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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Roleta


"A roleta - inventada, ao menos segundo a lenda, por Blaise Pascal ao brincar com a ideia de uma máquina de movimento perpétuo - é basicamente uma grande tigela com partições (chamadas calhas) com a forma de finas fatias de torta. Quando é girada, uma bolinha de gude inicialmente gira pela borda, mas acaba por cair em um dos compartimentos, numerados de 1 a 36 além do 0 (e do 00, em roletas americanas). O trabalho do apostador é simples: adivinhar em qual compartimento cairá a bolinha. A existência de roletas é uma demonstração bastante boa de que não existem médiums legítimos, pois em Monte Carlo, se apostarmos US$1 em um compartimento e a bolinha cair ali, a casa nos pagará US$35. Se os médiums realmente existissem, nós os veríamos em lugares assim, rindo, dançando e descendo a rua com carrinhos de mão cheios de dinheiro, e não na internet, com nomes do tipo Zelda Que Tudo Sabe e Tudo Vê, oferecendo conselhos amorosos 24 horas por dia, competindo com outros 1,2 milhões de médiums na internet (segundo o Google)."

Leonard Mlodinow
em "O Andar do Bêbado"

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Somos Menos que Um Píxel

As imagens a seguir mostram o tamanho da Terra em comparação a alguns planetas e estrelas. Dá uma idéia de como somos pequenos neste universo absurdamente gigantesco. E ainda tem gente que se mata pela posse temporária de uma partezinha ínfima dessa pequena fração de píxel. Pessoas que se matam pra ter influência e poder por um instante efêmero no tempo em um ponto minúsculo do espaço. Por alguma razão eu acho mais importante um sorriso. Acho mais importante a diversão. Um beijo e um abraço. Acho mais importante o amor de verdade. Pelas pessoas e não pelas coisas. O ser antes do ter. Por alguma razão eu acho que essas coisas transcendem o nosso tamanho.


Esse post tem tudo a ver com um vídeo que eu postei esses dias. Não sei de quem são as imagens. Adoraria dar o crédito ao autor, mas achei as imagens no Orkut, sem nenhuma referência à fonte.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Dez Verdades Politicamente Incorretas Sobre a Natureza Humana

Para quem manja inglês e está afim de ler, recomendo um belo texto: Ten Politically Incorrect Truths About Human Nature.

Só para dar um gostinho:

"The implications of some of the ideas in this article may seem immoral, contrary to our ideals, or offensive. We state them because they are true, supported by documented scientific evidence. Like it or not, human nature is simply not politically correct."

A evolução explica o mundo tão melhor do que qualquer outra coisa que conhecemos... Eu sou fã do Charles Darwin. Recomendo que leiam este artigo e muito mais sobre este assunto.

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E o STJD resolveu abrir inquérito no caso Dualib...será uma luz no fim do túnel?

sexta-feira, 21 de abril de 2006

O Mundo Assombrado Pelos Demônios


Eu li esse livro já faz um bom tempo, mas continua sendo o livro mais impressionante que eu já li. É uma aula de ciência para todos que acreditam em horóscopos, OVNI's, Umbanda, igrejas "universais" e outras enganações. A linguagem é bem simples e acessível. Se tu vais ler apenas um livro sobre ciência na tua vida, que seja este. Já aviso de antemão que o livro pode mudar teus conceitos. Vale muito a pena. Se alguem ler, por favor mande seus comentários aqui nesse post.

Trecho do Capítulo 10: "O Dragão na Minha Garagem"

- Um dragão que cospe fogo pelas ventas vive na minha garagem.

Suponhamos (estou sugerindo uma abordagem de terapia de grupo proposta pelo psicólogo Richard Franklin) que eu lhe faça seriamente essa afirmação. Com certeza você irá querer verificá-la, ver por si mesmo. São inumeráveis as histórias de dragões no decorrer dos séculos, mas não há evidências reais. Que oportunidade!

- Mostre-me - você diz. Eu o levo até a minha garagem. Você olha para dentro e vê uma escada de mão, latas de tinta vazias, um velho triciclo, mas nada de dragão.

- Onde está o dragão? - você pergunta.

- Oh, está ali - respondo, acenando vagamente. - Esqueci de lhe dizer que é um dragão invisível.

Você propõe espalhar farinha no chão da garagem para tornar visíveis as pegadas do dragão.

- Boa idéia - digo eu -, mas esse dragão flutua no ar.

Então você quer usar um sensor infravermelho para detectar o fogo invisível.

- Boa idéia, mas o fogo invisível é também desprovido de calor.

Você quer borrifar o dragão com tinta para torná-lo visÌvel.

- Boa idéia, só que é um dragão incorpóreo e a tinta não vai aderir.

E assim por diante. Eu me oponho a todo teste físico que você propõe com uma explicação especial de por que não vai funcionar. Ora, qual é a diferença entre um dragão invisÌvel, incorpóreo, flutuante, que cospe fogo atérmico, e um dragão inexistente? Se não há como refutar a minha afirmação, se nenhum experimento concebível vale contra ela, o que significa dizer que o meu dragão existe? A sua incapacidade de invalidar a minha hipótese não é absolutamente a mesma coisa que provar a veracidade dela. Alegações que não podem ser testadas, afirmações imunes a refutações não possuem caráter verídico, seja qual for o valor que possam ter por nos inspirar ou estimular nosso sentimento de admiração."

"O Mundo Assombrado pelos Demônios" no






Ou em inglês na Amazon