L'imponderabile, o imponderável. Assim resumiu a partida o incrédulo narrador italiano. Ele não conhecia o Internacional. Ele não havia ouvido falar no rolo compressor. Certamente ele respeita muito o Falcão, mas possivelmente não sabe de onde veio o Falcão, antes de se tornar o imperador de Roma. Ele não conhecia o futebol gaúcho. Não conhecia a capacidade de mobilização e superação destes brasileiros e deste clube. Ele conhecia apenas o adversário. Conhecia as estrelas, a estrutura, o super favoritismo, a máquina de futebol chamada Barcelona. Mas não bastou a máquina. Não bastaram os maiores recursos financeiros, os super-craques nem a determinação da FIFA de fazer o Inter jogar de branco sem sorteio, demonstrando sua preferência pelo Barça. Nada disso bastou para derrotar os guerreiros colorados.
A raça, a garra e a vontade de cada jogador. A marcação implacável durante o jogo todo. A participação decisiva de Clemer nas vezes em que foi requisitado. A aplicação de Ceará em parar o "melhor" do mundo. A atuação brilhante de Iarley. O gol de, quem diria, Gabirú. O mais criticado dos jogadores foi lá e decidiu. E o melhor do Inter: o conjunto. Estes foram os fatores determinantes deste domingo histórico. Deste domingo que será lembrado por cada colorado no Rio Grande do Sul e em todos os lugares para o resto de suas vidas.
Muito obrigado meu time! Eu te amo meu Colorado. Não poderia ser melhor. Ser campeão do mundo contra aquele que é reconhecido mundialmente como o melhor time. É um título incontestável. Não haverão argumentos para gremistas ou quaisquer outros torcedores questionarem este título. Comemora nação vermelha. Hoje e pelo próximo ano o mundo é vermelho! O mundo é nosso! O Rio Grande do Sul conquistou as américas, a África, a Oceania, a Ásia e, finalmente a Europa. Hoje, aqui na Itália estou em território gaúcho!
Obrigado aos amigos Hugo, Ismênia e Mariana por irem ao bar Olimpia ver o jogo comigo e vestirem a camisa colorada. Vocês são colorados honorários! Sintam-se a vontade para celebrar esta grande vitória e viver no nosso planeta vermelho!
Agora preciso mandar um grande abraço a alguns grandes colorados lá de Rio Grande.
Em primeiro lugar meu pai. Esse grande colorado que me apresentou desde pequeno a alegria de ser torcedor do Internacional. Pai, somos campeões do mundo tchê!! Grande Abraço!
Minha mãe, que tantas vezes grita com os jogadores colorados no sofá! Um super beijo de campeão do mundo mãe!
Mariana, minha filha que em seus 7 anos de colorada já viu títulos mais importantes que eu até completar 28! Pé quentíssimo a Mariana. Te amo filha! Brenda, também colorada desde pequena! Cláudia, minha esposa que volta e meia torce pra quem "tá ganhando" mas no fundo ela é colorada. Ainda mais agora que o Inter "tá ganhando"! Amo vocês minhas gurias!
Meus primos Rafael e Gerson, que cresceram junto comigo sempre acompanhando o Internacional. Agora um está em Floripa (deve estar ruim Floripa nessa época do ano hein Gerson?) e outro em Campinas, mas tenho certeza que vibraram muito com esse titulo! Abração Rafael! Abração Gerson! O mundo é vermelho meus caros!!
O Velhão! Leandro Velho. Essa enciclopédia futebolística. O cara que sabe até a escalação da seleção da Belgica de mil novecentos e guaraná de rolha. E antes de mais nada um grande colorado. Velhão! É Campeão cara! É Campeão! Abraço tche!
Fonseca, parceiro desde os tempos do primeiro grau e coloradaço! Cara! É CAMPEÃO!
Cristian e Cleo, parceiros das excursões da Super Fico em uma época em que o Inter não ganhava porcaria nenhuma. A gente sofria mas se divertia! E vejam meus amigos, hoje podemos dizer que vale muito a pena! SOMOS O MAIOR TIME DESSE PLANETA!
Tantos outros colorados, colegas do São Francisco, da Engenharia e da Administração! O mundo é nosso!
Por fim, Tati, Amaral, Celso, Allan, Suita, Castanheira, Jaifer entre outros... Foi mal meus amigos gremistas. O Inter não conseguiu evitar ser o melhor time do mundo! Vocês são gremistas mas são gente boa. Grande abraço.
Hoje eu estou feliz demais! Putz, demais!
SC Internacional, Ramones e Cerveja. Isso tudo existe e ainda tem quem reclame da vida.
domingo, 17 de dezembro de 2006
sábado, 16 de dezembro de 2006
Tudo Está em Zero Hora Dominical
Amigos, se possível dêem uma olhada na Zero Hora deste domingo. Eu dei uma entrevista e tirei fotos aqui em Trento durante esta semana e vou aparecer em uma reportagem especial sobre Colorados no exterior. Podem me procurar lá nas páginas 4 e 5.
Barcelona, podes esperar
Tua hora vai chegar!
Barcelona, podes esperar
Tua hora vai chegar!
quarta-feira, 13 de dezembro de 2006
Feliz Aniversário
Hoje é 13 de dezembro. Não poderia deixar de homenagear minha querida esposa pelo seu aniversário. Te amo paixãozinha. Parabéns! Sabes bem o quanto eu queria te dar um grande beijo pessoalmente hoje e sempre. Te cuida.
Abbiamo Vinto! Siamo in Finale!
Da-lhe Colorado! Vencemos a primeira partida do mundial! Agora é esperar quem vier de Barcelona e America amanhã. Mas quer saber, quero mais é pegar o Barça. Se for pra ganhar que seja contra o melhor time do mundo. Sei que é difícil, mas se o Inter ganhar do Barcelona acabou. Não precisa ganhar de mais ninguém. Seria o MELHOR time do mundo e deu. Sem NENHUMA margem para discussão. Mas vamos esperar a quinta-feira e, principalmente, o domingo.
Buenas, como esse blog é sobre eu aqui na Itália vou contar como eu vi o jogo, ou melhor, parte dele. Eu tinha planejado ir em uma cervejaria daqui que se chama Pedavena. Cerveja local, muito boa por sinal, telões por toda a parte, Sky disponível (sim, aqui só transmitem o jogo pela Sky), chequei o horário, sim a cervejaria vai estar aberta as 11:20. Beleza, chego já meio atrasado e peço ao garçom se poderia colocar no canal do jogo. O cara simplesmente não quis mudar o canal. Tinha bastante gente almoçando, mas eu garanto que NINGUÉM estava prestando atenção aos telões que passavam uma baboseira qualquer, acho que um seriado ou filme antigo no "Canale 5". Apesar de eu insistir que era só eu que ia ver, que não ia fazer bagunça o cara foi categórico: "Partita no!" Nessa hora não me restou outro pensamento: "putaquepariu! Que cara fdp!" Lá fui eu, com o jogo rolando procurar um bar em Trento que tenha Sky e um proprietário ou gerente de bom senso. Tentei um bar perto da Faculdade de Economia, gente fina a moça do bar disse:
- Si, si puó vedere la partita qui. Sul che canale?"
- Sul SportItalia.
- Ah, mi dispiace, la Sky non ce l'abbiamo...
E eu pensei "Cazzo!" E perguntei pra ela onde poderia ter. Ela, bem intencionada, me indicou um tal de Bar Duomo. Lá fui eu seguindo a orientação até o bar Duomo. Chegando lá, nem TV tinha, quanto mais Sky. Segui vagando pelo centro. Indignado. Dúzias (exagero...) de bares sem TV. Um outro bar. Lotado. A TV lá, desligada...todo o pessoal do bar ocupado, atendendo os clientes pois era plena hora do almoço e a TV lá, desligada... Finalmente, preciosos minutos depois, a barista me atende:
- Prego.
- Buongiorno. Per favore, avete la Sky?
- Cosa??
- La Sky! - Desesperado, apontando para a tv - Avete la SKY per guardare una partita?!?!"
E a resposta foi negativa. Deu-me uma vontade de bater com a cabeça no balcão do bar. Perguntei pra mulher se ela sabia onde poderia ter. Ela gritou pra alguem na cozinha perguntando, e escuto um grito abafado vindo da cozinha "-Olimpia". Era um tal de bar Olimpia, ficava na rua de tráz. Beleza! Lá fui eu para o Olimpia. Chego ali, uma bela TV. Ligada, com um enorme logo da Sky e um menu para escolha do canal. Quase dei um beijo naquela TV. Olho para as mesas. Todas perfiladas, como que reservadas para alguma festa. Peço ao cara do bar. Muito gente fina, vim a saber que se chama Stefano.
- Ciao, se puó guardare una partita?
- Adesso?! Ma chi giocca a quest'ora?!
- Internacional, dal Brasile...
E ele começou a me dizer que era impossível, que tinha uma confraternização de formatura ali. E eu desesperado dizendo que não fazia mal, que eu ficava na mesa ali do cantinho, que via a partida sem som mesmo, que já estava no segundo tempo...e ele foi lá e colocou o jogo no ar. Que beleza! Finalmente pude ver meu Colorado! Até de branco o time fica bonito. E o jogo já estava 1-1, mas deu para ver o gol da vitória. O gol de Luiz Adriano. De cabeça! No cantinho! Inter 2-1! Viva o Pato! Viva o Adriano! Viva os guris do Inter! E que venha o Barça!
Desculpem ter escrito tanto em Italiano, mas acho que dá pra brasileiro entender praticamente tudo. É pra dar mais "realismo" à narração.
Já falei com o Stefano. Domingo vou lá no Olimpia ver a final. Vou ver a final inteirinha! E não vai ter nenhuma festa de formatura! No jogo de hoje, como era no meio da semana fui só eu. Mas para domingo vou ver se convoco alguns Colorados importados. Já obtive promessas de comparecimento de um amigo Colombiano, torcedor do America de Cali e de um amigo da Etiópia chamado "Komminist" hoje. Vou ver se levo umas camisas do Inter pra o pessoal usar.
DALEOOO! DALEOOO!
VAMO VAMO INTEEER!
VAMO VAMO INTEEER!
Ah, se por acaso tu estás lendo isto e estás em Trento, estás convocado: domingo, 17 de dezembro no Bar Olimpia às 11:20 da manhã. Inter na finalíssima do mundial interclubes da FIFA. O bar Olimpia fica na via Belenzani 33/1.
Buenas, como esse blog é sobre eu aqui na Itália vou contar como eu vi o jogo, ou melhor, parte dele. Eu tinha planejado ir em uma cervejaria daqui que se chama Pedavena. Cerveja local, muito boa por sinal, telões por toda a parte, Sky disponível (sim, aqui só transmitem o jogo pela Sky), chequei o horário, sim a cervejaria vai estar aberta as 11:20. Beleza, chego já meio atrasado e peço ao garçom se poderia colocar no canal do jogo. O cara simplesmente não quis mudar o canal. Tinha bastante gente almoçando, mas eu garanto que NINGUÉM estava prestando atenção aos telões que passavam uma baboseira qualquer, acho que um seriado ou filme antigo no "Canale 5". Apesar de eu insistir que era só eu que ia ver, que não ia fazer bagunça o cara foi categórico: "Partita no!" Nessa hora não me restou outro pensamento: "putaquepariu! Que cara fdp!" Lá fui eu, com o jogo rolando procurar um bar em Trento que tenha Sky e um proprietário ou gerente de bom senso. Tentei um bar perto da Faculdade de Economia, gente fina a moça do bar disse:
- Si, si puó vedere la partita qui. Sul che canale?"
- Sul SportItalia.
- Ah, mi dispiace, la Sky non ce l'abbiamo...
E eu pensei "Cazzo!" E perguntei pra ela onde poderia ter. Ela, bem intencionada, me indicou um tal de Bar Duomo. Lá fui eu seguindo a orientação até o bar Duomo. Chegando lá, nem TV tinha, quanto mais Sky. Segui vagando pelo centro. Indignado. Dúzias (exagero...) de bares sem TV. Um outro bar. Lotado. A TV lá, desligada...todo o pessoal do bar ocupado, atendendo os clientes pois era plena hora do almoço e a TV lá, desligada... Finalmente, preciosos minutos depois, a barista me atende:
- Prego.
- Buongiorno. Per favore, avete la Sky?
- Cosa??
- La Sky! - Desesperado, apontando para a tv - Avete la SKY per guardare una partita?!?!"
E a resposta foi negativa. Deu-me uma vontade de bater com a cabeça no balcão do bar. Perguntei pra mulher se ela sabia onde poderia ter. Ela gritou pra alguem na cozinha perguntando, e escuto um grito abafado vindo da cozinha "-Olimpia". Era um tal de bar Olimpia, ficava na rua de tráz. Beleza! Lá fui eu para o Olimpia. Chego ali, uma bela TV. Ligada, com um enorme logo da Sky e um menu para escolha do canal. Quase dei um beijo naquela TV. Olho para as mesas. Todas perfiladas, como que reservadas para alguma festa. Peço ao cara do bar. Muito gente fina, vim a saber que se chama Stefano.
- Ciao, se puó guardare una partita?
- Adesso?! Ma chi giocca a quest'ora?!
- Internacional, dal Brasile...
E ele começou a me dizer que era impossível, que tinha uma confraternização de formatura ali. E eu desesperado dizendo que não fazia mal, que eu ficava na mesa ali do cantinho, que via a partida sem som mesmo, que já estava no segundo tempo...e ele foi lá e colocou o jogo no ar. Que beleza! Finalmente pude ver meu Colorado! Até de branco o time fica bonito. E o jogo já estava 1-1, mas deu para ver o gol da vitória. O gol de Luiz Adriano. De cabeça! No cantinho! Inter 2-1! Viva o Pato! Viva o Adriano! Viva os guris do Inter! E que venha o Barça!
Desculpem ter escrito tanto em Italiano, mas acho que dá pra brasileiro entender praticamente tudo. É pra dar mais "realismo" à narração.
Já falei com o Stefano. Domingo vou lá no Olimpia ver a final. Vou ver a final inteirinha! E não vai ter nenhuma festa de formatura! No jogo de hoje, como era no meio da semana fui só eu. Mas para domingo vou ver se convoco alguns Colorados importados. Já obtive promessas de comparecimento de um amigo Colombiano, torcedor do America de Cali e de um amigo da Etiópia chamado "Komminist" hoje. Vou ver se levo umas camisas do Inter pra o pessoal usar.
DALEOOO! DALEOOO!
VAMO VAMO INTEEER!
VAMO VAMO INTEEER!
Ah, se por acaso tu estás lendo isto e estás em Trento, estás convocado: domingo, 17 de dezembro no Bar Olimpia às 11:20 da manhã. Inter na finalíssima do mundial interclubes da FIFA. O bar Olimpia fica na via Belenzani 33/1.
terça-feira, 12 de dezembro de 2006
Joseph Klimmer
Conhece a história de Joseph Klimmer? Acho que a essa altura todo mundo já conhece. Mas se não conheces, te prepara para uma lição de vida, e para chorar de rir. O video é sensacional!
domingo, 10 de dezembro de 2006
Mercatino di Natale
Fui ontem e hoje no centro. Desde o início de dezembro montaram o tal de "Mercatino di Natale" em uma praça da cidade. É um mercado de Natal que vende artesanato, vinhos, salames, queijos entre outros artigos. Achei legal, mas é o tipo de coisa que as mulheres tendem a achar muito mais legal que os homens, acho. Não, não sou machista apenas entendo que existem diferenças entre homens e mulheres. Mas é legal o tal mercadinho. Um monte de barraquinhas vendendo todo o tipo de presentes de Natal. Mas nesse fim de semana, além do "mercatino", dezenas ou talvez centenas de barraquinhas invadiram o centro todo. E milhares de pessoas vieram ver e/ou fazer suas compras no centro de Trento. Eu não sabia que tinha tanta gente na cidade e nem que tantos turistas viriam fazer compras de Natal aqui. Os vendedores vêm em furgões, estacionam por todo o centro e expõrm seus produtos em barraquinhas por toda a parte. Pra terem uma idéia, hoje eu dei a volta em toda a praça Duomo e não consegui ver aquela estátua do Netuno de alguns posts atrás. A fonte estava totalmente encoberta por tais barraquinhas. Incrível. Para almoçar, impossível. Em qualquer restaurante, filas enormes que te dão a impressão de que esperarás três horas para arranjar uma mesa. Acabei comendo um sanduiche em uma das barraquinhas. Quanta gente. É aquele tipo de situação em que não dá para caminhar direito de tanta gente, mais ou menos como o calçadão de Rio Grande em véspera de Natal. Se eu soubesse que estaria tão lotado teria tirado uma foto pra contrastar com minhas fotos anteriores. Muitas barraquinhas vendendo produtos em lã e couro. Sapatos, jaquetas, toucas, luvas, blusões, meias e toda a sorte de vestiário de inverno é o que mais se vê. Outra coisa que os caras vendem são aqueles balões de gás hélio, aqueles que ficam sempre flutuando e que pode-se encontrar em eventos como a Festa do Mar ou a Fenadoce. Muito comum olhar para a multidão e ver um cavalo, um coração ou um personagem do desenho Cars da Pixar flutuando acima da galera. Deve ser bom para os pais que podem encontrar facilmente seu "bambino" em caso de perda. Se bem que eles andam sempre de mãos com os pais (bom, quase sempre, esses dias dei de cara com um guri chorando "papáaaa, papáaaa" perdido no supermercado). Pode-se encontrar também comes e bebes. Muitos tipos de sanduiches e umas castanhas torradas na hora que parecem ser tradicionais em toda a Itália. Provei um tal de "vin brulé" que descrevo como um quentão. Mas sem cachaça, provavelmente deve ser só vinho quente com canela e/ou outras especiarias. Sem dúvida uma boa pedida no inverno esse vin brulé. Por falar em inverno, cadê a neve? Até agora nada. Nessa época ano passado Lugano (e dizem-me Trento também) já estava branca. Será que vou passar o Natal sem neve esse ano? Que coisa mais estranha. Por falar em Natal ainda não tenho nenhum plano para essa data. Aparentemente todos os meus colegas daqui bem como os de Lugano tem planos de ir pra algum lugar. Por enquanto estou ficando só. Mas vou acabar pensando em alguma coisa ou encontrando alguem que esteja meio perdido por aqui como eu. Segue o baile. Abraço pra vocês.
quinta-feira, 7 de dezembro de 2006
Blog do Fernandao
Legal acompanhar o Inter do ponto de vista do Fernandão. Quem quiser dar uma lida:
Blog do Fernandão.
Blog do Fernandão.
sábado, 2 de dezembro de 2006
Troco
Interessante. Na Suiça nem existe mais moeda de um centavo de Franco, e já ouvi falar que eles querem acabar também com as moedas de 5 centavos. No Brasil a maioria das coisas custa X,99 reais, mas ninguém devolve o centavo de troco. Já aqui na Itália, em geral os caras te dão o troco até o ultimo centavo. Se tua compra totaliza 6,87 Euros e tu pagas com uma nota de 10, por exemplo, eles te dão exatos 3,13 Euros. O troco certinho até o último centavo. É comum a moça do caixa perguntar algo como: "Hai tre centesimi?". Três centavos pra facilitar o troco! Putz, e lá vou eu procurar aquelas moedinhas inúteis que ficam sempre lá no fundo da carteira. Interessante.
sábado, 25 de novembro de 2006
Trento
Aviso incluido depois de escrever o post: Esse post ficou extremamente longo, e possivelmente chato para alguns de vocês. Se este for o caso não leiam, vão direto para as fotos que são bonitinhas ;). Eu acho legal história e um pouco de cultura geral e por isso me prestei a escrever as linhas a seguir. Se te interessar, boa leitura. Só não reclames que o texto é longo e/ou chato pois eu já incluí esse aviso no início.
Buenas, chegou a hora de falar um pouco sobre Trento, minha nova cidade. Hoje eu fui fazer um tour pelo centro histórico da cidade. Interessante estar num lugar mais antigo do que o "descobrimento" do Brasil. A cidade foi conquistada pelos Romanos no final do século I. Na época do império Romano, o lugar servia como passagem e descanso de soldados que iam de Roma para o norte da Europa. O nome original da cidade era Tridentum. Em homenagem ao Netuno. Sim, aquele Netuno que é o Deus dos Oceanos. O que a cidade tem a ver com o Oceano? Nada, já que a cidade encontra-se nas montanhas, na região alpina da Itália. Acontece que muitos anos atrás o rio Adige, que corta a cidade passava literalmente por dentro da cidade. Trento então era como Veneza, com canais nas ruas e partes da cidade só acessíveis de barco ou gondola. Daí a associação com Netuno.
Depois da queda do império Romano a cidade trocou de mãos algumas vezes, mas acabou ficando com o "Sacro Império Romano-Germânico", o qual até hoje eu não sabia que existia, mas era como uma "confederação" de regiões católicas que ocupava grande parte do que hoje é a Alemanha, Austria, Belgica, Holanda e essa parte aqui da Itália. Um pouco mais ao norte de onde eu estou, no chamado Alto Adige até hoje a lingua preferida do povo é o Alemão. Inclusive um colega meu, Italiano do Alto-Adige na Universidade, perguntado sobre recomendações de música italiana respondeu não saber, pois ele "é" alemão. Esse Império instituiu aqui em 1027 o governo de principes-bispos, ou seja, o lugar era um "principado episcopal". Um príncipe-bispo era um cara que concentrava o poder político e da Igreja, e na época isso era o maior poder que um cara poderia ter. Ou seja, absolutismo total. A guia do city tour parece que até hoje guarda uma certa mágoa desses caras, pois como todos os soberanos os caras exploravam o povo. Ela disse que havia impostos sobre as moscas na cidade, sobre poeira levantada por cavalos e outras sandices. E claro, qualquer um que falasse contra o "principe vescovo" seria morto sem muita cerimonia. Tal adoração do povo pelos soberanos culminou na construção do Castelo Buonconsiglio. Uma verdadeira fortaleza que servia como moradia dos soberanos para protegê-los de cidadãos mais revoltados. E deu certo. Apesar do povo não aturar o sistema de governo e terem ocorridas inumeras revoltas, o sistema de principado-episcopal durou até 1801, quando Napoleão chegou e dominou praticamente a Europa toda. Depois da "bagunça" napoleonica, a região ficou com a Áustria, mas depois da primeira guerra mundial foi conquistada pela Itália. Eu acho interessante como para nós olhando aí do Brasil (ou pelo menos eu via assim), os países europeus parecem ser reinos que já existiam há muitos séculos, quando isso não é verdade. O Brasil ("independente" de Portugal em 1822), se contarmos a época do Império é mais antigo como país do que países como a Itália (unificada em 1861) e a Alemanha (unificada em 1871) atuais. Paises como a França, a Inglaterra, Portugal e Espanha, me corrijam se estiver errado, são mais antigos e talvez por isso tenham colonizado meio mundo.
É, como podem ver esse city tour cheio de informações históricas me deixou empolgado com questões históricas. Eu não sei o que acontece, mas aqui assuntos como esse me parecem muito mais interessantes do que em toda a minha vida no Brasil. Acho que aqui as pessoas levam mais a sério sua história e tradições. Eu realmente gostaria que minhas meninas estudassem uns anos aqui, e se tudo der certo estudarão, pra terem uma experiencia assim. Por exemplo, esses dias (e mesmo ano passado, ainda em Lugano) andei vendo a versão italiana do "Show do Milhão". No programa aqui se fazem perguntas bastante difíceis sobre história, arte, filosofia, mitologia entre outros. E seja qual for desses assuntos que esteja em pauta, o participante geralmente desenvolve um raciocínio aprofundado sobre o tema até concluir uma resposta. Mesmo que a pessoa não saiba a resposta, começa a "pensar alto" coisas como: "hmm, nessa época o imperador era fulano de tal, então tal resposta não pode ser pois só foi instituida por fulano III, bla bla bla." Muitas vezes a pessoa erra, pois as perguntas são dificeis. Mas só o raciocinio dos caras já é interessante. No show do milhão brasileiro eu vi uma mulher pedir ajuda aos universitários para responder se o telefone 190 era da Polícia Militar ou do disque-pizza. Os universitários "achavam" que era da Polícia Militar.
Uma última nota histórica sobre Trento. Aqui rolou entre 1545 e 1563 o famoso "Conselho de Trento". Uma reunião da Igreja Católica de toda a Europa para se defender das acusações de corrupção da Igreja por parte de Luthero. Segundo me conta a nossa guia turistica, antes desse conselho, ser Padre era a várzea total. Não precisava ter estudo nenhum, nem precisava ficar na paróquia. Os caras viviam basicamente na esbórnia. Depois do conselho passou a ser necessário estudar para ser Padre e a Igreja implantou uma série de regras para que os sacerdotes levassem sua profissão mais a sério. Não que atualmente eles trabalhem muito, mas aí já é minha opinião.
Bom, apesar de toda a história milenar, Trento é uma cidade pequena. Tranquila até demais às vezes. Boate por exemplo não tem na cidade, pois o povo ainda é muito Católico. Esses dias eu e uns colegas de Lugano conhecemos um Garçom aqui em Trento que, vejam só, havia trabalhado muitos anos em Lugano. O Garçom, já um senhor de certa idade não entendia como uma cidade universitária como Trento não tinha "lugares para os jovens se divertirem". O garçom realmente não entendia isso e concluiu: "assim são os trentinos, fazer o que...". O horário italiano também é interessante. O comércio em geral, incluindo alguns supermercados, é das 8:30 da manhã ao meio-dia, e depois das 15:30 às 19:30. Sim, das 15:30! Dá tempo do pessoal curtir uma bela sestia, apesar de aqui não ser a Espanha. Já comentei com Europeus sobre isso e como no Brasil e nas Americas em geral isso é diferente. A resposta padrão: "aqui valorizamos a qualidade de vida, trabalhamos para viver e não vivemos para trabalhar". Como sou cliente e não funcionário de supermercado tendo a discordar, mas se instituissem esse horário também para os estudantes de Doutorado talvez eu até mudasse de idéia. Ah, esqueci de falar. Segunda-feira de manhã também não tem expediente no comércio.
A seguir algumas fotos de Trento. Espero que gostem.

Começo mostrando, acima, minha nova casa. Moro neste prédio, perto do Instituto onde trabalho e há uma meia hora de ônibus do centro de Trento e de todas as outras fotos desse post. Posso dizer que moro "nas montanhas".

Esta é a "Piazza Duomo", local central de Trento, com a estátua de Netuno na fonte ao centro. Ao fundo, a primeira residência dos príncipes-bispos, antes de se mudarem para o castelo mais protegido. Na torre ficavam presos os inadimplentes. Embaixo da árvore eram vendidos os bens dos presos, venda esta que eles podiam assistir do cárcere. Uma espécie de tortura psicológica.

Outra vista da fonte na Piazza Duomo, a noite e com a Catedral ao fundo. A fonte é de 1768. Bem mais recente do que a crença em Netuno, mas já bem antiga.

Aqui a Catedral. Os guarda-sois são bares e/ou restaurantes bem agradáveis. Esta foto e a foto da fonte a noite foram tiradas no verão daqui, antes da minha última ida ao Brasil.

Conta nossa guia turistica que por volta de 1500 rolou uma guerra do nosso "principado episcopal" contra a então república de Veneza para definir onde ficaria a fronteira. A versão dos trentinos é que a fronteira ficou onde o príncipe-bispo queria, e os venezianos foram derrotados, com seu lider militar tendo sido morto. Mas os trentinos tinham respeito por tal lider veneziano, que era também ligado a Igreja de alguma forma, e colocaram essa escultura dele dentro da Catedral de Trento, com a bandeira e o Simbolo de veneza de cabeça para baixo, uma vez que ele foi derrotado.

Detalhe de um vitral da Catedral. Representa a "roda da fortuna". Ao centro, uma mulher (a fortuna) gira a roda. Em volta da roda, no topo um cara com uma vida de rei, e ao longo da roda figuras em diferentes situações com um bonequinho totalmente liquidado na parte de baixo da roda. Moral, podes estar numa boa hoje e "fumado" amanhã, ou vice versa. Interessante que em uma igreja, que deveria pregar que Deus decide tudo, o "acaso" é evidenciado desta forma. Algumas pessoas dizem que "nada acontece por acaso". Eu por minha vez acho que MUITAS coisas acontecem sim, por acaso.

Monumento a Dante Alighieri, o cara que escreveu "A Divina Comédia" que eu ainda vou ler um dia. Ah, nas horas vagas ele também inventou o idioma italiano. Grande poeta esse cara.

Aqui o Castelo Buonconsiglio, onde os Principes-Bispos passaram a morar para se proteger do próprio povo.
Ufa, acho que chega de "blogar" por hoje. Abraço pra ti que leu isso tudo até aqui!
Buenas, chegou a hora de falar um pouco sobre Trento, minha nova cidade. Hoje eu fui fazer um tour pelo centro histórico da cidade. Interessante estar num lugar mais antigo do que o "descobrimento" do Brasil. A cidade foi conquistada pelos Romanos no final do século I. Na época do império Romano, o lugar servia como passagem e descanso de soldados que iam de Roma para o norte da Europa. O nome original da cidade era Tridentum. Em homenagem ao Netuno. Sim, aquele Netuno que é o Deus dos Oceanos. O que a cidade tem a ver com o Oceano? Nada, já que a cidade encontra-se nas montanhas, na região alpina da Itália. Acontece que muitos anos atrás o rio Adige, que corta a cidade passava literalmente por dentro da cidade. Trento então era como Veneza, com canais nas ruas e partes da cidade só acessíveis de barco ou gondola. Daí a associação com Netuno.
Depois da queda do império Romano a cidade trocou de mãos algumas vezes, mas acabou ficando com o "Sacro Império Romano-Germânico", o qual até hoje eu não sabia que existia, mas era como uma "confederação" de regiões católicas que ocupava grande parte do que hoje é a Alemanha, Austria, Belgica, Holanda e essa parte aqui da Itália. Um pouco mais ao norte de onde eu estou, no chamado Alto Adige até hoje a lingua preferida do povo é o Alemão. Inclusive um colega meu, Italiano do Alto-Adige na Universidade, perguntado sobre recomendações de música italiana respondeu não saber, pois ele "é" alemão. Esse Império instituiu aqui em 1027 o governo de principes-bispos, ou seja, o lugar era um "principado episcopal". Um príncipe-bispo era um cara que concentrava o poder político e da Igreja, e na época isso era o maior poder que um cara poderia ter. Ou seja, absolutismo total. A guia do city tour parece que até hoje guarda uma certa mágoa desses caras, pois como todos os soberanos os caras exploravam o povo. Ela disse que havia impostos sobre as moscas na cidade, sobre poeira levantada por cavalos e outras sandices. E claro, qualquer um que falasse contra o "principe vescovo" seria morto sem muita cerimonia. Tal adoração do povo pelos soberanos culminou na construção do Castelo Buonconsiglio. Uma verdadeira fortaleza que servia como moradia dos soberanos para protegê-los de cidadãos mais revoltados. E deu certo. Apesar do povo não aturar o sistema de governo e terem ocorridas inumeras revoltas, o sistema de principado-episcopal durou até 1801, quando Napoleão chegou e dominou praticamente a Europa toda. Depois da "bagunça" napoleonica, a região ficou com a Áustria, mas depois da primeira guerra mundial foi conquistada pela Itália. Eu acho interessante como para nós olhando aí do Brasil (ou pelo menos eu via assim), os países europeus parecem ser reinos que já existiam há muitos séculos, quando isso não é verdade. O Brasil ("independente" de Portugal em 1822), se contarmos a época do Império é mais antigo como país do que países como a Itália (unificada em 1861) e a Alemanha (unificada em 1871) atuais. Paises como a França, a Inglaterra, Portugal e Espanha, me corrijam se estiver errado, são mais antigos e talvez por isso tenham colonizado meio mundo.
É, como podem ver esse city tour cheio de informações históricas me deixou empolgado com questões históricas. Eu não sei o que acontece, mas aqui assuntos como esse me parecem muito mais interessantes do que em toda a minha vida no Brasil. Acho que aqui as pessoas levam mais a sério sua história e tradições. Eu realmente gostaria que minhas meninas estudassem uns anos aqui, e se tudo der certo estudarão, pra terem uma experiencia assim. Por exemplo, esses dias (e mesmo ano passado, ainda em Lugano) andei vendo a versão italiana do "Show do Milhão". No programa aqui se fazem perguntas bastante difíceis sobre história, arte, filosofia, mitologia entre outros. E seja qual for desses assuntos que esteja em pauta, o participante geralmente desenvolve um raciocínio aprofundado sobre o tema até concluir uma resposta. Mesmo que a pessoa não saiba a resposta, começa a "pensar alto" coisas como: "hmm, nessa época o imperador era fulano de tal, então tal resposta não pode ser pois só foi instituida por fulano III, bla bla bla." Muitas vezes a pessoa erra, pois as perguntas são dificeis. Mas só o raciocinio dos caras já é interessante. No show do milhão brasileiro eu vi uma mulher pedir ajuda aos universitários para responder se o telefone 190 era da Polícia Militar ou do disque-pizza. Os universitários "achavam" que era da Polícia Militar.
Uma última nota histórica sobre Trento. Aqui rolou entre 1545 e 1563 o famoso "Conselho de Trento". Uma reunião da Igreja Católica de toda a Europa para se defender das acusações de corrupção da Igreja por parte de Luthero. Segundo me conta a nossa guia turistica, antes desse conselho, ser Padre era a várzea total. Não precisava ter estudo nenhum, nem precisava ficar na paróquia. Os caras viviam basicamente na esbórnia. Depois do conselho passou a ser necessário estudar para ser Padre e a Igreja implantou uma série de regras para que os sacerdotes levassem sua profissão mais a sério. Não que atualmente eles trabalhem muito, mas aí já é minha opinião.
Bom, apesar de toda a história milenar, Trento é uma cidade pequena. Tranquila até demais às vezes. Boate por exemplo não tem na cidade, pois o povo ainda é muito Católico. Esses dias eu e uns colegas de Lugano conhecemos um Garçom aqui em Trento que, vejam só, havia trabalhado muitos anos em Lugano. O Garçom, já um senhor de certa idade não entendia como uma cidade universitária como Trento não tinha "lugares para os jovens se divertirem". O garçom realmente não entendia isso e concluiu: "assim são os trentinos, fazer o que...". O horário italiano também é interessante. O comércio em geral, incluindo alguns supermercados, é das 8:30 da manhã ao meio-dia, e depois das 15:30 às 19:30. Sim, das 15:30! Dá tempo do pessoal curtir uma bela sestia, apesar de aqui não ser a Espanha. Já comentei com Europeus sobre isso e como no Brasil e nas Americas em geral isso é diferente. A resposta padrão: "aqui valorizamos a qualidade de vida, trabalhamos para viver e não vivemos para trabalhar". Como sou cliente e não funcionário de supermercado tendo a discordar, mas se instituissem esse horário também para os estudantes de Doutorado talvez eu até mudasse de idéia. Ah, esqueci de falar. Segunda-feira de manhã também não tem expediente no comércio.
A seguir algumas fotos de Trento. Espero que gostem.

Começo mostrando, acima, minha nova casa. Moro neste prédio, perto do Instituto onde trabalho e há uma meia hora de ônibus do centro de Trento e de todas as outras fotos desse post. Posso dizer que moro "nas montanhas".

Esta é a "Piazza Duomo", local central de Trento, com a estátua de Netuno na fonte ao centro. Ao fundo, a primeira residência dos príncipes-bispos, antes de se mudarem para o castelo mais protegido. Na torre ficavam presos os inadimplentes. Embaixo da árvore eram vendidos os bens dos presos, venda esta que eles podiam assistir do cárcere. Uma espécie de tortura psicológica.

Outra vista da fonte na Piazza Duomo, a noite e com a Catedral ao fundo. A fonte é de 1768. Bem mais recente do que a crença em Netuno, mas já bem antiga.

Aqui a Catedral. Os guarda-sois são bares e/ou restaurantes bem agradáveis. Esta foto e a foto da fonte a noite foram tiradas no verão daqui, antes da minha última ida ao Brasil.

Conta nossa guia turistica que por volta de 1500 rolou uma guerra do nosso "principado episcopal" contra a então república de Veneza para definir onde ficaria a fronteira. A versão dos trentinos é que a fronteira ficou onde o príncipe-bispo queria, e os venezianos foram derrotados, com seu lider militar tendo sido morto. Mas os trentinos tinham respeito por tal lider veneziano, que era também ligado a Igreja de alguma forma, e colocaram essa escultura dele dentro da Catedral de Trento, com a bandeira e o Simbolo de veneza de cabeça para baixo, uma vez que ele foi derrotado.

Detalhe de um vitral da Catedral. Representa a "roda da fortuna". Ao centro, uma mulher (a fortuna) gira a roda. Em volta da roda, no topo um cara com uma vida de rei, e ao longo da roda figuras em diferentes situações com um bonequinho totalmente liquidado na parte de baixo da roda. Moral, podes estar numa boa hoje e "fumado" amanhã, ou vice versa. Interessante que em uma igreja, que deveria pregar que Deus decide tudo, o "acaso" é evidenciado desta forma. Algumas pessoas dizem que "nada acontece por acaso". Eu por minha vez acho que MUITAS coisas acontecem sim, por acaso.

Monumento a Dante Alighieri, o cara que escreveu "A Divina Comédia" que eu ainda vou ler um dia. Ah, nas horas vagas ele também inventou o idioma italiano. Grande poeta esse cara.

Aqui o Castelo Buonconsiglio, onde os Principes-Bispos passaram a morar para se proteger do próprio povo.
Ufa, acho que chega de "blogar" por hoje. Abraço pra ti que leu isso tudo até aqui!
sexta-feira, 17 de novembro de 2006
Heavy Punk Metal
Não sabia que essa música era do Motorhead. Taí a versão original de R.A.M.O.N.E.S. Metaleiros homenageando a melhor banda de todos os tempos!
terça-feira, 14 de novembro de 2006
sábado, 11 de novembro de 2006
Viagem de Volta - Parte 3
Buenas, eu sei que estou demorando pra atualizar aqui, mas os últimos dias tem sido de correria. Mas vamos lá, vou contar a terceira e última parte da viagem até Trento, onde estou morando.
Depois do city tour em Lisboa, voltei para o aeroporto para pegar o voo até Zurique. O voo deveria sair por volta das 17:30, mas pra variar atrasou. O voo saiu atrasado. Acabei chegando em Zurique pouco antes da meia-noite. Pior, fui pegar a mala da esteira e lá se foi a alça. Ficou a verdadeira mala sem alça. 33Kg de mala sem alça. É mole? Ainda bem que pelo menos tinha uma alça lateral, mas não tão conveniente quanto a que arrebentou. Lá fui eu com duas malas gigantes pegar o metrô até a estação de Zurique. É realmente gratificante subir em metro com duas malas de 33Kg cada, uma delas sem alça.
Buenas. Quando cheguei na estação, meia-noite e pouco, evidentemente não haviam mais trens para nenhum lugar que me interessasse. Comprei, nas máquinas pois as bilheterias estavam fechadas, uma passagem para Lugano para as 6 da manhã. Nisso já era quase uma da manhã, e eu pensei comigo: "Já dormi no aeroporto em Lisboa na ida, não vou pagar um dos acessíveis hotéis de Zurique para ficar das 2 as 5 da manhã, vou ficar rateando aqui na estação mesmo até as 6 horas." Beleza, mas quando deu 2 da manhã veio o segurança, primeiro falando em alemão e ao ver que eu não entendia lhufas falou em inglês: "A estação vai fechar, o Sr vai ter que sair. Aqui dentro ninguém pode ficar. Reabrimos às 4 horas." Que beleza, lá fui eu com minhas 2 malas ficar na porta da estação, no ponto de táxi. Quase acabei com minha revistinha de palavras cruzadas. Lá pelas tantas chegou um suiço meio de trago, conversou um monte com os taxistas em alemão e depois veio falar comigo em alemanglês. Já tava meio frio aquela noite, e quando o cara ficou sabendo que eu era do Brasil disse que eu deveria ir para a rua tal, onde tem festas latinas e tal. Se não fossem as minhas malas talvez tivesse aceitado, mas preferi seguir nas palavras cruzadas. Quando eram umas 3:30 mais ou menos me começa uma chuva extremamente gelada. Era tudo que eu estava precisando. Fui o mais pra baixo da marquise possível mas mesmo assim o vento trazia a chuva pra cima de mim. Que beleza!
Finalmente ás 4 da manhã reabriu a estação e eu e mais uns malucos que devem ficar na estação todas as noites, pois pouco antes das 4 apareceram para esperar abrir. Aí esperei até as 6 e embarquei com minhas confortáveis malas no trem. Chegando em Lugano, a boa notícia que eu já esperava é que para passar de uma plataforma a outra deve-se descer e subir escadas, o que é ótimo com 66Kg de bagagem. Comprei minha passagem para Trento e voltei a subir e descer escadas para pegar o trem. Com escala em Milão (estação grande, não tem escada!) e Verona (Aqui curti mais umas escadas...) finalmente cheguei a Trento, meu destino final, onde as últimas escadarias me esperavam. Passei a primeira noite em Trento e, no segundo dia já me mudei para minha nova casa, levando as malas de ônibus. Maravilha!
Agora, sempre que eu vejo as malas aqui em casa já me lembro de chuva e de escadas. Mas faz parte. Tá na chuva é pra se molhar, pelo menos tem conteudo pra escrever no blog.
Estou morando com dois outros estudantes. Um da Ucrania e outro da Bielorrussia. Tranquilo. O problema é quando resolvem falar em russo entre si. Aí não entendo lhufas. Buenas, essa foi a última e mais cansativa parte da viagem. No próximo post falo de Trento, minha nova cidade.
Depois do city tour em Lisboa, voltei para o aeroporto para pegar o voo até Zurique. O voo deveria sair por volta das 17:30, mas pra variar atrasou. O voo saiu atrasado. Acabei chegando em Zurique pouco antes da meia-noite. Pior, fui pegar a mala da esteira e lá se foi a alça. Ficou a verdadeira mala sem alça. 33Kg de mala sem alça. É mole? Ainda bem que pelo menos tinha uma alça lateral, mas não tão conveniente quanto a que arrebentou. Lá fui eu com duas malas gigantes pegar o metrô até a estação de Zurique. É realmente gratificante subir em metro com duas malas de 33Kg cada, uma delas sem alça.
Buenas. Quando cheguei na estação, meia-noite e pouco, evidentemente não haviam mais trens para nenhum lugar que me interessasse. Comprei, nas máquinas pois as bilheterias estavam fechadas, uma passagem para Lugano para as 6 da manhã. Nisso já era quase uma da manhã, e eu pensei comigo: "Já dormi no aeroporto em Lisboa na ida, não vou pagar um dos acessíveis hotéis de Zurique para ficar das 2 as 5 da manhã, vou ficar rateando aqui na estação mesmo até as 6 horas." Beleza, mas quando deu 2 da manhã veio o segurança, primeiro falando em alemão e ao ver que eu não entendia lhufas falou em inglês: "A estação vai fechar, o Sr vai ter que sair. Aqui dentro ninguém pode ficar. Reabrimos às 4 horas." Que beleza, lá fui eu com minhas 2 malas ficar na porta da estação, no ponto de táxi. Quase acabei com minha revistinha de palavras cruzadas. Lá pelas tantas chegou um suiço meio de trago, conversou um monte com os taxistas em alemão e depois veio falar comigo em alemanglês. Já tava meio frio aquela noite, e quando o cara ficou sabendo que eu era do Brasil disse que eu deveria ir para a rua tal, onde tem festas latinas e tal. Se não fossem as minhas malas talvez tivesse aceitado, mas preferi seguir nas palavras cruzadas. Quando eram umas 3:30 mais ou menos me começa uma chuva extremamente gelada. Era tudo que eu estava precisando. Fui o mais pra baixo da marquise possível mas mesmo assim o vento trazia a chuva pra cima de mim. Que beleza!
Finalmente ás 4 da manhã reabriu a estação e eu e mais uns malucos que devem ficar na estação todas as noites, pois pouco antes das 4 apareceram para esperar abrir. Aí esperei até as 6 e embarquei com minhas confortáveis malas no trem. Chegando em Lugano, a boa notícia que eu já esperava é que para passar de uma plataforma a outra deve-se descer e subir escadas, o que é ótimo com 66Kg de bagagem. Comprei minha passagem para Trento e voltei a subir e descer escadas para pegar o trem. Com escala em Milão (estação grande, não tem escada!) e Verona (Aqui curti mais umas escadas...) finalmente cheguei a Trento, meu destino final, onde as últimas escadarias me esperavam. Passei a primeira noite em Trento e, no segundo dia já me mudei para minha nova casa, levando as malas de ônibus. Maravilha!
Agora, sempre que eu vejo as malas aqui em casa já me lembro de chuva e de escadas. Mas faz parte. Tá na chuva é pra se molhar, pelo menos tem conteudo pra escrever no blog.
Estou morando com dois outros estudantes. Um da Ucrania e outro da Bielorrussia. Tranquilo. O problema é quando resolvem falar em russo entre si. Aí não entendo lhufas. Buenas, essa foi a última e mais cansativa parte da viagem. No próximo post falo de Trento, minha nova cidade.
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