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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

As Mulheres e o Paintball

Devem existir umas duzentas mil maneiras desse post ser mal interpretado, mas vou escrever mesmo assim. Talvez alguém entenda o que quero dizer.

Ainda antes de ontem, no trem, subiram cinco gurias de uns 20 anos mais ou menos. Elas eram todas grandalhonas. Vestiam-se no estilo tênis, jeans e moletom. Conversavam sobre paintball (ou alguma variante eletrônica de paintball). Falavam alto, praticamente aos gritos sobre estratégias de guerra. Como eram cinco e só haviam três lugares vagos, sentaram umas no colo das outras. Duas delas dividiam um iPod, cada uma ouvindo de um fone. Pra mim nada pode ser menos feminino que uma garota narrando quantas pessoas fusilou com a mesma entonação, velocidade e volume com que o Pedro Ernesto Denardim narra um contra-ataque do Inter em jogo decisivo de Libertadores. Por favor, não vá ninguém que joga paintball se ofender. Elas poderiam estar falando sobre basquetebol e me dar a mesma impressão. Existem maneiras femininas de se jogar paintball.

A coisa mais feminina que aconteceu na quase uma hora de papo delas que presenciei foi quando uma disse pra outra:

- E aí, tá namorando o fulano?
- Er, é, uh, mais ou menos! (já olhando pra outra guria e tentando fugir do assunto)
- Oh, che carina! (uma mistura de "que bonitinha" com "que simpática", apertando a bochecha da amiga)

Outro exemplo, a tal Mayara que ficou famosa pelo preconceito estúpido pós-eleições. Deixando de fora um instante a estupidez do preconceito em si, chamo a atenção para a forma em que ela expressa o preconceito. Fala em "matar afogadas" as pessoas. Isso é coisa "de homem". É de uma violência e estupidez que são das piores coisas "de homem" que existem. Triste ver algo assim saindo de uma menina.

Existem correntes do feminismo que pregam que a mulher deve chegar pro homem e falar algo como: "Escuta aqui o seu filho da puta: eu quero isso, isso e aquilo! Tenho direito a tal e tal coisa! Tá ouvindo porra!?!?" Elas têm direito mesmo. Eu sou totalmente a favor dos direitos iguais, da independência feminina e tudo mais. Mas pelo menos comigo, não sei dos outros homens, uma mulher tem milhões de maneiras mais eficazes de conseguir o que quer e tem direito do que berrando desse jeito.

Em resumo, o que eu quero dizer é que acho que o mundo vai ser muito chato se todo mundo "virar homem". Será que não é possível a igualdade mantendo as diferenças saudáveis? Será que a emancipação do feminino tem que ser o fim do próprio feminino? Houve um tempo em que se dizia que se as mulheres governassem o mundo não existiriam guerras. Será que isso ainda é verdade? São dúvidas que eu tenho hoje.

Nem tudo está perdido, no dia seguinte, também no trem eu vi gurias "normais" falando em um tom de voz normal sobre fotos, sobre um mosaico que uma delas estava fazendo. Coisa mais bonitinha.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Alguém Entende?

Alguém entende o time do Inter? Embala pra empolgar a torcida e aí, quando todo mundo acha que vai tudo bem, quando os adversários começariam a tremer, vai lá e me perde para dois times da zona do rebaixamento na seqüência. Se alguém sabe explicar isso, pode postar aí nos comentários. A torcida colorada agradece.

Falando em entender, e as mulheres? Alguém entende as mulheres? Quem entender, por favor explique aí também. Todas as torcidas agradecem!

Acho mais fácil aparecer alguém com explicação pro time do Inter...