SC Internacional, Ramones e Cerveja. Isso tudo existe e ainda tem quem reclame da vida.
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segunda-feira, 26 de abril de 2010
Space Invader
domingo, 4 de abril de 2010
quinta-feira, 1 de abril de 2010
sábado, 27 de março de 2010
Berlim Cultural
Berlim não se resume a sua história única. Berlim tem também muita arte e cultura. Quando eu cheguei na cidade, quando desci na estação de metrô perto do albergue onde ficaríamos, um adesivo dos Ramones na parede já me chamou a atenção. Pensei e na hora falei aos companheiros de viagem: "Opa, estamos no lugar certo!". A cidade, ou pelo menos algumas partes dela, incluindo a área onde ficamos, têm um ambiente muito alternativo. Punk mesmo, no sentido de criatividade, liberdade, diversão. Muita arte de rua. Muito grafite de qualidade (não confundir com pichação e vandalismo). Lá o grafite é levado a sério. Eu vi desde loja de bicicleta até supermercado com a faixada toda decorada por grafite. Não é vandalismo, é trabalho profissional e, na minha opinião, muito bonito. Muito interessante. E tem muito bar alternativo. Lugares com todo o tipo de música. Do punk rock à música eletrônica. Música eletrônica que eu a princípio não gosto, mas que se estando no ambiente certo, com os malucos certos e com o DJ certo pode sim ser interessante. Um lugar que recomendo para isso, por exemplo, é a Cassiopeia. Trata-se de um depósito de trens bombardeado e abandonado durante a guerra que, anos depois, virou night club, skate park e, dizem, que cinema ao ar livre no verão. Infelizmente estive lá no inverno. O lugar é altamente recomendável. Diversão e cultura (ou "contra-cultura") garantidas.
Comecei o post falando em Ramones, a cidade conta com um pequeno museu da banda. Tem bastante memorabilia, coisas como tênis, jaquetas, guitarras, baquetas usadas pelos caras. Desenhos e letras escritas a mão pelo Dee Dee e outras raridades desse tipo. O lugar é bacana, e serve um café muito bom. Para quem é fã vale a pena. Para quem não é, nem tanto.
Nos próximos posts eu vou fazer mais ou menos como fiz com Florença a um tempo atrás. Sobre Florença eu postei algumas obras de arte clássicas daquela bela cidade. Sobre Berlim, vou postar algumas obras de arte de rua que gostei. O crédito de algumas das fotos, como essa deste post, vai para meu colega Neumar Malheiros, que esteve lá comigo e tinha um celular com uma camera boa para as ocasiões em que as cameras "normais" não eram apropriadas.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Berlim
Passei o ano novo na capital da Alemanha. Uma grata surpresa. Toda a grande cidade tem uma região ou bairro mais underground, alternativo. Mas no caso de Berlim, o alternativo parece ser a regra. Uma cidade muito viva. Muito cultural. Muita arte de rua. Música punk, bares góticos e alternativos. Além disso, em Berlim tem muita história. Nazismo, segunda guerra, comunismo, o muro, o socialismo... Cada um desses itens daria um ou mais livros de história. Muito interessante estar em um lugar onde aconteceu tanta coisa. Nos próximos dois posts vou falar um pouco sobre Berlim. Primeiro sobre a parte histórica, e depois sobre algumas atrações da cidade em si. Aguarde e confie. Ah, a foto é do portão de Bradenburgo. Cartão postal da cidade.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Brasil!
Esse post é sobre coisas muito boas. Acabo de chegar de uma revigorante viagem para casa. Para o meu Brasil e o meu Rio Grande do Sul. Confesso que não me sentia tão feliz quanto me senti lá há um bom tempo. Os motivos são vários. A agenda foi lotada. Fiz em duas semanas e meia de Brasil coisas que por aqui não faço em meses, talvez em um ano. Vou contar-lhes tudo. Já saí do avião direto para uma churrascaria. O leitor não pode imaginar a falta que faz um bom churrasco para um gaúcho que estava fora do país há pouco mais de três anos. Digo fora do país porque hoje o churrasco é difundido em todo o país, e até em Portugal é fácil encontrar essa iguaria. Mas na Itália não se encontra, ou se encontra por preços exorbitantes. Então foi uma grande alegria matar essa saudade. Ainda mais acompanhado por grandes amigos como são o Castanheira, a Sheila e a Isabel. Depois do almoço, junto com o "Velhão", outro grande amigo, fomos direto ao Grenal, vencido por um a zero pelo Colorado. Não poderia imaginar jeito melhor de chegar ao Brasil. A noite curti Porto Alegre, a Cidade Baixa, lugar bem bacana que estava lotado de gente com camisetas da dupla grenal confraternizando e tomando cerveja. Uma cena que chega a ser emocionante, pra quem vive num lugar onde a camisa do Inter ou do Grêmio não querem dizer nada para a absoluta maioria das pessoas.
No dia seguinte, fui pra casa. Rio Grande! Minha cidade que, diz o Jornal do Almoço, cresce a cada dia e deve em breve ser a segunda economia do estado, graças aos investimentos em nosso porto pela Petrobrás que geram milhares de empregos diretos e indiretos. Diz ainda o Jornal do Almoço que em 2012 teremos um oceanário próximo à praia do Cassino. O oceanário será uma atração turística de grande porte e um centro de pesquisa extraordinário para a oceanologia, área já tão importante na nossa cidade e universidade. Chegando lá fui saudado por meus pais e minha irmã, pessoas que eu amo muito. Almocei uma bela comida caseira. A noite, o segundo churrasco da viagem (verão que foram vários), preparado pelo meu pai, que continua sendo um grande assador.
Depois seguiu-se uma semana cheia. Há tempos não me divertia tanto. Na terça, um show na Furg com uma banda cover dos Beatles. O show foi organizado pelo ex-colega do segundo grau Franco, hoje trabalhando na TV FURG, que tive o prazer de rever. Muito bom o show, com músicas mais "alternativas" dos Beatles, fugindo aos tradicionais hits do álbum "1". Também durante esse show, vi pela primeira vez alguns velhos conhecidos. Pessoas que só conhecia pela comunidade do Orkut "Rio Grande, a cidade" que conheci ao vivo pela primeira vez. Foi curioso "conhecer" ao mesmo tempo tantas pessoas que eu "já conhecia". Também estavam lá grandes amigos como o Suíta e o Celso. Que alegria rever esses caras. Quarta, St Patrick com o amigo Castanheira. Achei o bar bem bacana. Quinta, quinta-dupla, o clássico evento de toda a quinta-feira no Larus. O bar estava ligeiramente superlotado, mas a saudade era tanta que consegui me divertir bastante. Sexta, poker com alguns colegas da comunidade "Rio Grande, a Cidade", só gente boa. Só perdi o jogo porque minha irmã me apressou pra irmos para o show da Graforréia Xilarmônica em Pelotas. Valeu muito a pena ter perdido o jogo pra ir ao show. Reconheço minha ignorância sobre a banda, mas mesmo sem conhecer as músicas curti muito o show. Lá revi mais amigos do tempo do colégio. Mateus, Danica, Jéssica, Grupis, ... Vocês são foda!
Sábado eu finalmente revi a minha filha. Foi muito bom. Amo muito essa menina, e é uma imensa alegria saber que está tudo bem com ela. Apesar de uma situação um tanto complicada de litígio entre eu e a mãe dela que não cabe comentar aqui e à qual ela é mais exposta do que deveria, eu vejo que ela está muito bem, e vai superar todos os problemas. Passeamos e nos divertimos bastante no sábado, no domingo e no feriado de finados, inclusive comendo mais um churrasco. Foi uma sensação indescritível revê-la.
Ainda no sábado, mais um churrasco com a galera toda dos velhos tempos. Todos já citados aqui. Na noite de domingo, o churrasco da comunidade "Rio Grande, a cidade" (perdi a conta dos churrascos... que coisa bem boa isso!). Grande evento, com futebol e muita carne e cerveja. Diversão a valer com uma galera muito legal da comunidade. Foi um prazer conhecer todos.
Na semana seguinte, curti bastante meus pais e minha irmã. Depois fui até Porto Alegre dar uma olhada na feira do livro, conhecer a casa de cultura Mário Quintana e assistir ao show do Júpiter Maçã, um dos meus artistas preferidos. Pena ele não ter tocado mais músicas da "Sétima Efervescência", um dos melhores discos já feitos. Ainda assim foi um baita show. Foi muito bom fazer tudo isso. E muito bem acompanhado, diga-se de passagem ;-).
No último fim de semana no RS, outro churrasco com os grandes amigos Suíta, Velho e Celso, as respectivas esposas e filhos. Nosso grupo de amigos (o "Reduto") está definitivamente na segunda geração, já que agora todos temos filhos, todos saudáveis e bonitos. O tempo passa...
Ainda deu tempo de passar em Campinas, rever meu primo Rafael e a Lígia, conhecer a filhinha deles (muito linda a Isabela, que criançada maravilhosa eu conheci nessa viagem!), e reencontrar alguns amigos do tempo em que eu morava lá. Foi muito legal reencontrar meu primo. Conversar sobre os velhos tempos, sobre a vida. Sempre fui muito próximo desse cara, e aparentemente a distância e o tempo longe não mudam isso. O mesmo vale para todos os familiares e amigos que citei nesse post. Todos extremamente importantes pra mim.
Ufa, foram duas semanas e meia bem intensas. Extremamente gratificantes. Um grande prazer. Três anos de saudades devidamente extravasados. Espero nunca mais ter que passar tanto tempo assim longe de tudo isso. Eu amo o Brasil. A minha terra. A minha gente. Nosso maior problema é social, ou seja, econômico, mas se até a "The Econimist" afirma que o Brasil decolou, ninguém mais segura o meu país.
Saudações a todos os leitores, de um cara muito feliz de ter os amigos, a família e a pátria que tem.
domingo, 16 de agosto de 2009
Vista de Veneza, por Canaletto
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Caravaggio
Caravaggio é um artista de grande personalidade. Marcado por um realismo assustador. Sempre tem algo de sombrio e perturbador em seus quadros. Na galleria degli Uffizi eu vi três de suas obras que mostro a sequir.
Medusa. Sinistra.
Cena bíblica clássica, onde Deus teria pedido a um homem (Abraão) que sacrificasse o próprio filho (Isaque) por amor a Ele. Talvez mais sinistro que a Medusa.
Pra encerrar, esse Baco, deus do vinho, com um cesto de frutas podres, possivelmente aludindo ao quanto tudo de bom é efêmero nessa vida.
Medusa. Sinistra.
Cena bíblica clássica, onde Deus teria pedido a um homem (Abraão) que sacrificasse o próprio filho (Isaque) por amor a Ele. Talvez mais sinistro que a Medusa.
Pra encerrar, esse Baco, deus do vinho, com um cesto de frutas podres, possivelmente aludindo ao quanto tudo de bom é efêmero nessa vida.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
"Venere di Urbino" de Tiziano
Esse é provavelmente o quadro mais sensual que eu já vi. O olhar da moça para o espectador, as suas formas de mulher de verdade (no sentido de mulher que existe no mundo real, não idealizada), a mãozinha distraidamente convidativa... É uma pintura muito sexy. Me chamou muito a atenção. Tiziano a realizou em 1538. Obra na Galleria degli Uffizi.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Doni Tondo de Michelangelo
De novo o Michelangelo. Sempre ele. Esse quadro é mais uma imagem sacra. Da sagrada família. Aliás, provavelmente a imagem que mais se vê em quadros da época são imagens de Maria e do menino Jesus. Fazer o que se a igreja era a maior patrocinadora da arte naqueles tempos. O que importa não é o tema, mas sim a beleza do quadro. As cores, luz e sombra. Mais uma obra prima do Michelangelo. De ficar bobo olhando. Obra exposta na galleria degli Uffizi. Também muito recomendável é uma visita à capela Sistina, em Roma, com o famoso teto pintado por Michelangelo, onde cheguei a ficar com dor no pescoço de tanto olhar pra cima.
sábado, 8 de agosto de 2009
Il Pescatore

Seguindo o giro por Florença. Essa simpática escultura é "O Pescador", do escultor italiano Vincenzo Gemito (1852-1929). Eu achei a obra muito legal. É um daqueles casos em que o artista conseguiu, a meu ver, dar vida e movimento a escultura, um objeto inanimado. Dá pra "ver" o peixe se debatendo nas mãos do menino, e ele tentando segurar o peixe e a lança, enquanto mantém o equilíbrio sobre a pedra. É um trabalho bem interessante, e a bidimensionalidade da foto não faz jus a obra tridimensional. O pescador está exposto no museu Bargello.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Bélgica

No feriadão da Páscoa (anda atrasado esse blog), fui com o Clodoaldo, a Lia e a Tati para a Bélgica. Alugamos um carro para circular por lá, já que entre quatro pessoas sai mais barato que andar de trem. Assim conseguimos conhecer quatro cidades. São todas próximas umas das outras, já que a Bélgica não é muito grande. Visitamos a capital Bruxelas, que também é a capital da União Européia; a cidade de Brugge, que mantém praticamente intacta uma bela arquitetura medieval; a cidade portuária da Antuérpia e a cidade de Ghent.
Em Bruxelas, visitamos o atomium (foto), que representa um cristal de átomos de ferro ampliado alguns milhões de vezes. Não entramos, mas em cada uma dessas esferas existem espaços para exposições e eventos. Visitamos também o jardim botânico e passeamos bastante pela cidade. Brugge foi a cidade preferida por todos. Com uma arquitetura bem diferente, canais no meio da cidade lembrando um pouco Veneza, embora os prédios sejam completamente diferentes. Muito legal o ambiente, com pessoas batendo papo e se divertindo pelo centro. Muitos músicos de rua tocando instrumentos inusitados, enfim, um ambiente legal mesmo. A Antuérpia também é um lugar bem agradável. Demos uma caminhada pela orla do segundo porto mais antigo da Europa e conhecemos o centro desta bela cidade. Ghent prometia como atrativo uma vida noturna agitada, já que é uma cidade repleta de estudantes, mas provavelmente por ser feriado a cidade não nos pareceu tão interessante quanto esperávamos. De qualquer forma, comemos um belo jantar tailandês e jogamos uma partida de boliche em um bar. Durante esse jogo, minha irmã ganhou o simpático apelido de "Tati Marretada". Foi divertido.
As especialidades da Bélgica são os chocolates, as cervejas e batatas fritas. Provei os três e confirmo que a fama não é por acaso. Quem for tem que provar essas três coisas. Todas as cidades que visitamos são repletas de bares, lojas de chocolate e lugares onde se pode comprar fritas. As melhores fritas que comemos foram em um trailer que ficava em um parque de diversões montado em Brugge. A maionese também era sensacional. Não conseguimos provar todos os mais de 200 tipos de cervejas do lugar, mas entre as que provamos, elegemos a Duvel como a melhor delas.
Cena típica vivida por nós: em um bar em Brugge, começamos a conversar com um cara com um bigode estilo Asterix e uma cara de quem passa a vida bebendo cerveja ali naquele bar. Uma figura. Falamos, entre outros assuntos, da memorável participação do Brugge na Champions League em 77-78, quando chegou a final. Esse cara estava tomando a cerveja Palm e lá pelas tantas algum de nós iniciou o seguinte diálogo:
-Hm, you drink Palm.
-Yes, do you know why? (enfático)
(Evidentemente ninguém fazia a menor idéia)
-To stay calm!
Não sei se o diálogo consegue passar uma idéia da cena, mas a Palm, que em meio a tantas cervejas belgas é uma cerveja boa, porém "comum", ganhou um status importante no nosso grupo. E possivelmente quando algum de nós estiver nervoso, pensaremos em abrir uma Palm.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Dublin (Finalmente...)
Buenas, eu já estava devendo um post sobre Dublin há um bom tempo. Então, aqui vai ele. Depois da conferência, saí de Cork de trem em direção a Dublin. Dublin é uma cidade muito legal. Muito "festeira" e "de bem com a vida". Além disso é uma cidade razoavelmente grande, o que para quem vive em Trento, cercado de paz e silêncio enlouquecedores, é um certo "alívio".
Na sexta só deu tempo de comprar uma pizza e umas cervejas no supermercado e conhecer alguns amigos da Tati. Um casal de brasileiros amigos dela e o "casal" de irmãos irlandeses que moram com ela. Todos muito gente fina. E a pizza congelada e devidamente "incrementada" com queijo e outros ingredientes extra estava muito boa.
Sábado passeamos pela cidade. Visitamos alguns pubs, já que a Irlanda é a terra dos pubs. Até em Rio Grande parece que agora tem um "Irish pub" só que no de lá as vezes toca pagode. Vimos alguns lugares interessantes do centro, como a Trinity College, e o "Dublin Spire".
Mas só caminhar pelas ruas e sentir o clima da cidade já é muito bom. Eu sou dos que muitas vezes "curte" mais a cultura e as pessoas do que os pontos turísticos. E naquele sábado tivemos a "sorte" de assistir a uma cena tragicômica. Parecia uma cena do filme "Trainspotting" (excelente filme, pra quem não viu, recomendo muito). Bom, acontece que caminhávamos eu e minha irmã pela rua, tranquilos, pela frente de um supermercado quando me sai correndo lá de dentro um maluco carregando um fardinho de cervejas. Logo atrás desse cara, vem correndo um segurança de terno a là "Men in Black" ou "Cães de Aluguel" (pra citar um filme menos conhecido, mas infinitamente melhor). O maluco, provavelmente bêbado ou drogado, deixa cair o fardinho no chão, praticamente aos nossos pés, quebrando umas duas ou três das long necks. Aí me começa uma troca de socos entre o segurança e esse irlandês louco, mas o engraçado é que ambos desferem socos no ar, errando sempre o alvo. Divertido também o jeito do ladrão, mais loiro que um sueco, magrão e alto, todo desajeitado e o segurança de terno, que também não ficava atrás. E tudo isso em plena luz do dia, umas 3 da tarde. Eu nunca vi uma briga tão engraçada. Eu tinha que ter filmado a cena e iniciado uma carreira de cineasta. Nisso a minha irmã já tinha saído para longe, e eu puxando pelo braço uma senhora para longe da briga, achando que era ela. Quando finalmente o ladrão pegou uma garrafa das que sobraram inteiras no chão pra golpear o segurança, alguém resolveu intervir, segurou o cara e disse algo como "Tá, chega, vai pra casa!". E o cara se foi, jogando e quebrando mais essa garrafa no chão. Coisa de louco. Se eu tivesse ido ver uma peça de teatro não teria me divertido tanto.
No domingo fomos a Howth. Sinceramente não sei se se trata de uma cidade ou de um distrito de Dublin, mas sei que é bem pertinho. E é um lugar bem agradável, com docas, faróis, trilhas em encostas. Passamos o dia caminhando pelas docas e por essas trilhas. Eu adoro caminhar pela natureza. Em um certo ponto paramos para tomar um bom chimarrão. Incrível como todos que passavam ficavam olhando admirados, como se tivéssemos um artefato extra-terrestre nas mãos. Alguns poucos sabiam do que se tratava, largando um "mate" em espanhol, a maioria continuava intrigada e só um senhor de uma certa idade não resistiu e perguntou pra gente o que era aquilo.
Na volta ainda deu tempo de comer um hamburguer e depois tomar uma Guinness no meu pub favorito, do qual eu nunca sei o nome, mas a Tati vai perguntar pro Paul e escrever ali nos comentários pra não esquecermos mais, né Tati?
Bom, de Dublin é isso. Uma cidade muito legal que eu recomendo a todos. Especialmente aos apreciadores de cerveja, malucos e diversão. A Irlanda é 10!
Na sexta só deu tempo de comprar uma pizza e umas cervejas no supermercado e conhecer alguns amigos da Tati. Um casal de brasileiros amigos dela e o "casal" de irmãos irlandeses que moram com ela. Todos muito gente fina. E a pizza congelada e devidamente "incrementada" com queijo e outros ingredientes extra estava muito boa.
Sábado passeamos pela cidade. Visitamos alguns pubs, já que a Irlanda é a terra dos pubs. Até em Rio Grande parece que agora tem um "Irish pub" só que no de lá as vezes toca pagode. Vimos alguns lugares interessantes do centro, como a Trinity College, e o "Dublin Spire".
Mas só caminhar pelas ruas e sentir o clima da cidade já é muito bom. Eu sou dos que muitas vezes "curte" mais a cultura e as pessoas do que os pontos turísticos. E naquele sábado tivemos a "sorte" de assistir a uma cena tragicômica. Parecia uma cena do filme "Trainspotting" (excelente filme, pra quem não viu, recomendo muito). Bom, acontece que caminhávamos eu e minha irmã pela rua, tranquilos, pela frente de um supermercado quando me sai correndo lá de dentro um maluco carregando um fardinho de cervejas. Logo atrás desse cara, vem correndo um segurança de terno a là "Men in Black" ou "Cães de Aluguel" (pra citar um filme menos conhecido, mas infinitamente melhor). O maluco, provavelmente bêbado ou drogado, deixa cair o fardinho no chão, praticamente aos nossos pés, quebrando umas duas ou três das long necks. Aí me começa uma troca de socos entre o segurança e esse irlandês louco, mas o engraçado é que ambos desferem socos no ar, errando sempre o alvo. Divertido também o jeito do ladrão, mais loiro que um sueco, magrão e alto, todo desajeitado e o segurança de terno, que também não ficava atrás. E tudo isso em plena luz do dia, umas 3 da tarde. Eu nunca vi uma briga tão engraçada. Eu tinha que ter filmado a cena e iniciado uma carreira de cineasta. Nisso a minha irmã já tinha saído para longe, e eu puxando pelo braço uma senhora para longe da briga, achando que era ela. Quando finalmente o ladrão pegou uma garrafa das que sobraram inteiras no chão pra golpear o segurança, alguém resolveu intervir, segurou o cara e disse algo como "Tá, chega, vai pra casa!". E o cara se foi, jogando e quebrando mais essa garrafa no chão. Coisa de louco. Se eu tivesse ido ver uma peça de teatro não teria me divertido tanto.
No domingo fomos a Howth. Sinceramente não sei se se trata de uma cidade ou de um distrito de Dublin, mas sei que é bem pertinho. E é um lugar bem agradável, com docas, faróis, trilhas em encostas. Passamos o dia caminhando pelas docas e por essas trilhas. Eu adoro caminhar pela natureza. Em um certo ponto paramos para tomar um bom chimarrão. Incrível como todos que passavam ficavam olhando admirados, como se tivéssemos um artefato extra-terrestre nas mãos. Alguns poucos sabiam do que se tratava, largando um "mate" em espanhol, a maioria continuava intrigada e só um senhor de uma certa idade não resistiu e perguntou pra gente o que era aquilo.
Na volta ainda deu tempo de comer um hamburguer e depois tomar uma Guinness no meu pub favorito, do qual eu nunca sei o nome, mas a Tati vai perguntar pro Paul e escrever ali nos comentários pra não esquecermos mais, né Tati?
Bom, de Dublin é isso. Uma cidade muito legal que eu recomendo a todos. Especialmente aos apreciadores de cerveja, malucos e diversão. A Irlanda é 10!
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Cork II, A Missão
Bom, estou de volta em "casa" na Itália, e agora tenho um tempinho pra contar um pouco mais sobre esta minha viagem à Cork. No post anterior eu tinha apenas chegado em Cork. E não mudei minha impressão inicial. É um lugar bastante agradável.
Correu tudo bem na conferência. Acho que dei conta de apresentar meu trabalho bem e também assisti algumas outras apresentações bem interessantes. O EWSN é realmente um excelente evento na minha área e foi muito proveitoso estar lá.
Na quinta-feira, felizmente depois de eu ter apresentado, tivemos o jantar da conferência em um prédio da Universidade de Cork que por fora parece um castelo. Nas paredes, estantes cheias de livros antigos e em um dos vitrais, uma imagem de George Boole, que inventou a lógica e álgebra booleanas ali mesmo, em Cork há uns cento e tantos anos atrás. Se trabalhas com computadores, sabes do que estou falando. Depois do excelente jantar (no meu caso peito de pato, mas haviam outras opções), assistimos a um show de dança irlandesa bastante interessante.
Os Irlandeses são um povo simpático, bem humorado e divertido. Quem vê de longe pode pensar que eles são frios e reservados como os ingleses, mas não. São completamente diferentes. Parecem muito mais de bem com a vida. Depois do jantar fomos dar uma passeada pelo centro, onde várias pessoas estavam fantasiadas de super-heróis, Smurfs e outras esquisitices. Não consegui nenhuma informação coerente sobre o que era aquilo, e as explicações variaram desde "evento de caridade" até "this week is Cork's drinking week". Só sei que estava bem divertido.
Depois, na sexta, mais algumas apresentações pela manhã e peguei o trem de volta para Dublin, onde passei o fim de semana com a minha irmã. Conto como foi no próximo post.
Correu tudo bem na conferência. Acho que dei conta de apresentar meu trabalho bem e também assisti algumas outras apresentações bem interessantes. O EWSN é realmente um excelente evento na minha área e foi muito proveitoso estar lá.
Na quinta-feira, felizmente depois de eu ter apresentado, tivemos o jantar da conferência em um prédio da Universidade de Cork que por fora parece um castelo. Nas paredes, estantes cheias de livros antigos e em um dos vitrais, uma imagem de George Boole, que inventou a lógica e álgebra booleanas ali mesmo, em Cork há uns cento e tantos anos atrás. Se trabalhas com computadores, sabes do que estou falando. Depois do excelente jantar (no meu caso peito de pato, mas haviam outras opções), assistimos a um show de dança irlandesa bastante interessante.
Os Irlandeses são um povo simpático, bem humorado e divertido. Quem vê de longe pode pensar que eles são frios e reservados como os ingleses, mas não. São completamente diferentes. Parecem muito mais de bem com a vida. Depois do jantar fomos dar uma passeada pelo centro, onde várias pessoas estavam fantasiadas de super-heróis, Smurfs e outras esquisitices. Não consegui nenhuma informação coerente sobre o que era aquilo, e as explicações variaram desde "evento de caridade" até "this week is Cork's drinking week". Só sei que estava bem divertido.
Depois, na sexta, mais algumas apresentações pela manhã e peguei o trem de volta para Dublin, onde passei o fim de semana com a minha irmã. Conto como foi no próximo post.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Cork
Howya! Escrevo diretamente do hostel em Cork, terceira maior cidade da Irlanda onde a partir de amanhã vou participar da conferência EWSN. Até agora só deu tempo de dar uma curta caminhada pelo centro e de comprar um shampoo. Já que as normas de segurança da aviação nos impedem de levar essas perigosas armas químicas (malditos shampoos assassinos!) nos voos, agora sempre que se viaja deve-se comprar um shampoo e posteriormente colocar o pote praticamente cheio no lixo ou deixar de presente para o próximo turista. Nada mais ecológica e economicamente correto! A cidade parece interessante. Tranquila, não muito grande nem muito parada, já que tem pubs em todas as esquinas (estamos na Irlanda!). O hostel também é bem legal. Chama-se Sheila's Hostel. Preço bem conveniente e qualidade boa. Inclusive com acesso wireless grátis que estou usando para escrever. O único problema é não ter armário pra guardar as coisas. Me resta confiar no grandalhão que está no mesmo quarto que eu, e ele confiar em mim. Ainda bem que estamos na baixa temporada. Apresento meu trabalho na quinta-feira às 15 horas. Até lá não dá pra curtir muito, sempre fica aquela tensão, revisões de última hora e etc. Mas quinta-feira a noite com certeza estarei em algum pub pra ver afinal qual é a de Cork. "Cork" é "rolha" em inglês, mas não me perguntem porque diabos a cidade se chama "rolha". Depois sexta vou a Dublin, passar o fim de semana com minha irmã que está morando por lá.Estava dando uma olhada em um site com vocabulários e gírias irlandesas. Encontrei até alguns ditados bem no estilo dos ditados gaúchos que postei aqui uns dias atrás. Um deles, por exemplo diz assim: "As useful as a cigarette lighter on a motorbike." Mundo pequeno... Se alguém quiser conferir o site clique aqui.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Ainda a Neve...
Filmei um trecho da minha viagem de trem de Pergine a Povo (Trento) esta manhã. A guriazinha de vermelho não estava lá...
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Massa
Que bela corrida de Formula 1 ontem em Interlagos. O campeonato mundial foi decidido literalmente na última curva. No último quilômetro. Massa precisava vencer e torcer para que Hamilton, com sete pontos a mais antes da corrida, chegasse em sexto ou pior para ficar com o título. Massa fez uma grande corrida, vencendo de ponta a ponta e cumprindo sua parte. Com umas sete voltas para o fim da corrida, Hamilton vinha tranqüilo, em quarto lugar, com apenas Vettel com alguma chance de alcançá-lo, o que não era problema, já que a quinta posição servia para o britânico. Eis que nesta hora, faltando umas cinco voltas, começa a chover em São Paulo. Todos os carros fazem o pit stop para colocar pneus de chuva, com exceção das Toyotas. Uma delas, a de Timo Glock ultrapassa Hamilton durante a parada, deixando o piloto da McLaren em quinto. Na penúltima volta, ou talvez no início da última, Vettel consegue finalmente a ultrapassagem sobre Hamilton. Tendo sido superado por Glock e Vettel, Hamilton estava ficando em sexto lugar e vendo o título ir embora pela segunda vez consecutiva. Mas para sua sorte, e azar do brasileiro Massa, a chuva apertou naquela última volta, deixando a Toyota de Glock, ainda com pneus para pista seca, muito lenta. Lenta o bastante para que Vettel e Hamilton a superassem na última curva. Hamilton cruzava a linha de chegada em quinto lugar e ficava com o título mundial de pilotos.
A Ferrari fica com o título de construtores. Devo dizer que me parece um pouco injusto e que talvez mais justo fosse o contrário. Explico. Massa perdeu pelo menos 20 pontos, duas vitórias praticamente certas, por problemas mecânicos ou da equipe. 10 na Hungria, quando fundiu o motor Ferrari; e 10 em Cingapura, quando um mecânico lhe deu luz verde para sair do pit stop com a mangueira de combustível ainda engatada no carro. Hamilton, que eu me lembre não perdeu nenhum ponto sequer por problemas no carro ou erros da equipe (se alguém sabe de uma situação assim que eu não tenha lembrado, avise nos comentários). Ainda assim terminou o campeonato apenas um mísero ponto a frente do brasileiro. Ora, isso demonstra que o piloto Hamilton, perdeu 19 pontos a mais que massa por erros dos próprios pilotos. 19 estes que foram compensados pelos 20 perdidos pelos problemas do construtor Ferrari. Ainda assim, Hamilton fica com o título de pilotos e a Ferrari com o de construtores. Tudo bem. É o tal de Kovaleinen da McLaren que é muito ruim mesmo. Foi boa a sensação de ver um brasileiro quase campeão da F1 de novo. 17 anos depois do último título do Senna, em 91. Quem sabe ano que vem passamos do "quase". O Massa está fazendo um grande trabalho. Disso não há dúvidas.
Quem não está fazendo um grande trabalho é o Internacional, no Brasileirão. Com um dos times mais caros do campeonato, ocupa um modesto nono lugar. Lamentável. Só ganhando a Copa Sulamericana pra salvar o ano. Veremos quinta-feira. Jogão contra o Boca na Bonbonera.
Minha irmã Tati continua com a retrospectiva de algumas viagens que fizemos juntos. Dessa vez ela fala sobre nossa visita à Atenas, cidade belíssima. Confere lá!
A Ferrari fica com o título de construtores. Devo dizer que me parece um pouco injusto e que talvez mais justo fosse o contrário. Explico. Massa perdeu pelo menos 20 pontos, duas vitórias praticamente certas, por problemas mecânicos ou da equipe. 10 na Hungria, quando fundiu o motor Ferrari; e 10 em Cingapura, quando um mecânico lhe deu luz verde para sair do pit stop com a mangueira de combustível ainda engatada no carro. Hamilton, que eu me lembre não perdeu nenhum ponto sequer por problemas no carro ou erros da equipe (se alguém sabe de uma situação assim que eu não tenha lembrado, avise nos comentários). Ainda assim terminou o campeonato apenas um mísero ponto a frente do brasileiro. Ora, isso demonstra que o piloto Hamilton, perdeu 19 pontos a mais que massa por erros dos próprios pilotos. 19 estes que foram compensados pelos 20 perdidos pelos problemas do construtor Ferrari. Ainda assim, Hamilton fica com o título de pilotos e a Ferrari com o de construtores. Tudo bem. É o tal de Kovaleinen da McLaren que é muito ruim mesmo. Foi boa a sensação de ver um brasileiro quase campeão da F1 de novo. 17 anos depois do último título do Senna, em 91. Quem sabe ano que vem passamos do "quase". O Massa está fazendo um grande trabalho. Disso não há dúvidas.
Quem não está fazendo um grande trabalho é o Internacional, no Brasileirão. Com um dos times mais caros do campeonato, ocupa um modesto nono lugar. Lamentável. Só ganhando a Copa Sulamericana pra salvar o ano. Veremos quinta-feira. Jogão contra o Boca na Bonbonera.
Minha irmã Tati continua com a retrospectiva de algumas viagens que fizemos juntos. Dessa vez ela fala sobre nossa visita à Atenas, cidade belíssima. Confere lá!
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
De Volta
Estou de volta a Trento depois de uma semana muito boa em Rimini, na PerAda summer school. Boa semana pelos ótimos tutoriais que pude assistir. Entre os quais destaco o do professor grego Ioannis Chatzigiannakis que me agradou tanto pelo seu estilo de dar aula quanto por ter apresentado o tutorial mais diretamente relacionado à minha pesquisa atual. Boa semana por ter conhecido muita gente legal. Uma galera gente fina mesmo. Eu não imaginava que seria tão bom passar uma semana convivendo quase que 24 horas com pessoas que até então eram estranhas pra mim. Eu não conhecia absolutamente ninguém que participou, e talvez até por isso consegui me entrosar bem com praticamente todos no grupo. Méritos também para a organização do evento, que proporcionou a todos, na minha opinião, ótimas condições de trabalhar e também de socializar.
Foi uma semana corrida, com aulas de manhã e de tarde e com a realização de um trabalho em grupo que apresentamos na sexta-feira. No caso do meu grupo o objetivo era esboçar em alto nível um sistema de controle de tráfico automatizado para uma cidade e que, se o grupo conseguir escrever um bom artigo, pode vir a ser publicado.
Mesmo com essa correria, a galera organizava idas a barzinhos todas as noites, e Rimini é o lugar perfeito para isso. Uma das melhores vidas noturnas da Itália, no verão. Rolaram também duas partidas de vôlei de praia. Confesso que torci o nariz quando o futebol perdeu para o vôlei na votação para escolher o esporte. Mas acabou sendo muito legal. O jogo rolou só por diversão, e não por competição, como eu gosto. Nem o placar se marcava, só diversão mesmo. E eu que até semana passada achava que não sabia jogar volei devo dizer que não decepcionei não.
Com tantas atividades, me senti cansado durante a semana, mas era um cansaço recompensador, pois me senti produtivo em todos os sentidos. Do profissional ao pessoal. Eu acho que eu fico mais produtivo quando me divirto ao mesmo tempo em que trabalho. Com certeza estar feliz é uma grande motivação. Eu gostaria que Trento fosse um pouco mais parecida com Rimini, pelo menos nos fins de semana. Mas aqui as coisas e as pessoas são bem diferentes. É mais "cada um por si", o que eu acho lamentável, pois assim um monte de coisas legais deixam de acontecer. Bom, me resta voltar à realidade e esperar que Trento se torne um pouco mais Rimini, ou então esperar a próxima viagem.
Foi uma semana corrida, com aulas de manhã e de tarde e com a realização de um trabalho em grupo que apresentamos na sexta-feira. No caso do meu grupo o objetivo era esboçar em alto nível um sistema de controle de tráfico automatizado para uma cidade e que, se o grupo conseguir escrever um bom artigo, pode vir a ser publicado.
Mesmo com essa correria, a galera organizava idas a barzinhos todas as noites, e Rimini é o lugar perfeito para isso. Uma das melhores vidas noturnas da Itália, no verão. Rolaram também duas partidas de vôlei de praia. Confesso que torci o nariz quando o futebol perdeu para o vôlei na votação para escolher o esporte. Mas acabou sendo muito legal. O jogo rolou só por diversão, e não por competição, como eu gosto. Nem o placar se marcava, só diversão mesmo. E eu que até semana passada achava que não sabia jogar volei devo dizer que não decepcionei não.
Com tantas atividades, me senti cansado durante a semana, mas era um cansaço recompensador, pois me senti produtivo em todos os sentidos. Do profissional ao pessoal. Eu acho que eu fico mais produtivo quando me divirto ao mesmo tempo em que trabalho. Com certeza estar feliz é uma grande motivação. Eu gostaria que Trento fosse um pouco mais parecida com Rimini, pelo menos nos fins de semana. Mas aqui as coisas e as pessoas são bem diferentes. É mais "cada um por si", o que eu acho lamentável, pois assim um monte de coisas legais deixam de acontecer. Bom, me resta voltar à realidade e esperar que Trento se torne um pouco mais Rimini, ou então esperar a próxima viagem.
domingo, 7 de setembro de 2008
PerAda Summer School em Rimini
Durante toda essa semana estou participando da "PerAda summer school" em Rimini. Vamos ter palestras e aulas com bons professores de vários lugares do mundo. O legal desse tipo de evento, além das aulas é conhecer vários estudantes e pesquisadores de vários lugares. Além de ser muito bom também voltar a Rimini, um dos meus lugares favoritos na Itália no verão. Passei o domingo todo tendo aulas, mesmo depois de uma noitada no Rock Island. Estou pregado, mas sabe-se lá o que vai rolar agora a noite. Tá tudo a combinar. Cansado, mas contente. Está valendo a pena. Conheci muita gente legal e a semana está só começando!
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Camping...
Dia quinze foi feriado por aqui, então eu aproveitei o feriadão e fui fazer uma das coisas que mais gosto. Acampar. Eu e mais dois amigos brasileiros nos mandamos pra cidadezinha de "Bardolino", e ficamos em um camping, na beira do lago de Garda. Local muito agradável. Muito sol, apesar de chuvas ocasionais. Principalmente a noite. O dia amanhecia nublado, fazia sol das 10 da manhã até o fim da tarde e chovia a noite. Bom, como eu vinha dizendo, muito sol, banhos de lago, remadas em caiaques, cervejas com vista para o lago e para gurias que se bronzeavam - inclusive algumas que, para nossa alegria, se esqueceram da parte de cima do biquíni -, a sempre inusitada e divertida rotina de um camping. Enfim, um fim de semana "estressante" pra caramba.
O que eu quero dizer com "inusitada e divertida rotina de um camping"? Por exemplo, tinha uma barraca onde, todas as manhãs, duas gurias alemãs muito bonitas fumavam um cachimbo maluco chamado "narguilé". O som das bolhas de fumaça daquela coisa e a beleza das gurias chamavam a atenção de absolutamente todos os homens que por ali passavam, os quais invariavelmente olhavam pra elas. Elas apenas se olhavam, sorriam e seguiam fumando. Todas as manhãs. Quase todos os campistas eram alemães. Alguns eram Holandeses. Pouquíssimos italianos. Tanto que acabamos fazendo amizade com um grupo de alemães. Fizeram eu me sentir um amador na arte de consumir cerveja. Os caras estavam em seis amigos e vieram em um furgão completamente lotado de engradados de cerveja. Acabamos nos juntando a eles numa das noites de bebedeira, e numa contabilidade rápida concluímos que eles haviam trazido cerca de um engradado de cerveja por pessoa por dia para o camping. Mesmo assim eles demonstravam preocupação com uma possível falta de cerveja. Quando estávamos tomando cerveja com esses caras, surgiu um guri gordinho de uns 17 anos, completamente embriagado, com um traje típico alemão todo embarrado. Concluímos que ele seguramente caiu de bêbado várias vezes pelo barro, talvez tenha rolado morro abaixo ou algo assim. Eu não entendo uma palavra de alemão pra saber o que ele dizia, mas tenho certeza que ele não dizia coisa com coisa. No dia seguinte encontramos esse mesmo guri, com a mesma roupa imunda, literalmente apagado, debaixo de um sol de rachar, bem na frente da barraca das gurias do "narguilé". Teriam as gurias abusado do rapaz? Que absurdo... Bom, é isso que eu quero dizer com "rotina inusitada e divertida". Foi bom dar uma curtida. Agora, de volta ao trabalho!
O que eu quero dizer com "inusitada e divertida rotina de um camping"? Por exemplo, tinha uma barraca onde, todas as manhãs, duas gurias alemãs muito bonitas fumavam um cachimbo maluco chamado "narguilé". O som das bolhas de fumaça daquela coisa e a beleza das gurias chamavam a atenção de absolutamente todos os homens que por ali passavam, os quais invariavelmente olhavam pra elas. Elas apenas se olhavam, sorriam e seguiam fumando. Todas as manhãs. Quase todos os campistas eram alemães. Alguns eram Holandeses. Pouquíssimos italianos. Tanto que acabamos fazendo amizade com um grupo de alemães. Fizeram eu me sentir um amador na arte de consumir cerveja. Os caras estavam em seis amigos e vieram em um furgão completamente lotado de engradados de cerveja. Acabamos nos juntando a eles numa das noites de bebedeira, e numa contabilidade rápida concluímos que eles haviam trazido cerca de um engradado de cerveja por pessoa por dia para o camping. Mesmo assim eles demonstravam preocupação com uma possível falta de cerveja. Quando estávamos tomando cerveja com esses caras, surgiu um guri gordinho de uns 17 anos, completamente embriagado, com um traje típico alemão todo embarrado. Concluímos que ele seguramente caiu de bêbado várias vezes pelo barro, talvez tenha rolado morro abaixo ou algo assim. Eu não entendo uma palavra de alemão pra saber o que ele dizia, mas tenho certeza que ele não dizia coisa com coisa. No dia seguinte encontramos esse mesmo guri, com a mesma roupa imunda, literalmente apagado, debaixo de um sol de rachar, bem na frente da barraca das gurias do "narguilé". Teriam as gurias abusado do rapaz? Que absurdo... Bom, é isso que eu quero dizer com "rotina inusitada e divertida". Foi bom dar uma curtida. Agora, de volta ao trabalho!
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