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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O Tal de Arruda


Mais um escândalo de corrupção. Desta vez envolvendo o governador do Distrito Federal José Roberto Arruda (DEM). O site da BBC me diz o seguinte sobre esse cidadão:


"A carreira política de Arruda começou efetivamente em 1994, quando foi eleito senador pelo PP e chegou a líder do governo Fernando Henrique na Casa.

Em 2001, já no PSDB, renunciou ao mandato depois de ser acusado de participar da violação do painel eletrônico da Casa, na votação da cassação do mandato do senador Luís Estevão (PMDB).

Depois de um discurso negando a violação – tendo jurado publicamente pelos filhos – Arruda acabou admitindo a culpa e renunciou ao cargo, evitando a instalação de um processo de cassação contra ele.

Em 2002, Arruda foi eleito deputado federal, dessa vez pelo PFL (atual DEM), com o maior número de votos no Distrito Federal."


Aí eu me pergunto: Como diabos alguém que sai de um escândalo, de uma fraude para salvar um corrupto consegue, já no ano seguinte ser eleito para o que quer que seja? Poxa, o eleitor brasileiro não aprende? Não vê/lê jornal? Não cansa de ser roubado? É tão difícil assim simplesmente deixar de votar em caras envolvidos em escândalos seja lá de que partido forem? Não percebem que o voto é provavelmente o único jeito de punir esses caras, já que eles mesmos nunca vão punir uns aos outros através de suas CPI's (Comissões Pizzaiolas de Inquérito)? Pouco importa em que partido vais votar, mas por favor, não me vota em caras já envolvidos com corrupção. Nem vota nulo/branco, pois a omissão é um voto a favor dos corruptos. Obtém um mínimo de informação sobre o teu candidato, e muda se for necessário. Vamos tentar limpar essa sujeira. Senão acaba que a culpa nem é dos Arrudas da vida. É de quem vota neles e de quem anula o próprio voto. Pior que não é só no Brasil. Aqui na Itália a política é uma piada também. Difícil entender os eleitores brasileiros e italianos...

sábado, 7 de junho de 2008

Mais Corrupção...

Mais corrupção aparecendo na lama da política brasileira. Dessa vez no governo do meu estado do Rio Grande do Sul. Mas eu nem quero falar desse escândalo específico, pois este está em todos os jornais e além disso, nesse mar de lama os detalhes de um escândalo a mais ou a menos é chover no molhado. Eu quero falar da corrupção em geral e perguntar quando é que isso vai acabar? Quando é que essa impunidade vai terminar?

Claro que concordo com os Fora Yeda e Fora Busatto que vão aparecer nesse último escândalo. MAS, o próprio Busatto disse na gravação que os outros governos também foram assim. Não vamos pensar que um fora Yeda e depois eleger o PT ou outro partido qualquer vai resolver a situação. Tem é que mudar a porcaria do sistema todo. Não adianta lutar contra a Yeda pra colocar o Olívio ou contra o Lula pra colocar o José Serra. Tem que lutar contra a corrupção institucionalizada em TODOS os partidos e em TODOS os âmbitos desse país.

A guerrinha ideológica é pequena e burra e se arrasta há anos. Tem que mudar é o sistema. Quando tiver um sistema político decente a gente pensa em ter ideologias. Mesmo porque, ideologicamente nem tem tanta diferença assim entre o PT e o PSDB. No esquema do Mensalão tinha provas pra mandar pra casa meio Congresso Nacional ou mais. Cassaram só o Jefferson pra mostrar aos outros que não denunciem; e o Dirceu porque não tinha como não cassar ele.

E aí fica a pergunta: Por que o tal de Estevão ainda é Senador?? Por que no escândalo do mensalão não cassaram quem deveria ser cassado?? Por falta de provas é que não foi. O problema é que os do PT querem "pegar" os do PSDB e inocentar os seus, e vice-versa. Aí negociam: "libera o meu que eu libero o teu". Isso tem que MUDAR. Não tens, cidadão, que ser benevolente com políticos do teu partido, seja ele qual for. Tem que botar TODOS esses corruptos na cadeia, ou no mínimo cassar os direitos políticos por um tempo significativo (uns 10 anos no mínimo). A lei tem que estar acima do partido. Só isso. Se continuar cada partido querendo encobrir o seu nada vai mudar.

Como é que CPI com deputados e senadores vai julgar os próprios deputados e senadores? É óbvio que vai dar conchavo e vão cassar um ou dois só. E mesmo os cassados se candidatam e se elegem na próxima eleição. É isso que tem que mudar. O cara que é pego em esquema de corrupção tem que ser expulso da política. Tem que ir pra casa, ou pra cadeia, sei lá. Não tem que voltar na próxima eleição. Sempre os mesmos ladrões. É muita cara de pau.

Nota: Esse é um post indignado baseado em comentários meus na comunidade "Rio Grande, a cidade" do Orkut. Achei interessante escrever aqui também.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Presidente do Corinthians Afirma que Titulo de 2005 foi Roubado


Já que o Brasileirão 2007 acabou para o Inter, o jeito é lutar pelo de 2005. Como a reportagem acima não deixa bem claro o que houve no campeonato daquele ano, nunca é demais resumir:

1. O Corinthians tinha uma parceria com a multinacional MSI, que segundo investigações da polícia federal praticou lavagem de dinheiro do bilhonário russo Boris Berezovsky no clube. Com esse dinheiro o Corinthians contratou inúmeros jogadores e também pagava parte dos salários de alguns jogadores no exterior, o que é ilegal no Brasil. Boris Berezovsky encontra-se exilado na Inglaterra e tem mandados de prisão decretados tanto em seu país como no Brasil.

2. Naquele ano, 11 partidas do campeonato foram anuladas e tiveram que ser jogadas novamente devido ao envolvimento do árbitro Edílson Pereira de Carvalho em um esquema de corrupção para alterar resultados. As 11 partidas apitadas por tal árbitro, entre elas duas derrotas do Corinthians e uma vitória do Internacional, tiveram que ser jogadas novamente. O Internacional repetiu sua vitória, mas o Corinthians obteve uma vitória e um empate nas partidas que inicialmente havia perdido. Obtendo quatro pontos a mais com a repetição dos jogos. Em um dos jogos anulados o Corinthians havia sido derrotado pelo Santos, apesar de o árbitro corrupto ter tentado manipular o resultado para o Corinthians vencer, conforme gravação de escuta telefonica da polícia federal em que o árbitro justifica a seus corruptores não ter conseguido garantir a vitória do Corinthians por que "o Giovanni jogou muito". Ainda assim, com o árbitro não tendo conseguido manipular o resultado, o jogo foi anulado. Que este bloguista saiba não há nenhuma escuta envolvendo a outra partida do Corinthians e nem a partida do Internacional anulada.

3. Sobre a anulação dos 11 jogos: Depois de descoberto o esquema de corrupção, o Sr Luis Zveiter, então presidente do Supremo Tribunal de justiça Desportiva (STJD) afirmou claramente que cada um dos 11 jogos seria analizado cuidadosamente e, em caso de alguma suspeita de irregularidade, eventualmente um ou outro jogo poderia vir a ser anulado. Um ou dois dias depois, sem que qualquer análise das partidas tenha sido feita, o mesmo Sr. Zveiter simplesmente decretou anulados os 11 jogos. Muito estranha esta mudança repentina de atitude do tribunal para a qual até hoje não existe absolutamente nenhuma explicação.

4. No jogo decisivo do Internacional contra o Corinthians, o árbitro Márcio Resende de Freitas, que se aposentou logo após a partida, deixou de marcar um penalti absolutamente claro e ainda expulsou o jogador do Internacional Tinga que sofreu o penalti por simulação. Além do Penalti em si, Tinga vinha sendo um dos melhores em campo e o Internacional esboçava uma reação. O jogo estava empatado em 1x1 no momento deste lance e continuou assim até o final. Não é do conhecimento do bloguista nenhuma afirmação de nenhum comentarista ou torcedor que tenha visto o lance que diga que aquilo não foi penalti.

5. O Corinthians "venceu" o campeonato com 3 pontos a mais que o Internacional. Vice-campeão mas reconhecido como campeão moral pela grande maioria dos torcedores do Brasil e, agora, também pelo então presidente do Corinthians.

6. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva, o mesmo tribunal que anulou os jogos, julgou improcedente qualquer tentativa do Internacional de reverter o resultado do campeonato. O clube e seus torcedores foram impedidos de entrar com ações na justiça comum contra a anulação dos jogos com ameaças de, caso houvesse qualquer ação neste sentido, rebaixar o clube e impedir sua participação na Copa Libertadores de 2006 (a Champions League das Américas). Competição esta que viria a vencer.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Roubalheira


Putz, quando vão parar com a roubalheira na política brasileira? Acabo de ler (todo mundo no Brasil já deve saber, mas eu acabo de ler) que o presidente do Senado, Renan Calheiros, deu uma força para a Schincariol junto ao INSS e a receita federal, depois de a mesma empresa ter comprado uma fábrica falida do seu irmão por 27 milhões de reais. Além disso, o cara é acusado de comprar empresas de comunicação através de laranjas, entre outras maracutaias.

É de se indignar. Eu já estou por umas de votar em políticos que não façam nada, desde que não roubem e não sejam radicais malucos. Nem precisa fazer nada para ajudar, basta não atrapalhar o país e já é um político melhor do que os que temos aí.

Obviamente que mais esse caso provavelmente vai acabar em pizza, como sempre. Acho que no Brasil anda-se consumindo mais pizza do que aqui na Itália.