Sexta passada, 19 de janeiro, rolou uma festa da gurizada do lugar onde trabalho, o IRST. Quando eu arranjar uma foto decente da galera apresento-os a vocês. Eu consegui comprar uma garrafa de Velho Barreiro envelhecida (aquela amarela) por 14 Euros. Uma pechincha para os padrões europeus. E me responsabilizei pelo fornecimento de caipirinhas. Levei também o meu computador com minhas músicas pra tocar. Apesar dos clássicos do punk disponíveis, o que fez sucesso foi música brasileira e som dos anos 80 tipo Michael Jackson e Madonna (sim, eu tenho isso). Carlos, o anfitrião, um chileno muito parceiro preparou "Navigado" (uma espécie de quentão com laranja chileno) e as empanadas do Chile, que caem como uma luva pra contrabalançar as caipiras e o "navigado". Pena que o Carlos foi embora essa semana pois o periodo de "sanduiche" dele aqui em Trento acabou. Aliás ele marcou a festa justamente para se despedir. O resto da galera trouxe cervejas, vinhos, pizzas, salgadinhos e por aí afora. Komminist, meu colega da Etiópia, que quando eu cheguei aqui era todo encolhido para beber agora anda sempre com uma caipirinha na mão quando tem festa. Ismênia, paraibana e colega do IRST mostrou pra galera como é que se dança o forró e a carioca Mariana deu um show de samba e pagode. Estava muito divertida a festa. Bom para dar uma aliviada nos estudos, pois grande parte da galera, inclusive eu, está se preparando para o tal de "comprehensive exam". Uma prova que é tipo uma primeira qualificação no doutorado aqui de Trento. Se o cara não passa na prova (8 de fevereiro), tem a chance de fazer outra em março. Se não passar nessa segunda chance cai fora do curso e volta para casa. O que cai na prova? Matérias do tempo da graduação como Sistemas Operacionais, Bancos de Dados, Engenharia de Software, Análise de Algoritmos, Arquiteturas de Computadores, Redes de Computadores, Eletronica Básica...
É, melhor eu voltar a estudar. Abraço.
SC Internacional, Ramones e Cerveja. Isso tudo existe e ainda tem quem reclame da vida.
quinta-feira, 25 de janeiro de 2007
domingo, 7 de janeiro de 2007
Deutschland
Alemanha era a próxima parada. Saimos da França e passamos por uma parte da Suiça antes de chegar na terra da cerveja. Ao entrar na Alemanha, a primeira coisa que se nota é a ausência do limite de velocidade na maioria das estradas (highways). Muito legal andar a 140, 160 e até a 180 ou um pouco mais sem culpa. 180 é um bom número ao qual o Passat Station Wagon em que andávamos chegou sem problemas. Pelo menos do banco de trás o carro me pareceu bem estável a esta velocidade. Diferente de carros menos potentes que a pouco mais de 120 já começam a ficar "nervosos". As estradas são muito boas, mas não é nada do outro mundo não. Estradas como a Freeway de Porto Alegre para o litoral norte do RS ou a Rodovia dos Bandeirantes que liga São Paulo a Campinas não devem nada para as estradas alemãs que andei. Acho até que as estradas brasileiras citadas tem melhor "área de escape", já que na Alemanha geralmente tem um "guard rail" pra ninguém sair da pista e algumas vezes tem até muros, o que me lembrou aquela estrada do filme Matrix (não me lembro se o 2 ou o 3). Ou seja: acabem com o limite de velocidade na Bandeirantes! 120 é pouco para aquela estrada. Mas falando sério, é meio perigoso esse lance de sem limite, pois quando alguem a 80 troca de pista, sempre pode vir algum Porsche a 300 pela esquerda, tem que cuidar o retrovisor. Aliás na Alemanha é o único lugar do mundo onde faz sentido ter um carro esporte. No resto do mundo ter um carro desses é só exibicionismo, com exceção de quem anda em autódromo.
A Raquel mora em um vilarejo próximo a cidade de Mainz. O lugar é extremamente tranquilo, segundo o Xavier tem em torno de 700 habitantes. Fica meio que na zona rural. Deve ser bom trabalhar em um escritório com vista para as plantações e sem a barulheira da cidade. Um dos programas é levar a cadelinha Perla para passear e jogar bola em uma fazenda ali perto. Detalhe, a estradinha vicinal que passa entre as plantações e onde normalmente só passa trator é asfaltada! No Cassino ainda não acabaram de pavimentar nem a Av. Atlantica! Por falar em Cassino, num desses passeios com a cachorrinha, o Xavier estacionou o carro fora da tal estradinha e acontece que estava um lamaçal dos brabos ali. Na hora de ir embora ele tentou sair sozinho e não conseguiu, depois usamos papelão, colocamos a Raquel ao volante e os dois barbados para empurrar e nada. Só patinava. Lá pelas tantas, resolvi testar minha habilidade de motorista cassineiro e conseguimos tirar o Passat da lama, aos poucos mas foi. Na foto aparece o Passat, logo depois do resgate. Foi a primeira vez que eu dirigi aqui na Europa. Uns miseros metros, mas dirigi. Me falta a maldita habilitação internacional...
Antes de morar nesta nova casa, a Raquel morava em Mainz. Ela disse que se sentia em casa quando visitamos a cidade. É um lugar bem agradável. Típica cidade universitária, com muitos jovens passeando pelo centro e inúmeros cartazes anunciando as mais diversas festas de Reveilon. No centro podemos notar a tradicional arquitetura alemã, como pode-se ver na foto a seguir.
Também fiquei sabendo que Mainz é a cidade do Gutenberg. Aquele que inventou a imprensa. Na foto estou no monumento dedicado a esta figura histórica. O monumento encontra-se em frente a um belo teatro, em um local central da cidade. Também tem um museu dedicado a Gutenberg na cidade, mas infelizmente não tivemos tempo de conhecê-lo.
Outra atração em Mainz é a igreja de St. Stephan, com vitrais pintados pelo artista bielorusso judeu Marc Chagall após a segunda guerra mundial. A Igreja tinha sido destruida (ou parcialmente destruída) durante a guerra. A cidade de Mainz foi uma das que sofreram grandes bombardeios durante a segunda guerra. Em vários prédios e monumentos encontra-se placas onde lê-se sobre o prédio original, como ficou após a guerra e informações sobre a reconstrução ou restauração pós-guerra. Na foto entrando na igreja de St. Stephen. Alguém aí sabe ler alemão? Eu não sei. Se quiser tentar, clique na foto para aumentá-la.
Passamos o reveilon em Mainz. Saímos para jantar em um restaurante croata. Pedimos o prato especial de "Silvester" que é como eles chamam o ano novo (Não é a toa que temos a "Corrida de São Silvestre" aí no Brasil). O tal prato foi bom. Essa bandeijona da foto a seguir com diversos tipos de carne. Eu que não gosto de carne nem nada...
O pessoal da foto anterior é uma família com quem a Raquel morou logo que se mudou para a Alemanha. Ela ficava cuidando das crianças da foto. Gente fina este pessoal: o Gerth, gaúcho e gremista, a Margareth, carioca e Fluminense e as crianças Mariana e Gustavo. Depois do jantar fomos ver os fogos do ano novo às margens do rio Reno, que banha Mainz tomando champagne, ou melhor, espumante ;-).
Antes de ir embora ainda deu tempo de dar uma passada em Frankfurt. Cidade grande. Vários arranha céus, lojas, bancos, muito movimento nas ruas. No centro tem algumas construções em estilo tradicional alemão que contrasta com prédios modernos. Como em toda cidade européia que se preze, tem uma catedral. A seguir, algumas fotos de Frankfurt. A primeira foto de do post também é em Frankfurt.
Não poderia deixar de mencionar a cerveja alemã. Realmente os caras fazem juz a fama de cervejeiros. Tomei algumas cervejas por lá e todas foram excelentes. Não tomei nenhuma cerveja ruim. Nem sequer uma cerveja mais ou menso. Só cervejas excelentes. Não é a toa que os alemães acham Heineken uma porcaria.
Bom, estas foram minhas festas de fim de ano. Obrigado por ter a paciencia de ler tudo isso e um excelente 2007 a todos!
sábado, 6 de janeiro de 2007
França
E lá fomos nós, rumo à França. Allez les bleus!
Na fronteira entre a França e a Itália existe um túnel. O túnel Mont Blanc/Monte Bianco passa por dentro do tal monte branco, que é o ponto mais alto da Europa Ocidental. O pedágio para passar por esse túnel também deve ser o mais alto da Europa Ocidental, módicos 31 Euros. Mas tudo bem, seguimos em frente. São mais de 11Km de túnel. Ao sairmos do túnel estávamos na França. Pesquisando na Internet parece que ficou acordado que a fronteira França/Itália passaria justo em cima do tal ponto mais alto da Europa, mas claro que os franceses dizem que o cume é na França e os italianos dizem que é na Itália e eu não sei porque, mas quando eu estava na Suiça eu tenho quase certeza que ouvi falar que o Mont Blanc era na Suiça ;-).
Chegamos à noite na casa dos pais do Xavier. No alto dos alpes. Local extremamente agradável. A cidadezinha se chama Les Carroz d'Arraches, mas pode chamar de Les Carroz. Não fazia tanto frio, pois faz sol o tempo todo já que as nuvens ficam abaixo do ponto onde ficamos e além disso, esse ano está sendo mais quente que o normal. A galera do esqui tem reclamado da falta de neve. Os pais do Xavier nos receberam super bem. Me trataram como se fosse da família. Um grande abraço para o seu Jean Marie e a dona Marie France (espero ter escrito os nomes corretamente). Gente simples e muito amigável. Na primeira noite já deu pra perceber a "Torre de Babel" que seria a estadia na França. Sentados à mesa eu, que falo português, inglês e italiano (este último praticamente inútil nesta viagem); a Raquel que fala inglês, alemão e português; o Xavier que fala inglês, francês e alemão; a mãe do Xavier (Marie France) que fala alemão, francês e inglês (embora prefira falar alemão e/ou francês a maior parte do tempo) e o pai dele (Jean Marie) que fala só francês. Ou seja, não havia uma língua comum a todos nós e volta e meia eram necessárias traduções. Interessante que apesar de entender muito pouco (nada) de francês, quando o Xavier traduzia algo do inglês para o francês, dava para entender quase tudo que ele falava, já sabendo de antemão qual o assunto. Já quando a tradução era pra alemão, aí não dava pra entender nada mesmo.
Na primeira manhã em Les Carroz fomos ver a "chegada do Papai Noel". Em Les Carroz ele chega de balão. Bem interessante. Além disso, eu não sabia que o Papai Noel falava francês, mas fala. Ele disse "joieux Noël" (feliz Natal) pra mim. Ainda na véspera de Natal, fiz algo que não fazia desde os tempos do colégio (salvo formaturas e casamentos). Fui à missa. A missa neste dia foi rezada em um ginásio de esportes para abrigar todas as pessoas, já que a população do lugar triplica no inverno e no Natal a missa é bem mais popular que nos outros dias. Independente de ter ou não fé, tenho que admitir que é bonito ver um ginásio lotado cantando "Noite Feliz" em francês. Também foi legal receber um "joieux Noël" de pessoas que eu nem conhecia.
Na França eu aprendi como é uma refeição completa. No Brasil e nos outros países por onde andei as pessoas pulam algumas fases da refeição. A refeição completa começa com um aperitivo, com canapés ao "foie gras", Coraya e Champagne. A "verdadeira" Champagne, no brasil e no resto do mundo a gente toma "espumante" ou "cidra". Depois, o prato principal, em geral envolvendo um ou mais tipos de carnes, peixes e massas. A seguir come-se uma salada. Depois passa-se aos queijos. E são bons os queijos franceses. Acompanhados de um vinho tinto, são um dos melhores momentos da refeição. O famoso é o "Camembert", que tem um cheiro e um sabor extremamente fortes, marcantes. Não é um queijo para comer toda a hora nem em grandes quantidades, mas eu gostei. E os outros queijos que provei também são excelentes. Entendi agora o sentido de degustações de "queijos e vinhos" faz muito sentido. E como se não bastasse essa fartura toda, ainda tem sempre a sobremesa: torta de chocolate, bolo alemão, iogurte, frutas...cada refeição leva em torno de duas horas. Tudo na maior calma, saboreando os alimentos. Não é a toa que a culinária francesa é famosa.
Mas não ficamos só comendo. Passeamos bastante pela região. Fomos até uma cidade próxima, onde podemos curtir a bela vista do famoso Mont Blanc da foto a seguir. Eu, a Raquel e os sogros dela na foto.

Acabamos não esquiando, mas compramos umas espécies de trenós de plástico (essa coisa vermelha na foto) e nos divertimos bastante na neve. Na foto abaixo eu, com a cara congelada de tanta neve, e a Raquel.

Também conhecemos uma cidadezinha muito legal, onde vimos um presépio esculpido em gelo, "táxis" carruagens e arquitetura no estilo alpino. Também nesta cidade tomamos um delicioso chocolate quente. Pena que não lembro o nome da cidade, lembras Raquel? Enfim, o lugar é esse da foto abaixo:

Eu e o Xavier ainda tiramos uma tarde para praticar um esporte que eu gosto bastante. O pingue pongue, ou tênis de mesa. Nos divertimos bastante, mas ao final a França levou a melhor, acho que por uns 4 sets a dois ou algo assim. Afinal de contas a França fica mais perto da China que o brasil.
Achei a foto a seguir muito legal. É na manhã de Natal, a galera toda curtindo seus presentes.

Ah, já ia me esquecendo um membro da família. Abaixo a "Ciboulette", ou Cebolinha em português. Essa gata tem vida mansa. Passa os dias deitada nessa poltroninha aí. De vez em quando sai pra passear nas montanhas, mas logo logo volta para a boa e velha poltrona.

No último dia que ficamos na França, o irmão do Xavier, o Pascal, juntou-se a nós. Neste dia fizemos uma bela caminhada nas montanhas, em uma trilha perto de onde os caras praticam ski "cross country". É a modalidade de esqui onde em vez de descer montanha abaixo os caras esquiam no plano e as vezes até sobem montanha esquiando. Fico cansado só em pensar. Abaixo uma foto deste dia.

Bom, esta foi a parte francesa da viagem. Agradeço aos meus anfitriões pelo excelente Natal que me proporcionaram. Eu iria passar o ano novo com meus colegas na Suiça, como no ano passado, mas eles estavam se amarrando por causa da falta de neve para esquiar, então a Raquel e o Xavier me convidaram para seguir com eles para a Alemanha, onde moram. E foi o que eu fiz. Amanhã conto como foi a experiencia na Alemanha.
Na fronteira entre a França e a Itália existe um túnel. O túnel Mont Blanc/Monte Bianco passa por dentro do tal monte branco, que é o ponto mais alto da Europa Ocidental. O pedágio para passar por esse túnel também deve ser o mais alto da Europa Ocidental, módicos 31 Euros. Mas tudo bem, seguimos em frente. São mais de 11Km de túnel. Ao sairmos do túnel estávamos na França. Pesquisando na Internet parece que ficou acordado que a fronteira França/Itália passaria justo em cima do tal ponto mais alto da Europa, mas claro que os franceses dizem que o cume é na França e os italianos dizem que é na Itália e eu não sei porque, mas quando eu estava na Suiça eu tenho quase certeza que ouvi falar que o Mont Blanc era na Suiça ;-).
Chegamos à noite na casa dos pais do Xavier. No alto dos alpes. Local extremamente agradável. A cidadezinha se chama Les Carroz d'Arraches, mas pode chamar de Les Carroz. Não fazia tanto frio, pois faz sol o tempo todo já que as nuvens ficam abaixo do ponto onde ficamos e além disso, esse ano está sendo mais quente que o normal. A galera do esqui tem reclamado da falta de neve. Os pais do Xavier nos receberam super bem. Me trataram como se fosse da família. Um grande abraço para o seu Jean Marie e a dona Marie France (espero ter escrito os nomes corretamente). Gente simples e muito amigável. Na primeira noite já deu pra perceber a "Torre de Babel" que seria a estadia na França. Sentados à mesa eu, que falo português, inglês e italiano (este último praticamente inútil nesta viagem); a Raquel que fala inglês, alemão e português; o Xavier que fala inglês, francês e alemão; a mãe do Xavier (Marie France) que fala alemão, francês e inglês (embora prefira falar alemão e/ou francês a maior parte do tempo) e o pai dele (Jean Marie) que fala só francês. Ou seja, não havia uma língua comum a todos nós e volta e meia eram necessárias traduções. Interessante que apesar de entender muito pouco (nada) de francês, quando o Xavier traduzia algo do inglês para o francês, dava para entender quase tudo que ele falava, já sabendo de antemão qual o assunto. Já quando a tradução era pra alemão, aí não dava pra entender nada mesmo.
Na primeira manhã em Les Carroz fomos ver a "chegada do Papai Noel". Em Les Carroz ele chega de balão. Bem interessante. Além disso, eu não sabia que o Papai Noel falava francês, mas fala. Ele disse "joieux Noël" (feliz Natal) pra mim. Ainda na véspera de Natal, fiz algo que não fazia desde os tempos do colégio (salvo formaturas e casamentos). Fui à missa. A missa neste dia foi rezada em um ginásio de esportes para abrigar todas as pessoas, já que a população do lugar triplica no inverno e no Natal a missa é bem mais popular que nos outros dias. Independente de ter ou não fé, tenho que admitir que é bonito ver um ginásio lotado cantando "Noite Feliz" em francês. Também foi legal receber um "joieux Noël" de pessoas que eu nem conhecia.
Na França eu aprendi como é uma refeição completa. No Brasil e nos outros países por onde andei as pessoas pulam algumas fases da refeição. A refeição completa começa com um aperitivo, com canapés ao "foie gras", Coraya e Champagne. A "verdadeira" Champagne, no brasil e no resto do mundo a gente toma "espumante" ou "cidra". Depois, o prato principal, em geral envolvendo um ou mais tipos de carnes, peixes e massas. A seguir come-se uma salada. Depois passa-se aos queijos. E são bons os queijos franceses. Acompanhados de um vinho tinto, são um dos melhores momentos da refeição. O famoso é o "Camembert", que tem um cheiro e um sabor extremamente fortes, marcantes. Não é um queijo para comer toda a hora nem em grandes quantidades, mas eu gostei. E os outros queijos que provei também são excelentes. Entendi agora o sentido de degustações de "queijos e vinhos" faz muito sentido. E como se não bastasse essa fartura toda, ainda tem sempre a sobremesa: torta de chocolate, bolo alemão, iogurte, frutas...cada refeição leva em torno de duas horas. Tudo na maior calma, saboreando os alimentos. Não é a toa que a culinária francesa é famosa.
Mas não ficamos só comendo. Passeamos bastante pela região. Fomos até uma cidade próxima, onde podemos curtir a bela vista do famoso Mont Blanc da foto a seguir. Eu, a Raquel e os sogros dela na foto.
Acabamos não esquiando, mas compramos umas espécies de trenós de plástico (essa coisa vermelha na foto) e nos divertimos bastante na neve. Na foto abaixo eu, com a cara congelada de tanta neve, e a Raquel.
Também conhecemos uma cidadezinha muito legal, onde vimos um presépio esculpido em gelo, "táxis" carruagens e arquitetura no estilo alpino. Também nesta cidade tomamos um delicioso chocolate quente. Pena que não lembro o nome da cidade, lembras Raquel? Enfim, o lugar é esse da foto abaixo:
Eu e o Xavier ainda tiramos uma tarde para praticar um esporte que eu gosto bastante. O pingue pongue, ou tênis de mesa. Nos divertimos bastante, mas ao final a França levou a melhor, acho que por uns 4 sets a dois ou algo assim. Afinal de contas a França fica mais perto da China que o brasil.
Achei a foto a seguir muito legal. É na manhã de Natal, a galera toda curtindo seus presentes.
Ah, já ia me esquecendo um membro da família. Abaixo a "Ciboulette", ou Cebolinha em português. Essa gata tem vida mansa. Passa os dias deitada nessa poltroninha aí. De vez em quando sai pra passear nas montanhas, mas logo logo volta para a boa e velha poltrona.
No último dia que ficamos na França, o irmão do Xavier, o Pascal, juntou-se a nós. Neste dia fizemos uma bela caminhada nas montanhas, em uma trilha perto de onde os caras praticam ski "cross country". É a modalidade de esqui onde em vez de descer montanha abaixo os caras esquiam no plano e as vezes até sobem montanha esquiando. Fico cansado só em pensar. Abaixo uma foto deste dia.
Bom, esta foi a parte francesa da viagem. Agradeço aos meus anfitriões pelo excelente Natal que me proporcionaram. Eu iria passar o ano novo com meus colegas na Suiça, como no ano passado, mas eles estavam se amarrando por causa da falta de neve para esquiar, então a Raquel e o Xavier me convidaram para seguir com eles para a Alemanha, onde moram. E foi o que eu fiz. Amanhã conto como foi a experiencia na Alemanha.
Festas
Buenas, depois de uns dias fora estou de volta a Trento e aproveito o fim de semana para contar a vocês como foram as festas de fim de ano deste que vos escreve aqui na Europa. Como eu tinha escrito aqui uns posts atrás, eu não tinha nenhum plano para o Natal, provavelmente pegaria um trem para Milão e esperaria o bom velhinho em algum bar que estivesse aberto. Mas, para minha agradável surpresa, na sexta, 22 de dezembro recebi um email da minha prima Raquel, que mora na Alemanha, me convidando pra ir passar o Natal na França com ela e o marido. Opa, aceitei na hora e já saimos de viagem no dia seguinte, sábado 23. Peguei o trem até Milão, onde encontrei-os. Foi muito bom rever minha prima. Ela já mora há uns 8 anos na Alemanha. Eu não a via há uns 10, pois ela morava em Porto Alegre e mudou-se para a Alemanha bem de repente. Da última vez que eu a tinha visto, ela era uma guriazinha de 15 anos com sotaque Portoalegrense. Uma vez eu ganhei dela em uma aposta. Apostei que ela não conseguiria passar meia hora sem falar "bah" (versão abreviada de "barbaridade, tche"). Ela não conseguiu. E agora, reencontro-a falando inglês e alemão fluentes, quem diria! Só a carinha de menina que continua a mesma, né Raquel? Também na estação de Milão fiquei conhecendo o Xavier, marido da Raquel. Grande figura, muito simpático, já coinsidero-o um amigo. O Xavier é francês, e nós saímos da estação de Milão, de carro, em direção à França, onde passaríamos o Natal com os pais do Xavier. Falo sobre a parte francesa da viagem no proximo post...

Na foto, a Raquel e o Xavier.
Na foto, a Raquel e o Xavier.
domingo, 17 de dezembro de 2006
L'Imponderabile
L'imponderabile, o imponderável. Assim resumiu a partida o incrédulo narrador italiano. Ele não conhecia o Internacional. Ele não havia ouvido falar no rolo compressor. Certamente ele respeita muito o Falcão, mas possivelmente não sabe de onde veio o Falcão, antes de se tornar o imperador de Roma. Ele não conhecia o futebol gaúcho. Não conhecia a capacidade de mobilização e superação destes brasileiros e deste clube. Ele conhecia apenas o adversário. Conhecia as estrelas, a estrutura, o super favoritismo, a máquina de futebol chamada Barcelona. Mas não bastou a máquina. Não bastaram os maiores recursos financeiros, os super-craques nem a determinação da FIFA de fazer o Inter jogar de branco sem sorteio, demonstrando sua preferência pelo Barça. Nada disso bastou para derrotar os guerreiros colorados.
A raça, a garra e a vontade de cada jogador. A marcação implacável durante o jogo todo. A participação decisiva de Clemer nas vezes em que foi requisitado. A aplicação de Ceará em parar o "melhor" do mundo. A atuação brilhante de Iarley. O gol de, quem diria, Gabirú. O mais criticado dos jogadores foi lá e decidiu. E o melhor do Inter: o conjunto. Estes foram os fatores determinantes deste domingo histórico. Deste domingo que será lembrado por cada colorado no Rio Grande do Sul e em todos os lugares para o resto de suas vidas.
Muito obrigado meu time! Eu te amo meu Colorado. Não poderia ser melhor. Ser campeão do mundo contra aquele que é reconhecido mundialmente como o melhor time. É um título incontestável. Não haverão argumentos para gremistas ou quaisquer outros torcedores questionarem este título. Comemora nação vermelha. Hoje e pelo próximo ano o mundo é vermelho! O mundo é nosso! O Rio Grande do Sul conquistou as américas, a África, a Oceania, a Ásia e, finalmente a Europa. Hoje, aqui na Itália estou em território gaúcho!
Obrigado aos amigos Hugo, Ismênia e Mariana por irem ao bar Olimpia ver o jogo comigo e vestirem a camisa colorada. Vocês são colorados honorários! Sintam-se a vontade para celebrar esta grande vitória e viver no nosso planeta vermelho!
Agora preciso mandar um grande abraço a alguns grandes colorados lá de Rio Grande.
Em primeiro lugar meu pai. Esse grande colorado que me apresentou desde pequeno a alegria de ser torcedor do Internacional. Pai, somos campeões do mundo tchê!! Grande Abraço!
Minha mãe, que tantas vezes grita com os jogadores colorados no sofá! Um super beijo de campeão do mundo mãe!
Mariana, minha filha que em seus 7 anos de colorada já viu títulos mais importantes que eu até completar 28! Pé quentíssimo a Mariana. Te amo filha! Brenda, também colorada desde pequena! Cláudia, minha esposa que volta e meia torce pra quem "tá ganhando" mas no fundo ela é colorada. Ainda mais agora que o Inter "tá ganhando"! Amo vocês minhas gurias!
Meus primos Rafael e Gerson, que cresceram junto comigo sempre acompanhando o Internacional. Agora um está em Floripa (deve estar ruim Floripa nessa época do ano hein Gerson?) e outro em Campinas, mas tenho certeza que vibraram muito com esse titulo! Abração Rafael! Abração Gerson! O mundo é vermelho meus caros!!
O Velhão! Leandro Velho. Essa enciclopédia futebolística. O cara que sabe até a escalação da seleção da Belgica de mil novecentos e guaraná de rolha. E antes de mais nada um grande colorado. Velhão! É Campeão cara! É Campeão! Abraço tche!
Fonseca, parceiro desde os tempos do primeiro grau e coloradaço! Cara! É CAMPEÃO!
Cristian e Cleo, parceiros das excursões da Super Fico em uma época em que o Inter não ganhava porcaria nenhuma. A gente sofria mas se divertia! E vejam meus amigos, hoje podemos dizer que vale muito a pena! SOMOS O MAIOR TIME DESSE PLANETA!
Tantos outros colorados, colegas do São Francisco, da Engenharia e da Administração! O mundo é nosso!
Por fim, Tati, Amaral, Celso, Allan, Suita, Castanheira, Jaifer entre outros... Foi mal meus amigos gremistas. O Inter não conseguiu evitar ser o melhor time do mundo! Vocês são gremistas mas são gente boa. Grande abraço.
Hoje eu estou feliz demais! Putz, demais!
A raça, a garra e a vontade de cada jogador. A marcação implacável durante o jogo todo. A participação decisiva de Clemer nas vezes em que foi requisitado. A aplicação de Ceará em parar o "melhor" do mundo. A atuação brilhante de Iarley. O gol de, quem diria, Gabirú. O mais criticado dos jogadores foi lá e decidiu. E o melhor do Inter: o conjunto. Estes foram os fatores determinantes deste domingo histórico. Deste domingo que será lembrado por cada colorado no Rio Grande do Sul e em todos os lugares para o resto de suas vidas.
Muito obrigado meu time! Eu te amo meu Colorado. Não poderia ser melhor. Ser campeão do mundo contra aquele que é reconhecido mundialmente como o melhor time. É um título incontestável. Não haverão argumentos para gremistas ou quaisquer outros torcedores questionarem este título. Comemora nação vermelha. Hoje e pelo próximo ano o mundo é vermelho! O mundo é nosso! O Rio Grande do Sul conquistou as américas, a África, a Oceania, a Ásia e, finalmente a Europa. Hoje, aqui na Itália estou em território gaúcho!
Obrigado aos amigos Hugo, Ismênia e Mariana por irem ao bar Olimpia ver o jogo comigo e vestirem a camisa colorada. Vocês são colorados honorários! Sintam-se a vontade para celebrar esta grande vitória e viver no nosso planeta vermelho!
Agora preciso mandar um grande abraço a alguns grandes colorados lá de Rio Grande.
Em primeiro lugar meu pai. Esse grande colorado que me apresentou desde pequeno a alegria de ser torcedor do Internacional. Pai, somos campeões do mundo tchê!! Grande Abraço!
Minha mãe, que tantas vezes grita com os jogadores colorados no sofá! Um super beijo de campeão do mundo mãe!
Mariana, minha filha que em seus 7 anos de colorada já viu títulos mais importantes que eu até completar 28! Pé quentíssimo a Mariana. Te amo filha! Brenda, também colorada desde pequena! Cláudia, minha esposa que volta e meia torce pra quem "tá ganhando" mas no fundo ela é colorada. Ainda mais agora que o Inter "tá ganhando"! Amo vocês minhas gurias!
Meus primos Rafael e Gerson, que cresceram junto comigo sempre acompanhando o Internacional. Agora um está em Floripa (deve estar ruim Floripa nessa época do ano hein Gerson?) e outro em Campinas, mas tenho certeza que vibraram muito com esse titulo! Abração Rafael! Abração Gerson! O mundo é vermelho meus caros!!
O Velhão! Leandro Velho. Essa enciclopédia futebolística. O cara que sabe até a escalação da seleção da Belgica de mil novecentos e guaraná de rolha. E antes de mais nada um grande colorado. Velhão! É Campeão cara! É Campeão! Abraço tche!
Fonseca, parceiro desde os tempos do primeiro grau e coloradaço! Cara! É CAMPEÃO!
Cristian e Cleo, parceiros das excursões da Super Fico em uma época em que o Inter não ganhava porcaria nenhuma. A gente sofria mas se divertia! E vejam meus amigos, hoje podemos dizer que vale muito a pena! SOMOS O MAIOR TIME DESSE PLANETA!
Tantos outros colorados, colegas do São Francisco, da Engenharia e da Administração! O mundo é nosso!
Por fim, Tati, Amaral, Celso, Allan, Suita, Castanheira, Jaifer entre outros... Foi mal meus amigos gremistas. O Inter não conseguiu evitar ser o melhor time do mundo! Vocês são gremistas mas são gente boa. Grande abraço.
Hoje eu estou feliz demais! Putz, demais!
sábado, 16 de dezembro de 2006
Tudo Está em Zero Hora Dominical
Amigos, se possível dêem uma olhada na Zero Hora deste domingo. Eu dei uma entrevista e tirei fotos aqui em Trento durante esta semana e vou aparecer em uma reportagem especial sobre Colorados no exterior. Podem me procurar lá nas páginas 4 e 5.
Barcelona, podes esperar
Tua hora vai chegar!
Barcelona, podes esperar
Tua hora vai chegar!
quarta-feira, 13 de dezembro de 2006
Feliz Aniversário
Hoje é 13 de dezembro. Não poderia deixar de homenagear minha querida esposa pelo seu aniversário. Te amo paixãozinha. Parabéns! Sabes bem o quanto eu queria te dar um grande beijo pessoalmente hoje e sempre. Te cuida.
Abbiamo Vinto! Siamo in Finale!
Da-lhe Colorado! Vencemos a primeira partida do mundial! Agora é esperar quem vier de Barcelona e America amanhã. Mas quer saber, quero mais é pegar o Barça. Se for pra ganhar que seja contra o melhor time do mundo. Sei que é difícil, mas se o Inter ganhar do Barcelona acabou. Não precisa ganhar de mais ninguém. Seria o MELHOR time do mundo e deu. Sem NENHUMA margem para discussão. Mas vamos esperar a quinta-feira e, principalmente, o domingo.
Buenas, como esse blog é sobre eu aqui na Itália vou contar como eu vi o jogo, ou melhor, parte dele. Eu tinha planejado ir em uma cervejaria daqui que se chama Pedavena. Cerveja local, muito boa por sinal, telões por toda a parte, Sky disponível (sim, aqui só transmitem o jogo pela Sky), chequei o horário, sim a cervejaria vai estar aberta as 11:20. Beleza, chego já meio atrasado e peço ao garçom se poderia colocar no canal do jogo. O cara simplesmente não quis mudar o canal. Tinha bastante gente almoçando, mas eu garanto que NINGUÉM estava prestando atenção aos telões que passavam uma baboseira qualquer, acho que um seriado ou filme antigo no "Canale 5". Apesar de eu insistir que era só eu que ia ver, que não ia fazer bagunça o cara foi categórico: "Partita no!" Nessa hora não me restou outro pensamento: "putaquepariu! Que cara fdp!" Lá fui eu, com o jogo rolando procurar um bar em Trento que tenha Sky e um proprietário ou gerente de bom senso. Tentei um bar perto da Faculdade de Economia, gente fina a moça do bar disse:
- Si, si puó vedere la partita qui. Sul che canale?"
- Sul SportItalia.
- Ah, mi dispiace, la Sky non ce l'abbiamo...
E eu pensei "Cazzo!" E perguntei pra ela onde poderia ter. Ela, bem intencionada, me indicou um tal de Bar Duomo. Lá fui eu seguindo a orientação até o bar Duomo. Chegando lá, nem TV tinha, quanto mais Sky. Segui vagando pelo centro. Indignado. Dúzias (exagero...) de bares sem TV. Um outro bar. Lotado. A TV lá, desligada...todo o pessoal do bar ocupado, atendendo os clientes pois era plena hora do almoço e a TV lá, desligada... Finalmente, preciosos minutos depois, a barista me atende:
- Prego.
- Buongiorno. Per favore, avete la Sky?
- Cosa??
- La Sky! - Desesperado, apontando para a tv - Avete la SKY per guardare una partita?!?!"
E a resposta foi negativa. Deu-me uma vontade de bater com a cabeça no balcão do bar. Perguntei pra mulher se ela sabia onde poderia ter. Ela gritou pra alguem na cozinha perguntando, e escuto um grito abafado vindo da cozinha "-Olimpia". Era um tal de bar Olimpia, ficava na rua de tráz. Beleza! Lá fui eu para o Olimpia. Chego ali, uma bela TV. Ligada, com um enorme logo da Sky e um menu para escolha do canal. Quase dei um beijo naquela TV. Olho para as mesas. Todas perfiladas, como que reservadas para alguma festa. Peço ao cara do bar. Muito gente fina, vim a saber que se chama Stefano.
- Ciao, se puó guardare una partita?
- Adesso?! Ma chi giocca a quest'ora?!
- Internacional, dal Brasile...
E ele começou a me dizer que era impossível, que tinha uma confraternização de formatura ali. E eu desesperado dizendo que não fazia mal, que eu ficava na mesa ali do cantinho, que via a partida sem som mesmo, que já estava no segundo tempo...e ele foi lá e colocou o jogo no ar. Que beleza! Finalmente pude ver meu Colorado! Até de branco o time fica bonito. E o jogo já estava 1-1, mas deu para ver o gol da vitória. O gol de Luiz Adriano. De cabeça! No cantinho! Inter 2-1! Viva o Pato! Viva o Adriano! Viva os guris do Inter! E que venha o Barça!
Desculpem ter escrito tanto em Italiano, mas acho que dá pra brasileiro entender praticamente tudo. É pra dar mais "realismo" à narração.
Já falei com o Stefano. Domingo vou lá no Olimpia ver a final. Vou ver a final inteirinha! E não vai ter nenhuma festa de formatura! No jogo de hoje, como era no meio da semana fui só eu. Mas para domingo vou ver se convoco alguns Colorados importados. Já obtive promessas de comparecimento de um amigo Colombiano, torcedor do America de Cali e de um amigo da Etiópia chamado "Komminist" hoje. Vou ver se levo umas camisas do Inter pra o pessoal usar.
DALEOOO! DALEOOO!
VAMO VAMO INTEEER!
VAMO VAMO INTEEER!
Ah, se por acaso tu estás lendo isto e estás em Trento, estás convocado: domingo, 17 de dezembro no Bar Olimpia às 11:20 da manhã. Inter na finalíssima do mundial interclubes da FIFA. O bar Olimpia fica na via Belenzani 33/1.
Buenas, como esse blog é sobre eu aqui na Itália vou contar como eu vi o jogo, ou melhor, parte dele. Eu tinha planejado ir em uma cervejaria daqui que se chama Pedavena. Cerveja local, muito boa por sinal, telões por toda a parte, Sky disponível (sim, aqui só transmitem o jogo pela Sky), chequei o horário, sim a cervejaria vai estar aberta as 11:20. Beleza, chego já meio atrasado e peço ao garçom se poderia colocar no canal do jogo. O cara simplesmente não quis mudar o canal. Tinha bastante gente almoçando, mas eu garanto que NINGUÉM estava prestando atenção aos telões que passavam uma baboseira qualquer, acho que um seriado ou filme antigo no "Canale 5". Apesar de eu insistir que era só eu que ia ver, que não ia fazer bagunça o cara foi categórico: "Partita no!" Nessa hora não me restou outro pensamento: "putaquepariu! Que cara fdp!" Lá fui eu, com o jogo rolando procurar um bar em Trento que tenha Sky e um proprietário ou gerente de bom senso. Tentei um bar perto da Faculdade de Economia, gente fina a moça do bar disse:
- Si, si puó vedere la partita qui. Sul che canale?"
- Sul SportItalia.
- Ah, mi dispiace, la Sky non ce l'abbiamo...
E eu pensei "Cazzo!" E perguntei pra ela onde poderia ter. Ela, bem intencionada, me indicou um tal de Bar Duomo. Lá fui eu seguindo a orientação até o bar Duomo. Chegando lá, nem TV tinha, quanto mais Sky. Segui vagando pelo centro. Indignado. Dúzias (exagero...) de bares sem TV. Um outro bar. Lotado. A TV lá, desligada...todo o pessoal do bar ocupado, atendendo os clientes pois era plena hora do almoço e a TV lá, desligada... Finalmente, preciosos minutos depois, a barista me atende:
- Prego.
- Buongiorno. Per favore, avete la Sky?
- Cosa??
- La Sky! - Desesperado, apontando para a tv - Avete la SKY per guardare una partita?!?!"
E a resposta foi negativa. Deu-me uma vontade de bater com a cabeça no balcão do bar. Perguntei pra mulher se ela sabia onde poderia ter. Ela gritou pra alguem na cozinha perguntando, e escuto um grito abafado vindo da cozinha "-Olimpia". Era um tal de bar Olimpia, ficava na rua de tráz. Beleza! Lá fui eu para o Olimpia. Chego ali, uma bela TV. Ligada, com um enorme logo da Sky e um menu para escolha do canal. Quase dei um beijo naquela TV. Olho para as mesas. Todas perfiladas, como que reservadas para alguma festa. Peço ao cara do bar. Muito gente fina, vim a saber que se chama Stefano.
- Ciao, se puó guardare una partita?
- Adesso?! Ma chi giocca a quest'ora?!
- Internacional, dal Brasile...
E ele começou a me dizer que era impossível, que tinha uma confraternização de formatura ali. E eu desesperado dizendo que não fazia mal, que eu ficava na mesa ali do cantinho, que via a partida sem som mesmo, que já estava no segundo tempo...e ele foi lá e colocou o jogo no ar. Que beleza! Finalmente pude ver meu Colorado! Até de branco o time fica bonito. E o jogo já estava 1-1, mas deu para ver o gol da vitória. O gol de Luiz Adriano. De cabeça! No cantinho! Inter 2-1! Viva o Pato! Viva o Adriano! Viva os guris do Inter! E que venha o Barça!
Desculpem ter escrito tanto em Italiano, mas acho que dá pra brasileiro entender praticamente tudo. É pra dar mais "realismo" à narração.
Já falei com o Stefano. Domingo vou lá no Olimpia ver a final. Vou ver a final inteirinha! E não vai ter nenhuma festa de formatura! No jogo de hoje, como era no meio da semana fui só eu. Mas para domingo vou ver se convoco alguns Colorados importados. Já obtive promessas de comparecimento de um amigo Colombiano, torcedor do America de Cali e de um amigo da Etiópia chamado "Komminist" hoje. Vou ver se levo umas camisas do Inter pra o pessoal usar.
DALEOOO! DALEOOO!
VAMO VAMO INTEEER!
VAMO VAMO INTEEER!
Ah, se por acaso tu estás lendo isto e estás em Trento, estás convocado: domingo, 17 de dezembro no Bar Olimpia às 11:20 da manhã. Inter na finalíssima do mundial interclubes da FIFA. O bar Olimpia fica na via Belenzani 33/1.
terça-feira, 12 de dezembro de 2006
Joseph Klimmer
Conhece a história de Joseph Klimmer? Acho que a essa altura todo mundo já conhece. Mas se não conheces, te prepara para uma lição de vida, e para chorar de rir. O video é sensacional!
domingo, 10 de dezembro de 2006
Mercatino di Natale
Fui ontem e hoje no centro. Desde o início de dezembro montaram o tal de "Mercatino di Natale" em uma praça da cidade. É um mercado de Natal que vende artesanato, vinhos, salames, queijos entre outros artigos. Achei legal, mas é o tipo de coisa que as mulheres tendem a achar muito mais legal que os homens, acho. Não, não sou machista apenas entendo que existem diferenças entre homens e mulheres. Mas é legal o tal mercadinho. Um monte de barraquinhas vendendo todo o tipo de presentes de Natal. Mas nesse fim de semana, além do "mercatino", dezenas ou talvez centenas de barraquinhas invadiram o centro todo. E milhares de pessoas vieram ver e/ou fazer suas compras no centro de Trento. Eu não sabia que tinha tanta gente na cidade e nem que tantos turistas viriam fazer compras de Natal aqui. Os vendedores vêm em furgões, estacionam por todo o centro e expõrm seus produtos em barraquinhas por toda a parte. Pra terem uma idéia, hoje eu dei a volta em toda a praça Duomo e não consegui ver aquela estátua do Netuno de alguns posts atrás. A fonte estava totalmente encoberta por tais barraquinhas. Incrível. Para almoçar, impossível. Em qualquer restaurante, filas enormes que te dão a impressão de que esperarás três horas para arranjar uma mesa. Acabei comendo um sanduiche em uma das barraquinhas. Quanta gente. É aquele tipo de situação em que não dá para caminhar direito de tanta gente, mais ou menos como o calçadão de Rio Grande em véspera de Natal. Se eu soubesse que estaria tão lotado teria tirado uma foto pra contrastar com minhas fotos anteriores. Muitas barraquinhas vendendo produtos em lã e couro. Sapatos, jaquetas, toucas, luvas, blusões, meias e toda a sorte de vestiário de inverno é o que mais se vê. Outra coisa que os caras vendem são aqueles balões de gás hélio, aqueles que ficam sempre flutuando e que pode-se encontrar em eventos como a Festa do Mar ou a Fenadoce. Muito comum olhar para a multidão e ver um cavalo, um coração ou um personagem do desenho Cars da Pixar flutuando acima da galera. Deve ser bom para os pais que podem encontrar facilmente seu "bambino" em caso de perda. Se bem que eles andam sempre de mãos com os pais (bom, quase sempre, esses dias dei de cara com um guri chorando "papáaaa, papáaaa" perdido no supermercado). Pode-se encontrar também comes e bebes. Muitos tipos de sanduiches e umas castanhas torradas na hora que parecem ser tradicionais em toda a Itália. Provei um tal de "vin brulé" que descrevo como um quentão. Mas sem cachaça, provavelmente deve ser só vinho quente com canela e/ou outras especiarias. Sem dúvida uma boa pedida no inverno esse vin brulé. Por falar em inverno, cadê a neve? Até agora nada. Nessa época ano passado Lugano (e dizem-me Trento também) já estava branca. Será que vou passar o Natal sem neve esse ano? Que coisa mais estranha. Por falar em Natal ainda não tenho nenhum plano para essa data. Aparentemente todos os meus colegas daqui bem como os de Lugano tem planos de ir pra algum lugar. Por enquanto estou ficando só. Mas vou acabar pensando em alguma coisa ou encontrando alguem que esteja meio perdido por aqui como eu. Segue o baile. Abraço pra vocês.
quinta-feira, 7 de dezembro de 2006
Blog do Fernandao
Legal acompanhar o Inter do ponto de vista do Fernandão. Quem quiser dar uma lida:
Blog do Fernandão.
Blog do Fernandão.
sábado, 2 de dezembro de 2006
Troco
Interessante. Na Suiça nem existe mais moeda de um centavo de Franco, e já ouvi falar que eles querem acabar também com as moedas de 5 centavos. No Brasil a maioria das coisas custa X,99 reais, mas ninguém devolve o centavo de troco. Já aqui na Itália, em geral os caras te dão o troco até o ultimo centavo. Se tua compra totaliza 6,87 Euros e tu pagas com uma nota de 10, por exemplo, eles te dão exatos 3,13 Euros. O troco certinho até o último centavo. É comum a moça do caixa perguntar algo como: "Hai tre centesimi?". Três centavos pra facilitar o troco! Putz, e lá vou eu procurar aquelas moedinhas inúteis que ficam sempre lá no fundo da carteira. Interessante.
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