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terça-feira, 25 de agosto de 2009

Mais Arte Exposta em Florença

Quadro do pintor holandês do século XVII Gerard van Honthorst, conhecido na Itália como "Gherardo delle Notti" (das noites) pelo seu estilo de retratar frequentemente cenas noturnas iluminadas apenas por luz de velas. O artista é realmente um especialista nesse tipo de cena, e impressiona o realismo e a autenticidade dos efeitos de luz e sombra de seus quadros. Este acima nos chamou muito a atenção. Estava na Galleria degli Uffizi, mas em uma exposição temporária. Não sei se faz parte do acervo permanente da galeria. De qualquer forma, é uma bela obra.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

"Venere di Urbino" de Tiziano

Esse é provavelmente o quadro mais sensual que eu já vi. O olhar da moça para o espectador, as suas formas de mulher de verdade (no sentido de mulher que existe no mundo real, não idealizada), a mãozinha distraidamente convidativa... É uma pintura muito sexy. Me chamou muito a atenção. Tiziano a realizou em 1538. Obra na Galleria degli Uffizi.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Venus de Botticelli e Davi de Michelangelo

No último fim de semana eu estive em Florença (ou "Firenze", em italiano). Foi uma viagem muito legal e eu me diverti muito. Florença está entre minhas cidades favoritas na Itália, em empate técnico com Roma e Veneza. Florença é uma cidade de arte, ou "città d'arte", como dizem os italianos. Por isso, e por ter gostado tanto da cidade, começo aqui uma série de posts com as obras de arte que mais gostei em Florença. Pra começar, neste post, duas das obras mais famosas que estão expostas na cidade:

Esse é o "Nascimento de Venus", de Sandro Botticelli. Um quadro muito famoso, que praticamente todo mundo já viu reproduzido em algum lugar. A wikipédia diz até que o quadro já foi representado em um episódio dos Simpsons, por exemplo. Foi muito legal ver um quadro tão famoso ao vivo, no original pintado por Botticelli há mais de quinhentos anos atrás. E esse quadro é grande, bonito, imponente, ao contrário da pequena e "humilde" Mona Lisa, que eu também vi em Paris.


Michelangelo e Leonardo são, pra mim, os mais geniais dos quatro "tartarugas ninja". Nesta escultura do Davi, Michelangelo mostra toda a sua genialidade. Impressionante a qualidade do trabalho, com detalhes muito perfeitos. Repare por exemplo as veias na mão direita de Davi. É muito bem feito. Requer grande conhecimento de anatomia, além de técnica e talento para esculpir. (eu não vi o original, por falta de tempo para ir no museu da Academia, mas conferi a réplica exposta na "Piazza della Signoria", no centro da cidade).

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Entrevista

Fui entrevistado pelo blog "Brasil na Itália" sobre cursar doutorado na Itália. Quem se interessar pode ler a entrevista aqui.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Pergine Medieval

Sábado passado aconteceu uma batalha medieval em Pergine Valsugana, cidadezinha onde eu moro. Foi a representação de uma batalha acontecida em 1356 entre o povo de Padova, que então controlava o castelo e o povo do Tirol, atual região da Áustria. Foi muito interessante o evento. A caracterização dos atores e o cenário do castelo estavam sensacionais. Os atores eram claramente amadores e muita coisa foi de improviso na encenação. Provavelmente o elenco era de cidadãos de Pergine e região aficionados pelo período medieval querendo dividir com a população um pouco dessa cultura. Muito interessante o evento. Eu assisti a batalha com meus novos companheiros de quarto e amigos Leonardo e Paula. O leitor pode encontrar mais fotos do evento no meu orkut, facebook ou no site do Leonardo K. Alencar, que aliás foi quem tirou todas as fotos, muito boas na minha opinião.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Scuola

Com a chegada das gurias aqui na Itália, uma das primeiras providências que tive que tomar foi colocá-las na escola. Felizmente, dados os meus parcos recursos de estudante de doutorado, o ensino aqui na Itália ainda é público. Salvo pessoas muito ricas, todos os italianos estudam gratuitamente na escola pública e com qualidade (espero).

O sistema escolar italiano é formado por 5 anos de "scuola elementare", depois três anos de "scuola media" e por fim mais 5 anos de "scuola superiore". A escola superior pode ser uma escola profissionalizante, pra quem quer aprender uma profissão e sair da escola trabalhando ou o que chamam de "liceo", que é mais ou menos como o segundo grau no Brasil (ainda chamam de segundo grau?) e é a opção para quem pretende fazer universidade depois. O "liceo" se divide em "liceo classico" e "liceo scientifico". O último tem maior enfase em ciências e matemática, e o primeiro em "cultura geral", incluindo coisas extremamente interessantes, mas de utilidade questionável, como o idioma grego. Já o latim é ensinado tanto no liceu clássico como no científico.

A Mariana está na escola primária ("elementare") e a Brenda na escola média. Achei legal que ambas vão ter aulas de inglês e de música e, assim que aprenderem bem o italiano, estudarão também alemão. Por enquanto elas têm aulas extras de italiano nos horários em que os colegas fazem alemão. A escola forneceu gratuitamente duas ou três dezenas de livros para as meninas. Não vai ser por falta de livros que elas não vão aprender. O ensino de religião é opcional. Dado que elas próprias optaram por ter aulas de religião e por eu achar que a religião tem um certo valor cultural, acabei optando por matriculá-las também no ensino religioso. Confesso que tive dúvidas quanto a isso. Alguns italianos são "católicos demais", mas creio que posso orientá-las da melhor forma em casa. Os profissionais de ensino e a primeira impressão que tive em ambas as escolas foram muito boas. O primeiro dia de aulas delas também correu bem. Sem nenhum contratempo. Vamos ver como elas se adaptam nos próximos dias.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Caiu o Governo

Caiu o governo italiano. Caminho livre para o dono dos três canais de TV privados mais populares do país (que manipulam a opinião pública descaradamente) e também dono do AC Milan, Silvio Berlusconi, voltar ao poder.

sábado, 10 de novembro de 2007

Máfia

Mais uma dos telejornais italianos (acho que estou vendo TV demais). Segunda-feira, a população de Palermo comemorou com champanhe e aplausos em frente a questura, a prisão dos Lo Piccolo, pai e filho que eram os atuais chefes da "Cosa Nostra", uma das principais organizações mafiosas.

Curioso que entre os documentos encontrados pela polícia no local da prisão, estava uma espécie de "manual do bom mafioso". Segue uma tradução dos 10 mandamentos do bom mafioso:

1. Não te apresentarás só a outros grupos amigos, deverás sempre ser apresentado por um terceiro;

2. Não se olha mulheres de amigos nossos;

3. Não se faz amizade com policiais;

4. Não se freqüentam tavernas, bares e boates;

5. Existe a obrigação de estar disponível à Cosa Nostra em qualquer momento. Mesmo se a esposa estiver parindo;

6. Se respeitam de maneira categórica os compromissos;

7. Deve-se respeitar a esposa;

8. Quando lhe é solicitada informação, deve-se dizer somente a verdade;

9. Não é permitido apropriar-se de dinheiro de outros ou de outras famílias;

10. Quem há parentes próximos nas forças da ordem, quem traiu ou foi traído pela esposa, quem há um mau comportamento ou que não preserva os valores morais não pode fazer parte da "Cosa Nostra".

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Pisa

Semana passada eu estive em Pisa apresentando o meu trabalho. A apresentação foi legal. Algum nervosismo inicial que desapareceu em algum momento da apresentação. Mas acho que consegui transmitir a idéia e responder tranqüilamente às perguntas que me fizeram. No restante da semana, a conferência foi boa. Com alguns trabalhos interessantes e outros nem tanto, como sempre. Agora é seguir trabalhando até a próxima conferência.

Pisa é uma cidade bem agradável. É definitivamente "mais italiana" do que Trento, mais até do que Milão e "tão italiana quanto" Roma. Quanto mais para o Sul da Itália se vai, mais "italianas" as cidades e as pessoas são, ou pelo menos mais se enquadram no estereótipo italiano que temos de fora da Itália. Tanto é que se fores para o extremo sul (Palermo, Sicilia, Calabria, Cagliari) encontras até a máfia. Gostei da "Corso Italia", uma rua bem no centro que está sempre movimentada. Gostei muito da comida toscana. Em uma das noites comemos uma "Fiorentina", sugestão do amigo italiano Marcello (que eu conhecia de Lugano). Uma Fiorentina é uma espécie de "chuleta" gigante. Mais ou menos como aqueles bifes de brontosauro do desenho dos Flintstones. É bem o meu tipo de comida. Fiorentina também pode ser o time de futebol de Florença ou uma "ragazza" nascida em Florença dependendo do contexto (ainda preciso conhecer Florença, dizem que é a cidade mais legal da Itália). Os vinhos em Pisa também, sempre excelentes. E nem precisa escolher muito. Pede-se o vinho da casa e em geral vem um vinho de boa qualidade por um preço aceitável.

Gostei também da bandeira de Pisa. Vermelha com uma cruz estilizada branca. Simples e bonita. Diversos restaurantes a ostentam e também no topo da torre de Pisa tem uma. Eu nunca vi um restaurante em Rio Grande exibir a bandeira da cidade. Embora a bandeira de Rio Grande seja feinha, na minha opinião. Não tinha cores melhores do que azul calcinha e verde?? Achei legal também o time de "calcio" local, que joga todo de vermelho, e com a tal cruz como símbolo. Quando voltei a Trento descobri que o Pisa está em primeiro lugar na serie B italiana. Já tenho time na segundona! Na série A ainda não me decidi. Só sou meio anti-Juventus. Gosto de vários dos outros times. Uma pena que não se possa ver nenhum jogo da serie A ou B na TV aberta por aqui. Uma pena também que em Trento e cidades vizinhas não haja nenhum time que preste.

Na quarta-feira teve um jantar social bancado pela conferência (ou por nossas universidades, que bancaram a inscrição nada barata). A janta foi em um antigo mosteiro, um belo prédio de mil-seiscentos-e-pouco que hoje abriga o museu de história natural de Pisa. A arquitetura do prédio é bem legal. Antes da janta conhecemos o acervo do museu que conta com diversos animais empalhados e cuja principal atração são esqueletos de baleias. Há, nada que eu não tenha visto parecido no museu oceanográfico. Mas a guia italiana falava com extrema admiração daqueles esqueletos (aos quais talvez 90% da população de Rio Grande não dê a mínima). Deu até saudade do museu oceanográfico. Depois a janta em si. Entrada com frutos do mar. Depois massa. Massa pra italiano é como arroz para brasileiro: SEMPRE tem. E depois trouxeram um javali inteiro. Um baita de um bicho em uma bandejona e encerraram com um bolo que parecia bolo de casamento, só que com o nome da conferencia escrito em cima. Tudo acompanhado de vinho branco, tinto, espumante e água mineral. Muito legal a janta. Legal também porque fiz amizade com a galera que estava na minha mesa. Uma turma de espanhóis muito gente fina (além dos amigos dos tempos de Lugano Anna e Marcello). Depois dessa janta, Pisa ficou ainda melhor pra mim, pois estar com pessoas divertidas e amigáveis é muito melhor que conhecer a cidade sozinho. Dos povos europeus com que eu tive a oportunidade de interagir, com certeza o espanhol é o mais parecido com o brasileiro.

Na última noite e na última manhã de viagem, finalmente consegui ir conhecer a torre de Pisa. A tal da torre inclinada. A torre foi construída, obviamente, para ficar na vertical, mas as fundações por volta do ano 1100 não eram apropriadas e ao longo dos anos ela foi se inclinando. Acabou sendo ótimo para a cidade, pois a torre é o símbolo de Pisa, e um dos símbolos da Itália. O local é bem agradável. Além da torre, tem uma catedral e um "batistério". Ambos prédios de bela arquitetura. Tem ainda um gramado onde muitos italianos curtiam o sol do outono pisano e muitos turistas orientais tiravam muitas fotos.

Enfim, Pisa é legal pra caramba. Recomendo!

As fotos estão no Picasa, pra variar.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Mudança


Pois é, estou me mudando. Vou morar em Pergine Valsugana (todo mundo chama só de "Pergine"). Trata-se de uma cidade com cerca de 24 mil habitantes aqui pertinho de Trento. Pego o trem em uma estação perto do trabalho e estou em Pergine em dez minutos. O apartamento fica há uns 150 metros da estação e é grande o bastante para a minha família que eu estou tentando trazer para a Europa já há dois anos. "Eu sou brasileiro e não desisto nunca!" O aluguel é um pouco mais barato do que em Trento e, com esse trem eu chego em Pergine mais rápido do que vou da Universidade ao centro de Trento de ônibus. O único problema é que o último trem sai de Trento às 21:05, o que acaba com minhas possibilidades de fazer qualquer cooisa em Trento depois desse horário. Incluindo jantas com amigos e o futebol que eu jogava nas quartas-feiras, a menos que eu arranje alguma carona.

Mudança é um stress. Passei os últimos dias fazendo malas e encaixotando coisas. E vou passar os próximos dias desempacotando. Sem falar que por enquanto ainda não tenho água, luz e gás. Me disseram na empresa de água, eletricidade e gás (isso que é monopólio!) hoje de manhã que em dois ou três dias "deve essere tutto a posto". Tomara. Internet em casa então sabe-se lá quando (e se) vou ter.

Ainda não conheço bem Pergine, quando descobrir coisas interessantes sobre a cidade posto aqui. Parece que tem um shopping legal. O único da região que abre aos domingos! Eu sei, no Brasil tudo abre aos domingos, mas aqui isso é raro.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Crianças Formais

As vezes o italiano soa como um português formal. Pelo menos formal demais para nós braileiros, informais ao extremo. Um tempo atrás eu estava na parada do ônibus e um guri de uns 5 ou 6 anos, após alguma explicação que não ouvi, perguntou ao outro antes de entrarem no ônibus escolar:

- No, non ho capito. Puoi spiegarmi in altro modo?

Aquilo soou para mim como "Não entendi. Podes explicar-me de outro modo, nobre colega Luigi." No Brasil, na mesma situação o piá provavelmente diria:

- Não entendi nada! Explica isso direito cara!

Hoje, eu comendo uma fatia de pizza na Pizza Rio quando entra na mesma pizzaria um guri de uns 4 anos, vai até sua mãe que estava no balcão e puxa a barra da sua calça até chamar sua atenção. Quando finalmente consegue pergunta-a:

- A che punto sei, mamma?

Pra meus ouvidos ele disse algo tipo: "Em que ponto do processo de negociação e aquisição da nossa pizza encontras-te, mamãe?

Versão Brasileira:

- Tô com fome. Vamo prá casa!

Engraçados esses guris. Pelo menos eu achei.

Rimini

Alguns fins de semana atrás fomos acampar em Rimini eu, a Tati, o Cu e o Dawa. Rimini é uma cidade italiana banhada pelo mar Adriático. A cidade não tem nenhuma grande atração. Nenhuma "torre Eiffel", nenhum "Big Ben", nem nada disso. Mas o lugar tem muita vida, uma bela praia, e muita diversão. Teve também um certo clima nostálgico de "excursão da Super Fico", já que eu levei uma bolsa térmica com cervejas para beber no trem.

Em primeiro lugar, fazia muito tempo que eu não ia acampar. E eu adoro fazer isso. É muito legal o clima de natureza e "várzea" que tem em qualquer camping que se preze. Passar um fim de tarde intercalando entre bombear o colchão inflável da barraca e tomar cerveja não tem preço.

Depois disso fomos jantar bons frutos do mar. Meu prato continha excelentes, embora pouquíssimos, camarões e lulas. Depois partimos para um bar chamado Rock Island, que fica em uma espécie de "molhe", ou um braço de terra que entra no mar. O bar fica cercado de água por quase todos os lados. Muito legal o lugar. E rolou um show ao vivo com uma banda que tocava pop/rock dos anos 80. Nada mal. Um detalhe curioso. Na entrada do bar tinha uma placa que dizia algo como "Proibido dançar. Lei no. x". Aquilo nos pareceu muito curioso, e fomos perguntar ao barman que diabos era aquela placa. Ele disse que, como a cidade tem várias discotecas, aprovou-se uma lei que proíbe a dança em bares como o Rock Island, já que existem inúmeras discotecas, ao módico preço de 30 euros o ingresso, para quem quiser dançar. Mas o barman também disse que se nós quiséssemos dançar ali por ele não tinha nenhum problema e deu a entender que a tal lei é "para inglês ver". De fato, mais tarde o lugar contava com bastante gente dançando ao som da tal banda.

No dia seguinte fomos a praia. É uma praia mais "família" que a de Barcelona, por exemplo. Mas ainda assim muito boa.

Depois alugamos uma bicicleta para quatro pessoas e fomos dar uma volta pelo centro. A cidade estava mesmo lotada. Todos curtindo o verão italiano. Mais tarde demos uma caminhada por uma área que é uma espécie de parque de diversões a moda antiga, com aqueles jogos de derrubar latas com bolas ou pistolas de brinquedo, onde podes ganhar um ursinho ou alguma outra tralha de acordo com a tua pontaria. Haviam também camas elásticas, mini carros elétricos e muitas outras diversões para crianças. Um bom lugar para tomar um sorvete ou levar crianças.

Depois disso, fomos dormir, ou tentar dormir. De dentro da barraca, ouvi uma guria que gritava para seus três queridos amigos:

-LASCIAMI! LASCIAMI PORCO CANE!

E os caras tentavam acalmá-la e ela aos gritos xingando os caras de todos os palavrões italianos que eu conheço e mais alguns outros. Eram umas três e meia da manhã e ela berrava "Vou-me embora!" E os caras pediam: "Tá, se queres ir embora vai, mas espera amanhecer pelo menos..." "LASCIATEMI CAZZO!" E de alguma outra barraca se ouviu uma voz quase suplicante de uma mulher: "Basta ragazzi, basta...andiamo a dormire dai...". Enfim, o excelente clima "várzea" de todo o camping. No dia seguinte eu vi uma guria com a camisa da Inter de Milão sentada em um banquinho, toda encolhida e com uma cara de envergonhada e de ressaca. Alguma coisa me diz que era ela a guria do "lasciami", mas não tive como saber. Em tempo, "lasciami" quer dizer "me deixa".

Antes de pegar o trem para voltar no domingo, passamos a manhã na praia novamente e ainda jogamos uma partidinha de "Winning Eleven" em um Playstation colocado a disposição dos clientes pelo dono da lanchonete onde almoçamos (excelente estratégia de marketing, na minha opinião). Um dia desses ainda compro um PS2. Ah, o Winning Eleven aqui se chama "Pro Evolution Soccer".

Fotos de Rimini.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Roma

O lado triste da viagem a Paris foi o clima de despedida, pois meus pais voltaram de lá para o Brasil. Aproveito para mandar um grande abraço aos dois lá na terrinha!

Já a minha irmã seguiu comigo para Roma, onde encontramos o meu primo Rafael e sua esposa Lígia, que também estavam dando "uma banda" pela Europa. Foi bom rever meu primo, se não estou enganado não via-o há uns 2 anos, já que na minha última ida ao Brasil ele estava em Campinas e eu só fui para o Rio Grande do Sul.

A cidade de Roma está longe da organização e limpeza de lugares como Paris e Londres. Por outro lado é uma cidade mais "viva". As pessoas parecem mais alegres e mais dispostas à comunicação. São latinos como "nosotros". Talvez o fato de eu falar e entender o idioma local melhor que entendo o francês e a modalidade de inglês das ruas de Londres contribua para eu achar a cidade mais humana que as outras duas.

No primeiro dia, fomos até o Coliseu. Impressionante construção secular. Muito legal estar diante daquele prédio ao vivo depois de tê-lo visto tantas vezes em livros de história, revistas e programas de TV de viagens ou jogando Civilization (na minha opinião o melhor jogo de computador já feito). Não chegamos a entrar no Coliseu por motivos de tempo para encarar uma bela fila. Mas por fora já dá para se ter uma idéia do monumento. Depois seguimos por uma caminhada ali perto. Vimos algumas outras ruínas do império Romano e monumentos. A cidade é um imenso sítio arqueológico. Parece que o metrô até hoje só tem duas linhas por que obras desse tipo são extremamente difíceis de serem feitas sem comprometer os resquícios históricos de lá.

Fomos também aos museus do Vaticano. A fila era bem maior que a do Coliseu, mas dessa vez encaramos. Valeu a pena. Os museus têm muitas obras interessantes. Pinturas muito legais. Algumas com efeitos de luz e sombra que dão uma sensação de "tridimensionalidade" impressionante. Eu não sou religioso, mas tenho que admitir que as principais obras de arte da humanidade estão relacionadas a mitologia, deuses e religiões. Imagino que na antiguidade religiões e mitos influenciavam totalmente as pessoas. Já no cinema, uma arte mais moderna essa influência é bem menor. O mesmo acontece na literatura contemporânea. De qualquer forma, as esculturas e pinturas são muito belas e carregam um valor cultural e histórico que por si só já valem muito a pena.

Ponto alto dos museus é a capela Sistina. Com o teto pintado pelo Michelangelo. Entre muitas e muitas pinturas do nosso Tartaruga Ninja que se pode ver ali, a pintura abaixo, que é a mais famosa do local, retrata a criação do homem por Deus.


Dá pra ficar um bom tempo olhando para o teto daquela capela. São dezenas, talvez centenas de pinturas. Muito legal mesmo. Cheguei a ficar com dor no pescoço de tanto olhar pra cima. Pena que é proibido tirar foto lá.

Ainda visitamos, claro, o Vaticano. Tem aquela praça onde vemos pela TV milhares de fiéis e turistas olharem o Papa dar um tchauzinho na janela. Mas quando eu fui o Papa estava em Castel Gandolfo. Uma espécie de casa de verão papal. Mesmo assim foi interessante conhecer o lugar. E depois conhecemos a basílica de São Pedro. O maior templo católico do mundo. Realmente grandioso o lugar. Impressionante. Tão impressionante que nos perdemos do meu primo por lá. Ficamos procurando por eles um bom tempo, até nos encontrarmos bem mais tarde, já do lado de fora da basílica.

Depois fomos até a fontana de Trevi. O que me chamou a atenção é que tem bancos e "murinhos" em volta da fonte que estavam lotados de espectadores sentados. Parecia uma pequena arquibancada, só que em vez de o povo assistir um show, peça de teatro ou evento esportivo está todo mundo olhando para uma fonte. Realmente interessante. A fonte em si também é bem legal. Com grandes e belas esculturas. Joguei uma moedinha de 5 centavos de Euro lá. Mais pela tradição e para tirar foto do que por acreditar que isso me trará algo de bom. Ah, foi também sentado na beira da fontana que comi o melhor sorvete de chocolate da minha vida. Realmente os italianos é que sabem fazer sorvete. Não tem nada de extraordinário nas massas e pizzas deles (não estou dizendo que as massas e pizzas são ruins. Pelo contrário, são excelentes, mas não extraordinárias), mas o sorvete é realmente sensacional. Não sei o nome da sorveteria, mas fica na rua a esquerda da fonte. É um letreiro azul com letras amarelas, se não me engano. Peça "un gelato al cioccolato fondente" e delicie-se.

Em resumo: "Roma è bella. Mi è piaciuta tantissimo."

As fotos de Roma.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Milano

Começamos nossa viagem em Milão. Meus pais chegaram no sábado, com algumas horas de atraso pois perderam a conexão de Paris para Milão. Minha irmã chegou no dia seguinte, pois perdeu a conexão em São Paulo. É o tal do "caos aéreo" no Brasil. Foi muito bom rever parte da família. Um ponto alto de Milão e dos outros trechos da viagem foi estar acompanhado por familiares.

Como sempre, as fotos estão no Picasa.

Milão é uma belíssima cidade. O estranho é que a maioria das pessoas daqui não dão muito valor. Milão é vista pelos italianos como uma cidade grande, agitada demais e sem grandes atrativos. Mas a cidade é bem interessante sim. Acho que é o fator de "desvalorização" das coisas locais que atinge tanto brasileiros quanto italianos.

Já na primeira noite fomos passear na Piazza Duomo e conhecer a galeria Vittorio Emanuele II.

A piazza Duomo é onde encontra-se o "Duomo di Milano", a catedral que é o principal cartão postal da cidade. É uma construção realmente majestosa. Conta com cerca de 3000 esculturas, todas elas diferentes. Realmente um trabalho de arte, mais do que arquitetura.

A Galeria Emanuele II liga a piazza Duomo a uma outra "piazza" que não lembro o nome, onde se localiza o teatro scala e uma estátua do (outro) Leonardo, aquele que nasceu em Vinci. A tal galeria é uma gigantesca construção com teto envidraçado. Na galeria estão grandes lojas com grandes preços como Louis Vuitton e outras marcas famosas e caras. Eu não entendo como alguém pode pagar milhares de Euros por uma bolsa. Também encontramos ali cafés, restaurantes e, claro, um McDonalds.

Depois disso jantamos ali perto e voltamos para o hotel. No caminho de volta, uma bela surpresa. Encontramos a loja da Ferrari, onde a "macchina" do Felipe Massa estava em exposição.

No dia seguinte, acordei cedo para ir buscar a Tati no aeroporto. Levamos ela para caminhar pela cidade e curtir os mesmos lugares acima, desta vez durante o dia. Com ela visitamos o interior do Duomo, realmente uma bela catedral. Mas mais impressionante que o interior é subir até o topo do prédio. Lá em cima pode-se ver mais de perto algumas das inúmeras esculturas. Pode-se ter uma noção melhor da grandiosidade do Duomo. Depois disso tomamos uma "birra" na galeria, tiramos fotos com o Leonardo da Vinci, tentamos sem sucesso comprar ingressos para ver algo no teatro alla Scala, onde todos os espetáculos até o dia 7 de setembro estavam esgotados, e nos preparamos para seguir viagem no dia seguinte.

To be continued ...

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Deadlock

Para poder renovar meu permit aqui na Itália, eu preciso renovar meu seguro saúde.

Para poder renovar meu seguro saúde aqui na Itália, eu preciso renovar meu permit.

Em computação a gente chama isso de "deadlock". Acontece quando dois ou mais processos ficam esperando indefinidamente uns pelos outros. Depois dizem que o Brasil é desorganizado...

sábado, 16 de junho de 2007

SportItalia

Esse já é o meu canal favorito. E recomendo-o para todos os sul-americanos que gostam de futebol perdidos aqui na Itália. Agora há pouco mesmo, eu fui na cozinha comer um "bagulho" e, por acaso, liguei a TV. Para a minha surpresa, estava passando o VT da final da Recopa no Beira-Rio! Que beleza! Pouco importa que o narrador passou todo o primeiro tempo e mais da metade do segundo dizendo que o jogo era no estádio Olimpico, no finzinho do jogo acho que ele leu ou alguém falou pra ele que era no Beira-Rio. Se em Milão tem só um grande estádio, como ele iria imaginar que em Porto Alegre tem dois. Não estou nem aí para os erros de narração, o importante é poder ver o Internacional! E hoje (sábado) Inter x Flamengo ao vivo! Quem estiver na Itália é só sintonizar o SportItalia às 23:10 para acompanhar um grande clássico do futebol brasileiro. E pensar que no Brasil só quem tem pay-per-view vai conseguir ver...

Outra, durante o jogo, quando o Inter já estava com a mão na taça, foi um prazer ver o narrador italiano falar que em 2006 e 2007 a capital do futebol brasileiro é Porto Alegre. Com a "triplice corona" do Inter e com o Greminho na final da Libertadores Porto Alegre deixou pra trás o Rio de Janeiro e São Paulo no futebol. Isso nas palavras de um cara italiano, vejam só. AH EU SOU GAÚCHO!!

Depois do VT da Recopa, mostraram uma reportagem sobre a final da Libertadores. Falaram até nas declarações do tal de Pelaipe minimizando o Boca. Mas o mais legal foi o reporter chamando o Caxias de "Cáquissias". Eles tambem chamam o Alexandre Pato de "Alequissandre" Pato. Tudo bem, em 2010 quando o Pato vier pro Milan eles aprendem.

terça-feira, 12 de junho de 2007

Tramin / Termeno



Clique aqui para ver o álbum Picasa.

Buenas, no último fim de semana eu fui na cidadezinha do meu colega Mirko junto com uma turma de outros colegas. Trata-se da cidade de Tramin para quem fala alemão, ou Termeno para quem fala italiano. Explico: a cidade, junto com outras na região, e inclusive Trento, foi parte da Áustria até o fim da primeira guerra mundial. Acontece que a população da região, ao contrário da população de Trento, continua falando alemão e seguindo as tradições alemãs. Eles aprendem italiano na escola e tal, mas o Mirko brinca que lá os parceiros dele só usam o italiano para falar com os "carabinieri" (a polícia). E é verdade. O cara se sente na Alemanha, ou na Áustria. Bom, deixando a história e a geografia de lado, seguem algumas coisas que eu fiz neste que foi um dos mais agradáveis fins de semana que passei aqui na Itália:

  • Tomei uma cerveja em um bar com vista para o lago;
  • Curti a bela vista para esse lago onde diversas pessoas curtiam o belo sábado de sol velejando, praticando windsurf ou andando de "pedalinho";
  • Assisti a uma partida de futebol da seleção dos prefeitos da Itália contra a seleção dos prefeitos do Alto Adige (Alto Adige, ou Südtirol como preferem os "alemães" do lugar é a tal região que era da Áustria). Não deixem de conferir a habilidade do número 15 do Südtirol nas fotos acima;
  • Joguei minigolf. Nunca tinha jogado. É bem divertido, e toda a família pode jogar. Fiquei em terceiro lugar. O mais legal foi o espanto do dono do estabelecimento ao ver que tinha gente de vários lugares do mundo no minigolf dele. Até contou pra alguém no celular que tinha gente de vários continentes jogando;
  • Curti uma festa alemã, com direito a bandinha típica, comidas típicas, muita cerveja e vinho. Tinha também ambientes com rock ou techno. Tudo ao ar livre. Nesse fim de semana a cidade estava em festa, e até por isso o Mirko nos convidou pra ir pra lá;
  • Descobri que o meu amigo Komminist na verdade é do Texas, e não da Etiópia. Pelo menos foi isso que ele disse pra uma guria aleatória no meio da noite... ;
  • No fim da noite, tomando um excelente vinho trentino da adega do meu amigo, cunhei o termo "australiano" para definir o pessoal da região. Não os da Austrália, mas os da "Austro-Itália". Não sei se em geral eles gostariam de ser chamados de "australianos", mas àquela hora da madrugada todos acharam bem engraçado;
  • Infelizmente não pude ver a performance do Mirko na banda local. Ele é músico e tocou na procissão religiosa que percorreu a cidade pela manhã bem cedo. Eu e os colegas ficamos dormindo feito pedras. Uma pena, queria ter tirado uma foto do meu colega "à caráter" com as roupas típicas e o instrumento de sopro. Fica para a próxima;
  • Fiz uma bela caminhada pela cidade;
  • Tirei belas fotos;
  • Almocei weisswurz, pretzel e, claro, um caneco de cerveja ao som de alguns membros da banda do Mirko. Bem boas as musiquinhas alemãs diga-se de passagem;
  • Voltei para Trento e vi a melhor corrida de F1 dos últimos tempos. Uma pena o Massa ter sido desclassificado.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Mesiano

Sábado passado teve um festival na faculdade de engenharia, em Mesiano. Logo no fim de semana em que estive mais ocupado desde que cheguei em Trento. O festival contou com várias bandas, de vários estilos musicais. Estava muito divertido. Havia uns quatro ou cinco palcos diferentes espalhados pelo campus. Os shows foram das 3 da tarde à meia-noite. Se fosse no Brasil iria até às 3 da manhã, mas tudo bem. Eu só cheguei lá por volta das 8 da noite, pois como eu disse meu fim de semana foi trabalhoso. Mas deu tempo para tomar uma respeitável quantidade de cerveja (o festival é patrocinado pela cerveja Forst) e me divertir bastante. Acho que essa foi a primeira vez que eu realmente interagi com a população local (com a exceção de relações puramente "comerciais"). Primeiro porque eu fui sozinho, já que meus amigos quase todos deram pra trás quando os convidei para a festa e segundo porque os trentinos, e talvez eu também, ficam mais sociáveis depois de umas cervejas. Fui a carater, com camiseta dos Ramones e o cabelão solto. "Leo Ramone", um verdadeiro punk rocker. E fiquei muito contente de saber que ainda existem pessoas que como eu gostam dessa que foi a melhor banda de todos os tempos em um empate técnico com os Beatles. Uma coisa que eu gosto de fazer é participar das chamadas "rodas punk", onde o pessoal fica uns empurrando os outros. Tem gente que acha que é violência, mas quando se faz isso com pessoas que entendem o espirito da brincadeira é divertido e não tem nada de violento. Aliás tem gente que acha que ser punk é andar sujo e ser anti-social, violento e racista. Quem acha isso vá ouvir Ramones. Ser punk é fazer o que se quer, é curtir a vida da maneira que achar melhor sem se preocupar com a moda ou com o que os outros vão pensar. Ser punk é diversão. Mas nesse caso era uma "roda metal", já que a única banda punk que tinha eu não pude ver, pois colocaram os caras pra tocar as 3 da tarde e eu não tinha como estar lá a essa hora. Depois que eu saí da tal roda metal uma guria veio falar comigo do nada dizendo que gostava muito de Ramones e perguntando como eu, que gosto de Ramones, poderia estar curtindo aquela porcaria de música. Eu falei pra ela que não tinha nada parecido com Ramones naquele lugar, então estava curtindo a música que tinha. E eu sou assim mesmo. Curto o que rolar. Se rolar punk rock, excelente. Mas se rolar qualquer outro som decente tá valendo. Frescura não é comigo. Além dessa guria, mais uma outra e uma meia dúzia de malucos vieram falar comigo por causa da bendita camiseta ao longo da noite. Teve uns loucos que até me pagaram uma cerva. Outro chegou e começou a falar da famosa briga do Joey com o Johnny... Bom saber que existem punks em Trento. Hey ho, let's go!

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Mais para o fim da noite, quando começou a chover, encontrei o Mirko, o único dos meus colegas que foi pra festa. Batemos um papo eu, ele e a namorada dele. Ele é da região onde é produzida a tal cerveja Forst. Me contou que é a única "grande" cervejaria italiana que não é controlada por nenhuma multi-nacional. Me contou ainda a piada a seguir:

Três representantes de vendas, um da Waarsteiner, um da Heineken e um da Forst vão ao bar.
O representante da Waarsteiner pede:
- Ein Waarsteiner bitte.
O da Heineken:
- Uma Heineken por favor.
E o carinha da tal Forst:
- Me vê uma laranjada.
Os outros dois se olham espantados e perguntam:
- Por que não vais tomar uma Forst??
E o louco diz:
- Ah pára, se vocês não vão tomar cerveja eu também não!

sábado, 26 de maio de 2007

Burocracia do Caramba

Eu cheguei na Itália no final de outubro do ano passado e tive que esperar o "permesso di soggiorno" ou "permit of stay" ou "seja lá como se chama este documento em português" até ontem. Acho que no Brasil é "carteira de identidade para estrangeiro" mesmo que chamam. Bom, do fim de outubro até o fim de maio são 7 meses. Dá quase pra fazer um filho nesse tempo. 7 meses pra me entregarem meu primeiro documento pra "ser alguém" na Itália. Agora finalmente posso começar a procurar um apartamento para trazer minha família pra cá, outra batalha a vista. Mas a melhor parte eu ainda não contei. Adivinhem a validade do meu permesso: 31 de Julho! Não, não 31 de Julho de 2008. De 2007 mesmo. Então eu, que acabei de esperar 7 meses por esse cartão, devo já imediatamente solicitar a renovação e, claro, pagar novamente a respectiva taxa administrativa. É realmente sensacional. E preciso achar casa e pedir os vistos dos familiares antes de 31 de julho, senão sabe-se lá quando eu vou ter um permesso de novo. Mas eu até que tenho sorte. Do que eu estou reclamando, afinal eu fui um privilegiado. Fui o PRIMEIRO dos meus colegas "extracomunitários" (não UE) que vieram pra cá em outubro a receber o permesso. O Komminist, por exemplo, está com a visita para tirar as impressões digitais (que eu fiz em março) marcada para agosto!! Depois disso ele ainda vai ter que esperar mais alguns meses pelo permesso. E mais, como o primeiro permesso vem com a mesma validade do visto no passaporte, o dele com certeza já vai chegar vencido. E não é porque ele é africano. A minha orientadora, americana e que acabou de se casar com um italiano e veio pra Itália mais ou menos na mesma época que eu está na mesma que ele. Ainda nem tirou as impressões digitais. O passaporte brasileiro pelo menos me dá uma boa mobilidade na Europa. Alguns colegas que tem outros passaportes, quando tiverem seu visto vencido e não tiverem nenhum outro documento italiano simplesmente não poderão sair da Itália, pois se saírem não terão como entrar de volta. Incredibile.

terça-feira, 22 de maio de 2007

Gardaland



Domingo passado fui ao Gardaland com meus amigos Komminist e Chiara. Gardaland é um parque de diversões aqui da Itália, na cidade de Peschiera del Garda. Garda é um lago as margens do qual fica a cidade. Trata-se da região do Veneto, cuja capital é Verona. O parque é no estilo Beto Carreiro World ou Hopi Hari e é bem divertido. O mascote do parque é um tal de Prezzemolo. Um dragãozinho verde que foi um dos heróis da infância da Chiara. Gostaria muito de ter levado minhas gurias. Quem sabe num futuro próximo. As fotos estão no slideshow acima ou lá no Picasa.