Que bela corrida de Formula 1 ontem em Interlagos. O campeonato mundial foi decidido literalmente na última curva. No último quilômetro. Massa precisava vencer e torcer para que Hamilton, com sete pontos a mais antes da corrida, chegasse em sexto ou pior para ficar com o título. Massa fez uma grande corrida, vencendo de ponta a ponta e cumprindo sua parte. Com umas sete voltas para o fim da corrida, Hamilton vinha tranqüilo, em quarto lugar, com apenas Vettel com alguma chance de alcançá-lo, o que não era problema, já que a quinta posição servia para o britânico. Eis que nesta hora, faltando umas cinco voltas, começa a chover em São Paulo. Todos os carros fazem o pit stop para colocar pneus de chuva, com exceção das Toyotas. Uma delas, a de Timo Glock ultrapassa Hamilton durante a parada, deixando o piloto da McLaren em quinto. Na penúltima volta, ou talvez no início da última, Vettel consegue finalmente a ultrapassagem sobre Hamilton. Tendo sido superado por Glock e Vettel, Hamilton estava ficando em sexto lugar e vendo o título ir embora pela segunda vez consecutiva. Mas para sua sorte, e azar do brasileiro Massa, a chuva apertou naquela última volta, deixando a Toyota de Glock, ainda com pneus para pista seca, muito lenta. Lenta o bastante para que Vettel e Hamilton a superassem na última curva. Hamilton cruzava a linha de chegada em quinto lugar e ficava com o título mundial de pilotos.
A Ferrari fica com o título de construtores. Devo dizer que me parece um pouco injusto e que talvez mais justo fosse o contrário. Explico. Massa perdeu pelo menos 20 pontos, duas vitórias praticamente certas, por problemas mecânicos ou da equipe. 10 na Hungria, quando fundiu o motor Ferrari; e 10 em Cingapura, quando um mecânico lhe deu luz verde para sair do pit stop com a mangueira de combustível ainda engatada no carro. Hamilton, que eu me lembre não perdeu nenhum ponto sequer por problemas no carro ou erros da equipe (se alguém sabe de uma situação assim que eu não tenha lembrado, avise nos comentários). Ainda assim terminou o campeonato apenas um mísero ponto a frente do brasileiro. Ora, isso demonstra que o piloto Hamilton, perdeu 19 pontos a mais que massa por erros dos próprios pilotos. 19 estes que foram compensados pelos 20 perdidos pelos problemas do construtor Ferrari. Ainda assim, Hamilton fica com o título de pilotos e a Ferrari com o de construtores. Tudo bem. É o tal de Kovaleinen da McLaren que é muito ruim mesmo. Foi boa a sensação de ver um brasileiro quase campeão da F1 de novo. 17 anos depois do último título do Senna, em 91. Quem sabe ano que vem passamos do "quase". O Massa está fazendo um grande trabalho. Disso não há dúvidas.
Quem não está fazendo um grande trabalho é o Internacional, no Brasileirão. Com um dos times mais caros do campeonato, ocupa um modesto nono lugar. Lamentável. Só ganhando a Copa Sulamericana pra salvar o ano. Veremos quinta-feira. Jogão contra o Boca na Bonbonera.
Minha irmã Tati continua com a retrospectiva de algumas viagens que fizemos juntos. Dessa vez ela fala sobre nossa visita à Atenas, cidade belíssima. Confere lá!
SC Internacional, Ramones e Cerveja. Isso tudo existe e ainda tem quem reclame da vida.
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segunda-feira, 3 de novembro de 2008
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Αθήνα
Mais uma viagem pra contar. Esse blog vai acabar mudando de nome para "Pé na Estrada" ou algo assim. No fim de semana passado eu e a Tati fomos a Atenas, na Grécia. Um lugar muito legal.
A primeira coisa estranha (e pra mim divertida) que se nota é que os caras usam um alfabeto bem diferente do nosso. Aí tu chegas no aeroporto e tens que descobrir que queres pegar um trem para Αθήνα (Atenas). Quem sabe um pouco de matemática leva vantagem, pois muitas das letras são comumente usadas em equações. Todo mundo conhece o π (pi), e quando tem um π na palavra basta pronunciar como se fosse um "p". Uma letrinha que confunde é o ρ, que parece um "p", mas é "ro", e se pronuncia como "r". Lá pelas tantas, lendo e ouvindo a "próxima estação" no trem é que eu me dei conta disso. Abaixo o alfabeto completo pra quem quiser conferir. Os engenheiros vão reconhecer muitas letras e relembrar as aulas de cálculo, física, ALGA, robótica...bons tempos.

Chegamos na sexta a noite e só deu tempo de bater um rango e ir dormir. No outro dia a Acrópole nos esperava. Falando em rango, comemos muito bem na Grécia. Vale a pena provar uma moussaka (μουσακάς). Também recomendo a Mythos e a Alfa (Aλφα), cervejas locais.
No sábado fomos para a Acrópole, o cartão postal da cidade. Um lugar realmente fascinante, com templos e construções (ou ruínas de templos e construções) de mais de dois mil anos atrás. O principal monumento ali é o Parthenon, dedicado à deusa Atena. Muito legais também os teatros como o teatro de Dionísio. Teatros a céu aberto onde há mais de dois mil anos já existiam peças teatrais. Eu sentei ali e fiquei imaginando o Sócrates ou o Platão discursando naquele palco. Tá, eu viajo. Eu sei. No teatro de Dionísio, o visitante pode se sentar na arquibancada, ou o que sobrou dela, mas não pode entrar no palco e nem sentar em umas cadeiras que ficam mais a frente, onde provavelmente sentavam-se os VIP's da época. O curioso é que um cachorro dormia tranquilamente no meio do palco onde nós, humanos, não podemos pisar. Aliás Atenas é a cidade da Europa onde mais vi cachorros na rua. Talvez seja a única que não implantou algum sistema de carrocinha. Fotos da Acrópole, do teatro de Dionísio e do cachorro filósofo no Picasa.
Depois da Acrópole, fomos a um lugar chamado antiga "Agora". Ali mais ruínas de prédios antigos, mas provavelmente menos antigos que os da Acrópole. Tinha até uma igreja cristã, que obviamente não pode ser de antes de Cristo ;-).
Estávamos em um museu na tal de antiga Agora, admirando algumas peças de 1300 AC quando eu ouço uma voz surgida do nada: "Tati?". Tratava-se do Alex, um amigo da Tati dos tempos da Universidade que, por acaso, encontramos em Atenas. Uma frase dele resumiu muito bem esse encontro: "O mundo é uma ervilha." Muito gente boa o Alex, e também a namorada dele Eve, que é grega e nos contou um pouco sobre a vida na Grécia. Aprendemos por exemplo que a principal religião na Grécia atual é a igreja ortodoxa. Que os gregos adoram aliviar o stress usando Kombolóis e que todos jogam gamão extremamente bem e com uma rapidez quase sobrehumana. Acabamos saindo no dia seguinte com o casal e mais os amigos Vangelis e Panaiotes para beber Ouzo. Uma bebida destilada de aniz, outra coisa que quem vai a Grécia tem que experimentar. Foi muito bom, e muita sorte poder, estando na Grécia, interagir com gregos que não sejam garçons, taxistas ou outros profissionais do turismo.
Demos uma passada também pelo estádio olímpico onde o Vanderlei Cordeiro de Lima chegou em terceiro na maratona das olimpíadas de 2004, depois de ter sido agarrado pelo padre irlandês maluco. Mais um belo lugar. Arquibancadas branquinhas. Aliás é impressionante como Atenas é branca. Chegando de avião a gente já percebeu que a cidade é mais branca que as outras cidades. Talvez para manter a tradição das construções antigas que eram em mármore ou em pedras predominantemente brancas, mesmo os prédios modernos são, em sua maioria, predominantemente brancos. Proporcionando uma bela vista da cidade, seja do avião ou da acrópole, que fica em uma colina, mais alta que o restante da cidade. Aliás, "acrópole" quer dizer "cidade elevada".
No domingo fomos até o templo de Zeus Olimpico e depois para o templo de Poseidon, o deus dos mares. Muito bonito o templo e com uma bela vista do mar Egeu. A Tati chegou a dizer que o lugar é o paraíso. Muito bonito mesmo. Interessante que o Poseidon é o mesmo cara que o Netuno, só que Netuno é o nome dado pelos romanos, que não poderiam aceitar que seus deuses tivessem o mesmo nome dos gregos, mas que talvez não tivessem a mesma criatividade para inventar deuses novos. Ares, deus grego da guerra virou Marte para os romanos, Afrodite virou Venus e por aí vai...até comprei um livro de mitologia pra entender qual é a desses deuses e deusas.
Depois fomos até uma prainha ali perto curtir o tal mar Egeu. E para encerrar tomamos banho em águas termais na região. Foi um belo domingo.
Segunda-feira pela manhã demos uma passeada no bairro de Plaka, onde compramos Kombolóis. Pena que o fim de semana passou tão rápido. Ficou um gostinho de quero mais Atenas. Muito legal. Não deixem de ver as fotos.
A primeira coisa estranha (e pra mim divertida) que se nota é que os caras usam um alfabeto bem diferente do nosso. Aí tu chegas no aeroporto e tens que descobrir que queres pegar um trem para Αθήνα (Atenas). Quem sabe um pouco de matemática leva vantagem, pois muitas das letras são comumente usadas em equações. Todo mundo conhece o π (pi), e quando tem um π na palavra basta pronunciar como se fosse um "p". Uma letrinha que confunde é o ρ, que parece um "p", mas é "ro", e se pronuncia como "r". Lá pelas tantas, lendo e ouvindo a "próxima estação" no trem é que eu me dei conta disso. Abaixo o alfabeto completo pra quem quiser conferir. Os engenheiros vão reconhecer muitas letras e relembrar as aulas de cálculo, física, ALGA, robótica...bons tempos.
Chegamos na sexta a noite e só deu tempo de bater um rango e ir dormir. No outro dia a Acrópole nos esperava. Falando em rango, comemos muito bem na Grécia. Vale a pena provar uma moussaka (μουσακάς). Também recomendo a Mythos e a Alfa (Aλφα), cervejas locais.
No sábado fomos para a Acrópole, o cartão postal da cidade. Um lugar realmente fascinante, com templos e construções (ou ruínas de templos e construções) de mais de dois mil anos atrás. O principal monumento ali é o Parthenon, dedicado à deusa Atena. Muito legais também os teatros como o teatro de Dionísio. Teatros a céu aberto onde há mais de dois mil anos já existiam peças teatrais. Eu sentei ali e fiquei imaginando o Sócrates ou o Platão discursando naquele palco. Tá, eu viajo. Eu sei. No teatro de Dionísio, o visitante pode se sentar na arquibancada, ou o que sobrou dela, mas não pode entrar no palco e nem sentar em umas cadeiras que ficam mais a frente, onde provavelmente sentavam-se os VIP's da época. O curioso é que um cachorro dormia tranquilamente no meio do palco onde nós, humanos, não podemos pisar. Aliás Atenas é a cidade da Europa onde mais vi cachorros na rua. Talvez seja a única que não implantou algum sistema de carrocinha. Fotos da Acrópole, do teatro de Dionísio e do cachorro filósofo no Picasa.
Depois da Acrópole, fomos a um lugar chamado antiga "Agora". Ali mais ruínas de prédios antigos, mas provavelmente menos antigos que os da Acrópole. Tinha até uma igreja cristã, que obviamente não pode ser de antes de Cristo ;-).
Estávamos em um museu na tal de antiga Agora, admirando algumas peças de 1300 AC quando eu ouço uma voz surgida do nada: "Tati?". Tratava-se do Alex, um amigo da Tati dos tempos da Universidade que, por acaso, encontramos em Atenas. Uma frase dele resumiu muito bem esse encontro: "O mundo é uma ervilha." Muito gente boa o Alex, e também a namorada dele Eve, que é grega e nos contou um pouco sobre a vida na Grécia. Aprendemos por exemplo que a principal religião na Grécia atual é a igreja ortodoxa. Que os gregos adoram aliviar o stress usando Kombolóis e que todos jogam gamão extremamente bem e com uma rapidez quase sobrehumana. Acabamos saindo no dia seguinte com o casal e mais os amigos Vangelis e Panaiotes para beber Ouzo. Uma bebida destilada de aniz, outra coisa que quem vai a Grécia tem que experimentar. Foi muito bom, e muita sorte poder, estando na Grécia, interagir com gregos que não sejam garçons, taxistas ou outros profissionais do turismo.
Demos uma passada também pelo estádio olímpico onde o Vanderlei Cordeiro de Lima chegou em terceiro na maratona das olimpíadas de 2004, depois de ter sido agarrado pelo padre irlandês maluco. Mais um belo lugar. Arquibancadas branquinhas. Aliás é impressionante como Atenas é branca. Chegando de avião a gente já percebeu que a cidade é mais branca que as outras cidades. Talvez para manter a tradição das construções antigas que eram em mármore ou em pedras predominantemente brancas, mesmo os prédios modernos são, em sua maioria, predominantemente brancos. Proporcionando uma bela vista da cidade, seja do avião ou da acrópole, que fica em uma colina, mais alta que o restante da cidade. Aliás, "acrópole" quer dizer "cidade elevada".
No domingo fomos até o templo de Zeus Olimpico e depois para o templo de Poseidon, o deus dos mares. Muito bonito o templo e com uma bela vista do mar Egeu. A Tati chegou a dizer que o lugar é o paraíso. Muito bonito mesmo. Interessante que o Poseidon é o mesmo cara que o Netuno, só que Netuno é o nome dado pelos romanos, que não poderiam aceitar que seus deuses tivessem o mesmo nome dos gregos, mas que talvez não tivessem a mesma criatividade para inventar deuses novos. Ares, deus grego da guerra virou Marte para os romanos, Afrodite virou Venus e por aí vai...até comprei um livro de mitologia pra entender qual é a desses deuses e deusas.
Depois fomos até uma prainha ali perto curtir o tal mar Egeu. E para encerrar tomamos banho em águas termais na região. Foi um belo domingo.
Segunda-feira pela manhã demos uma passeada no bairro de Plaka, onde compramos Kombolóis. Pena que o fim de semana passou tão rápido. Ficou um gostinho de quero mais Atenas. Muito legal. Não deixem de ver as fotos.
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