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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Feliz Aniversário



Hoje é o aniversário de dez anos da minha filha Mariana. Filha, quero te dizer que não importa o que aconteça, eu te amo muito e sempre. Desejo sempre tua felicidade e o melhor pra ti, Bizuquinha. Teu pai te ama, muito. Um grande beijo. Muitas saudades.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

3.1

O tempo não para bicho! 31 anos é muito tempo. Mas bola pra frente. Que os 31 sejam melhores que os 30. Aproveito pra agradecer (nunca é demais) todos os scraps no Orkut, emails, recados no facebook, mensagens no msn e afins. Valeu galera. É muito legal ser lembrado. Valeu mesmo!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Fim de Semana Bacana

Neste fim de semana, e até o fim de semana que vem, rolam as "festas Vigilianas" aqui em Trento, em homenagem ao santo padroeiro da cidade. No fim de semana deu para curtir bastante essa festa. Na noite de sábado teve um show cover do U2 muito legal na Piazza Fiera. Eu nem sou muito fã do U2, mas a ótima qualidade da banda e da produção me fizeram curtir bastante o show. Por incrível que pareça Trento, que é sempre pacata e onde tudo fecha (com exceção da "Cantinota") e todo mundo vai pra casa, no máximo 1 hora da manhã, estava lotada a noite toda. Música e gente dançando pelas ruas. Show de luzes, fonte de água "dançante" e lasers projetados na parede da catedral. Um cinema montado em pleno meio da rua. Uma galera se divertindo numa boa. Foi uma noite muito legal. É a chamada "noite branca", sabe-se lá porque. Na noite de domingo ainda dei mais uma passeada pelo centro, fui até a beira do Rio Adige ver um pouco da corrida de jangadas a remo que acontece todo o ano, como parte das festividades. Os "jangadeiros", todos com roupas ao estilo "bobo da corte" têm que descer o rio e, no caminho, realizar provas estranhas como colocar argolas no pescoço de um ganso gigante que fica pendurado por um cabo perto da margem do rio. Uma viagem... Pra completar o fim de semana, "hiking" até cansar no sábado, dragon boat domingo de manhã (meus colegas de remo foram bater lá em casa as 9:30 da manhã depois da noitada de sábado, mas valeu a pena!) e lago de Caldonazzo no domingo a tarde. Enfim, me diverti bastante.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Boas Festas!

Boas festas e um grande 2009 para todos os familiares, amigos e leitores. Tudo de bom! A imagem é uma reprodução do quadro "Le Moulin de la Galette" de Pierre-Auguste Renoir (clique na imagem para ampliar).

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Aniver do Cu e do Surafel

Uns dias atrás, estávamos na fila da "mensa" (uma espécie de RU daqui) e o Surafel comentou que gostava de festejar o aniversário dele na Etiópia, pois todos os amigos dele iam de terno e comiam pizza. Na mesma hora eu perguntei aos outros caras que estavam junto na fila se tinham ternos. Ao ouvir as respostas afirmativas, ficou definido ali mesmo que o aniversário do Surafel seria em estilo etíope, uma pizza formal. E foi. Todo mundo de terno, bonitinho. Foi divertido. É bom variar de vez em quando. Também gostei muito de experimentar "nem", uns rolinhos vietnamitas de carne e verduras preparados pela esposa do Cu.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

3.0.

É, três décadas. É tempo pra caramba. Preciso agradecer aos scraps, emails, telefonemas, SMS's, sessões de MSN e afins que vieram e ainda virão, já que o dia na Europa está acabando mas no Brasil ainda estamos no início da tarde. É sempre bom ser lembrado. Só me resta encerrar o expediente e ir pra casa beber uma cerveja. Comemoração com os amigos e colegas "trentinos" está devidamente marcada para o sábado, que é mais dia de festejar do que quarta-feira. Conforme for eu comento aqui depois, ou não.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Heineken Jammin' Festival 2008

No fim de semana passado eu fui no Heineken Jammin' Festival. Um festival de rock que aconteceu aqui pertinho, em Veneza. Eu acampei lá para assistir os três dias de shows, de sexta a domingo. Chegando lá, ao abrir minha barraca para armá-la, surpresa: a barraca encontrava-se destruída. Recortada em vários pontos por uma tesoura. Quem me conhece sabe quem poderia ter feito isso, já que a barraca não saiu da minha casa desde meu último acampamento em Rimini no ano passado, quando ela foi guardada inteira. Mas isso não prejudicou em nada o fim de semana. Fez sol e calor, aliás um calor infernal, nos três dias. Então, minha barraca além de ter uma ventilação especial ainda era a barraca com o visual mais punk rock do camping!

Então vamos ao que interessa, o festival! O primeiro dia, pra mim que gosto de punk, era o que mais prometia. E não decepcionou em nada.

A tarde rolou Iggy Pop and the Stooges. Clássico. O cara já era punk antes de o punk existir. Os Ramones, antes de iniciar a carreira já eram fãs do cara, para se ter uma idéia. O cara deve ter uns 70 anos, mas ainda faz um baita show. Apesar de reclamar, ao estilo punk, do solaço que fazia durante o show entre uma música e outra: "Fuckin' sun man. What the fuck?! Shit!". Foi muito bom ouvir ao vivo clássicos como "Search and Destroy", "I Wanna Be Your Dog" e "No Fun".

Depois, para encerrar a noite, nada menos que Sex Pistols. A segunda melhor banda punk do mundo. Como os principais caras da primeira já morreram, Sex Pistols hoje é "as punk as it gets". Eu sou suspeito pra falar, pois eu gosto muito desse tipo de som, mas ouvir "Anarchy in the UK", "God Save the Queen", "Pretty Vacant", "E.M.I.", ... Putz. É o que se pode chamar de show muito "afudê" como dizem lá em Rio Grande. Mas muito afudê mesmo! Os caras também estão velhos que nem o Iggy, e o Sid Vicious já está morto há uns 30 anos, mas eu me diverti muito ouvindo Johnny Rotten e cia. E a galera que estava ali curtindo o show também era do punk, claro. Só poderia rolar uma grande roda punk. Todo mundo curtindo muito. Tirando um golpe no rim esquerdo um pouco mais forte, foi diversão total. Como dá pra ver no video ao final do post, os Pistols tocaram no palco secundário. Sem o telão, pois colocaram no palco grande, no mesmo dia e horário o Linkin Park. Confesso que não conheço a banda, que não vi nem um pedacinho do show deles e que, sinceramente, com Show do Sex Pistols rolando quem se importa com o Linkin Park...

O segundo dia não se comparou ao primeiro. Eu me diverti muito mais com as bandinhas italianas "iniciantes" (algumas muito boas por sinal, o que me dá esperança que o rock não vai morrer quando as bandas de rock "dinossauro" acabarem) que tocaram das 13 as 17 horas no palco secundário do que com a principal atração do dia, o tal de Vasco Rossi. Mas o Vasco Rossi é uma espécie de deus da música pop italiana. Tanto que o show dele foi disparado o que mais lotou. Era um mar de gente. O parque totalmente lotado. Acho que tinha quase cem mil pessoas. Uma coisa curiosa: a galera grita pelo cara assim: "Ole Ole Ole Ole, Vasco, Vasco". Para um brasileiro, não tinha como não se sentir no meio da torcida do Vasco. Os italianos dizem que Vasco Rossi é rock. Posso estar avacalhando e exagerando, mas pra mim o cara está mais para uma espécie de Fábio Jr do que para roqueiro. Como eu disse, muitas bandinhas do palco secundário me divertiram mais. Aliás nos três dias tocaram bandas excelentes ali. Via de regra melhores que as tocavam no mesmo horário no palco principal. Ou tem algo errado com meu gosto musical ou com o gosto musical das massas. Não sei.

No domingo, mais uma maratona de shows. Eu confesso que fiquei contente de as bandas punk terem tocado na sexta, porque no terceiro dia seguido com 10 horas de shows eu não sei se sobreviveria a mais uma roda punk naquele domingo. Pra iniciar os "shows grandes" do dia, Stereophonics. Eu não conhecia, mas gostei do som dos caras. Um rock clássico, ao contrário da coisa mais "moderna" (no mau sentido) que eu estava esperando. Curti bastante o show deles. Depois entrou Alanis Morissette. Não tem como não gostar das músicas do disco "Jagged Little Pill". Eu tinha este disco, e pra mim as músicas dali são clássicas, portanto curti bastante o show. Ou a Alanis está bem mais gordinha, ou eu que nunca tinha visto ela no verão. Além disso ela está loira. Eu não entendo por que diabos todas as mulheres querem ficar loiras. A Shakira, por exemplo, era provavelmente uma das morenas mais lindas do mundo, e agora é só mais uma loira na multidão de loiras de farmácia. Mas, enfim, tem tantas coisas que eu não entendo nas mulheres... O importante é que o show foi legal.

Depois do show da Alanis pararam com os shows para colocar no telão o jogo da Itália pela Eurocopa. Foi insólito aquela multidão de umas 25 mil pessoas que estavam ali para ver shows assistindo ao futebol. Mas como no Brasil, também para os Italianos a seleção é sagrada. Se bem que quando o jogo foi pra prorrogação já tinha gente gritando que queria show, e não futebol. Mas não se interrompe uma partida na hora da prorrogação. Sabe-se bem disso. E vimos o jogo até o fim. Muito embora assim que o jogador espanhol bateu o pênalti que decretou a eliminação da Itália o telão foi desligado. Não deu nem pra ver a comemoração do cara. Não tenho dúvidas sobre a nacionalidade do operador do telão.

Depois do futebol, entrou o The Police. Outro show espetacular. Não adianta, os coroas é que fazem som. É quase como se o Sting e os excelentes guitarrista e baterista da banda dissessem para os shows anteriores: "Muito bom gurizada, legal, mas agora empresta aqui esse palco que o tio vai mostrar como é que se faz..." Sensacional a qualidade do som e da produção. Os caras tocam muito. Um baita show mesmo. Encerrou com chave de ouro.

Eu achei algumas filmagens amadoras de alguns shows que eu comentei aqui. A qualidade do som é um lixo, já que os vídeos são amadores, mas dá para ter uma idéia do que foram os shows. Quero dizer que não assumo qualquer responsabilidade sobre a disponibilização destes vídeos na Internet. Não fui eu que coloquei nenhum deles no youTube. Mas já que eles estão lá, quero compartilhar um pouco do que eu assisti nesse fim de semana com os freqüentadores aqui do blog:

Iggy and Stooges com direito a reclamação contra o sol e tudo.
Sex Pistols
Vasco Rossi for the sake of curiosity.
The Police

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Feliz Ano Novo

Bah, devo ter batido o recorde de tempo sem postar.

Em primeiro lugar um excelente 2008 para todos.

Para o Inter o ano já começou bem, vencendo a Inter de Milão. Já batemos o campeão alemão, italiano e espanhol. Se em um futuro próximo derrotarmos o campeão inglês, alguém tem que dar um troféu da Champions League pro Inter.

Estava curtindo as festas de fim de ano em Lisboa, com a minha irmã que está morando por lá. Mas dessa vez não vou escrever um daqueles longos (chatos?) posts sobre viagem. Não estou com muita disposição pra tal coisa. Não que Lisboa não mereça. Pelo contrário, o lugar é muito legal. O problema, no caso, é comigo, e não com Lisboa. Mas, mesmo sem post longo preciso registrar que achei muito legal o Zoológico, especialmente o vôo livre dos pássaros e o show dos golfinhos. Também muito interessante o oceanário. Uma espécie de aquário gigantesco com tubarões, arraias e cardumes de diferentes tipos de peixes em um verdadeiro oceano artificial para deleite dos visitantes. Parece que existe um projeto de fazer um oceanário em Rio Grande, seria espetacular. Outra atração interessante é ir até o bairro alto tomar umas cervejas. Ambiente "sem stress" que combina bem comigo. Conheci ainda Cascais e vi um belo pôr do sol na praia do Guincho. Apesar do frio de inverno, muito bonitos os lugares.

Passei o Natal na casa de uns brasileiros aleatórios em Lisboa. Tinha uns malucos que superaram o limite da bebida, mas tudo no sentido da diversão. Sem nenhum problema. Só alegria. Só que até eu, que sou chegado em uma cerveja, me sentia sempre sóbrio demais perto de algumas pessoas naquela casa. Estava bem divertido. No ano novo fomos eu e a Tati para Faro, no Algarve. Aqui devo dizer que esperava mais, pois o ano novo no Algarve tem fama de ser bem legal, e foi só ok. Talvez tenhamos ido pro lugar errado do Algarve, talvez seja saudade das festas de ano novo lá no Cassino, com a galera toda. Mas valeu pela tranqüilidade que propiciou boas conversas que tive com minha irmã, entre outros assuntos falamos muito sobre nossa família e suas origens portuguesas.

Minha outra passagem por Lisboa, mais rápida e mais detalhada, aqui.

terça-feira, 10 de julho de 2007

29

Ontem fiz 29. Obrigado a todos os telefonemas, scraps no Orkut, emails, mensagens aqui no blog, SMS e sinais de fumaça que recebi. Já agradeci a todos individualmente, mas agradecer nunca é demais. Quem não sabia ou não lembrou está perdoado, pois eu também não sei ou não lembro de tantos aniversários que gostaria de lembrar. Agora estou colocando as datas no computador (covardia, eu sei) mas mesmo assim até ter todas as datas relevantes cadastradas vai demorar.

A Chiara fez um bolo de chocolate e levou para o escritório. Aliás ela sempre prepara alguma guloseima quando alguém faz aniversário. Muito gente fina ela. Assoprei 2.9 velinhas. Sim, alguem teve o cuidado de tirar um pedaço de uma das velas pra não ficar parecendo que era 30. A noite nada de especial, pois segunda-feira não se sai muito e porque alguns colegas estão em férias e/ou em "summer schools". Tomei umas cervejinhas solito em casa mesmo. Talvez faça uma comemoraçãozinha em agosto, quando minha irmã vai estar por aqui. Veremos.

No mais trabalhei que nem louco o dia todo. Estamos no fim do ano letivo aqui, e essa semana vai ser o cão. Mal posso esperar pelas minhas duas semanitas de férias que estão chegando no dia 21!

terça-feira, 12 de junho de 2007

Tramin / Termeno



Clique aqui para ver o álbum Picasa.

Buenas, no último fim de semana eu fui na cidadezinha do meu colega Mirko junto com uma turma de outros colegas. Trata-se da cidade de Tramin para quem fala alemão, ou Termeno para quem fala italiano. Explico: a cidade, junto com outras na região, e inclusive Trento, foi parte da Áustria até o fim da primeira guerra mundial. Acontece que a população da região, ao contrário da população de Trento, continua falando alemão e seguindo as tradições alemãs. Eles aprendem italiano na escola e tal, mas o Mirko brinca que lá os parceiros dele só usam o italiano para falar com os "carabinieri" (a polícia). E é verdade. O cara se sente na Alemanha, ou na Áustria. Bom, deixando a história e a geografia de lado, seguem algumas coisas que eu fiz neste que foi um dos mais agradáveis fins de semana que passei aqui na Itália:

  • Tomei uma cerveja em um bar com vista para o lago;
  • Curti a bela vista para esse lago onde diversas pessoas curtiam o belo sábado de sol velejando, praticando windsurf ou andando de "pedalinho";
  • Assisti a uma partida de futebol da seleção dos prefeitos da Itália contra a seleção dos prefeitos do Alto Adige (Alto Adige, ou Südtirol como preferem os "alemães" do lugar é a tal região que era da Áustria). Não deixem de conferir a habilidade do número 15 do Südtirol nas fotos acima;
  • Joguei minigolf. Nunca tinha jogado. É bem divertido, e toda a família pode jogar. Fiquei em terceiro lugar. O mais legal foi o espanto do dono do estabelecimento ao ver que tinha gente de vários lugares do mundo no minigolf dele. Até contou pra alguém no celular que tinha gente de vários continentes jogando;
  • Curti uma festa alemã, com direito a bandinha típica, comidas típicas, muita cerveja e vinho. Tinha também ambientes com rock ou techno. Tudo ao ar livre. Nesse fim de semana a cidade estava em festa, e até por isso o Mirko nos convidou pra ir pra lá;
  • Descobri que o meu amigo Komminist na verdade é do Texas, e não da Etiópia. Pelo menos foi isso que ele disse pra uma guria aleatória no meio da noite... ;
  • No fim da noite, tomando um excelente vinho trentino da adega do meu amigo, cunhei o termo "australiano" para definir o pessoal da região. Não os da Austrália, mas os da "Austro-Itália". Não sei se em geral eles gostariam de ser chamados de "australianos", mas àquela hora da madrugada todos acharam bem engraçado;
  • Infelizmente não pude ver a performance do Mirko na banda local. Ele é músico e tocou na procissão religiosa que percorreu a cidade pela manhã bem cedo. Eu e os colegas ficamos dormindo feito pedras. Uma pena, queria ter tirado uma foto do meu colega "à caráter" com as roupas típicas e o instrumento de sopro. Fica para a próxima;
  • Fiz uma bela caminhada pela cidade;
  • Tirei belas fotos;
  • Almocei weisswurz, pretzel e, claro, um caneco de cerveja ao som de alguns membros da banda do Mirko. Bem boas as musiquinhas alemãs diga-se de passagem;
  • Voltei para Trento e vi a melhor corrida de F1 dos últimos tempos. Uma pena o Massa ter sido desclassificado.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Mesiano

Sábado passado teve um festival na faculdade de engenharia, em Mesiano. Logo no fim de semana em que estive mais ocupado desde que cheguei em Trento. O festival contou com várias bandas, de vários estilos musicais. Estava muito divertido. Havia uns quatro ou cinco palcos diferentes espalhados pelo campus. Os shows foram das 3 da tarde à meia-noite. Se fosse no Brasil iria até às 3 da manhã, mas tudo bem. Eu só cheguei lá por volta das 8 da noite, pois como eu disse meu fim de semana foi trabalhoso. Mas deu tempo para tomar uma respeitável quantidade de cerveja (o festival é patrocinado pela cerveja Forst) e me divertir bastante. Acho que essa foi a primeira vez que eu realmente interagi com a população local (com a exceção de relações puramente "comerciais"). Primeiro porque eu fui sozinho, já que meus amigos quase todos deram pra trás quando os convidei para a festa e segundo porque os trentinos, e talvez eu também, ficam mais sociáveis depois de umas cervejas. Fui a carater, com camiseta dos Ramones e o cabelão solto. "Leo Ramone", um verdadeiro punk rocker. E fiquei muito contente de saber que ainda existem pessoas que como eu gostam dessa que foi a melhor banda de todos os tempos em um empate técnico com os Beatles. Uma coisa que eu gosto de fazer é participar das chamadas "rodas punk", onde o pessoal fica uns empurrando os outros. Tem gente que acha que é violência, mas quando se faz isso com pessoas que entendem o espirito da brincadeira é divertido e não tem nada de violento. Aliás tem gente que acha que ser punk é andar sujo e ser anti-social, violento e racista. Quem acha isso vá ouvir Ramones. Ser punk é fazer o que se quer, é curtir a vida da maneira que achar melhor sem se preocupar com a moda ou com o que os outros vão pensar. Ser punk é diversão. Mas nesse caso era uma "roda metal", já que a única banda punk que tinha eu não pude ver, pois colocaram os caras pra tocar as 3 da tarde e eu não tinha como estar lá a essa hora. Depois que eu saí da tal roda metal uma guria veio falar comigo do nada dizendo que gostava muito de Ramones e perguntando como eu, que gosto de Ramones, poderia estar curtindo aquela porcaria de música. Eu falei pra ela que não tinha nada parecido com Ramones naquele lugar, então estava curtindo a música que tinha. E eu sou assim mesmo. Curto o que rolar. Se rolar punk rock, excelente. Mas se rolar qualquer outro som decente tá valendo. Frescura não é comigo. Além dessa guria, mais uma outra e uma meia dúzia de malucos vieram falar comigo por causa da bendita camiseta ao longo da noite. Teve uns loucos que até me pagaram uma cerva. Outro chegou e começou a falar da famosa briga do Joey com o Johnny... Bom saber que existem punks em Trento. Hey ho, let's go!

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Mais para o fim da noite, quando começou a chover, encontrei o Mirko, o único dos meus colegas que foi pra festa. Batemos um papo eu, ele e a namorada dele. Ele é da região onde é produzida a tal cerveja Forst. Me contou que é a única "grande" cervejaria italiana que não é controlada por nenhuma multi-nacional. Me contou ainda a piada a seguir:

Três representantes de vendas, um da Waarsteiner, um da Heineken e um da Forst vão ao bar.
O representante da Waarsteiner pede:
- Ein Waarsteiner bitte.
O da Heineken:
- Uma Heineken por favor.
E o carinha da tal Forst:
- Me vê uma laranjada.
Os outros dois se olham espantados e perguntam:
- Por que não vais tomar uma Forst??
E o louco diz:
- Ah pára, se vocês não vão tomar cerveja eu também não!

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Viagem de Páscoa - Parte Final - Versailles e o Garçom Enxaqueca

Pois é, chegou a hora de terminar de escrever sobre essa ótima viagem de Páscoa. No último dia, a segunda-feira que é feriado tanto na Itália como na França (os italianos chamam o feriado de "Pasqueta"). Para o último dia resolvemos ir a Versailles. Já tínhamos conhecido o palácio dos reis da França (que hoje é o Louvre) e no fim do feriado resolvemos ir conhecer a casa de campo deles, em Versailles.

Pra chegar lá foi meio complicado, pois a linha de metrô que tinha que pegar (RER) estava em obras. Então cada vez que nós pegamos este RER em todo o feriado foi meio estressante, mas tivemos sorte pois encontramos um casal de portugueses em uma das n estações e daí pra frente foi mais fácil, pois os portugueses falavam francês e conseguiam pedir informações. Um curso de francês definitivamente está nos meus planos para um futuro próximo. Esses portugueses eram gente boa, e conversaram com a gente durante toda a viagem de trem e também na fila pra entrar no palácio. É sempre bom falar com pessoas de outros lugares. Sempre se aprende algo. Por exemplo, aprendi que houve um período em que os mouros dominaram Portugal, mas os portugueses acabaram expulsando-os primeiro do Norte e por fim do sul do país. Por esse motivo, também aprendi, que algumas pessoas do Porto, inclusive o presidente do FC Porto, chamam os portugueses de Lisboa e do sul do país em geral de mouros até hoje, de forma pejorativa. Aprendi também que em Lisboa existem vários restaurantes brasileiros, inclusive churrascarias rodizio. Se eu andar por lá e não for um absurdo de caro até vou num rodízio. Vocês não imaginam a falta que faz um churrasco pra um gaudério como eu. Depois de entrarmos no palácio, nos separamos dos portugueses, pois nós queríamos manter nosso plano de fazer pique-nique e eles queriam comer em um restaurante ou algo assim.

E que palácio. Enorme o lugar. Eu não contei, mas segundo a Wikipedia (eu adoro a Wikipedia ;-) ) "o Palácio de Versailles possui 2 mil janelas, 700 quartos, 1.250 lareiras e 700 hectares de parque". Começamos o passeio pelos jardins. Uma imensa área verde que aparece na foto a seguir:

Tudo que aparece nessa foto faz parte dos jardins reais. Garanto que devem ter havido reis que nunca percorreram tudo. Inúmeras fontes, "recantos", lagos. Enfim, encontramos um lugar nesse pequeno "pátio" pra fazer pique-nique. De novo pão, saleme, queijo e um tubão de Coca Cola. Depois seguimos caminhando pelos jardins e encontramos alguns recantos curiosos e bonitos. A escultura a seguir, por exemplo, retrata um cara e duas mulheres. Possivelmente algum deus mitológico e duas ninfas (essa eu chutei, pode muito bem ser um oftalmologista e duas paquitas ok?). Uma imagem um tanto inspiradora nos jardins reais. Vai saber o que os caras faziam aqui...

Bom, nós caminhamos bastante pelos jardins, vimos bastante fontes e coisas do gênero. O lugar é mesmo impressionante. Quando fomos conhecer o interior do palácio já estava chegando o fim da tarde. Só os aposentos das princesas, que eles chamam de "dauphin" são um luxo total. Tem ainda os aposentos do rei e da rainha. Luxo total. O cara chega a ter um quarto para receber visitas. Não sei qual a moral, mas ouvi no fone de ouvido que eles te dão na entrada: "Os reis nunca dormiam nessa cama. Apenas recebiam visitas neste quarto." E tem uma sala dedicada a Marte e a arte da guerra, e outra dedicada a festas. "O rei não deve se privar das coisas mundanas. O povo clama pelo rei..." e aquele bla bla blá de monarca. Sabe como é. Tinha também uma sala de estudo onde os livros eram trocados mensalmente. E eu querendo ler um bom livro por mês e os nobres lêem uma biblioteca inteira...acho que eles não tinham muito o que fazer. Os fones que recebemos na entrada contam com narrações em uns 10 idiomas entre os quais, claro, não está o português. Não deu tempo de visitar todos os aposentos da casinha do Luis XIV e família. Quando dá seis horas começam os auto falantes a mandar o cara se dirigir à "sortie". "Le Château ces't fermé". Desligam os fones e daí a pouco os seguranças aparecem pra te falar ao vivo que "Le Château ces't fermé". Tudo bem. Foi legal a visita. Fomos de volta para Paris.

Podem conferir minhas fotos de Versailles no álbum Picasa a seguir:

France - Versailles


Chegando em Paris fomos pro hotel tomar banho e trocar de roupa antes de sair para jantar, o que depois percebemos que foi um erro. Acabamos indo jantar tarde e conhecendo o garçom enxaqueca. Resolvi dar esse nome ao nosso amigo garçom em homenagem ao Garoto Enxaqueca. Um personagem das vinhetas da MTV nos anos 90 (talvez fim dos 80) que estava sempre estressado. Pra quem não conhece o Garoto Enxaqueca aí vai um vídeo. O desenho é tosco, mas é engraçado. Pelo menos eu acho. Confere aí:



Bom, voltando ao garçom enxaqueca, nós chegamos pra jantar já passavam das 11 da noite. O que pra nós brasileiros é normal, quando estás curtindo um feriado viajando e tal. Bom, para os franceses definitivamente não é normal. A entrada foi servida normalmente, estavamos curtindo um vinho e aí lá pela quarta garfada na entrada o cara traz o fondue, que logicamente deveria ser servido depois. "Le cuisine ces't fermé. Je suis désolé." Ou seja, ele tinha que servir já, pois a cozinha estava fechando. Bom, tudo bem, seguimos comendo a entrada e depois começamos com o fondue. Mas fondue não é exatamente um cheeseburguer, que tu comes assim meio na correria. Fondue é pra comer na manha, tanto que tu esquentas na hora. Não tem nem perigo de a comida esfriar. E o cidadão começou a vir toda a hora até a nossa mesa. Olhava para os pratos ainda com carne e pão a ser degustado e fazia sinal de negativo com a cabeça e uma cara de garoto enxaqueca. Eu estava de costas pra ele, mas a Sibele e principalmente a Ligia se estressaram muito com esse comportamento do cara. E seguramente ele não gostou da forma como olharam pra ele e fomos realmente mau atendidos no lugar. Mas o pior de tudo: se só nós estivéssemos ali, até poderia concordar que só nós comemos fora de hora e estaríamos fazendo o cara perder o trem ou algo assim, mas acontece que tinha uma outra mesa com uns franceses um pouco mais velhos que nós aos quais o cara atendia normalmente, sem nenhuma forma de pressão para eles irem embora. Nesse sentido pareceu discriminação contra estrangeiro mesmo. A Ligia chegou a chorar diante do comportamento do cara. O que me causou uma sensação muito estranha. A Ligia em um determinado momento disse pro cara, em inglês, que ele era um "gentleman". Aquilo foi muito engraçado. Uma pena que nunca vamos saber o que ele respondeu em francês. Eu simplesmente ignorei o garçom e segui comendo minha carne. Eu não falei nada pro cara pelo fato de que, mesmo hoje depois de quase duas semanas do acontecido, eu não consigo pensar em nada que eu podesse ter dito (nem em português, que dirá em Francês) que melhorasse a situação. Aquele cara iria continuar tão ou mais estressado do que já estava. Talvez uma solução teria sido nos levantarmos e termos ido embora, talvez devêssemos ter feito isso. Algumas pessoas acham que eu sou "bonzinho" ou "tolerante" demais e até se estressam comigo por isso. Talvez eu seja mesmo, até acho que sou. Mas o fato é que eu me estresso menos que a média da população sendo assim, e sinceramente acho que existem defeitos piores.

Uma pena que a nossa última noite em Paris tenha tido esse lado desagradável. Nada de "final feliz". Pelo menos fica a lição. Nunca vá jantar tarde na França. E vejamos pelo lado bom, temos mais essa história pra contar. Ah, e o vinho, o queijo e a carne estavam excelentes. O chef caprichou. Só o garçom que era enxaqueca mesmo.

Não deixe de visitar também o blog da Ligia com as impressões dela sobre essa mesma viagem e as fotos que a Sibele tirou.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Viagem de Páscoa - Parte 3 - Segundo Dia em Paris

Todas as minhas 72 fotos de Paris estão no álbum Picasa a seguir:

France - Paris

Segundo dia em Paris. Dia de conhecer o maior cartão postal da cidade e talvez o monumento mais famoso do mundo moderno. A torre Eiffel. O nome Eiffel é em homenagem ao engenheiro Gustave Eiffel, autor do projeto. Encaramos umas três horas de fila para subir na torre. Na época em que foi construída, em 1889, a torre era a estrutura mais alta do mundo. De acordo com a Wikipedia, o monumento já foi visitado por mais de 200.000.000 de pessoas desde a sua construção. A julgar pelo tamanho das filas que encaramos, só neste feriado alguns milhares de pessoas devem ter subido. A torre tem 3 estágios. No primeiro existe um cinema, lojas e um restaurante. No segundo estágio outro restaurante. Este absurdamente caro, tem até elevador privativo. No Picasa da Ligia tem alguns videos que dão uma idéia de como é o passeio de elevador para subir na torre. A Sibele chegou a sentir uma vertigenzinha, mas o elevador do Beto Carreiro World me deu mais adrenalina. Achei legal ter subido na torre, para dizer que estive neste grande monumento e por ter admirado as belas vistas da cidade que se tem dos diferentes estágios da torre. Mas é o tipo de visita que a pessoa tem que ir uma vez e está bom. Se tivesse que encarar a mesma fila para ir uma outra vez eu provavelmente não iria. Preferiria voltar ao Louvre, por exemplo. Mas sem dúvida uma vez vale a ida e recomendo para os eventuais viajantes. Especialmente se tiverem oportunidade de ir quando não for feriado. Se alguma vez eu for novamente vou tentar ir à noite, para ter uma vista diferente de Paris. Na foto a seguir uma das belas vistas a partir da torre.

Depois de descermos os 324 metros de altura da torre, demos uma passeada nos jardins de Luxemburgo. Um belo parque onde fizemos o pique nique do dia. Dadas as condições financeiras de três estudantes que somos, resolvemos substituir os almoços por pique-niques e só irmos a restaurantes para jantar. Depois de visitar os jardins de luxemburgo, com um laguinho onde crianças brincam com veleiros em miniatura disponíveis para locação, fomos em direção ao Pantheon, um belo prédio próximo onde estão enterrados vários franceses ilustres como Voltaire e Victor Hugo. Já passavam das 18hs, então não podemos entrar no Pantheon. Vi em fotos da Internet que o interior do prédio é muito bonito. Uma pena não termos conseguido entrar. Por fora o prédio também é bonito. Na fachada a frase: "Aux Grands Hommes La Patrie Reconnaissante". Dá pra "intuir" o significado para quem fala português, mas eu não vou me arriscar a pôr aqui uma tradução minha que certamente estaria errada. Então fica só na intuição mesmo. Na foto a seguir o Pantheon:

Depois caminhamos mais um pouco até a igreja de Saint-Étienne-du-Mont, onde assistimos um trecho da missa de Páscoa. A igreja é bem bonitinha, mas para o "padrão Paris" de arquitetura deixa um pouco a desejar.

Depois encerramos o dia comendo raclette em um restaurante perto do Hotel. Raclette são fatias de queijo e frios que tu esquentas em uma espécie de chapinha. Queijo derretido na hora, com um belo vinho tinto para acompanhar. Nada mau.

Não deixe de visitar também o blog da Ligia com as impressões dela sobre essa mesma viagem e as fotos que a Sibele tirou.

sábado, 14 de abril de 2007

Viagem de Páscoa - Parte 1 - Bergamo

Peguei o trem saindo de Trento no início da tarde em direção a Bergamo, onde pegaria o vôo para Paris às 20:30. Deveria trocar de trem duas vezes, uma em Verona e outra em Brescia. Não aconteceu como planejado. O trem de Verona a Brescia teve um "probleminha" e ficou quase meia hora em uma estaçãozinha aleatória que não lembro o nome. Essa meia hora foi suficiente para eu Perder o trem Brescia-Bergamo e então tive que ficar quase uma hora esperando o próximo trem em Brescia. Obvio: perdi o vôo. Chegando no aeroporto perguntei sobre o voo do dia seguinte (sexta-feira santa). Lotado. Teria que ficar na "lista de espera" torcendo que alguem desistisse ou se atrasasse como eu. Não achei uma boa idéia e perguntei se não teria outra solução. Então a atendente me disse que ainda haviam lugares em um voo que sairia de Treviso na noite seguinte. Bergamo fica perto de Milão, e Treviso, fiquei sabendo no aeroporto, perto de Veneza. Abaixo o mapa da Itália (clique-o para ampliar e conseguir ler alguma coisa). Aproveitem para localizar Trento, onde moro, no meio do caminho entre Milão e Veneza. Todas as cidades ficam no norte da Itália. Nunca fui para o sul da Itália. Algumas pessoas aqui do norte da Itália se referem aos Italianos do sul (incluindo os romanos) como "terroni", uma expressão pejorativa. Qualquer dia desses eu vou a Roma ver qual é a dos "terroni". Eu ouvi falar que existe um pejorativo que os sulistas usam para se referir aos italianos do norte, mas não sei qual é. Eu já prefiro dizer que os italianos são "tutti buona gente".



Pois é, passei a noite em um albergue em Bergamo. Legalzinho até. Não tinha muita gente apesar de ser início de feriado. Bom, pois pela minha indignação de ter perdido o vôo eu só queria mesmo comer um sanduiche e dormir. Foi o que fiz. No outro dia estava cedinho de pé. Pronto pra encarar novamente a confiável e pontual Trenitalia. Pra quem for viajar por aqui fica a dica, planeje sua viagem de trem na Itália para chegar umas 3 horas antes do necessário.

Ainda deu tempo de dar uma caminhada pelo centro de Bergamo antes de pegar o trem. A cidade é bem legal até. Parece ser maior que Trento, ou pelo menos o centro é mais moderno e movimentado, com avenidas largas e tal. Um lugar legal, mas para mim que poderia estar em Paris não foi assim tão legal, então posso ter ficado com uma imagem ruim da cidade. Além disso não pude conhecer nada da cidade. Parece que a tal de "cittá alta" é a parte mais legal da cidade. Mas eu só pude caminhar perto da estação de trem onde tirei algumas fotos que coloquei no Picasa.

Italy - Bergamo


Depois de tirar essas fotos, foi só embarcar no trem. Dessa vez a viagem seria Bergamo-Milão-Veneza-Treviso. Ainda mais lotado que no dia anterior, tinha uma multidão embarcando no trem de Milão para Veneza. Que galera! Ainda bem que arranjei um lugar entre um casal de franceses e outro de suiços que, claro, iam curtir um feriado romantico em Veneza. O cara do casal de franceses estava estudando ingles e a guria o ajudava. O cara aprendendo Ingles e eu tentando ver se aprendia alguma coisa de francês ouvindo o diálogo deles, pois afinal meu destino final ainda era Paris. Claro que esse trem também atrasou uns 20 minutos, mas eu estava adiantado e aí não importava tanto. O trem de Veneza a Treviso também estava lotado. Tive que ficar em pé, mas o trecho era pequeno. Sem problemas. Ainda deu tempo de jogar Luxor 2 por um baita tempo no laptop no aeroporto de Treviso. Vôo sem nenhum problema. Já sou fã da Ryanair, a Gol da Europa.

Afinal Paris...nos próximos posts!

quarta-feira, 28 de março de 2007

Formatura Trentina

Buenas, hoje eu cheguei na faculdade e havia dezenas, talvez centenas de cartazes colados nas paredes, portas, máquinas de refrigerantes, quadros negros, escadas rolantes e praticamente em todas as superfícies passíveis de se colar um cartaz no prédio. Todos os cartazes eram no mesmo estilo: uma foto de um cara ou de uma guria e algo escrito. O que tinha escrito variava, mas era sempre algo como : "Valeu cabeça!", "Esse é o cara", "Francesca não perdoa", "Da-lhe Feioso", e por aí a fora. Eu fiquei intrigado com aquilo e perguntei brincando pro meu colega italiano: "Ma che cazzo sono questi?" que pode ser traduzido como: "Mas que porra é essa?" Ele me explicou que hoje a gurizada da graduação estava se formando. E me mostrou que a faculdade, além dos cartazes, hoje tinha de diferente também a presença de muitos senhores pais de alunos. E eu perguntei se eles comemoravam ali mesmo, na universidade. E de fato é assim. Pelo que deu para perceber, a formatura dos caras é mais ou menos como uma defesa de Mestrado no Brasil. Os caras apresentam o trabalho final do curso, possivelmente com a presença de familiares e amigos e os professores, em caso de aprovação, dão os parabens pro cara e entregam-lhe o diploma. E pronto, acabou. Nada de toga, reitor, baile, coquetel, missa...necas. Bom, sinceramente não perguntei se tinha missa e é capaz de ter pois aqui os caras são muito mais religiosos que no Brasil. Mas toga e baile eu perguntei e não tem. Fiquei feliz de ter me formado no Brasil. Insisti com meu colega: "-Mas tche, nem uma festinha, nada? O cara se forma assim, de bico seco?" E ele me disse que alguns saem para algum bar com familiares e amigos. É como defesa de Mestrado mesmo...que chatice. Parece que na Alemanha e na Inglaterra existe festa de formatura, mas aqui na Itália não. Bom, pelo menos quando eu saí da universidade tinha um grupinho de formandos abraçados cantando. Pelo menos aqueles pareciam estar se divertindo.

sexta-feira, 23 de março de 2007

Minha Irmã É Jornalista!

Eu já escrevi aqui sobre a formatura da minha irmã que eu adoro. Infelizmente eu não pude estar neste grande evento para a nossa família devido aos milhares de quilometros que me separam do meu Rio Grande do Sul. O motivo de eu voltar ao assunto - além de parabenizá-la novamente pelo feito - é para dizer que agora vocês podem saber como foi essa grande festa nas palavras da própria Tati no blog dela. Lá também tem links para muitas fotos de formatura. Grande abraço jornalista Tatiane Fernandes!

quinta-feira, 8 de março de 2007

8 de Março

Parabéns a todas as mulheres pelo seu dia. Sem vocês o mundo seria uma total chatice.

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Mais Um Fim de Semana de Festas...

...no Brasil. Este fim de semana ocorreram dois grandes eventos na minha família. Minha mãe comemorou seu aniversário no dia 2 e minha irmã colou grau em jornalismo ontem (dia 3). Nessas horas em que ocorrem grandes eventos familiares é que a saudade bate ainda mais forte. Só me resta mandar um grande beijo e muitas felicidades para a mãe e também para a Tati.

Muito sucesso minha irmã. Vai em frente com teus projetos. Toda a sorte do mundo! E rumo ao segundo diploma em julho!

Mãe, um grande beijo. Sabes que nunca esqueço de ti. Parabéns e aproveita esse grande presente que a Tati te deu esse ano!

Eu aqui até tinha um aniversário pra ir ontem, mas os parceiros que iam comigo furaram, então acabei ficando em casa mesmo. Pelo menos dei uma descansada e uma estudada.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2007

Sexta Passada

Sexta passada, 19 de janeiro, rolou uma festa da gurizada do lugar onde trabalho, o IRST. Quando eu arranjar uma foto decente da galera apresento-os a vocês. Eu consegui comprar uma garrafa de Velho Barreiro envelhecida (aquela amarela) por 14 Euros. Uma pechincha para os padrões europeus. E me responsabilizei pelo fornecimento de caipirinhas. Levei também o meu computador com minhas músicas pra tocar. Apesar dos clássicos do punk disponíveis, o que fez sucesso foi música brasileira e som dos anos 80 tipo Michael Jackson e Madonna (sim, eu tenho isso). Carlos, o anfitrião, um chileno muito parceiro preparou "Navigado" (uma espécie de quentão com laranja chileno) e as empanadas do Chile, que caem como uma luva pra contrabalançar as caipiras e o "navigado". Pena que o Carlos foi embora essa semana pois o periodo de "sanduiche" dele aqui em Trento acabou. Aliás ele marcou a festa justamente para se despedir. O resto da galera trouxe cervejas, vinhos, pizzas, salgadinhos e por aí afora. Komminist, meu colega da Etiópia, que quando eu cheguei aqui era todo encolhido para beber agora anda sempre com uma caipirinha na mão quando tem festa. Ismênia, paraibana e colega do IRST mostrou pra galera como é que se dança o forró e a carioca Mariana deu um show de samba e pagode. Estava muito divertida a festa. Bom para dar uma aliviada nos estudos, pois grande parte da galera, inclusive eu, está se preparando para o tal de "comprehensive exam". Uma prova que é tipo uma primeira qualificação no doutorado aqui de Trento. Se o cara não passa na prova (8 de fevereiro), tem a chance de fazer outra em março. Se não passar nessa segunda chance cai fora do curso e volta para casa. O que cai na prova? Matérias do tempo da graduação como Sistemas Operacionais, Bancos de Dados, Engenharia de Software, Análise de Algoritmos, Arquiteturas de Computadores, Redes de Computadores, Eletronica Básica...

É, melhor eu voltar a estudar. Abraço.

domingo, 7 de janeiro de 2007

Deutschland


Alemanha era a próxima parada. Saimos da França e passamos por uma parte da Suiça antes de chegar na terra da cerveja. Ao entrar na Alemanha, a primeira coisa que se nota é a ausência do limite de velocidade na maioria das estradas (highways). Muito legal andar a 140, 160 e até a 180 ou um pouco mais sem culpa. 180 é um bom número ao qual o Passat Station Wagon em que andávamos chegou sem problemas. Pelo menos do banco de trás o carro me pareceu bem estável a esta velocidade. Diferente de carros menos potentes que a pouco mais de 120 já começam a ficar "nervosos". As estradas são muito boas, mas não é nada do outro mundo não. Estradas como a Freeway de Porto Alegre para o litoral norte do RS ou a Rodovia dos Bandeirantes que liga São Paulo a Campinas não devem nada para as estradas alemãs que andei. Acho até que as estradas brasileiras citadas tem melhor "área de escape", já que na Alemanha geralmente tem um "guard rail" pra ninguém sair da pista e algumas vezes tem até muros, o que me lembrou aquela estrada do filme Matrix (não me lembro se o 2 ou o 3). Ou seja: acabem com o limite de velocidade na Bandeirantes! 120 é pouco para aquela estrada. Mas falando sério, é meio perigoso esse lance de sem limite, pois quando alguem a 80 troca de pista, sempre pode vir algum Porsche a 300 pela esquerda, tem que cuidar o retrovisor. Aliás na Alemanha é o único lugar do mundo onde faz sentido ter um carro esporte. No resto do mundo ter um carro desses é só exibicionismo, com exceção de quem anda em autódromo.

A Raquel mora em um vilarejo próximo a cidade de Mainz. O lugar é extremamente tranquilo, segundo o Xavier tem em torno de 700 habitantes. Fica meio que na zona rural. Deve ser bom trabalhar em um escritório com vista para as plantações e sem a barulheira da cidade. Um dos programas é levar a cadelinha Perla para passear e jogar bola em uma fazenda ali perto. Detalhe, a estradinha vicinal que passa entre as plantações e onde normalmente só passa trator é asfaltada! No Cassino ainda não acabaram de pavimentar nem a Av. Atlantica! Por falar em Cassino, num desses passeios com a cachorrinha, o Xavier estacionou o carro fora da tal estradinha e acontece que estava um lamaçal dos brabos ali. Na hora de ir embora ele tentou sair sozinho e não conseguiu, depois usamos papelão, colocamos a Raquel ao volante e os dois barbados para empurrar e nada. Só patinava. Lá pelas tantas, resolvi testar minha habilidade de motorista cassineiro e conseguimos tirar o Passat da lama, aos poucos mas foi. Na foto aparece o Passat, logo depois do resgate. Foi a primeira vez que eu dirigi aqui na Europa. Uns miseros metros, mas dirigi. Me falta a maldita habilitação internacional...


Antes de morar nesta nova casa, a Raquel morava em Mainz. Ela disse que se sentia em casa quando visitamos a cidade. É um lugar bem agradável. Típica cidade universitária, com muitos jovens passeando pelo centro e inúmeros cartazes anunciando as mais diversas festas de Reveilon. No centro podemos notar a tradicional arquitetura alemã, como pode-se ver na foto a seguir.


Também fiquei sabendo que Mainz é a cidade do Gutenberg. Aquele que inventou a imprensa. Na foto estou no monumento dedicado a esta figura histórica. O monumento encontra-se em frente a um belo teatro, em um local central da cidade. Também tem um museu dedicado a Gutenberg na cidade, mas infelizmente não tivemos tempo de conhecê-lo.


Outra atração em Mainz é a igreja de St. Stephan, com vitrais pintados pelo artista bielorusso judeu Marc Chagall após a segunda guerra mundial. A Igreja tinha sido destruida (ou parcialmente destruída) durante a guerra. A cidade de Mainz foi uma das que sofreram grandes bombardeios durante a segunda guerra. Em vários prédios e monumentos encontra-se placas onde lê-se sobre o prédio original, como ficou após a guerra e informações sobre a reconstrução ou restauração pós-guerra. Na foto entrando na igreja de St. Stephen. Alguém aí sabe ler alemão? Eu não sei. Se quiser tentar, clique na foto para aumentá-la.


Passamos o reveilon em Mainz. Saímos para jantar em um restaurante croata. Pedimos o prato especial de "Silvester" que é como eles chamam o ano novo (Não é a toa que temos a "Corrida de São Silvestre" aí no Brasil). O tal prato foi bom. Essa bandeijona da foto a seguir com diversos tipos de carne. Eu que não gosto de carne nem nada...


O pessoal da foto anterior é uma família com quem a Raquel morou logo que se mudou para a Alemanha. Ela ficava cuidando das crianças da foto. Gente fina este pessoal: o Gerth, gaúcho e gremista, a Margareth, carioca e Fluminense e as crianças Mariana e Gustavo. Depois do jantar fomos ver os fogos do ano novo às margens do rio Reno, que banha Mainz tomando champagne, ou melhor, espumante ;-).

Antes de ir embora ainda deu tempo de dar uma passada em Frankfurt. Cidade grande. Vários arranha céus, lojas, bancos, muito movimento nas ruas. No centro tem algumas construções em estilo tradicional alemão que contrasta com prédios modernos. Como em toda cidade européia que se preze, tem uma catedral. A seguir, algumas fotos de Frankfurt. A primeira foto de do post também é em Frankfurt.




Não poderia deixar de mencionar a cerveja alemã. Realmente os caras fazem juz a fama de cervejeiros. Tomei algumas cervejas por lá e todas foram excelentes. Não tomei nenhuma cerveja ruim. Nem sequer uma cerveja mais ou menso. Só cervejas excelentes. Não é a toa que os alemães acham Heineken uma porcaria.

Bom, estas foram minhas festas de fim de ano. Obrigado por ter a paciencia de ler tudo isso e um excelente 2007 a todos!