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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Esse é o Brasil!


Não dá pra não falar sobre o que está acontecendo nas ruas do país todo. Sou obrigado a reativar esse blog que estava inativo há mais de um ano. O blog também acordou com o barulho dos últimos (e provavelmente próximos) dias. É espetacular e chega a ser emocionante ver as manifestações pacíficas e apartidárias que temos visto.

Alguns militantes de partidos questionam ou reclamam que o pessoal não tem aceitado manifestações partidárias nos protestos. O motivo é simples, o povo não acredita mais em partidos. E está deixando isso bem claro. Pouco importa qual vai ser a "sigla" que vai melhorar as coisas, desde que as coisas melhorem. Se o PT fizer o que tem que ser feito, ótimo. Se vier o PX, o PY ou o PQP e fizer o que tem que ser feito, ótimo também. Não dou a mínima para a sigla que aparece entre parênteses ao lado do nome do presidente. Partidos não tem relevância nenhuma. O povo está dizendo que partidos não o representam.

Outros dizem que "não se sabe" o que querem e quais as reivindicações dos protestos. A meu ver o que deve ser feito é claro. Basta ler os cartazes. Basta verificar a opinião das pessoas no próprio site da Camara dos Deputados. Todo mundo sabe o que deve ser feito.

Todo mundo sabe que: Tem que acabar de vez com a PEC 37 (e qualquer outro projeto nessa linha) e lançar projetos no sentido oposto, que aumentem a fiscalização e a punição aos corruptos. Tem que se fazer as reformas política e tributária. O Lula vivia dizendo que queria fazer essas reformas mas que não ia ter apoio ou ambiente no congresso. O ambiente é agora, o momento é hoje. Se querem mesmo fazer essas reformas que façam e o povo vai apoiar. Mas tem que ser uma reforma política de verdade, que busque a representatividade da vontade da população, e não uma reforma para fortalecer ainda mais partidos que, sabe-se, não representam ninguém além de seus próprios caciques. Um bom ponto de partida para a reforma política seria o voto distrital. Tem que acabar com os poderes políticos de condenados pela justiça e fazer com que cumpram suas penas. Tem que fazer valer a ficha limpa. Tem que acabar com distorções sem sentido como homofóbicos liderando comissões de direitos humanos e latifundiários chefiando comissões de meio-ambiente (e aqui é outro ponto que tem que estar na verdadeira reforma política, exigir que os indicados para cargos dessa importância sejam pessoas da área, e não usar cargos como moeda de troca por apoio político). Tem que investir os recursos públicos com responsabilidade. Tem que ter vergonha de pagar salários de 800 reais para professores, médicos e policiais. Tem que ter infraestrutura e transporte decente a um preço justo. Tem que diminuir o abismo entre o que se arrecada e o que se oferece em troca à população.

Todo mundo sabe o que deve ser feito. E são muitas coisas, muito mais do que escrevi aqui, fique a vontade para contribuir nos comentários. Só não se faz o que se deve porque mexe no bolso e no poder de muita gente. Mas parece que o povo não aceita mais ser feito de palhaço e quer mudar isso.

sábado, 29 de outubro de 2011

Livro da Vez: Casa Grande & Senzala - Gilberto Freyre

Sensacional. Uma sensacional aula de história. Uma verdadeira aula de Brasil. É o tipo de livro que se lê com prazer. O livro que "acrescenta" alguma coisa. E nesse caso é alguma coisa que está dentro de nós mesmos, no inconsciente, na cultura e na história de cada um de nós, brasileiros.

De se ressaltar no livro que ele está falando das pessoas, dos cidadãos, dos índios, dos portugueses e dos escravos negros. Não é um livro sobre os personagens históricos, suas leis, guerras e políticas. Esses são citados apenas de passagem, se tanto. O personagem principal do livro - como também o é da história do Brasil e do mundo - é o cidadão comum. Uma narrativa que se desenvolve em torno dos senhores de engenho, das suas esposas, dos índios, dos negros, dos jesuítas e dos filhos de todos esses. Enfim, em torno do povo brasileiro. Do cotidiano dos tempos coloniais. Às vezes chegando até ao tempo em que foi escrito, no início dos anos 1930.

Trata-se de uma obra extremamente bem documentada. Pesquisa profunda e cuidadosa, citando inúmeras referências. Na edição que eu li, constavam mais de sessenta páginas de bibliografia. Inclusive muitos documentos históricos e jornais do período colonial e do império. Um trabalho muito bem feito. Muito bem feito e muito bem escrito. Um estilo agradável, contundente e que vai além do livro de história para ser também uma obra de literatura, como arte.

Claro que o livro não é cientificamente atualizado ou correto o tempo todo. Há, a meu ver, algum exagero quando ele fala em algumas características genéticas que os povos (e em algum caso, mesmo famílias) possuiriam e que determinariam certas características dessas famílias e povos. Ele também fala em "eugenia" e superioridade de uma "raça" sobre a outra de uma forma que não se fala mais hoje em dia. Quando fala da influência do povo judeu sobre o povo português, por exemplo, chega a beirar o anti-semitismo. Justamente pouco antes da segunda guerra. Mas há que se inserir o autor no contexto do seu tempo, e no princípio dos anos 30, creio eu, a ciência apontava realmente para essas diferenças mais profundas, as quais hoje a ciência nos mostra que não são tão profundas assim, chegando a ser questionado o próprio conceito de "raças" humanas.

Mas o livro transcende essas questões, e faz com que todos os brasileiros se identifiquem com suas origens. Faz com que percebamos de onde viemos e que temos traços do índio, do português e do negro. Uma miscigenação bem sucedida que, pra mim, é um dos maiores motivos de orgulho de ser brasileiro. O fato de que conseguimos conviver em paz e, relativamente unidos como um povo só, independente da diversidade das nossas origens étnicas, culturais ou religiosas tão diversas, enquanto a maioria do resto do mundo ainda se comporta de forma um pouco (ou muito, dependendo do lugar) diferente.

O livro transcende as críticas. Transcende a sociologia e a antropologia. É literatura. E é sobre nós. Sobre o nosso passado. Sobre a nossa infância às vezes. Embora não fale no Rio Grande do Sul, que no período colonial talvez tivesse mais semelhanças com a América espanhola que com o Brasil, é possível, e pra mim inevitável, se identificar com o que ele diz. Mesmo o gaúcho que nunca tenha ido a Bahia, se identifica com o tabuleiro da baiana. Nem que seja através da música do Caetano ou de um gibi do Zé Carioca.

Em resumo, um livro que, ao descrever rituais de danças indígenas, consegue fazer uma ponte para que eu - que nunca sequer vi um índio de perto - consiga identificar nesses rituais lembranças da minha própria infância é um livro especial pra mim. Trata-se de um livro que todo brasileiro deveria ler.


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terça-feira, 14 de junho de 2011

Privilégios

Em 29 de novembro de 1807 embarcava em Lisboa d. João, príncipe regente de Portugal, juntamente com sua mãe d. Maria, a "rainha louca" e com diversos familiares e amigos. Embarcavam para o Brasil, fugindo das tropas de Napoleão que então conquistava praticamente toda a Europa. D. João trazia consigo o tesouro real. Que consistia de aproximadamente a metade do dinheiro em circulação em Portugal na época, sem falar em outros inúmeros valores como obras de arte e extravagâncias em geral. Privilégios da realeza. Mas o leitor mais crítico pode perguntar que realeza é essa? Quem é essa família? Quem são essas pessoas que merecem concentrar mais da metade da riqueza de toda a nação? Obviamente alguns anos mais tarde d. João levaria de volta para Portugal consigo aquelas toneladas de dinheiro. Uma ganância caricata. Pra mim chega a ser patético um ser humano andar pra lá e pra cá com uma esquadra de navios cheios de dinheiro. Um robin hood ideal na época poderia duplicar o patrimonio de toda a população do país se tirasse o patrimonio de apenas uma família, a família Real. Essa família foi das mais influentes na independência e na história do Brasil. O filho de d. João viria a declarar a independência e a ser o primeiro imperador do Brasil.

A questão que quero colocar é se hoje a situação é muito diferente daquela época em que o povo tinha muito pouca informação e acreditava que os monarcas eram escolhidos de Deus para lhes comandar e explorar. Hoje vemos políticos ganhando salários vinte, trinta vezes maiores que os de bombeiros, policiais, professores e a média da população em geral. Isso se formos contar só os salários oficiais dos nobres políticos. Além desses salários, mais do que suficientes para qualquer pessoa ter uma vida muito digna para si e para sua família, parlamentares e políticos em geral contam com auxílio moradia, auxílio alimentação, auxílio saúde, verbas de gabinete, um exército de assessores, e por aí vai. Será que parlamentares com salários de R$ 26.700 precisam de algum "auxílio"? Não conseguem se virar com seus salários? Além dos salários, auxílios e benefícios, é comum ter senador recebendo aposentadoria por ter sido governador, por exemplo. Um absurdo. Por esse raciocínio, o leitor que trabalhou quatro anos como pedreiro, e agora é marceneiro também deveria ter direito a aposentadoria de pedreiro, além do salário de marceneiro. Sem falar que a aposentadoria deles sem dúvida é das maiores que existem. Afinal os políticos são os que mais necessitam de ajuda, coitados.

Não satisfeitos com os salários que chegam a ser uma ofensa ao cidadão comum que trabalha muito mais e ganha muito menos, não satisfeitos com todos os auxílios e privilégios em cima desses salários e aposentadorias, nossos políticos ainda precisam ser desonestos. Precisam ser desonestos para incrementar suas parcas rendas, pobrezinhos. E por isso vemos diariamente escândalos de corrupção, um após o outro. Testemunhamos governos pagando mesadas a deputados. Assistimos o dinheiro público ser despejado em obras superfaturadas, em licitações fraudulentas, em elefantes brancos inúteis, em cabides de empregos e em cuecas e meias de corruptos em geral.

Vemos o Sarney ocupando cargos influentes em todos os governos desde o início da ditadura militar até hoje. Um exemplo de flexibilidade a dele, de conseguir apoiar tantos governos de ideologias tão diferentes, simplesmente pelo prazer do poder. Vemos o Maluf com a vergonhosa fama de "rouba mais faz" defendida por seus próprios eleitores se reeleger ano após ano. Vemos o Palocci ficar milhonário da noite pro dia prestando consultoria para mega-empresas sobre como será a política econômica do governo do seu partido. Vemos gente roubando dinheiro de ambulância e de merenda escolar.

E não é uma questão ideológica ou partidária. Tem mensalão do PT e mensalão do DEM e mensalão de qualquer partido que tenha poder em algum lugar. Temos cargos de confiança inúteis no país, no estado e no município. É uma questão humana. Uma questão da ganância e do egoísmo humanos. É alarmante. É estarrecedor. É triste. É desumano. É uma violência contra o cidadão. E é endemica, é ubíqua na política brasileira.

Como se não bastassem os políticos determinarem seus próprios salários e privilégios, eles também "fiscalizam" e "julgam" seus próprios crimes através de CPI's que nunca dão em nada. Pelo menos eu não me lembro de uma única CPI que tenha contribuído com alguma coisa além de pizza. É uma constante troca de pizzas o que fazem as CPI's nas casas legislativas desse país. E quando alguma coisa vai parar no judiciário, as denúncias nunca são boas o bastante para condenar um político sequer. O juiz culpa o MP, o MP culpa a polícia, a polícia culpa o executivo, o executivo culpa a imprensa e ninguém assume nada. É mais fácil cobrar a conta de quem nunca reclama, o contribuinte que vai lá religiosamente pagar o salário de todos eles.

Se diz a constituição que "todo o poder emana do povo", justo seria que houvessem plebiscitos para decidir sobre aumentos de salários de políticos. Para decidir sobre concessão de novos privilégios à classe política. Justo seria se crimes de corrupção fossem julgados por júri popular, e não pelos próprios políticos. Justo seria se políticos tivessem um salário digno em vez de um salário abusivo. Justo seria se "auxílios" fossem dados a quem realmente necessita. Justo seria se o absurdo que é pago de impostos nesse país, retornasse ao povo da forma que deveria. É complicado, meus amigos...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Brasilidade

Estudo extremamente interessante sobre nós brasileiros. Vale a pena ler. Ali no menu, abaixo dos slides dá pra colocar os slides em "full screen".

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O Tal de Arruda


Mais um escândalo de corrupção. Desta vez envolvendo o governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (DEM). O site da BBC me diz o seguinte sobre esse cidadão:


"A carreira política de Arruda começou efetivamente em 1994, quando foi eleito senador pelo PP e chegou a líder do governo Fernando Henrique na Casa.

Em 2001, já no PSDB, renunciou ao mandato depois de ser acusado de participar da violação do painel eletrônico da Casa, na votação da cassação do mandato do senador Luís Estevão (PMDB).

Depois de um discurso negando a violação – tendo jurado publicamente pelos filhos – Arruda acabou admitindo a culpa e renunciou ao cargo, evitando a instalação de um processo de cassação contra ele.

Em 2002, Arruda foi eleito deputado federal, dessa vez pelo PFL (atual DEM), com o maior número de votos no Distrito Federal."


Aí eu me pergunto: Como diabos alguém que sai de um escândalo, de uma fraude para salvar um corrupto consegue, já no ano seguinte ser eleito para o que quer que seja? Poxa, o eleitor brasileiro não aprende? Não vê/lê jornal? Não cansa de ser roubado? É tão difícil assim simplesmente deixar de votar em caras envolvidos em escândalos seja lá de que partido forem? Não percebem que o voto é provavelmente o único jeito de punir esses caras, já que eles mesmos nunca vão punir uns aos outros através de suas CPI's (Comissões Pizzaiolas de Inquérito)? Pouco importa em que partido vais votar, mas por favor, não me vota em caras já envolvidos com corrupção. Nem vota nulo/branco, pois a omissão é um voto a favor dos corruptos. Obtém um mínimo de informação sobre o teu candidato, e muda se for necessário. Vamos tentar limpar essa sujeira. Senão acaba que a culpa nem é dos Arrudas da vida. É de quem vota neles e de quem anula o próprio voto. Pior que não é só no Brasil. Aqui na Itália a política é uma piada também. Difícil entender os eleitores brasileiros e italianos...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Livro da Vez:
Rua dos Cataventos & Outros Poemas
Mário Quintana

Dentre as coisas que fiz em Porto Alegre, comprei um livrinho chamado "Quintana de Bolso - Rua dos Cataventos & Outros Poemas" na feira do livro. Bom demais. Li uma parte no Bosque dos Jequitibás em Campinas, uma parte no avião e outra parte aqui na Itália. Não sei se era saudade de ler em português, saudade do bosque, ou se é bom esse Quintana mesmo. Provavelmente as três coisas. Divido com vocês dois dos poemas que mais gostei.

O primeiro, dedico aos meus verdadeiros amigos:

Intermezzo

Nem tudo pode estar sumido

ou consumido…
Deve – forçosamente – a qualquer instante
formar-se, pobre amigo, uma bolha de tempo nessa Eternidade…

e onde
- o mesmo barman no mesmo balcão,
por trás a esplêndida biblioteca de garrafas,
fonte de nossa colorida erudição -
haveremos de continuar aquela nossa velha discussão
sobre tudo e nada
até
que, fartos de tudo e nada,
desta e da outra vida,
a rir como uns perdidos,
a chorar como uns danados,
beberemos os dois nos crânios um do outro…
até o teto desabar!

(Perdão! até a bolha rebentar…)

---

O segundo, fala sobre o que o poeta quer levar quando morrer.

Quando eu Morrer
Quando eu morrer e no frescor de lua
Da casa nova me quedar a sós,
Deixai-me em paz na minha quieta rua...
Nada mais quero com nenhum de vós!

Quero é ficar com alguns poemas tortos
Que andei tentando endireitar em vão...
Que linda a Eternidade, amigos mortos,
Para as torturas lentas da Expressão!...

Eu levarei comigo as madrugadas,
Pôr-de sóis, algum luar, asas em bando,
Mais o rir das primeiras namoradas...

E um dia a morte há de fitar com espanto
Os fios de vida que eu urdi, cantando,
Na orla negra do seu negro manto...

---

Na verdade, o que eu mais gosto nesse poema é um simples verso: "Mais o rir das primeiras namoradas..." Pra mim, esse verso já é um poema. Grande Quintana. Recomendo o livrinho, tem muitos outros poemas geniais. Muito bom!

Compre "Quintana de Bolso" no





sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Brasil!

Esse post é sobre coisas muito boas. Acabo de chegar de uma revigorante viagem para casa. Para o meu Brasil e o meu Rio Grande do Sul. Confesso que não me sentia tão feliz quanto me senti lá há um bom tempo. Os motivos são vários. A agenda foi lotada. Fiz em duas semanas e meia de Brasil coisas que por aqui não faço em meses, talvez em um ano. Vou contar-lhes tudo.

Já saí do avião direto para uma churrascaria. O leitor não pode imaginar a falta que faz um bom churrasco para um gaúcho que estava fora do país há pouco mais de três anos. Digo fora do país porque hoje o churrasco é difundido em todo o país, e até em Portugal é fácil encontrar essa iguaria. Mas na Itália não se encontra, ou se encontra por preços exorbitantes. Então foi uma grande alegria matar essa saudade. Ainda mais acompanhado por grandes amigos como são o Castanheira, a Sheila e a Isabel. Depois do almoço, junto com o "Velhão", outro grande amigo, fomos direto ao Grenal, vencido por um a zero pelo Colorado. Não poderia imaginar jeito melhor de chegar ao Brasil. A noite curti Porto Alegre, a Cidade Baixa, lugar bem bacana que estava lotado de gente com camisetas da dupla grenal confraternizando e tomando cerveja. Uma cena que chega a ser emocionante, pra quem vive num lugar onde a camisa do Inter ou do Grêmio não querem dizer nada para a absoluta maioria das pessoas.

No dia seguinte, fui pra casa. Rio Grande! Minha cidade que, diz o Jornal do Almoço, cresce a cada dia e deve em breve ser a segunda economia do estado, graças aos investimentos em nosso porto pela Petrobrás que geram milhares de empregos diretos e indiretos. Diz ainda o Jornal do Almoço que em 2012 teremos um oceanário próximo à praia do Cassino. O oceanário será uma atração turística de grande porte e um centro de pesquisa extraordinário para a oceanologia, área já tão importante na nossa cidade e universidade. Chegando lá fui saudado por meus pais e minha irmã, pessoas que eu amo muito. Almocei uma bela comida caseira. A noite, o segundo churrasco da viagem (verão que foram vários), preparado pelo meu pai, que continua sendo um grande assador.

Depois seguiu-se uma semana cheia. Há tempos não me divertia tanto. Na terça, um show na Furg com uma banda cover dos Beatles. O show foi organizado pelo ex-colega do segundo grau Franco, hoje trabalhando na TV FURG, que tive o prazer de rever. Muito bom o show, com músicas mais "alternativas" dos Beatles, fugindo aos tradicionais hits do álbum "1". Também durante esse show, vi pela primeira vez alguns velhos conhecidos. Pessoas que só conhecia pela comunidade do Orkut "Rio Grande, a cidade" que conheci ao vivo pela primeira vez. Foi curioso "conhecer" ao mesmo tempo tantas pessoas que eu "já conhecia". Também estavam lá grandes amigos como o Suíta e o Celso. Que alegria rever esses caras. Quarta, St Patrick com o amigo Castanheira. Achei o bar bem bacana. Quinta, quinta-dupla, o clássico evento de toda a quinta-feira no Larus. O bar estava ligeiramente superlotado, mas a saudade era tanta que consegui me divertir bastante. Sexta, poker com alguns colegas da comunidade "Rio Grande, a Cidade", só gente boa. Só perdi o jogo porque minha irmã me apressou pra irmos para o show da Graforréia Xilarmônica em Pelotas. Valeu muito a pena ter perdido o jogo pra ir ao show. Reconheço minha ignorância sobre a banda, mas mesmo sem conhecer as músicas curti muito o show. Lá revi mais amigos do tempo do colégio. Mateus, Danica, Jéssica, Grupis, ... Vocês são foda!

Sábado eu finalmente revi a minha filha. Foi muito bom. Amo muito essa menina, e é uma imensa alegria saber que está tudo bem com ela. Apesar de uma situação um tanto complicada de litígio entre eu e a mãe dela que não cabe comentar aqui e à qual ela é mais exposta do que deveria, eu vejo que ela está muito bem, e vai superar todos os problemas. Passeamos e nos divertimos bastante no sábado, no domingo e no feriado de finados, inclusive comendo mais um churrasco. Foi uma sensação indescritível revê-la.

Ainda no sábado, mais um churrasco com a galera toda dos velhos tempos. Todos já citados aqui. Na noite de domingo, o churrasco da comunidade "Rio Grande, a cidade" (perdi a conta dos churrascos... que coisa bem boa isso!). Grande evento, com futebol e muita carne e cerveja. Diversão a valer com uma galera muito legal da comunidade. Foi um prazer conhecer todos.

Na semana seguinte, curti bastante meus pais e minha irmã. Depois fui até Porto Alegre dar uma olhada na feira do livro, conhecer a casa de cultura Mário Quintana e assistir ao show do Júpiter Maçã, um dos meus artistas preferidos. Pena ele não ter tocado mais músicas da "Sétima Efervescência", um dos melhores discos já feitos. Ainda assim foi um baita show. Foi muito bom fazer tudo isso. E muito bem acompanhado, diga-se de passagem ;-).

No último fim de semana no RS, outro churrasco com os grandes amigos Suíta, Velho e Celso, as respectivas esposas e filhos. Nosso grupo de amigos (o "Reduto") está definitivamente na segunda geração, já que agora todos temos filhos, todos saudáveis e bonitos. O tempo passa...

Ainda deu tempo de passar em Campinas, rever meu primo Rafael e a Lígia, conhecer a filhinha deles (muito linda a Isabela, que criançada maravilhosa eu conheci nessa viagem!), e reencontrar alguns amigos do tempo em que eu morava lá. Foi muito legal reencontrar meu primo. Conversar sobre os velhos tempos, sobre a vida. Sempre fui muito próximo desse cara, e aparentemente a distância e o tempo longe não mudam isso. O mesmo vale para todos os familiares e amigos que citei nesse post. Todos extremamente importantes pra mim.

Ufa, foram duas semanas e meia bem intensas. Extremamente gratificantes. Um grande prazer. Três anos de saudades devidamente extravasados. Espero nunca mais ter que passar tanto tempo assim longe de tudo isso. Eu amo o Brasil. A minha terra. A minha gente. Nosso maior problema é social, ou seja, econômico, mas se até a "The Econimist" afirma que o Brasil decolou, ninguém mais segura o meu país.

Saudações a todos os leitores, de um cara muito feliz de ter os amigos, a família e a pátria que tem.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Rio 2016

Parabéns ao Rio de Janeiro e ao Brasil. Sediar uma copa e logo em seguida uma olimpíada não é para qualquer país. Meu Brasil cresce a cada dia. Tem problemas? Tem. Mas todos os países têm problemas. Mas quando eu vejo o Rio de Janeiro vencer Chicago e inúmeras outras cidades do mundo, eu vejo que o Brasil é um grande país. Parabéns brasileiros.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Saudade

Saudade da família
Saudade dos meus pais
Da minha irmã
Saudade da minha filha

Saudade dos amigos
Saudade do Cassino
De cervejada, jogatina
Saudade dos meus primos

Saudade do Brasil
Saudade de churrasco
De espeto corrido
Saudade do Beira Rio

Saudade de arroz com feijão
Saudade de anchova assada
Da bela Floripa
Saudade de pastel de camarão

Saudade do sul
Saudade dos gaúchos e gaúchas
Do sotaque papareia
Saudade, uma barbaridade

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Feliz Aniversário



Hoje é o aniversário de dez anos da minha filha Mariana. Filha, quero te dizer que não importa o que aconteça, eu te amo muito e sempre. Desejo sempre tua felicidade e o melhor pra ti, Bizuquinha. Teu pai te ama, muito. Um grande beijo. Muitas saudades.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Presentaço

Recebi hoje (quem manda morar tão longe) um baita presente de aniversário. Receber o que quer que seja vindo aí do Brasil já é extremamente gratificante. Um DVD do Tim Maia então, é espetacular. Muito obrigado pai, mãe e Tati. Com certeza vou curtir muitas vezes o show e a sonzeira do Tim Maia. Grande beijo. Amo muito vocês!

Tim Maia é o cara!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Sensacional! (do Orkut)

"Um dia decidi sair do trabalho mais cedo e fui jogar golfe!
Quando estava escolhendo o taco, notei que havia uma rã perto dele.
A Rã disse:
- Croc-croc! Taco de ferro, número nove!
Eu achei graça e resolvi provar que a rã estava errada. Peguei o taco que ela sugeriu e bati na bola. Para a minha surpresa a bola parou a um metro do buraco!
- Uau! - gritei eu, me virando para a rã - Será que você é minha rã da sorte?
Então resolvi levá-la comigo até o buraco.
- O que você acha, rã da sorte?
- Croc-croc! Taco de madeira, número três!
Peguei o taco 3 e bati. Bum! Direto no buraco!
Dali em diante acertei todas as tacadas e acabei fazendo a maior pontuação da minha vida! Resolvi levar a rã pra casa e, no caminho, ela falou:
- Croc-croc! Las Vegas!
Mudei o caminho e fui direto para o aeroporto! Nem avisei minha mulher!
Chegando em Las Vegas a rã disse:
- Croc-croc! Cassino, roleta!
Evidentemente, obedeci a rã, que logo sugeriu:
- Croc-croc! 10 mil dólares, preto 21, três vezes seguidas.
Era loucura fazer aquela aposta, mas não hesitei. A rã já tinha credibilidade. Coloquei todas as minhas fichas e deu na cabeça! Ganhei milhões! Peguei toda a grana e fui para a recepção do hotel, onde exigi uma suíte imperial. Tirei a rã do bolso, coloquei-a sobre os lençóis de cetim e disse:
- Rãzinha querida! Não sei como lhe pagar todos esses favores! Você me fez ganhar tanto dinheiro que lhe serei grato para sempre!
E a rã replicou :
- Croc-croc! Me dê um beijo! Mas tem que ser na boca!
Tive um pouco de nojo, mas pensei em tudo que ela me fez e mandei ver! No momento que eu beijei a rã, ela se transformou numa linda ninfeta de 17 anos, completamente nua, sentada sobre mim. Ela foi me empurrando bem devagarzinho para a banheira de espuma...

"Juro por Deus", - disse o Deputado ao Presidente da Comissão de Ética! - "Foi assim que consegui minha fortuna e essa menina foi parar no meu quarto!"

Não só o Presidente da Comissão de Ética acreditou, como também, todos os Deputados e Senadores e integrantes do STF.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

All Star

Faz um tempo que eu queria colocar essa música do Nando Reis aqui, pois ela me agrada bastante. O que eu gosto nela é como a letra pode ser ao mesmo tempo tão bonita e tão simples. Fala de coisas comuns, banais até, desde o título até o final. No entanto, cada vez mais eu acho que as coisas tidas como simples e banais, como um All-Star, são as melhores. As mais importantes.

All Star
Nando Reis

Estranho seria se eu não me apaixonasse por você
O sal viria doce para os novos lábios
Colombo procurou as Índias
Mas a terra avistou em você
O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário

Estranho é gostar tanto do seu all star azul
Estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras
Satisfeito sorri quando chego ali
E entro no elevador
Aperto o 12 que é o seu andar
Não vejo a hora de te reencontrar
E continuar aquela conversa
Que não terminamos ontem
Ficou pra hoje

Estranho mas já me sinto como um velho amigo seu
Seu all star azul combina com meu preto de cano alto
Se o homem já pisou na lua
Como ainda não tenho seu endereço?
O tom que eu canto as minhas músicas pra tua voz
Parece exato

Estranho é gostar tanto do seu all star azul
Estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras
Satisfeito sorri quando chego ali
E entro no elevador
Aperto o 12 que é o seu andar
Não vejo a hora de te reencontrar
E continuar aquela conversa
Que não terminamos ontem
Ficou pra Laranjeiras
Satisfeito sorri quando chego ali
E entro no elevador
Aperto o 12 que é o seu andar
Não vejo a hora de te reencontrar
E continuar aquela conversa
Que não terminamos ontem
Ficou pra hoje

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Feijoada

Sem dúvida a feijoada está no rol das coisas simples que são as melhores coisas da vida. Sábado lá em casa rolou feijoada, muita feijoada, com muita carne de porco, linguiça, arroz, farofa, laranja, "couve" (ehm, não era couve, era "cavolo"), caipirinha, cerveja, amigos brasileiros batendo papo, Zeca Pagodinho, Bezerra da Silva, vizinhos italianos reclamando. Tudo que tem direito. Foi um belo almoço de sábado, e valeu muito a pena ficar a noite de sábado e o domingo me sentindo meio "pesado". Burp!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Ditados Gaúchos

Quieto no Canto como guri cagado...
Mais ligado que rádio de preso
Mais curto que coice de porco
Firme que nem prego em polenta
Mais nojento que mocotó de ontem
Saracoteando mais que bolacha em boca de véia
Solto que nem peido em bombacha
Mais curto que estribo de anão
Mais pesado que sono de surdo
Calmo que nem água de poço
Mais amontoado que uva em cacho
Mais perdido que cego em tiroteio
Mais perdido que cachorro em dia de mudança
Mais perdido do que cusco em procissão
Mais faceiro que guri de bombacha nova
Mais assustado que véia em canoa
Mais angustiado que barata de ponta-cabeça
Mais por fora que quarto de empregada
Mais por fora que surdo em bingo
Mais sofrido que joelho de freira em semana Santa
Feliz que nem lambari de sanga
Mais ansioso que anão em comício
Mais apertado que bombacha de fresco
Mais apressado que cavalo de carteiro
Mais arisca do que china que não quer dar
Mais atirado que alpargata em cancha de bocha
Mais baixo que vôo de marreca choca
Mais bonita que laranja de amostra
De boca aberta que nem burro que comeu urtiga
Mais chato que gilete caída em chão de banheiro
Mais caro que argentina nova na zona
Mais cheio que corvo em carniça de vaca atolada
Mais constrangido que padre em puteiro
Mais conhecido que parteira de campanha
Mais comprido que puteada de gago
Mais comprido que cuspe de bêbado
Mais coxuda que leitoa em engorde
Devagarzito como enterro de viúva rica
Mais difícil que nadar de poncho
Mais duro que salame de colônia
Mais encolhido que tripa na brasa
Extraviado que nem chinelo de bêbado
Mais faceiro que mosca em tampa de xarope
Mais faceiro que ganso novo em taipa de açude
Mais faceiro que pica-pau em tronqueira
Mais feliz que puta em dia de pagamento de quartel
Mais feio que briga de foice no escuro
Mais feio que sapato de padre
Mais feio que paraguaio baleado
Mais feio que indigestão de torresmo
Mais firme que palanque em banhado
Mais por fora que cotovelo de caminhoneiro
Mais gasto que fundilho de tropeiro
Mais gostoso que beijo de prima
Mais grosso que dedo destroncado
Mais grosso que rolha de poço
Mais grosso que parafuso de patrola
Mais informado que gerente de funerária
Mais medroso que cascudo atravessando galinheiro
Mais nervoso que potro com mosca no ouvido
Quente que nem frigideira sem cabo
Mais sério que defunto
Mais sujo que pau de galinheiro
Tranqüilo que nem cozinheiro de hospício
Tranqüilo que nem água de poço
Bobagem é espirrar na farofa
Mais gorduroso que telefone de açougueiro
Mais perdido que cebola em salada de frutas
Mais feliz que gordo de camiseta
Mais chato que chinelo de gordo

Obs.:Não perguntem de onde tirei isso, porque:
Quem revela a fonte é água mineral!!!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Móveis Coloniais de Acaju

Não, não é um post sobre móveis. Móveis Coloniais de Acaju é uma banda. Recebi uns dias atrás uma indicação para ouvir os caras, mas só tive tempo de fazê-lo ontem. E que grata surpresa! Um indicativo de que uma banda é realmente boa é quando, na primeira vez que se ouve, já se gosta. Foi assim pra mim. É muito bom descobrir de vez em quando que ainda existem bandas novas e boas surgindo. Eu comecei a ouvir e pensava comigo: "hm, lembra um pouco Los Hermanos". Pouco depois: "mas não, parece mais um ska", em seguida: "bah, é um rock maneiro!", e depois: "opa, um sambinha de qualidade" ... "mas que nada, é um baita de um blues". Na verdade é uma mistura de tudo isso. E não é nada disso. É uma banda extremamente criativa e musicalmente muito competente. Parece que o baixo poderoso entra na hora certa. Os metais, a guitarra, a batera. Tudo muito bem executado. Uma brisa refrescante no deserto da música moderna. Recomendo muito. As letras também, são bem feitinhas e têm algo a dizer. Confira um exemplo:

Swing Hum e Meio

Embora dá para não perceber
Alguém deve estar rindo de você
Motivo talvez nem exista
Então por favor não insista

Use a imagem como documento
Não esqueça de esquecer seu talento
Aborte todo e qualquer lirismo
Para não cair em ostracismo

Seja maduro apague a ilusão
De que quem tem caráter tem tudo na mão
E se é para sair bem na fotografia
Venda a sua mãe mas não perca a simpatia

Não é difícil de comparar
O meu cérebro com a castanha do Pará
Não é difícil de comparar
O nosso cérebro com a castanha do Pará

A bem da verdade é mais fácil aceitar
O mundo assim do que só contestar
A vida é um processo de atuação
Se você quer ser alguém, se destacar da multidão

Abaixa a cabeça para obter atenção
Encolha o rabo e terá admiração
Se quiser ser ouvido é bom ficar calado
E que tudo fique no mesmo estado

Hipocrisia não é mais cinismo
Eu chamo de multilateralismo
Um afago para cá uma cusparada pra lá
E assim o país inteiro vai te amar

Não é difícil de comparar
O meu cérebro com a castanha do Pará
Não é difícil de comparar
O nosso cérebro com a castanha do Pará

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E pra ti, meu caro leitor, como presente de Natal antecipado, coloco esse link para baixar legal e gratuitamente algumas músicas da banda no site da Trama (aliás, a imagem que abre esse post também é do mesmo site). Bom divertimento!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Uh Uh Uh, La La La, Ié Ié! - Pato Fu

As pessoas têm que acreditar
Em forças invisíveis pra fazer o bem
Tudo que se vê não é o suficiente
E a gente sempre invoca o nome de alguém

Uh Uh Uh, La La La, Ié Ié!
Uh Uh Uh, La La La, Ié Ié!
Uh Uh Uh, La La La, Ié Ié!
Ié Ié!

Acho muito caro que ele tá pedindo
Pra eu ter muito mais sorte menos azar
Acho muito pouco o que tenho no bolso
Pra ver o sol nascer não tem pagar

Uh Uh Uh, La La La, Ié Ié!
Uh Uh Uh, La La La, Ié Ié!
Uh Uh Uh, La La La, Ié Ié!
Ié Ié!

É certo que milagre pode até existir
Mas você não vai querer usar
Toda cura para todo o mal
Está no Hipoglós, no Merthiolate, Sonrisal
Quem tem a paz como meta
Quem quer um pouco de paz
Que tire o reboque que espeta
O carro de quem vem atrás

É certo que milagre pode até existir
Mas você não vai querer usar
Toda cura para todo o mal
Está no Hipoglós, no Merthiolate, Sonrisal
Quem tem a paz como meta
Quem quer um pouco de paz
Que tire o reboque que espeta
O carro de quem vem atrás

Uh Uh Uh, La La La, Ié Ié!
Uh Uh Uh, La La La, Ié Ié!
Uh Uh Uh, La La La, Ié Ié!
Ié Ié!

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O Pato Fu é uma das melhores bandas em plena atividade no Brasil. Se não for a melhor.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Escola Militar

Estava conversando ontem com amigos sobre escolas militares freqüentadas por parentes e amigos deles no Brasil. É meio cruel com os recrutas, mas algumas histórias são bem engraçadas, no estilo Tropa de Elite.

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O recruta, já atrasado para chegar ao quartel, pede ao motorista do ônibus que pare em frente ao quartel, já que o ponto de ônibus ficava uns três quarteirões mais longe. O motorista, gentilmente atende o pedido. Um sargento, na entrada do quartel chama o recruta, que já ia entrando apressadamente no prédio.

- Oh soldado! Volta aqui!
- Sim Sr!
- O Sr está vendo alguma placa indicando ponto de ônibus aqui na frente do quartel, soldado?
- Não Sr.
- Então o Sr vá, marchando, até lá embaixo no ponto de ônibus, soldado, e volte, marchando!
- Sim Sr.

Após fazer o ingrato percurso de ida e volta marchando e, "pagar 10" para o sargento, o recruta finalmente pôde entrar no quartel. Muito provavelmente para "pagar" mais lá dentro, pelo atraso.

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Outra vez, os alunos perderam a chave de um depósito. Tiveram que providenciar uma nova cópia da tal chave. Mas os oficiais deram um jeito de garantir que a nova chave não seria perdida. Amarraram a chave em um pneu de trator, e sempre que algum recruta precisava abrir o tal depósito tinha que levar rolando o "chaveirinho" e trazer de volta. Parece que nunca mais perderam a chave...

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Quatro recrutas tinham ordens para carregar um tronco grosso de madeira pesadíssimo por uma distância absurda, provavelmente por nenhum motivo razoável. Um dos soldados não estava aguentando e falou aos companheiros:

- Cara, não tô aguentando. Eu vou largar, eu vou largar...
- Fala baixo rapaz.
- Cara, não tô aguentando, não dá mais.
- Fica firme aí Fulano, Jesus tá com a gente.
Nisso o Sargento entra no assunto:
- Quem é que tá aí com os Srs soldado?
- Jesus, Sr.
- Ah, o Jesus tá aí? Mas eu falei que era pra 4 carregarem o tronco, não 5. Pode sair um dos Srs. Sai e entra no próximo grupo.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Churrascaria

Ontem fui a uma churrascaria em Verona com um pessoal. Para qualquer pessoa no Brasil ir a uma churrascaria é um evento banal (ok, para a minoria de brasileiros que pode almoçar fora de vez em quando é banal). Mas pra quem mora em Trento, é um evento sensacional. Carne e mais carne. Carne a vontade. Eu saí mal de lá. Comi muito. Como é bom um churrasco. Que mané cozinha francesa, italiana, indiana... Bom é um churrasco! E não só o churrasco. Vocês que moram no Brasil não tem noção de como é bom feijão preto, salada de maionese, farofa... É bom demais! E tudo isso acompanhado por uma caipirinha e Zeca Pagodinho. Valorizem essas coisas. Coisas tão simples para vocês. Tão extraordinárias para nós que estamos longe. Valorizem o Brasil!