Dia quinze foi feriado por aqui, então eu aproveitei o feriadão e fui fazer uma das coisas que mais gosto. Acampar. Eu e mais dois amigos brasileiros nos mandamos pra cidadezinha de "Bardolino", e ficamos em um camping, na beira do lago de Garda. Local muito agradável. Muito sol, apesar de chuvas ocasionais. Principalmente a noite. O dia amanhecia nublado, fazia sol das 10 da manhã até o fim da tarde e chovia a noite. Bom, como eu vinha dizendo, muito sol, banhos de lago, remadas em caiaques, cervejas com vista para o lago e para gurias que se bronzeavam - inclusive algumas que, para nossa alegria, se esqueceram da parte de cima do biquíni -, a sempre inusitada e divertida rotina de um camping. Enfim, um fim de semana "estressante" pra caramba.
O que eu quero dizer com "inusitada e divertida rotina de um camping"? Por exemplo, tinha uma barraca onde, todas as manhãs, duas gurias alemãs muito bonitas fumavam um cachimbo maluco chamado "narguilé". O som das bolhas de fumaça daquela coisa e a beleza das gurias chamavam a atenção de absolutamente todos os homens que por ali passavam, os quais invariavelmente olhavam pra elas. Elas apenas se olhavam, sorriam e seguiam fumando. Todas as manhãs. Quase todos os campistas eram alemães. Alguns eram Holandeses. Pouquíssimos italianos. Tanto que acabamos fazendo amizade com um grupo de alemães. Fizeram eu me sentir um amador na arte de consumir cerveja. Os caras estavam em seis amigos e vieram em um furgão completamente lotado de engradados de cerveja. Acabamos nos juntando a eles numa das noites de bebedeira, e numa contabilidade rápida concluímos que eles haviam trazido cerca de um engradado de cerveja por pessoa por dia para o camping. Mesmo assim eles demonstravam preocupação com uma possível falta de cerveja. Quando estávamos tomando cerveja com esses caras, surgiu um guri gordinho de uns 17 anos, completamente embriagado, com um traje típico alemão todo embarrado. Concluímos que ele seguramente caiu de bêbado várias vezes pelo barro, talvez tenha rolado morro abaixo ou algo assim. Eu não entendo uma palavra de alemão pra saber o que ele dizia, mas tenho certeza que ele não dizia coisa com coisa. No dia seguinte encontramos esse mesmo guri, com a mesma roupa imunda, literalmente apagado, debaixo de um sol de rachar, bem na frente da barraca das gurias do "narguilé". Teriam as gurias abusado do rapaz? Que absurdo... Bom, é isso que eu quero dizer com "rotina inusitada e divertida". Foi bom dar uma curtida. Agora, de volta ao trabalho!
SC Internacional, Ramones e Cerveja. Isso tudo existe e ainda tem quem reclame da vida.
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segunda-feira, 18 de agosto de 2008
quarta-feira, 29 de agosto de 2007
Rimini
Alguns fins de semana atrás fomos acampar em Rimini eu, a Tati, o Cu e o Dawa. Rimini é uma cidade italiana banhada pelo mar Adriático. A cidade não tem nenhuma grande atração. Nenhuma "torre Eiffel", nenhum "Big Ben", nem nada disso. Mas o lugar tem muita vida, uma bela praia, e muita diversão. Teve também um certo clima nostálgico de "excursão da Super Fico", já que eu levei uma bolsa térmica com cervejas para beber no trem.
Em primeiro lugar, fazia muito tempo que eu não ia acampar. E eu adoro fazer isso. É muito legal o clima de natureza e "várzea" que tem em qualquer camping que se preze. Passar um fim de tarde intercalando entre bombear o colchão inflável da barraca e tomar cerveja não tem preço.
Depois disso fomos jantar bons frutos do mar. Meu prato continha excelentes, embora pouquíssimos, camarões e lulas. Depois partimos para um bar chamado Rock Island, que fica em uma espécie de "molhe", ou um braço de terra que entra no mar. O bar fica cercado de água por quase todos os lados. Muito legal o lugar. E rolou um show ao vivo com uma banda que tocava pop/rock dos anos 80. Nada mal. Um detalhe curioso. Na entrada do bar tinha uma placa que dizia algo como "Proibido dançar. Lei no. x". Aquilo nos pareceu muito curioso, e fomos perguntar ao barman que diabos era aquela placa. Ele disse que, como a cidade tem várias discotecas, aprovou-se uma lei que proíbe a dança em bares como o Rock Island, já que existem inúmeras discotecas, ao módico preço de 30 euros o ingresso, para quem quiser dançar. Mas o barman também disse que se nós quiséssemos dançar ali por ele não tinha nenhum problema e deu a entender que a tal lei é "para inglês ver". De fato, mais tarde o lugar contava com bastante gente dançando ao som da tal banda.
No dia seguinte fomos a praia. É uma praia mais "família" que a de Barcelona, por exemplo. Mas ainda assim muito boa.
Depois alugamos uma bicicleta para quatro pessoas e fomos dar uma volta pelo centro. A cidade estava mesmo lotada. Todos curtindo o verão italiano. Mais tarde demos uma caminhada por uma área que é uma espécie de parque de diversões a moda antiga, com aqueles jogos de derrubar latas com bolas ou pistolas de brinquedo, onde podes ganhar um ursinho ou alguma outra tralha de acordo com a tua pontaria. Haviam também camas elásticas, mini carros elétricos e muitas outras diversões para crianças. Um bom lugar para tomar um sorvete ou levar crianças.
Depois disso, fomos dormir, ou tentar dormir. De dentro da barraca, ouvi uma guria que gritava para seus três queridos amigos:
-LASCIAMI! LASCIAMI PORCO CANE!
E os caras tentavam acalmá-la e ela aos gritos xingando os caras de todos os palavrões italianos que eu conheço e mais alguns outros. Eram umas três e meia da manhã e ela berrava "Vou-me embora!" E os caras pediam: "Tá, se queres ir embora vai, mas espera amanhecer pelo menos..." "LASCIATEMI CAZZO!" E de alguma outra barraca se ouviu uma voz quase suplicante de uma mulher: "Basta ragazzi, basta...andiamo a dormire dai...". Enfim, o excelente clima "várzea" de todo o camping. No dia seguinte eu vi uma guria com a camisa da Inter de Milão sentada em um banquinho, toda encolhida e com uma cara de envergonhada e de ressaca. Alguma coisa me diz que era ela a guria do "lasciami", mas não tive como saber. Em tempo, "lasciami" quer dizer "me deixa".
Antes de pegar o trem para voltar no domingo, passamos a manhã na praia novamente e ainda jogamos uma partidinha de "Winning Eleven" em um Playstation colocado a disposição dos clientes pelo dono da lanchonete onde almoçamos (excelente estratégia de marketing, na minha opinião). Um dia desses ainda compro um PS2. Ah, o Winning Eleven aqui se chama "Pro Evolution Soccer".
Fotos de Rimini.
Em primeiro lugar, fazia muito tempo que eu não ia acampar. E eu adoro fazer isso. É muito legal o clima de natureza e "várzea" que tem em qualquer camping que se preze. Passar um fim de tarde intercalando entre bombear o colchão inflável da barraca e tomar cerveja não tem preço.
Depois disso fomos jantar bons frutos do mar. Meu prato continha excelentes, embora pouquíssimos, camarões e lulas. Depois partimos para um bar chamado Rock Island, que fica em uma espécie de "molhe", ou um braço de terra que entra no mar. O bar fica cercado de água por quase todos os lados. Muito legal o lugar. E rolou um show ao vivo com uma banda que tocava pop/rock dos anos 80. Nada mal. Um detalhe curioso. Na entrada do bar tinha uma placa que dizia algo como "Proibido dançar. Lei no. x". Aquilo nos pareceu muito curioso, e fomos perguntar ao barman que diabos era aquela placa. Ele disse que, como a cidade tem várias discotecas, aprovou-se uma lei que proíbe a dança em bares como o Rock Island, já que existem inúmeras discotecas, ao módico preço de 30 euros o ingresso, para quem quiser dançar. Mas o barman também disse que se nós quiséssemos dançar ali por ele não tinha nenhum problema e deu a entender que a tal lei é "para inglês ver". De fato, mais tarde o lugar contava com bastante gente dançando ao som da tal banda.
No dia seguinte fomos a praia. É uma praia mais "família" que a de Barcelona, por exemplo. Mas ainda assim muito boa.
Depois alugamos uma bicicleta para quatro pessoas e fomos dar uma volta pelo centro. A cidade estava mesmo lotada. Todos curtindo o verão italiano. Mais tarde demos uma caminhada por uma área que é uma espécie de parque de diversões a moda antiga, com aqueles jogos de derrubar latas com bolas ou pistolas de brinquedo, onde podes ganhar um ursinho ou alguma outra tralha de acordo com a tua pontaria. Haviam também camas elásticas, mini carros elétricos e muitas outras diversões para crianças. Um bom lugar para tomar um sorvete ou levar crianças.
Depois disso, fomos dormir, ou tentar dormir. De dentro da barraca, ouvi uma guria que gritava para seus três queridos amigos:
-LASCIAMI! LASCIAMI PORCO CANE!
E os caras tentavam acalmá-la e ela aos gritos xingando os caras de todos os palavrões italianos que eu conheço e mais alguns outros. Eram umas três e meia da manhã e ela berrava "Vou-me embora!" E os caras pediam: "Tá, se queres ir embora vai, mas espera amanhecer pelo menos..." "LASCIATEMI CAZZO!" E de alguma outra barraca se ouviu uma voz quase suplicante de uma mulher: "Basta ragazzi, basta...andiamo a dormire dai...". Enfim, o excelente clima "várzea" de todo o camping. No dia seguinte eu vi uma guria com a camisa da Inter de Milão sentada em um banquinho, toda encolhida e com uma cara de envergonhada e de ressaca. Alguma coisa me diz que era ela a guria do "lasciami", mas não tive como saber. Em tempo, "lasciami" quer dizer "me deixa".
Antes de pegar o trem para voltar no domingo, passamos a manhã na praia novamente e ainda jogamos uma partidinha de "Winning Eleven" em um Playstation colocado a disposição dos clientes pelo dono da lanchonete onde almoçamos (excelente estratégia de marketing, na minha opinião). Um dia desses ainda compro um PS2. Ah, o Winning Eleven aqui se chama "Pro Evolution Soccer".
Fotos de Rimini.
terça-feira, 21 de agosto de 2007
Barça!
A última cidade (passou muito rápido) da nossa viagem de duas semanas foi Barcelona. Um ótimo lugar. Tão viva quanto Roma, ou mais. A começar pelo albergue onde ficamos eu e a Tati, com suas paredes coloridas com desenhos psicodélicos. A avenida Las Ramblas parece funcionar 24 horas. Seja o horário que for tem sempre algo acontecendo por ali e pessoas de todas as idades passando. Artistas de todo o tipo, de caricaturistas até acrobatas estão sempre ali batalhando alguns Euros. Na mesma avenida bares e restaurantes de todo o tipo. Desde McDonald's até a tradicional paella, que degustamos em uma de nossas noites por lá. Paella é um prato feito com arroz e toda a sorte de frutos do mar. Desde o simples e delicioso camarão até um bicho que nós apelidamos carinhosamente de "alien" em alusão aos belos filmes com a Sigourney Weaver. Tá, em alusão aos três primeiros filmes da série já que do quarto em diante foram só filmes lixo/caça-níqueis que nunca deveriam ter sido feitos. Voltando ao assunto, paella com sangria é uma excelente pedida!

Toda a cidade (ou quase toda) tem seu "cartão postal". E o de Barcelona é a igreja (ou catedral?) da Sagrada Familia. O prédio
foi projetado pelo Gaudi, que parece ser "o cara" de Barcelona, já que 3 em cada 4 atrações turísticas da cidade têm o dedo dele. A Sagrada Família é um belo prédio, e o que eu mais gostei foi a fachada da paixão, com uma série de esculturas em um estilo "quadradão" que eu achei muito legal. As expressões de tristeza e dor daquelas esculturas que representam a paixão de Cristo são realmente sensacionais. Confiram as fotos no Picasa.
Por falar no Gaudi, fomos também ao parc Güell, onde o artista morou alguns anos. O parque é um lugar extremamente zen, onde as pessoas caminham, fazem piqueniques ou sentam-se para admirar a arte moderna de Gaudi e ouvir a música de diversos artistas que tocam diferentes instrumentos no lugar. O lugar é realmente muito bonito e vale a pena curtir uma tarde, ou mesmo um dia zen por ali.

Outro lugar interessante que não podemos deixar de visitar foi o Nou Camp (ou Camp Nou, os espanhóis dizem de um jeito e os catalães de outro), o estádio do nosso freguês, o FC Barcelona. Claro que pra entrar lá eu e o Rafael vestimos o manto sagrado. É bem legal fazer o tour pelo estádio. Conhecemos vestiários, salas de imprensa, cabines de transmissão, tribunas de honra e fomos até a beira do gramado. Só não deixam o cara pisar no gramado. Mas tudo bem. Valeu a visita. Já o museu do clube eu esperava mais. Recomendo fazer o tour pelo estádio e deixo o museu como uma opção para os mais "fanáticos". Na saída do tour, é claro, tem uma megastore vendendo tudo o que se possa imaginar do FC Barcelona. Canecas, mantas, todos os 649 tipos de uniforme, gravatas, bonecos dos jogadores (destaque para o Ronaldinho) e do treinador, bolas, mamadeiras, rebimboca de parafuseta e o caramba. Os caras sabem fazer Marketing. Faz tempo que não vou no Beira-Rio. Ouvi dizer que está melhorando. Tomara que sim. Acima uma foto minha na arquibancada do Nou Camp comemorando o eterno gol do Gabiru. Mais fotos no Picasa
Outra coisa boa da Espanha são os custos. O país é mais barato que a França, a Inglaterra ou o norte da Itália e não perde em atrações e diversão para os outros. Compramos duas garrafas de Freixenet, um champagne (ou espumante, como preferem os franceses já que o freixenet é catalão e não da região de Champagne) por menos de cinco Euros cada uma e fomos beber a noite em um belo pier. Foi uma noite bem legal, embora tenha faltado minha esposa que adora Freixenet e que tornaria a noite mais romantica para mim. Ainda assim nos divertimos muito falando, entre outros assuntos, sobre coisas da nossa infância de primos muito próximos que éramos e somos. Eu, o Rafael, a Tati e o Gerson. Este último não estava lá, mas foi citado, claro.
Como aqui na Europa estamos em pleno verão, estando em Barcelona não poderíamos deixar de curtir Barceloneta, uma das praias da cidade. Ainda mais eu que não ia a praia desde o início de 2005, já que por idas e vindas do Brasil pra cá tive quatro invernos consecutivos. Compramos uma bolinha de futebol, algumas cervas e fomos em direção ao mar Mediterrâneo. Pois vinha eu meio olhando pro chão, curtindo a areia macia na qual não pisava há mais de dois anos e dei de cara com um par de seios de uma guria deitada no chão, há centímetros de onde eu estava passando. Nem acreditei. Quase caí pra trás. De longe não enxergo. Quando vi que ali rola o topless geral foi praticamente do meu lado. No Brasil essa bela prática é proibida na maioria das praias, por isso meu espanto. Mas em Barcelona e, me parece em grande parte da Europa, é uma coisa bem normal e, na minha opinião, bem bonita.
Fomos ainda ao "bairro gótico", onde encontramos uma arquitetura (obviamente) gótica, alguns museus e exposições que não tivemos muito tempo para visitar e várias lojas de souvenirs. Encerramos a viagem tomando mais Freixenet, desta vez no pátio do albergue. Nada mau.
Buenas, recomendo e muito Barcelona aos possíveis leitores turistas. Depois de Barça, lá se foram as minhas férias e voltei pra Trento, ainda junto com minha irmã.
Fotos de Barça.
Toda a cidade (ou quase toda) tem seu "cartão postal". E o de Barcelona é a igreja (ou catedral?) da Sagrada Familia. O prédio
foi projetado pelo Gaudi, que parece ser "o cara" de Barcelona, já que 3 em cada 4 atrações turísticas da cidade têm o dedo dele. A Sagrada Família é um belo prédio, e o que eu mais gostei foi a fachada da paixão, com uma série de esculturas em um estilo "quadradão" que eu achei muito legal. As expressões de tristeza e dor daquelas esculturas que representam a paixão de Cristo são realmente sensacionais. Confiram as fotos no Picasa.
Por falar no Gaudi, fomos também ao parc Güell, onde o artista morou alguns anos. O parque é um lugar extremamente zen, onde as pessoas caminham, fazem piqueniques ou sentam-se para admirar a arte moderna de Gaudi e ouvir a música de diversos artistas que tocam diferentes instrumentos no lugar. O lugar é realmente muito bonito e vale a pena curtir uma tarde, ou mesmo um dia zen por ali.
Outro lugar interessante que não podemos deixar de visitar foi o Nou Camp (ou Camp Nou, os espanhóis dizem de um jeito e os catalães de outro), o estádio do nosso freguês, o FC Barcelona. Claro que pra entrar lá eu e o Rafael vestimos o manto sagrado. É bem legal fazer o tour pelo estádio. Conhecemos vestiários, salas de imprensa, cabines de transmissão, tribunas de honra e fomos até a beira do gramado. Só não deixam o cara pisar no gramado. Mas tudo bem. Valeu a visita. Já o museu do clube eu esperava mais. Recomendo fazer o tour pelo estádio e deixo o museu como uma opção para os mais "fanáticos". Na saída do tour, é claro, tem uma megastore vendendo tudo o que se possa imaginar do FC Barcelona. Canecas, mantas, todos os 649 tipos de uniforme, gravatas, bonecos dos jogadores (destaque para o Ronaldinho) e do treinador, bolas, mamadeiras, rebimboca de parafuseta e o caramba. Os caras sabem fazer Marketing. Faz tempo que não vou no Beira-Rio. Ouvi dizer que está melhorando. Tomara que sim. Acima uma foto minha na arquibancada do Nou Camp comemorando o eterno gol do Gabiru. Mais fotos no Picasa
Outra coisa boa da Espanha são os custos. O país é mais barato que a França, a Inglaterra ou o norte da Itália e não perde em atrações e diversão para os outros. Compramos duas garrafas de Freixenet, um champagne (ou espumante, como preferem os franceses já que o freixenet é catalão e não da região de Champagne) por menos de cinco Euros cada uma e fomos beber a noite em um belo pier. Foi uma noite bem legal, embora tenha faltado minha esposa que adora Freixenet e que tornaria a noite mais romantica para mim. Ainda assim nos divertimos muito falando, entre outros assuntos, sobre coisas da nossa infância de primos muito próximos que éramos e somos. Eu, o Rafael, a Tati e o Gerson. Este último não estava lá, mas foi citado, claro.
Como aqui na Europa estamos em pleno verão, estando em Barcelona não poderíamos deixar de curtir Barceloneta, uma das praias da cidade. Ainda mais eu que não ia a praia desde o início de 2005, já que por idas e vindas do Brasil pra cá tive quatro invernos consecutivos. Compramos uma bolinha de futebol, algumas cervas e fomos em direção ao mar Mediterrâneo. Pois vinha eu meio olhando pro chão, curtindo a areia macia na qual não pisava há mais de dois anos e dei de cara com um par de seios de uma guria deitada no chão, há centímetros de onde eu estava passando. Nem acreditei. Quase caí pra trás. De longe não enxergo. Quando vi que ali rola o topless geral foi praticamente do meu lado. No Brasil essa bela prática é proibida na maioria das praias, por isso meu espanto. Mas em Barcelona e, me parece em grande parte da Europa, é uma coisa bem normal e, na minha opinião, bem bonita.
Fomos ainda ao "bairro gótico", onde encontramos uma arquitetura (obviamente) gótica, alguns museus e exposições que não tivemos muito tempo para visitar e várias lojas de souvenirs. Encerramos a viagem tomando mais Freixenet, desta vez no pátio do albergue. Nada mau.
Buenas, recomendo e muito Barcelona aos possíveis leitores turistas. Depois de Barça, lá se foram as minhas férias e voltei pra Trento, ainda junto com minha irmã.
Fotos de Barça.
domingo, 25 de março de 2007
Horário de Verão, União Européia e Que Venha o Vélez
Hoje começou o horário de verão por estas bandas. E parece que em toda a Europa. A Europa anda cada vez mais unida. Li em algum lugar esses dias que a chanceler da Alemanha está propondo até um exército europeu. Acho muito legal a integração, desde que no longo prazo não afete a identidade de cada país - acho muito mais legal a Europa tendo franceses falando francês e tomando champagne, italianos falando italiano e comendo pizza, Irlandeses bebendo "pints", holandeses liberais e assim por diante - do que a Europa se tornar uma espécie de "Estados Unidos da Europa".
Eu sempre gostei de horário de verão. É muito bom ter mais uma hora de sol todos os dias. O problema é que isso faz com que a diferença de horário para o Brasil seja de cinco horas. É a pior situação possível para se comunicar com a base. E Inteer x Vélez Sarsfield na próxima quarta-feira vai ser na alta madrugada. Mas vou estar ouvindo a Gaúcha ou a Guaíba do mesmo jeito. Esse é o jogo. AGORA É GUERRA!
Eu sempre gostei de horário de verão. É muito bom ter mais uma hora de sol todos os dias. O problema é que isso faz com que a diferença de horário para o Brasil seja de cinco horas. É a pior situação possível para se comunicar com a base. E Inteer x Vélez Sarsfield na próxima quarta-feira vai ser na alta madrugada. Mas vou estar ouvindo a Gaúcha ou a Guaíba do mesmo jeito. Esse é o jogo. AGORA É GUERRA!
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