terça-feira, 10 de março de 2009

To Write or Not to Write

De vez em quando sai um post assim. Sem muito assunto. Sem nenhum sentido. Só pra não deixar o blog morrer.

Domingo eu li uns sonetos do Shakespeare. Confesso que não entendi patavinas. No livro todo não achei nenhum que me dissesse algo significativo o bastante para que eu pudesse colocar aqui. Fiquei decepcionado com o meu inglês. Ou com a minha capacidade de compreensão de "sonetos de amor". O cara "is supposed to be" genial. O Abujamra disse uma vez que "se lês Shakespeare e não gostas, a culpa é tua, não do Shakespeare". Mas eu não culpo ninguém. Muito menos o Shakespeare. E também não quero me culpar. Quem sabe uma outra vez. Depois eu releio. Ou não. Azar do Shakespeare. Prefiro o Drummond. Prefiro essa piada de ventríloquo do blog do Fonseca. Estou achando que o sentido da vida é não se preocupar. Relaxar e gozar, seja lá o que for ou como for.

Eu avisei que não tinha nenhum sentido...

12 comentários:

Juliana disse...

Uma vez vi num conto de Machado de Assis (A Cartomante, acho) que ele citava uma passagem do Hamlet. Era esta frase:

"Ha mais coisas entre o céu e a terra, Horacio, do que possa sonhar a nossa va filosofia".

E nao é que analisando e "transportando" para nossa vida faz sentido? Toda vez que alguém me decepciona ou me decepciono com um fato eu repito a frase shakespereana.

Quando disseste que nao gosta de Shakespeare, eu me lembrei de quando disse que nao gostava de Memorias Postumas de Bras Cubas e os defensores machadianos me olharam com uma cara de alguém que quer te matar.

Eu também nao sei porque nao gosto desse livro. Tentei le-lo duas vezes mas nunca o terminei. Talvez por ser um dos livros "obrigatorios" para a Fuvest. Ou entao pela minha idade. So sei que nem depois quando entrei na faculdade quis le-lo... quem sabe agora?

Leonardo disse...

Não é que eu não goste de Shakespeare. Não tenho conhecimento de causa pra dizer se gosto ou não. Eu não gostei, ou mais precisamente não entendi, os sonetos que li (Love Sonnets). Mas frases como essa que citaste e histórias como "Romeu e Julieta" nos dizem que o cara é bom. O Abujamra provavelmente está certo.

blogdafurg disse...

Eu não dou a mínima bola para quem diz coisas como essa que o Abujanra disse... Não me sinto nem um pouco culpada se não gostar desse povo canônico. Azar. :D Tem dias que prefiro piada, e tem dias que os classificados do jornal estão de bom tamanho. como hoje.. bjo. bjo.

Andréia Alves Pires disse...

era eu logada como furg alguma coisa..

Leonardo disse...

Imaginei Andréia. Pelo "bjo. bjo." so poderia ser tu. Concordo com teu comentário. bjo. bjo. pra ti também!

André Benjamim disse...

Por melhor que seja o teu inglês, começar a ler shakespeare pelos sonetos, em inglês, é meio caminho para não gostar. começa por ler as tragédias e as comédias, de preferência traduzidas para português (melhor ainda, em edição bilíngue)... e então gostarás tanto do william como eu gosto do Drummond e do Machado de Assis... Abraço.

Leonardo disse...

Valeu André! Obrigado pela sugestão. O inglês dele é obviamente arcaico mesmo.

Abraço!

Juliana disse...

E' como o André disse. Ja me disseram para ler os contos do Machado de Assis antes de ler os romances. Os contos sao fantasticos, os romances, gosto mais do Dom Casmurro.

Uma otima semana!

Beijos

Marina disse...

Ultimamente, ando bem ruinzinha para entender sonetos, ainda mais de amor. Se fosse em inglês, então... Espero que seja uma fase.

E ah, claro que eu conheço a música "feijoada completa" de Chico. Foi justamente ela que deu título ao post. Ando numa época bem "Chico" por esses dias.

Beijos!

Leonardo disse...

Chico Buarque é o cara.

Débora Freitas disse...

Quem sabe eu leia um livro inteiro do Shakespeare um dia.
Não gosto de poesias.

Tânia L. Barros disse...

literatura é sempre uma produção nova de sentidos a cada leitura mesmo... e mesmo hoje relendo Machado de Assis, por exemplo, ou Kafka... fico repleta de novos sentidos não percebidos antes, ou mesmo leituras que fiz na adolescências lendo hoje não me dizem nada. Quando Shakespeare, adoro quando posso assistir alguma peça... a última montagem que assisti faz mais de 5 anos... quanto aos sonetos estou em falta mesmo.

abraço