quarta-feira, 20 de maio de 2009

Livro da Vez: Fight Club - Chuck Palahniuk


Faz um bom tempo que eu não posto nada sobre livros, então chegou a hora. Andei lendo pouco, e coisas que não valiam a pena colocar aqui. Mas "O Clube da Luta" vale muito a pena. Tá, é na linha de livros violentos e talvez até "subversivos", de certa forma. Mas, como eu já fdalei em resenhas de outros livros, eu gosto de livros que desafiem, ofendam, impressionem seja pela beleza, pela violência ou pelo inesperado. Enfim, livros que causem algum efeito no leitor. Acho que todo mundo já viu o filme, então vou seguir sem medo de estragar a "surpresa da história (se alguém ainda não viu este baita filme, que pare de ler por aqui). Além da violência e da subversão, outra característica do "Fight Club" que eu gosto, e talvez seja sua principal característica, é o conflito psicológico. Os conflitos internos que todos nós temos e dos quais Tyler Durden é a personificação extrema. É justamente nessa parte psicológica que o livro acrescenta algo a quem já viu o filme. O livro se aprofunda mais na psicologia, nas idéias e pensamentos do narrador e de Tyler. Não poderia ser diferente, um livro é um veículo melhor para descrever esse tipo de coisa. E nesse sentido foi muito legal ler o livro. Revendo o filme depois de ler, eu prestei atenção em frases e passagens do filme as quais não tinha fixado antes. Acho que a adaptação para o cinema foi muito boa. Dentro do possível, passou-se muito do livro para a tela. Acho que a essência da história está ali. Com as vantagens e desvantagens do veículo de comunicação diferente, e com algumas mudanças na história, principalmente no final, que podem desagradar aos puristas, mas que para mim não fazem muita diferença já que a essência da história foi mantida. E é uma grande história. Impressionante. Enfim, eu recomendo bastante o livro pra quem gostou do filme e o filme pra quem gostou do livro. E qualquer um dos dois pra quem não viu nem leu a história. É algo raro, que ambos filme e livro sejam igualmente bons e se completem desta forma. Me lembro que na época do lançamento do filme, um maluco entrou dando tiros em um cinema em São Paulo. Para evitar coisas do tipo, vá ler/assistir tendo em mente que é apenas um livro/filme. Um livro/filme perturbador, mas apenas um livro/filme. Bom divertimento.

"All the ways you wish you could be, that's me. I look like you wanna look, I fuck like you wanna fuck, I am smart, capable, and most importantly, I am free in all the ways that you are not."
Tyler Durden


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7 comentários:

Fonseca disse...

Cara, estive em São Paulo na semana passada e, numa livraria, peguei esse livro na mão, pensei em comprar, e não comprei. Burro, eu.

Marina disse...

É a segunda pessoa que me fala desse livro, em um mês. OK, me convenceu. Tá na minha wishlist.

Leonardo disse...

Fonseca, estar em livrarias com livros na mão pensando em comprar ou não é um quase um hábito meu. Eu penso que podem me tirar tudo na vida, menos o conhecimento adquirido, então eu acho que investir num livro sempre vale a pena (partindo do pressuposto que o livro será lido). Em geral eu fico pensando em qual levar, e não em se levar ou não. Mas tá, eu sou nerd ;). Abraço!

Marina, O livro foi lançado nos anos 90 e logo nesse mês duas pessoas foram te falar. Baita coincidência. Se eu acreditasse em "sinais", diria que é um "sinal" ;). Beijo!

Fonseca disse...

Ah, mas na ocasião eu deixei de comprar o Fight Club e comprei os pocket books: So long, and thanks for all the fish!, do Douglas Adamns (sequencia do Guia do Mochileiro das Galáxias), Silence of the Lambs (me recuso a dizer o imbecil "título" em Português) do Thomas Harris (sou fã do Coringa e do Hannibal Lecter!) e o livro baseado no Batman: Gotham Knight (desenho que faz link entre o Batman Begins e o Dark Knight)...

Leonardo disse...

Ah, então fizeste boas compras! Eu comecei a ler o "guia do mochileiro" uma vez na fnac (o bom dessas livrarias modernas é que pode ficar lendo lá dentro), mas acabei não levando.

luiz young disse...

Eu tenho esse livro e é um dos melhores que já li.


Pra mim é do nível de um 1984, só que mais atual ainda.


Só acho que o filme, apesar de ótimo, perde um pouco de impacto no fim, em relação ao livro.

abração!

Leonardo disse...

Hollywood e seus finais felizes...