007

Deutschland


Alemanha era a próxima parada. Saimos da França e passamos por uma parte da Suiça antes de chegar na terra da cerveja. Ao entrar na Alemanha, a primeira coisa que se nota é a ausência do limite de velocidade na maioria das estradas (highways). Muito legal andar a 140, 160 e até a 180 ou um pouco mais sem culpa. 180 é um bom número ao qual o Passat Station Wagon em que andávamos chegou sem problemas. Pelo menos do banco de trás o carro me pareceu bem estável a esta velocidade. Diferente de carros menos potentes que a pouco mais de 120 já começam a ficar "nervosos". As estradas são muito boas, mas não é nada do outro mundo não. Estradas como a Freeway de Porto Alegre para o litoral norte do RS ou a Rodovia dos Bandeirantes que liga São Paulo a Campinas não devem nada para as estradas alemãs que andei. Acho até que as estradas brasileiras citadas tem melhor "área de escape", já que na Alemanha geralmente tem um "guard rail" pra ninguém sair da pista e algumas vezes tem até muros, o que me lembrou aquela estrada do filme Matrix (não me lembro se o 2 ou o 3). Ou seja: acabem com o limite de velocidade na Bandeirantes! 120 é pouco para aquela estrada. Mas falando sério, é meio perigoso esse lance de sem limite, pois quando alguem a 80 troca de pista, sempre pode vir algum Porsche a 300 pela esquerda, tem que cuidar o retrovisor. Aliás na Alemanha é o único lugar do mundo onde faz sentido ter um carro esporte. No resto do mundo ter um carro desses é só exibicionismo, com exceção de quem anda em autódromo.

A Raquel mora em um vilarejo próximo a cidade de Mainz. O lugar é extremamente tranquilo, segundo o Xavier tem em torno de 700 habitantes. Fica meio que na zona rural. Deve ser bom trabalhar em um escritório com vista para as plantações e sem a barulheira da cidade. Um dos programas é levar a cadelinha Perla para passear e jogar bola em uma fazenda ali perto. Detalhe, a estradinha vicinal que passa entre as plantações e onde normalmente só passa trator é asfaltada! No Cassino ainda não acabaram de pavimentar nem a Av. Atlantica! Por falar em Cassino, num desses passeios com a cachorrinha, o Xavier estacionou o carro fora da tal estradinha e acontece que estava um lamaçal dos brabos ali. Na hora de ir embora ele tentou sair sozinho e não conseguiu, depois usamos papelão, colocamos a Raquel ao volante e os dois barbados para empurrar e nada. Só patinava. Lá pelas tantas, resolvi testar minha habilidade de motorista cassineiro e conseguimos tirar o Passat da lama, aos poucos mas foi. Na foto aparece o Passat, logo depois do resgate. Foi a primeira vez que eu dirigi aqui na Europa. Uns miseros metros, mas dirigi. Me falta a maldita habilitação internacional...


Antes de morar nesta nova casa, a Raquel morava em Mainz. Ela disse que se sentia em casa quando visitamos a cidade. É um lugar bem agradável. Típica cidade universitária, com muitos jovens passeando pelo centro e inúmeros cartazes anunciando as mais diversas festas de Reveilon. No centro podemos notar a tradicional arquitetura alemã, como pode-se ver na foto a seguir.


Também fiquei sabendo que Mainz é a cidade do Gutenberg. Aquele que inventou a imprensa. Na foto estou no monumento dedicado a esta figura histórica. O monumento encontra-se em frente a um belo teatro, em um local central da cidade. Também tem um museu dedicado a Gutenberg na cidade, mas infelizmente não tivemos tempo de conhecê-lo.


Outra atração em Mainz é a igreja de St. Stephan, com vitrais pintados pelo artista bielorusso judeu Marc Chagall após a segunda guerra mundial. A Igreja tinha sido destruida (ou parcialmente destruída) durante a guerra. A cidade de Mainz foi uma das que sofreram grandes bombardeios durante a segunda guerra. Em vários prédios e monumentos encontra-se placas onde lê-se sobre o prédio original, como ficou após a guerra e informações sobre a reconstrução ou restauração pós-guerra. Na foto entrando na igreja de St. Stephen. Alguém aí sabe ler alemão? Eu não sei. Se quiser tentar, clique na foto para aumentá-la.


Passamos o reveilon em Mainz. Saímos para jantar em um restaurante croata. Pedimos o prato especial de "Silvester" que é como eles chamam o ano novo (Não é a toa que temos a "Corrida de São Silvestre" aí no Brasil). O tal prato foi bom. Essa bandeijona da foto a seguir com diversos tipos de carne. Eu que não gosto de carne nem nada...


O pessoal da foto anterior é uma família com quem a Raquel morou logo que se mudou para a Alemanha. Ela ficava cuidando das crianças da foto. Gente fina este pessoal: o Gerth, gaúcho e gremista, a Margareth, carioca e Fluminense e as crianças Mariana e Gustavo. Depois do jantar fomos ver os fogos do ano novo às margens do rio Reno, que banha Mainz tomando champagne, ou melhor, espumante ;-).

Antes de ir embora ainda deu tempo de dar uma passada em Frankfurt. Cidade grande. Vários arranha céus, lojas, bancos, muito movimento nas ruas. No centro tem algumas construções em estilo tradicional alemão que contrasta com prédios modernos. Como em toda cidade européia que se preze, tem uma catedral. A seguir, algumas fotos de Frankfurt. A primeira foto de do post também é em Frankfurt.




Não poderia deixar de mencionar a cerveja alemã. Realmente os caras fazem juz a fama de cervejeiros. Tomei algumas cervejas por lá e todas foram excelentes. Não tomei nenhuma cerveja ruim. Nem sequer uma cerveja mais ou menso. Só cervejas excelentes. Não é a toa que os alemães acham Heineken uma porcaria.

Bom, estas foram minhas festas de fim de ano. Obrigado por ter a paciencia de ler tudo isso e um excelente 2007 a todos!