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domingo, 10 de abril de 2011

Além do Bem e do Mal


Nietzche diz assim na sua obra entitulada "Além do Bem e do Mal":

‎"A 'exploração' não é própria de uma sociedade corrompida ou imperfeita e primitiva: ela é própria da essência daquilo que é vivo como função orgânica fundamental, ela é uma consequência da autêntica vontade de poder, que é precisamente a vontade de vida. - Supondo que, como teoria, isso seja uma inovação - como realidade, é o fato primordial de toda a história: seja-se honesto consigo mesmo até esse ponto!"

Há de se convir que os políticos, por exemplo, são seres extremamente "vivos" para Nietzsche. É um interessante debate a questão de concordar com ele sobre o que é ou não é "corrompido" ou "imperfeito". Mas não há como deixar de concordar com ele que isto que ele diz é, definitivamente, a realidade.

Imagem daqui.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Cavernas Partidárias

Nesse período pós eleições de montagem dos governos, surgiu na comunidade da minha cidade no Orkut uma discussão a respeito da escolha de ministros e secretários de governos estaduais. A questão daquele debate que eu quero apresentar aqui é a questão da importância do escolhido ter "mérito político" versus "mérito técnico". É comum a visão de que ambos são importantes.

A pergunta chave seria: Por que diabos é importante o "mérito político" em cargos como ministérios, secretarias estaduais, municipais e etc? Por que são tão (ou mais?!) importantes que questões técnicas??

A única vantagem que eu vejo na "questão política" é a capacidade de "convencer" mais deputados, senadores ou vereadores. É só isso mesmo ou eu perdi alguma coisa do que seria "mérito político"? Eu acho isso uma distorção do sistema, já que na verdade o ministro/secretário não convence ninguém que o projeto dele é bom ou ruim por "questões políticas". Ele apenas é aprovado pela cor do partido dele. Poxa, pra mim o correto seria o cara convencer a todos (ou a maioria) que o projeto é tecnicamente bom. E que os parlamentares aprovassem projetos que achassem tecnicamente bons, sem qualquer preconceito de cor partidária. Eu acho que o melhor pra população seria isso. O problema é que nenhum partido ou governo se preocupa de fato com a população. Eu acho uma distorção absurda.

Se eu fosse governo eu nomearia ministros/secretários única e exclusivamente por questões técnicas e daria preferência até por pessoas que nunca manifestaram posição partidária. Aí os parlamentares que se virassem pra de fato ter que ler o projeto e decidir se é bom ou não. Afinal eles são muito bem pagos pra isso.

Mas o sistema é tão distorcido que minha estratégia não funcionaria, pois os técnicos seriam vistos como sendo do partido do governo e os parlamentares votariam com esse pensamento, nunca com o mérito do projeto e a população em mente. Sinceramente eu acho que esse sistema político de partidos tem problemas graves. Ninguém quer pensar. É mais fácil escolher cores que avaliar projetos. É triste mas é verdade.

Então, nesse raciocínio, eu poderia fazer a mesma pergunta pro militante de qualquer partido: "Tu preferes que seja aprovado um projeto tecnicamente ruim para o Brasil do teu partido preferido ou um projeto tecnicamente bom para o Brasil do partido que mais detestas?". Não sei o que eles responderiam. Talvez respondam o que faz sentido (assumindo que querem o melhor para o Brasil). O problema é que na prática talvez eles não tomem esse tipo de decisão. O que acontece é que quando se está dentro de uma das verdadeiras cavernas de Platão que são os partidos e "ideologias" políticas, todas as ideias do partido em questão são melhores que todas as ideias de qualquer partido adversário. Isso simplesmente não pode ser verdade, a menos que exista um partido ideal e perfeito. Se existir, eu me filio agora mesmo. Mas acho difícil que exista. Nunca se observou na natureza até hoje nada que seja ideal e perfeito. Dificilmente se observaria tal coisa na política brasileira e mundial. Se concordarmos então, que não há o tal "partido ideal", a alternativa mais benéfica me parece ser analisar tecnicamente e sem partidarismo projeto a projeto. Tecnica, honesta e cientificamente escolher o melhor para a população. Mas quem acredita que algum político vai querer o que é melhor para a população em detrimento do partido dele...

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Schopenhauer


"Um homem de índole mais elevada crê na juventude que os relacionamentos essenciais e decisivos, e as relações entre os homens, sejam aqueles ideais, ou seja, aqueles que se baseiam em afinidades de princípios, pensamentos, gostos, forças intelectuais, etc.; mais tarde, ele se dará conta que os relacionamentos na verdade são aqueles reais, ou seja, aqueles que se apoiam em algum interesse material. Estes últimos estão na base de quase todos os relacionamentos, a maior parte dos homens não tem sequer conhecimento de outros tipos de relação. Por conseguinte, cada um é levado em consideração de acordo com o seu ofício ou a sua profissão, a sua nacionalidade, a sua família, em outras palavras de acordo com a posição e o papel que a convenção social lhe atribuiu e é portanto classificado e tratado como mercadoria. Aquilo que a pessoa realmente é, como ser humano, aquilo que é graças a qualidades pessoais, é considerado apenas ocasionalmente e em situações excepcionais, sendo em geral completamente ignorado por todos. Quanto mais um homem elevar a própria auto-estima, menos aceitará esse mecanismo e buscará portanto afastar-se do seu domínio."

Tradução livre de trecho de uma edição italiana dos "Aforismos para a Sabedoria de Vida", de Arthur Schopenhauer.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Freud

"Há muito tempo filósofos e especialistas da humanidade nos dizem que erramos ao considerar nossa inteligência como uma força independente e em não levar em conta a dependência de tal inteligência da vida afetiva. Nosso intelecto pode trabalhar de maneira eficaz somente na medida em que não sofre influências afetivas muito intensas; no caso contrário, este age simplesmente como um instrumento a serviço de uma vontade e obtém o resultado que esta lhe inspira. Daí que, argumentações lógicas nada podem contra os interesses afetivos, e é por isso que, no mundo dos interesses, a argumentação baseada na razão é tão estéril. A experiência psicoanalítica comprova esta verdade. Essa tem meios para constatar a cada dia como, quando confrontados com pensamentos contrários a uma resistência afetiva, os homens mais inteligentes perdem imediatamente qualquer capacidade de compreensão e se comportam como imbecis, mas que, depois que tal resistência é vencida, a sua inteligência ressurge. Portanto, a cegueira lógica em que esta guerra colocou nossos melhores concidadãos è apenas um fenômeno secundário, a consequência de uma excitação afetiva que, espera-se, desaparecerá junto com as causas que a provocaram"

O contexto aqui é a primeira guerra mundial, que acontecia na época do texto, mas é impressionante como o parágrafo do Freud se encaixa bem em inúmeras situações, como em brigas de torcida de futebol, no partidarismo político cego agora na época das eleições ou no fanatismo religioso. A diferença é que as causas do partidarismo cego, das brigas de torcida e do fanatismo religioso, infelizmente, são mais permanentes que as daquela guerra. Sou fã do Freud, concordo com poucos caras tanto quanto eu concordo com ele.

Nota: Parágrafo extraído do texto "Considerações Atuais Sobre a Guerra e a Morte".

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O Que A Gente Sabe?

Quando eu era criança, eu achava que os adultos sabiam muita coisa. Eu achava que os adultos sabiam praticamente tudo. Que os adultos tinham todas as respostas. Era um pensamento reconfortante. Caso eu tivesse alguma dúvida, eu perguntava a um adulto e pronto. Acabou-se a dúvida. E assim poderia eliminar com extrema facilidade qualquer dúvida que fosse. O mundo era simples.

Hoje eu sou adulto e vejo que não é bem assim. E me pergunto: o que é que a gente sabe?

A gente sabe um pouco sobre economia. Hoje eu sei porque a loja de brinquedos não vende autorama por 10 centavos, ou qualquer quantia ridícula em cruzados, como eu sugeri ao meu pai uma vez: "Pai, eu não entendo porque as lojas vendem tudo tão caro. Poxa, se eu tivesse uma loja, venderia cada brinquedo por dois cruzados novos. Eu ia vender tanto brinquedo, mas tanto brinquedo, que garanto que ia ganhar mais dinheiro que todas as outras lojas." Mas meu pai me explicou pacientemente como as coisas funcionam, que a loja tem funcionários e que compra os brinquedos de uma fábrica, que por sua vez também tem funcionários e que compra matéria prima... Em resumo, me explicou que nada é de graça nesse mundo. Eu, bem ou mal, entendi aquela explicação, ou seja, uma criança pode entender o básico da economia. Daí para o mercado internacional de mercadorias e futuros é só um pouco mais de sofisticação.

A gente sabe alguma matemática, se resolveu dar um pouco de atenção àquelas aulas na escola. Sabe um pouco de biologia (Darwin é o cara!), sabe um pouco de física (Newton e Einstein também são os caras!) que desenvolvemos bastante para melhor destruir uns aos outros. Sabe um pouco de história, mas não o bastante para evitar que guerras continuem acontecendo pelo mundo afora. Sabe programar computadores. Agora eu sei um pouco dessas coisas, que não sabia quando guri. Mas é só isso? Fomos nós mesmo que inventamos a economia, a matemática, a física, a biologia, os computadores, registramos a história... Mas o que a gente sabe sobre o mundo? Sobre a vida? Poxa, os adultos deveriam ter todas as respostas. Eu acho que tenho tão poucas. Na verdade, certeza mesmo não temos nenhuma. Absolutamente nenhuma.

E vemos tanta coisa obviamente errada no mundo. Crianças passando fome, gente se bombardeando sob o pretexto arcaico de "religião", políticos muito bem pagos roubando descaradamente o próprio país, guerras por petróleo... só pra ficar em alguns dos milhares de exemplos. E não se vê grandes esforços pra mudar isso. Quer saber, os adultos parecem crianças! Crianças com armas na mão e com a pose arrogante de adultos que têm todas as respostas. Patético. As vezes o mundo é simplesmente patético.

Não, eu não tenho solução nenhuma. Isso é só um desabafo. Certo estava o Sócrates quando disse "Só sei que nada sei". E, já que falamos em Sócrates, sabes tu leitor, do que morreu o grande filósofo? Foi condenado a pena de morte por envenenamento sob a acusação de ter "corrompido a mente dos jovens de Atenas". Responsáveis pela condenação os políticos da época. Adultos que certamente sabiam de tudo... Eu sinceramente não acho que saiba assim muito mais do que sabia quando tinha uns 12 anos de idade.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Belo Filme



Muito bom o filme "Quando Nietzsche Chorou". Especialmente para os fãs de Nietzsche e Freud, como eu. Mas não só para esses fãs. Eu acho que caras como esses têm muito a ensinar para qualquer ser humano. Recomendo muito esse filme. De verdade. Tem também um livro com o mesmo nome que inspirou o filme. Possivelmente o livro seja melhor ainda que o filme. Não o li.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Maldita Miopia!



A imagem, que parece que foi feita sob encomenda pra mim é do site do Aled Lewis. Dá até pra mandar fazer uma camiseta lá.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Qual o Sentido da Vida?

Tem dias em que eu acordo meio filosófico. E esse blog tem alguma coisa de filosófico também, nem que seja filosofia de boteco, o que também é muito bom. Então eu gostaria de propôr aqui a clássica pergunta filosófica:

Qual o sentido da vida?

Não que eu espere encontrar uma resposta para isso em um comentário de blog, mas acho interessante ouvir opiniões a respeito. Antes, porém permitam-me colocar algumas hipóteses de resposta. Já li algumas coisas, viajei, conheci pessoas e culturas e vivi alguns anos. Tenho essas hipóteses que vou enumerar, mas ainda acho que estou longe de responder a pergunta. Dêem uma olhada e me digam o que vocês acham.

A Biblia me diz que o sentido da vida é Deus. Eu acreditei nisso por um bom tempo. Da infância até algum momento da adolescência. Mas a verdade é que nesse período eu nem me importava muito em existir ou não um sentido na vida. Talvez o melhor seja mesmo não se importar. "Ignorance is bliss". Crianças geralmente são felizes dessa forma. Mas hoje eu não acredito mais que tal sentido esteja em Deus. Não vou me prolongar aqui pois dizem que "religião não se discute", e eu não confio muito em coisas que "não se discute".

Muitas músicas e poesias me dizem que o sentido da vida é o amor. Pode ser que sim. Acho esta hipótese válida e ainda não desisti de testá-la. Mas eu ainda não encontrei o sentido da minha vida, se esse sentido é o amor.

O capitalismo selvagem explica que o sentido da vida é acumular capital, bens, títulos, influência, poder. Eu vejo isso com ceticismo. Eu não acho que o sentido da vida esteja em acumular "coisas". As coisas podem nos dar algum conforto, deixar nossa vida mais prática. Talvez um pouco mais prazerosa, mas não acho que dêem um sentido a ela.

Outros dizem que o sentido seria o trabalho. "O trabalho dignifica o homem". Mas o que é o trabalho em essência? Salvo trabalhos muito específicos, trabalhar é produzir coisas. Produzir conhecimento, produzir software, produzir sofás, o que for. Coisas que satisfazem a demanda sugerida a pouco pelo capitalismo, mas já concluímos que o sentido não pode estar nas coisas. Pelo menos não pra mim. Pra ti pode? Uma vida mais ou menos confortável continua sem sentido da mesma forma. Ou não?

Outros ainda afirmam que o sentido é a família. Seria uma extensão do que eu chamei de amor acima, mas de uma forma mais rica e abrangente. De fato uma ter uma filha dá muito sentido a minha vida, e é uma imensa alegria pra mim. Mas acontece que nem sempre as famílias dão certo como uma unidade. Sempre há as brigas, os membros que dividem em vez de unir. Mas esta é definitivamente uma das hipóteses que considero plausíveis. Uma família pelo menos permite uma continuidade, de certa forma.

O Freud diz que a vida é um sofrimento sem muito sentido. Um eterno conflito entre o homem e a natureza. Um eterno conflito entre o instinto e o superego. Entre a vontade animal e a civilização que nos protege e ao mesmo tempo nos reprime. É meio pessimista. Meio triste, mas as vezes parece que o Freud tem razão. Neste caso não há sentido. Apenas um conflito que o homem está fadado a perder para a morte.

O existencialismo diz que o sentido da vida é a liberdade de pensamento, de decidir o que é melhor para si mesmo. Esta visão me é simpática. É muito bom ser e sentir-se livre. É muito bom decidir. Embora as vezes as decisões sejam difíceis, e nossa liberdade sempre limitada, caindo no que Freud disse no parágrafo anterior.

O hedonismo diz que o sentido da vida é o prazer. A busca do prazer. Também acho um pensamento interessante. Porém, depois de várias festas, bebedeiras e afins, talvez essas coisas me pareçam um tanto efêmeras. A felicidade me parece efêmera. Talvez o sentido da vida seja essa constante busca por alguns momentos efêmeros.

Talvez o sentido esteja no convívio social. Em uma roda de chimarrão, um poquer com os amigos, aquele churrasco do fim de semana. Talvez sim. Alguns dos melhores momentos são assim. Mas de novo, efêmero.

Dá pra unificar muitos dos parágrafos anteriores, na palavra felicidade. O sentido da vida seria a busca da felicidade. O sentido da vida seria uma vida feliz. Mas a felicidade é sempre efêmera. A felicidade pra mim são momentos. Doses homeopáticas. Teria a vida um sentido efêmero. Seria algo que deve ser buscado a cada dia. A cada minuto. Uma eterna busca de uma felicidade que nunca vem pra ficar?

Seria o sentido da vida tudo isso? Nada disso? Eu não tenho idéia. Alguém arrisca um palpite?

A quem se prestou a ler até aqui, e a quem quiser opinar, meu muito obrigado.

Sentido da Vida

Quanto mais se procura um sentido da vida, menos sentido ela parece ter.

The more one looks for a meaning of life, the more meaningless it seems.

Talvez eu escreva mais sobre isso. Talvez.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Livro da Vez: Life of Pi - Yann Martel

Muito bom livro esse "Life of Pi", ou "Vida de Pi" na versão brasileira. Bom pela situação insólita descrita. Bom pela filosofia por detrás da história. Bom pela originalidade. Bom por ser um texto fantástico mas ainda assim crível, descontados alguns "balões" (um "balão", é uma gíria antiga da minha cidade que significa algo "impossível", uma cena de filme em que a pessoa diz "ah, pára, isso aí só em filme mesmo..." é um "balão", ou um "baita balão"). Balões esses que quem tem fé dirá que são "milagres", mas enfim.

A situação insólita em que o livro nos coloca é a seguinte: Piscine Molitor Patel, conhecido por seus colegas de escola como "Pi" é um guri indiano de 16 anos cujo pai é proprietário de um zoológico. Pi pratica, ao mesmo tempo, três religiões: hinduísmo, catolicismo e islã e se interessa muito por animais, aprendendo muito com o pai. A família decide mudar-se para tentar uma vida melhor no Canadá e embarca em um navio da Índia para o Canadá. No mesmo navio estão sendo transportados alguns animais do zoo que foram vendidos para compradores na América. O tal navio naufraga. Como sobreviventes em um barco salva-vidas restam apenas Pi, uma zebra, uma urangotango e um tigre de Bengala. A maior parte do livro trata da sobrevivência do guri nestas condições. Como se já não fosse desesperador o bastante estar perdido no meio do oceano Pacífico, o menino ainda tem que lidar com um tigre, um animal não muito dócil.

O livro é muito bem escrito, e é verdade o que eu li em algum lugar a respeito: "em alguns momentos o livro nos faz sentir o sal da água do mar na pele". É interessante quando o livro nos faz sentir a angústia do personagem. Nos faz sentir como se estivéssemos na pele dele. Na minha opinião esse livro faz isso muito bem.

A filosofia por trás da história tem a ver com fé, religião, Deus e etc. Eu não concordo com a conclusão do livro, mas só comentaria isso em detalhes com alguém que tenha lido o livro, pois não gostaria de falar do final aqui. Mas enfim, é um excelente livro, e como todos os "livros da vez" aqui do blog eu recomendo.

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sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Somos Menos que Um Píxel

As imagens a seguir mostram o tamanho da Terra em comparação a alguns planetas e estrelas. Dá uma idéia de como somos pequenos neste universo absurdamente gigantesco. E ainda tem gente que se mata pela posse temporária de uma partezinha ínfima dessa pequena fração de píxel. Pessoas que se matam pra ter influência e poder por um instante efêmero no tempo em um ponto minúsculo do espaço. Por alguma razão eu acho mais importante um sorriso. Acho mais importante a diversão. Um beijo e um abraço. Acho mais importante o amor de verdade. Pelas pessoas e não pelas coisas. O ser antes do ter. Por alguma razão eu acho que essas coisas transcendem o nosso tamanho.


Esse post tem tudo a ver com um vídeo que eu postei esses dias. Não sei de quem são as imagens. Adoraria dar o crédito ao autor, mas achei as imagens no Orkut, sem nenhuma referência à fonte.