SC Internacional, Ramones e Cerveja. Isso tudo existe e ainda tem quem reclame da vida.
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quinta-feira, 30 de outubro de 2008
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Livro da Vez: Life of Pi - Yann Martel
Muito bom livro esse "Life of Pi", ou "Vida de Pi" na versão brasileira. Bom pela situação insólita descrita. Bom pela filosofia por detrás da história. Bom pela originalidade. Bom por ser um texto fantástico mas ainda assim crível, descontados alguns "balões" (um "balão", é uma gíria antiga da minha cidade que significa algo "impossível", uma cena de filme em que a pessoa diz "ah, pára, isso aí só em filme mesmo..." é um "balão", ou um "baita balão"). Balões esses que quem tem fé dirá que são "milagres", mas enfim.A situação insólita em que o livro nos coloca é a seguinte: Piscine Molitor Patel, conhecido por seus colegas de escola como "Pi" é um guri indiano de 16 anos cujo pai é proprietário de um zoológico. Pi pratica, ao mesmo tempo, três religiões: hinduísmo, catolicismo e islã e se interessa muito por animais, aprendendo muito com o pai. A família decide mudar-se para tentar uma vida melhor no Canadá e embarca em um navio da Índia para o Canadá. No mesmo navio estão sendo transportados alguns animais do zoo que foram vendidos para compradores na América. O tal navio naufraga. Como sobreviventes em um barco salva-vidas restam apenas Pi, uma zebra, uma urangotango e um tigre de Bengala. A maior parte do livro trata da sobrevivência do guri nestas condições. Como se já não fosse desesperador o bastante estar perdido no meio do oceano Pacífico, o menino ainda tem que lidar com um tigre, um animal não muito dócil.
O livro é muito bem escrito, e é verdade o que eu li em algum lugar a respeito: "em alguns momentos o livro nos faz sentir o sal da água do mar na pele". É interessante quando o livro nos faz sentir a angústia do personagem. Nos faz sentir como se estivéssemos na pele dele. Na minha opinião esse livro faz isso muito bem.
A filosofia por trás da história tem a ver com fé, religião, Deus e etc. Eu não concordo com a conclusão do livro, mas só comentaria isso em detalhes com alguém que tenha lido o livro, pois não gostaria de falar do final aqui. Mas enfim, é um excelente livro, e como todos os "livros da vez" aqui do blog eu recomendo.
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terça-feira, 4 de março de 2008
Mais Uma Notícia "Religiosa"
Em Israel, um deputado "ortodoxo" disse que os terremotos que assolam aquele país são por culpa dos homossexuais. Palavras do deputado: "Deus disse que sacudiria o mundo 'para despertar-vos se menearem vossos genitais' onde não tenham que fazê-lo". O país "legalizou" o homossexualismo em 1988, segundo a notícia. Eu não sou nenhum grande defensor dos direitos dos homossexuais (também não tenho nada contra eles), mas esse tipo de absurdo, especialmente partindo de um deputado em uma das maiores potências militares do planeta, me assusta muito mais do que qualquer prática ou preferência sexual consensual entre pessoas adultas.
Na comunidade "Rio Grande, a cidade" do Orkut, onde fiquei sabendo dessa notícia, tem gente dizendo que se homossexualismo causasse terremoto, Pelotas já teria sido destruída há muito tempo...
Aqui está a notícia.
Em tempo, coloquei "ortodoxo" entre aspas porque, segundo a Wikipedia, a palavra "ortodoxo" deriva do grego ortho, que significa "certo", ou "correto", e dox que seria "pensamento". Dada esta definição da palavra, eu tendo a usar a palavra "ortodoxo" sempre entre aspas, pelo menos até que alguém me defina o que seria o tal "pensamento correto".
Na comunidade "Rio Grande, a cidade" do Orkut, onde fiquei sabendo dessa notícia, tem gente dizendo que se homossexualismo causasse terremoto, Pelotas já teria sido destruída há muito tempo...
Aqui está a notícia.
Em tempo, coloquei "ortodoxo" entre aspas porque, segundo a Wikipedia, a palavra "ortodoxo" deriva do grego ortho, que significa "certo", ou "correto", e dox que seria "pensamento". Dada esta definição da palavra, eu tendo a usar a palavra "ortodoxo" sempre entre aspas, pelo menos até que alguém me defina o que seria o tal "pensamento correto".
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Notícia Pesada
Eu estudei nesse colégio da primeira a sexta serie. Triste ver que esse tipo de coisa acontece "tão perto". Na minha cidade, e não só em alguma cidadezinha no interior dos EUA que eu venha a conhecer através do Jornal Nacional. Triste mesmo.
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Livro da Vez: O Caçador de Pipas - Khaled Hosseini

Eu costumava chamar isto de "livro do mês". Acontece que eu acho que não posso cumprir o "compromisso" de ler um livro BOM por mês. Em agosto eu estava com meus pais e minha irmã, e não tive tempo de ler nada. Em setembro eu li "Neve", do autor turco Orham Pamuk que acabou de ganhar o Nobel de literatura em 2006. "Neve" é um livro interessante. Principalmente por apresentar-nos um pouco da cultura turca e os conflitos entre os costumes muçulmanos e o governo secular. Mas não achei o livro bom o bastante para colocá-lo como "livro do mês". Não que o livro seja ruim, mas não achei bom o bastante para indicá-lo aos amigos, principalmente por ser meio parado em alguns momentos de suas quase 500 páginas. Conclusão: resolvi mudar o nome do "bagulho" de "livro do mês" para "livro da vez". E aí sempre que eu tiver lido algum livro interessante eu recomendo-o. Pode ser uma vez por semana, uma vez por mês, uma vez por ano... who cares? Acho mais importante a qualidade.
Bom, vamos então ao livro da vez:
O maior mérito de "O Caçador de Pipas", de Khaled Hosseini, é ter personagens capazes de conquistar a empatia do leitor. Amir é um guri vivendo no Afeganistão dos anos 70, cujo melhor amigo é seu empregado Hassan. Esse Hassan é um "hazara", uma etnia que, aos olhos da cultura vigente, só existe para servir aos demais afegãos ("pashtuns"). A maior diversão dos dois é participar de campeonatos de pipas (ou pandorgas, como as chamamos no Rio Grande do Sul), então populares naquele país. O objetivo de tais campeonatos é ir derrubando as pandorgas dos outros caras até ser o dono da última pandorga no céu de Cabul. A vida é um mar de rosas até acontecer um evento que mudaria para sempre a vida dos dois malucos. Um tempo depois do tal evento, Amir e seu pai, em meio a invasões russas no Afeganistão acabam emigrando para os EUA. Mas as circunstâncias acabam trazendo Amir de volta ao Afeganistão anos depois, dessa vez em meio ao regime talibã, em uma tentativa de exorcizar o seu passado.
O livro é divertido, emocionante até, e "prende" o leitor. Além de mostrar um pouco da cultura do Afeganistão para o resto do mundo.
Li em outro livro (Mulheres de Cabul, de Harriet Logan), que um dos decretos do Talibã dizia simplesmente: "Pipas são proibidas". Esse "Mulheres de Cabul" também é legal. Trata-se de uma série de depoimentos de mulheres que viveram o regime Talibã. E sabe-se que as mulheres sofriam ainda mais que o restante da população com a situação. Mas eu achei mais interessante "O Caçador de Pipas".
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