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quarta-feira, 15 de julho de 2009

Queda da Bastilha

Ontem comemorou-se 220 anos da queda da Bastilha (14 de julho de 1789), que foi o auge da revolução francesa. Eu sou uma pessoa extremamente pacifista, mas a revolução francesa, pra mim, é talvez a mais justificável das guerras (em empate com a reação dos aliados a Alemanha nazista). Os ideais da revolução: libertar o povo do absolutismo, do feudalismo e da idade das trevas imposta pela religião e pelos reis absolutistas foi algo extremamente nobre. Uma causa pela qual foi muito importante lutar (literalmente). Esta revolução não representou somente a liberdade aos franceses, mas ao mundo todo. Liberdade política e de pensamento. Ocasionou o iluminismo. Uma retomada do pensamento científico e cultural e da democracia, abandonados desde os tempos em que o império Romano havia subjugado a civilização grega e estabelecido o militarismo e o misticismo como valores maiores uns 2000 anos antes. Por isso eu saúdo nesta data esta grande revolução. Respeito a França e sua história. Parabéns aos franceses e a todos que acreditam em democracia, ciência, cultura e liberdade nesta data, por nos ajudarem a viver em um mundo mais iluminado que o de 220 anos atrás.

Liberté, égalité, fraternité!

Nota: O quadro é de Jean-Pierre Houël e retrata a queda da Bastilha e (ao centro) a prisão de seu então governador Jourdan de René de Bernard, marquês de Launay.